Mensagens Espirituais

A Palavra dos mestres

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Leitura antes do ritual

No deserto do Sinai onde o povo hebreu andou por 40 anos para preparar-se e purificar-se para receber as tabuas da Lei da era do Pai, a hierarquia celeste ordenou ao seu sacerdote, Moises a construir um candelabro de ouro de sete braços nos quais acender-se-iam chamas eternas símbolo da presença divina manifestada no tabernáculo.

Para manter os sete aspectos da manifestação espiritual, o povo, através dos seus sacerdotes, deveria cuidar para que essas chamas nunca se apagassem, para que elas pudessem manifestar o ardor da sua fé e conquistar as virtudes do espírito com a pureza interior.

Na atual nova Era, o raio de Mickael tornou a materializar o símbolo do Candelabro. Símbolo da iluminação e da evolução da vida manifestada, simbolizando o retorno consciente das criaturas ao seio paterno.

As chamas do candelabro foram acesas no tabernáculo divino da nova era, elas iluminam e guiam todas as ações, decisões e realizações daqueles que souberem alcançar, com a sua mente a divina presença formando um contato direto com o raio Azaquiel, senhor do símbolo do Candelâbro.

O Símbolo do Candelabro representa a força motriz e vital do corpo físico que aciona todas as suas faculdades internas libertas e iluminadas, para alcançar a direção consciente rumo a unidade universal; por isso é o símbolo da iluminação e das virtudes que conecta a força de Deus e a sua energia cósmica.

Do âmago da terra, morada da Mãe Cósmica, que é o pedestal sobre o qual está postado o Candelabro Sagrado, brotaram como filhos pródigos, os sete arcanjos de luz cujas mãos acenderam as chamas sagradas da ressurreição do espírito. Filhos da dor, erguem as chamas divinas, acesas sobre o altar do Candelabro, como símbolo da conquista e da supremacia sobre a carne.

Elas são oferecidas ao infinito todo na mais impessoal das ofertas, fundindo-se com o todo no Om sagrado da sua vontade eterna para o serviço do Espírito Cósmico Universal.

Cada chama acesa é uma virtude conquistada, é um símbolo de ascensão espiritual proporcionando ao ego a transmutação interna, que o purificam alcançando o mérito da libertação do seu ser da escravidão da matéria devolvendo lhe a sua característica original assim como foi criado no Éden.

As virtudes conquistadas, não são apenas bens adquiridos ou aprendidos na escola da vida; são muito mais que isso: são a força do despertar de um estado original que sempre existiu dentro do ser humano, porém, sua manifestação foi obstruída pela ação do ego, preso e limitado pelos seus desejos, num delírio alucinante do fogo das paixões, destruidores da realidade universal.

Mas, pela ação do karma universal e pelo superamento, deve soltar as rédeas que o aprisionam e diluir-se no todo para poder manifestar a chama sagrada do espírito, que sempre esteve ardendo em seu interior

As sete chamas do Candelâbro não representam os 7 raios descendo do alto, são a luz divina desperta no interior físico de cada um através da conquista, da purificação e da plena realização dos ideais do espírito. Elas representam o ser iluminado que se esforçou com o seu ego terreno para chegar à terra prometida, à casa suprema do Pai, e isto só pode acontecer manifestando em si todas as virtudes transcendentais, tornando-se luz numa expressão infinita de amor.

Elas são uma prova viva da pureza interior, abrindo um canal consciente, com devoção absoluta, pronto de manifestar a presença e a vontade divina, que é o caminho único e direto para alcançar a iniciação.

Um iniciado é um ser liberto, é uma fagulha de luz desperta que realizou em si o poder do “nada”, a focalização do poder cósmico universal, que se anula para manifestar-se em todos os aspectos da criação.

Ele manifesta a vontade do supremo querer, a sua ação é tão intensa que se transforma numa emanação potente de poder, canalizada através dos sete raios, das sete chamas arcangélicas, acesas pelas virtudes universais conquistadas.

Os irmãos que seguem o caminho do espírito devem realizar em si o simbolismo do Candelabro. Devem ter os pés sobre a terra equilibrando com perfeição os quatro elementos na sua natureza inferior, e nela acender as chamas das virtudes do espírito ao serviço do Grande Ser que se anulou para nos dar a dádiva da vida.

Zari 8-7-2004

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Na primeira metade do século passado desceu sobre o nosso planeta o raio do Espírito Santo – Mickael. Este raio potente despertou nas trevas do astral da terra, o sub mundo do inconsciente coletivo, uma grande revolução de forças, filhas de milênios de evolução. A energia excelsa despertou nos egos entorpecidos a força original adormecida no decorrer dos séculos de ignorância e trevas para (a consciência da luz) os espíritos de luz.

Rastros de povos arrastavam-se pela força decadente das suas culturas ancestrais que há muito extraíram o máximo dos seus conhecimentos e da sua experiência milenar. O fim dos tempos chegara, as guerras e os raios cadentes e ultrapassados de lideres iluminados que guiaram povos e correntes humanas já não encontravam mais forças nem inspirações para continuar nesta aurora nebulosa do início do século 20.

A ciência avançou, revelou novos mundos e novos horizontes, e as bases antigas da fé foram estremecidas. A humanidade, sob o choque do novo raio, vindo diretamente do plano do Pai celestial, teve a necessidade imanente de buscar novos horizontes. Por um impulso inexplicável e incontrolável, os seres, desvinculados das suas antigas crenças pela intensidade do choque luminoso que atingiu com poder incalculável as bases do seu inconsciente coletivo, sentiram-se perdidos, arrancados das próprias raízes que lhes dava sustentação, que lhes trazia a seiva da continuidade da sua fé e das suas crenças, milenarmente trabalhadas e elaboradas, cada qual com a sua tradição e os seus costumes.

Paralelamente, os avanços da ciência, que quebraram os limites do universo, até então intransponível, revelaram novos horizontes, às vezes mais obscuros e mais tenebrosos que outrora. O mistério da Vida pairava no ar. As diversas correntes de fé, da forma que eram praticadas, não mais davam sustentação e conforto ao espírito humano comum. Uma rebelião mundial, no plano espiritual, estava prestes a deflagrar-se, a busca de uma nova orientação tornou-se cada vez mais efervescente, não existia mais direção, não havia mais palavra completa que pudesse responder ao impulso gigantesco que vinha do interior, bem mais profundo que antes.

Começaram a surgir movimentos estranhos que expressavam a necessidade da liberdade do espírito, que traziam a característica reveladora da Nova Era, própria do signo de Aquário, sob a influencia e característica do planeta Urano que impulsionava a humanidade para a renovação, a originalidade, a liberdade de expressão, a conquista da consciência, a igualdade e a grande fraternidade humana unida sob a mesma bandeira do ideal do espírito único universal.

Tudo isso foi resultado da penetração do Raio de Mickael no plano astral, no sub-mundo do inconsciente coletivo do nosso planeta.

O Seu raio partícipe da inteligência superior do Ser divino, não limitado pela lógica humana e pela contaminante presença do eu pessoal, egocêntrico e interesseiro, agia sem a participação ou aprovação de nenhum dos espíritos humanos, mesmo os mais evoluídos através de suas inúmeras passagens sobre a terra.

A Sua missão, que se iniciara desde o princípio dos tempos, quando o planeta era ainda fogo primordial e, a Sua consciência pertencia e fazia parte da vontade celeste do Pai, continha a Lei primordial que partiu do centro absoluto da unidade Divina e portava consigo a semente da consciência da unidade universal.

Isto era e é a Sua missão especial para as suas criaturas terrenas com as mentes que se limitam pelas tradições temporais, como crianças imaturas que não podem conceber a grandiosidade do raio que partiu do centro divino da unidade cósmica.

A Sua Lei visa a união consciente entre todas as facções que compõem a evolução da humanidade. Agora, que as distâncias se anulam, através da tecnologia e do avanço científico e a comunicação entre os povos universaliza todos os conhecimentos e expõe todas as opiniões e visões, não há mais motivos para que as crenças e a fé num único Deus tenham abismos intransponíveis entre os costumes e tradições dos povos.

A ciência do espírito deve seguir paralela à ciência da mente e da matéria. Sobre o passado se constroem as bases do futuro e este futuro deve ser estável e luminoso como o nascer do Sol no horizonte.

Os antigos sacerdotes da Babilônia, os devotos dos Faraós, os grandes democratas da antiga Grécia, Os fieis Maias que tinham o hábito de oferecer os corações humanos em sacrifício ao grande ser, os sacerdotes do templo de Jerusalém que guardam a lei recebida na era do Pai no monte Sinai, do monoteismo, de um único Deus, os inúmeros devotos de Baal que povoaram as terras de Sidon e seguiam a sua lei, a todos, desde os mais recônditos cantos da terra, o raio divino ordenou que todas essas crenças, que tinham como fundo a vontade única de Deus, fossem convocados para abertura da Nova Era.

Por isso o raio de Mickael ordenou que fosse fundida uma pirâmide em cimento branco e que nela fossem colocadas todas as pedras e objetos trazidos dos quatro cantos da terra, para que pudessem representar os povos da terra. Cada pedra ou objeto trazia a sua história, as vibrações remanescentes das eras passadas, para que com o trabalho da magia divina, realizada pelo raio de Mickael pudesse atrair para o templo da nova era os espíritos que em sua vida terrena se ligaram àquelas terras longínquas para exercer e manifestar a sua fé.

A preparação da nova era não podia ser outra se não aquela que tivesse em seu ideal a união dos povos e a transmutação e sublimação de todas as tradições numa única aurora de fé consciente na qual o homem pudesse compreender o seu legado cósmico na unidade universal.

A tarefa da união de todas as religiões é uma obra árdua e difícil que requer muito esforço de todas as partes envolvidas, os sacerdotes sanguinários dos Aztecas terão que fazer laços fraternais com os democratas puros da antiga Grécia, os sacerdotes rígidos do templo de Jerusalém terão que unir se aos seus arqui inimigos da Babilônia, os devotos de Baal terão que reconhecer a superioridade espiritual dos antigos egípcios aceitando-os como irmãos, filhos de um único Deus.

A tarefa que o Mestre propôs à fraternidade é muito grande e muito difícil porque visa a união de todos os poderes e forças do planeta convergindo para o templo da nova era, tendo como eixo central o canal da pirâmide, o FOHAT.

A semente desta obra gigantesca já foi plantada pelo Mestre com a pedra fundamental do templo e da fraternidade humanamente. A materialização dos símbolos plantou a semente da união das forças planetária no plano astral. Cabe aos irmãos encarnados na fraternidade dar continuidade ao trabalho espiritual, transformando o nosso esforço em sementes de luz no plano material para a unificação de todas as raças e de todos os credos visando um único Deus, uma única força impessoal que deve orientar os povos e as mentes da nova era. Os símbolos estão presentes, uns no plano material outros no plano astral mas eles devem ser postos em ação pelos seus sacerdotes. O Mestre não os colocou no templo como objetos de adoração e veneração mas sim para serem usados e acionados para este fim.

As grandes dificuldades aparecem quando descobrimos que entre nós, irmãos humildes da fraternidade e seguidores dos ensinamentos do Mestre, estão encarnados os fortes sacerdotes de todas as épocas e de todos credos e povos. Os crentes do povo Azteca, ainda com aquela avidez sanguinária, de servir a deus através do sacrifício humano devem aprender a conviver com os sacerdotes de Jerusalém, do deus único ou com os devotos da antiga Babilônia que carregam consigo uma mentalidade totalmente diferente, ou com os sacerdotes puros (encarnados aqui entre nós) da antiga Grécia, que tem o seu espírito direcionado para uma outra focalização, completamente diferente dos demais, assim como defrontar-se com os antigos egípcios com as sua crenças profundas de vida pós morte.

Quando tentamos por em prática as nossas convicções e as nossas crenças, orientados pela instrução do Mestre, descobrimos que cada um de nós tem uma carga karmica enraizada no subconsciente, que o faz agir como antigamente, conforme os costumes adquiridos no remoto passado, de acordo os hábitos daquele povo do qual ele provém.

Sim, as primícias da nova era são muito árduas para aqueles que espiritualmente chegaram quase ao auge em suas ultimas encarnações e trouxeram consigo “a sabedoria” do seu povo quase mastigada e elaborada e pronta para “nunca mais ser mudada”. O choque do encontro entre as raças, na abertura da nova era, muda os rumos e estremece as bases espiritualmente elaboradas em outras épocas.

É necessário criar uma nova fronteira que nos foi entregue pelo Mestre, para que seja como um trampolim para prosseguir conforme os desígnios da hierarquia divina, poder adaptar-nos ao curso da humanidade rumo a nova era, a novos horizontes.

Uma das maiores dádivas que a fraternidade recebeu do Mestre é o dodecálogo da Lei do espírito, que contem as leis de consciência indicando as atitudes necessárias a serem tomadas para que a nossa consciência possa entrar nessa nova fase da evolução humana; a observação de cada um desses mandamentos deve ser metódica e consciente para que possa, ao longo do tempo, surtir efeitos benéficos sobre o nosso espírito.

As atitudes e ações, plantarão as sementes para aqueles que virão; a transmutação e fusão fraternal e consciente dos nossos hábitos karmicos, inconscientes, poderão acelerar a união das forças internas espirituais para que o plano astral que é o canal para luz do Mestre e da força dos símbolos seja desobstruído e seja como um símbolo energético para toda a humanidade, espalhando as energias aqui recebidas, através dos trabalhos, para toda a humanidade, para todo o planeta terra.

É necessária muita renuncia para superar os conceitos do passado, justamente aqueles conceitos que serviram como base sólida para a nossa evolução até o presente dia. É necessário adquirir muito espírito de renovação, entregando o destino à força suprema, até agora tão cristalizado nas idéias dos nossos ancestrais, porque ela é a única inteligência sobre-humana capaz de realizar uma fusão de forças tão antagônicas e isto só poderá ser realizado com a magia e a alquimia divina aqui na fraternidade realizados.

Irmãos da fraternidade branca, uma grande tarefa foi entregue às nossas mãos, o nosso espírito a escolheu antes de encarnar e por mais difícil que seja temos que realiza-la. Cada um de nos atendeu o chamado, por isso nenhum de nos ficará com a razão, se esta tarefa não for levada até o seu objetivo final e, todos nos e especialmente a humanidade sairemos perdendo.

A nossa atenção deve estar sempre virada para o alto, para o ser supremo que regula todas as coisas e modifica os nossos destinos conforme a sua vontade e de acordo a necessidade karmica coletiva, o nosso esforço deve sempre exigir mais do nosso próprio ser, uma cobrança diária do nosso ser e das nossas intenções deve nos alertar até que, aos poucos, a nossa sensibilidade interior se desperte e possa perceber as vibrações que dão o tom no momento presente, podendo assim segui-las conscientemente.

15/05/2003 Zari

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A Fraternidade Branca Universal do Arcanjo Mickael tem como objetivo despertar a consciência interior de cada irmão que deseja trabalhar na obra espiritual, dentro da humanidade e em prol da humanidade de acordo os desígnios do chefe supremo da Fraternidade que é o próprio raio do Arcanjo – aquele que é como Deus.

Os sacerdotes que são irmãos comuns, iguais aos outros, têm unicamente o acréscimo de deveres e responsabilidades perante os outros irmãos e nunca vantagens e regalias ou privilégios. O seu dever é ser exemplo moral, e sempre dar e oferecer mais que os outros por estarem imbuídos pelas responsabilidades da obra do Mestre; caso não efetuem tais deveres a sua condição permanece igual aos outros irmãos e de nenhuma forma deve-se considera-los como seres com alguma vantagem ou superioridade. A única vantagem ou prêmio que um irmão pode obter por estar trabalhando e colaborando com a obra de Deus é o despertar para uma consciência interior mais profunda e compreensiva das leis da vida, isto incluído o aumento do sofrimento por estar-se esforçando mais que os outros, além dos deveres da sua vida humana e familiar.

Os atos realizados na Fraternidade deverão seguir um curso natural, humano, imbuído do sentimento de verdadeira fraternidade, sendo que qualquer irmão tanto novo como antigo pode contribuir para a realização da Obra com as suas idéias e o seu trabalho; ninguém é superior ou com mais privilégios que os outros, pois, nós humanos não podemos saber qual é a carga evolutiva que cada um carrega e quais são as experiências do seu passado, as vezes uma criança pode servir como o nosso mestre.

O Mestre fundou a Cidade de Mickael, as suas terras foram doadas para este fim. Ele sempre nos disse: “Eu quero esta cidade viva e palpitante” pois nesta cidade se situa o Templo da Nova Era que é o ponto magnético da humanidade onde a divindade oferecerá, para aqueles que merecem, as revelações da nova era.

Os deveres de um cenáculo são de reunir os irmãos em torno de um ideal espiritual mostrando o caminho da humildade, (união), dando exemplo vivo de amor, devoção e trabalho pela obra de Mickael.. O plano espiritual, a cidade de Mickael e o Templo devem ser os alvos de toda exaltação da nossa mente e do nosso ser e nunca a qualquer um dos irmãos por mais fantástica que seja a sua expressão ou a sua obra, pois nós todos somos canais iguais de mediação da força de Deus e em diversos momentos um ou outro pode dar maior vazão a esta força que é totalmente impessoal. As grandes obras acontecem na simplicidade e dentro da humildade, no anulamento total do ego material da pessoa física. A grandeza de Deus se revela quando o ser material se anula diante do esplendor da sua luz.

O único objetivo que o irmão deve aspirar é a elevação da sua consciência e a conquista do contato consciente com a hierarquia e isto é uma condição interna de cada um, visível externamente apenas pelo seu comportamento e pelos seus hábitos. Para isso deve ser empregada toda a força interior do irmão, no sentido de anular a negatividade da sua humanidade para alcançar a luz do Eu Sou.

Eu vos abençôo.

São Paulo 11-03-2003

Ramasar

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  • EU ACREDITO NO MEU PODER DE AUTO TRANSFORMAÇÃO.
  • EU CREIO NO PODER DIVINO QUE ESTÁ EM MIM E QUE É REPRESENTADO PELA FORÇA DA MINHA VONTADE.
  • EU CREIO QUE O UNIVERSO REALIZA EM MIM OS SEUS OBJETIVOS, E CONHECENDO-ME A MIM MESMO CONHECEREI AS LEIS DO UNIVERSO.
  • EU CREIO QUE EM MIM RESIDE O PODER DA VONTADE DIVINA E QUE ELE É A ÚNICA REALIZAÇÃO ETERNA.
  • EU CREIO QUE POSSO E DEVO SUPERAR OS BLOQUEIOS DA MINHA PERSONALIDADE TERRENA.
  • DEUS RESIDE EM MIM E POR ISSO NADA PODERÁ ME VENCER.
  • ACREDITO NA MINHA FORÇA INTERIOR COMO EXPRESSÃO DA VONTADE DIVINA.
  • CREIO QUE POSSO REALIZAR-ME COM A VONTADE EXPRESSA DA MINHA ESPIRITUALIDADE.
  • AGORA E SEMPRE SEREI O CANAL DO AMOR PATERNO.
  • SINTO-ME UNO ÀS FORÇAS DA NATUREZA PURA.
  • A UNIDADE ESTÁ EM MIM E REALIZA O CICLO DO SEU RESPIRO ETERNO.
  • DEUS E O UNIVERSO SÃO OS EXTREMOS DA CONSCIÊNCIA QUE VAGUEIA EM MEU SER.

Ramasar

Cenáculo da Fazenda São Roque 27 de abril 2002

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Toda a evolução do espírito, está concentrada em uma grande lei: “A LEI DA DOR”, a lei viva das coisas criadas.Mesmo se te pareça estranha a classificação dessa lei, deves admitir que ela representa uma das mais importantes do humano evoluir. De fato ninguém pode evitá-la e todos devem experimentar-lhe os aguilhões tormentosos, sejam físicos ou morais.

Diante dessa nova concepção da dor, pensarás logicamente que, se ela se manifesta como lei – e por isso é parte integrante do infinito criado, poderá ser concebida como uma punição de Deus em contraste com o livre arbítrio, ligada aos homens através da escolha do próprio Karma.

Efetivamente tudo deriva d’Aquêle que veste de verde e flores os campos, de neve os cimos dos montes, de azul o céu, que dá as azas e a voz canora aos pássaros, que povoou, embelezou e transfigurou a Terra, fazendo nela descer a harmonia que te alegra a existência, com o espetáculo da vida universa.

Interroga e escuta tudo o que te circunda: o sol, as estrelas, os astros, os oceanos, os rios, as montanhas e as planícies, e eles também responderão a ti: ELE nos criou.

Se porém, déstes realidade de expressão : à tua vontade passada, às aflições, às atribulações, isto é – aos aspectos tangíveis do karma, esses (aspectos) são teus, do teu livre arbítrio, criado pelos reflexos morais do teu passado, e regulados por ti para o teu futuro, através da dura disciplina da conquista.

A dor – física ou moral, assume nas suas gamas aspectos infinitos e, para superá-la, é necessário que saibas temperar a tua vontade.

Do tormento da mãe nasce a criatura; do tormento da terra nascem a flor e o fruto; do tormento da vida nasce a morte. Porque a vida não é senão um suceder-se de instantes, horas e anos, nos quais o homem morre pouco a pouco.

Da dor da morte nasce a vida : dirigida para novas auroras, para novos crepúsculos, dirigida para o superamento da própria dor, para a existência consciente, para Deus.

Tu mesmo és a dor. O mundo e todas as coisas criadas de que fazes parte, representam essa lei viva e incriada. E, enquanto estiveres na carne e no mundo, estarás na dor. A dor tem a cor do teu sangue, está misturada com a tua carne, sustentada pêlos teus ossos, estremece na tua boca e brilha nos teus olhos.

Enquanto desceres sobre a terra deverás descer na dor. Nascerás padecendo, viverás padecendo e morrerás padecendo, porque esse foi o desejo da tua vontade consciente: te purificares através do sofrimento daquela matéria, a que te tinhas dirigido com tanta ânsia.

E apenas quando tiveres superado a dor, é que no teu íntimo brilhará de novo o fogo místico que conheceu os antigos esplendores espirituais. Só então poderás verificar que não era, pois, tão tormentoso como num primeiro momento pudeste acreditar. E, no sofrimento, reconhecerás o remédio amargo e precioso, capaz de curar pouco a pouco os vícios da carne que te aflige.

Ama essa dor que te apressa o caminho para o alto, ama-a reconhecendo-a como elemento da purificação por ti querida e procurada, e supera-a. Porque, se desgostado pelo seu amargor, procurares evitá-la, retardarás a tua cura e voltarás à Terra, no ciclo contínuo dos renascimentos.

Escuta por isso a voz intima do teu verdadeiro Eu, a voz que não conhece enganos, porque descende da verdade e da luz.

Começarás a sentir no teu coração uma pena sutil e persistente, o aguilhão penetrante de um desejo desconhecido e inapagado que não te deixará mais sossegado. E te dará nostalgia, até agora nunca experimentada, de auras puras e de altos e livres céus e então, só então, o amargo remédio da dor se tornará querido por ti.

E quando, reconhecendo o seu profundo poder, compreenderes como não te é imposta por ninguém, como faz parte de ti e por ti somente é querida em virtude de lei kármica, não mais a considerarás com amarga aversão.

Por sua virtude poderás experimentar a alegria e avaliar a felicidade e, pela sua lei equilibradora do despertar, terás a possibilidade de despertar do longo letargio a consciência entorpecida.

A dor por ti provada e superada, fazendo-te compreender a dos outros, terá o poder de tornar-te mais generoso com os teus semelhantes , com as criaturas que Deus coloca constantemente no teu caminho.

O sofrimento, de fato, cria o amor, como o amor cria a vida. Se choraste, saberás enxugar as lágrimas alheias; se sofreste, saberás amar – porque sentirás a necessidade de ser amado.

Nada mais falso do que dizer : «Os padecimentos e sofrimentos me endureceram e irritaram», porque no fundo do teu Eu, não obstante a máscara de aparente crueldade, terás ocultos tesouros de experiências e de amor que, no momento oportuno, se manifestarão mesmo apesar de ti.

Quem, ao contrário, mostra realmente uma cínica indiferença pelas penas alheias, não esteve ainda na escola da dor, não se macerou nas suas leis, mas finge havê-las sofrido para criar um alibi para sua própria maldade.

A dor, portanto, é a prova da maturidade da consciência; uma é o fruto da outra. Por consciência, compreendo a pureza de pensamento para o justo e o verdadeiro , que exprimem a obtenção das virtudes mais eleitas.

Nesse longo ciclo da evolução padeceste por ti, por teu pai, por teu irmão e pelo filho. Sofreste pelo teu corpo e pelo teu espírito; lutaste à procura do bem e da verdade; revistaste o espaço esperando nele encontrar a razão do teu sofrimento e das criaturas que amaste; procuraste através da ciência o bálsamo para lenir o sofrimento que dilacera o corpo. Mas, aparentemente, a fadiga te pareceu vã, porque a dor continuava a ser o aguilhão pungente dos sentidos humanos e espirituais, à qual encontraste somente um alivio momentâneo.

Porém, quais caminho não percorreste, através das experiências que no fundo realizam a vontade e os desígnios do Pai ?

Apesar do teu Eu mortal não ter qualquer recordação do Passado, a tua consciência desperta no longo e tormentoso trabalho e, presidindo pouco a pouco o desenvolvimento da vida psíquica, poderá afrontar provas sempre mais árduas, iluminando-te com a força da sua maturidade.

Ergos

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A consciência do ser é alcançada mediante exercício contínuo de ativação e mortificação dos sentidos físicos expressos, acentuando, assim, somente a vida real e imutável do ser interior, que não pode ser afetada pelas contingências mentais e pessoais.

O discípulo que está no caminho espiritual deve sujeitar-se e superar os altos e baixos da sua vida cotidiana e concentrar todas as suas forças na fé única pelo objetivo que é seu ideal: o “EU INTERIOR”, procurando aferrar-se e fortificar a Luz que já brilhou na caverna obscura da sua humanidade. Esta Luz é o único farol que pode levá-lo à liberdade do espírito, à independência da prisão de si mesmo e dos planos enganosos da mente e das emoções que vibram sempre em ondulação, ora positiva, ora negativa. Concentra-se unicamente naquilo que está além do teu alcance pessoal, mas que deixa dentro de ti perceber o vislumbre da sua eternidade e a paz maravilhosa da sua essência. Relaxe os nervos, acalma-te permita que o Eterno tome conta de ti e dos teus sentidos que sempre procuram uma auto-afirmação enganosa. Procura afirmar-te na Luz e naquilo que é eterno e imutável, porque assim, o teu pensamento poderá decifrar o próprio enigma, compreender e aceitar a sua missão.

RAMAZAR, 13/ 08/ l990

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Transcrição de gravações em fita cassete

São Roque, 12 de junho de 1984.

Presentes Iole, Gerd, Gertie, Hermione, Marlene, Denise, Catarina, Willes e Paulo Cezário

Nos reunimos na casa dos Sacerdotes da Verga, Gerd e Gertie, para mais uma corrente de forças para a antera, irmãos doentes, e Zaza que telefonara muito aflita, em virtude de uma séria deficiência cardíaca.

Antes de iniciar a corrente, Gerd explicou que desta vez não seria feita nenhuma simbologia no centro do círculo, apenas o incensário ardente. Não haveria trabalho ou manifestações durante a reunião.

Após a oração da Elevação do Espírito e do Ofertório, iniciou-se suavemente a corrente.

Decorrido algum tempo, Iole esperava a vinda do Mestre para alguma explicação, pois tinha tido uma visão em seu quarto, em companhia da Denise, e começou a falar tristemente, num quase lamento: “Porque o Mestre não vem? Me sinto abandonada, frustrada e triste. Estou doente. Porque sempre atendeste a todos que de Ti necessitavam, confortando e ajudando teus filhos, quando possível. Tu sabes que és a minha coluna vital, o meu sustentáculo, porque vivo somente para Ti”. Estas eram suas lamentações.

Assim falava Iole, consciente das desavenças e falta de fé na Antera por parte dos irmãos. Constatava magoada que todo seu esforço de tantos anos para levar a obra do Mestre avante, havia sido inútil. Preocupada ainda mais pelas poucas vindas do Mestre, deprimida pelos seguidos problemas de saúde que vem enfrentando, e não sentindo-se mais útil à Fraternidade, pedia ao Mestre para que a levasse com Ele. Sua vida não tinha mais razão de existir, devido às dúvidas dos irmãos. Achava que sua missão estava terminada.

Gerd respondeu: “Não Mãe, tu ainda és muito útil, não desanimes, muitos ainda te compreendem. Necessitamos de ti, pois teu exemplo de abnegação, de fé e de puro amor a todos, especialmente ao Mestre e a sua Obra, nos dá forças e confiança para que com a tua querida presença, não deixemos morrer esta linda chama ardente. Por favor, mãe querida, fique mais algum tempo entre nós. Nós te amamos muito, esteja certa disto”.

Nesse ínterim, fomos surpreendidos com a presença do Mestre.

“Boa noite, meus filhos”.

“Vim somente para responder aos apelos de Iole. Iole só morrerá quando

Eu quiser, e não quando me pedir”.

“Lembrai-vos que não virei mais com tanta freqüência, virei somente quando Eu quiser. Levarei um tempo grande sem vir, para observar quem merece verdadeiramente e quem realmente sabe reconhecer e não duvidar. Eu vos dei tudo, terra, símbolos, templo, livros, ensinamentos e muito amor. Como dei tudo a todos, agora posso tirar, como já estou tirando”.

“Estou preparando um leito de rosas para os que merecerem e um leito de espinhos bem duros para os outros, e isto porque a fraternidade foi transformada em sociedade humana e os irmãos foram em busca de poderes materiais e não virtudes espirituais”.

“Muitas vezes já mostrei a vocês o Meu poder, enquanto os símbolos não foram materializados, não permiti que a Estrada viesse a vocês, também não quis que viesse a luz até que eu achasse oportuno. Nunca nada se realiza sem a Minha Vontade. Isto é para provar a vontade, a fé e a perseverança de meus discípulos. Vocês têm os símbolos, casas, estrada, luz e terra. O que estão realizando em benefício da Obra? Estão sempre esperando que eu venha fazer por vocês. Agora os novos símbolos (a chave de Puskara, e o Astum) também só serão feitos quando Eu quiser. Muitos Sacerdotes e irmãos não os verão. A materialização só acontecerá quando houver uma união perfeita”.

“Muitos juraram, irmãos e sacerdotes, sobre o livro sagrado e a espada, em minha presença, mas digo que foram juras falsas e palavras vazias. O juramento não foi mantido”.

Já escolhi novos Sacerdotes em outra dimensão, para que possam guiar os poderes dos Símbolos e manter o sigilo que quase nenhum de vós conseguiu manter, até a materialização dos novos Símbolos, eles serão os alicerces do novo templo da Fraternidade Cósmica. Só depois desse tempo a chama da Fraternidade voltará a brilhar como o Sol, e o Terceiro Templo surgirá”.

“Não estou irado com ninguém, pois não conheço a ira. Não estou magoado, pois não posso sentir magoa. Não julgo, porque cada um deve ser juiz das suas próprias ações, cada um sabe que durante todo este tempo eu preguei o amor, a humildade, a bondade. É preciso dar amor para ser amado, é preciso saber para ensinar, saber dar para receber e aprender, para evoluir”.

São Roque, 13 de junho de 1984.

Presentes :  Iole, Gertie, Gerd, Hermione, Leana, Marlene, Denise, Catarina, Willes, Ruth, Beto e Paulo Cezário.

Nos reunimos  às oito horas da noite em casa do casal Gertie/Gerd.

No centro Gerd colocou o incensário com uma vareta perfumada.

Fizemos a Elevação do Espírito e ficamos em concentração. Passados alguns minutos, rezamos o Ofertório e nos colocamos em corrente, emanando forças para nossa antera Iole, e todos os que precisavam de energias, inclusive Zazá que estava na UTI.

Quando passou o tempo necessário Gerd mandou desfazer a corrente, nisto ouvimos a voz suave do Mestre, que tinha chegado dizendo:

“Que a paz esteja entre todos vocês”

Chamou Hermione para perto de si, dizendo: “Hermione, tu que és a sacerdotisa do maior símbolo do sacrário, foste ao Templo hoje”?

Esta em resposta afirmativa, informou que havia entrado no sacrário para colocar no Candelabro velas novas e os castiçais que tinha limpado.

O Mestre perguntou se estava tudo em ordem, ela respondeu que tudo estava no seu lugar.

Então o Mestre falou: “Amanhã o sacrário será selado”.

“Hoje é dia 13. Vocês são 13. Número fatídico que me servia, que representa a unidade e a trindade sucedendo o quaternário”.

Os símbolos estão desmaterializados. Esta noite ou amanhã, Hermione deverá constatar o fato, acompanhada de um sacerdote dos símbolos. Somente o Candelabro ficará para iluminar o sacrário, e a Cruz da Vida”. Virando para Gerd disse-lhe:

“Meu filho, também o seu foi desmaterializado”.

“Ontem adverti, hoje agi”.

“Hermione, não queria que entrasse no sacrário sem ser advertida”.

“Queria que você e Iole testemunhassem isto, antes de partirem, pois foram as testemunhas da Antiga Revelação e talvez sejam da Nova Revelação”.

“Estou aqui para com a minha espada cortar os nós que impedem as muitas coisas que foram criadas, e libertar a fraternidade disso. É necessário que cada um tenha consciência dos próprios atos, pensamentos, e dos próprios ideais. Decidirem se continuam ou deixam a obra, se a amam ou não amam. Acreditarem ou se afastarem. É duro, mas a Fraternidade pode viver sem símbolos e Seu Mestre”.

“Estou pronto para partir para Andrômeda, por isso deixo a vocês todo o meu carinho e especialmente presente os guias de proteção. Talvez Ramasar, tendo oportunidade, e tendo um grupo forte, em julho, possa preparar novas forças para futura materialização e acompanhar vossos trabalhos. Eu não estarei, mas ele virá para um grande ideal. Não virá para dar consultas, cuidará somente do que é espiritual. Ele será o Mestre inflexível que sempre foi, para dar ensinamentos e maturidade, por isso, eu dou por cumprida a minha obra. Eu vos saúdo e vos abençôo. Deixo que os humanos façam eles os novos estatutos. Adeus, meus filhos, lembrai-vos porém, que cada um de vocês têm uma missão, e deve fazer o melhor, devem fazer o possível para manter sua fé pura e santa”.

Gerd – “Mestre, nos dá a honra de acender a Chama da Vida”? Neste momento o Mestre acende a Chama da Vida, circunscrevendo no ar três cruzes. Todos ficaram de cabeça baixa tomados pela emoção.

Gerd: – “Que esta Chama inicie a nova Obra que o Mestre está querendo realizar”.

Mestre – “Preparai-vos, e façam desenhos da Chave de Puskara e do Astum. O melhor será escolhido, para que na minha volta possa ser realizada a materialização”.

Mestre – “A ti Marlene, a ti Denise, aos outros e aos novos, e especialmente a ti Leana, confio São Roque. O amor que sentem por ela os guiará através dos dias. Junto com os seus guias protetores, procurai elevar mais alto a chama que arde em vocês. Na minha volta espero encontrar em vocês sinceridade, pureza de sentimento, domínio sobre si mesmo e vitória sobre a vossa própria humanidade”.

“Eu vou colocar a primeira pedra do Novo Templo”.

Marlene – “Mestre, em meu nome, e acho que posso falar em nome daqueles que trabalham juntos, lutaremos para que esta pedra seja colocada no dia 29 de setembro”.

Mestre – “Me parece um tanto cedo”.

Marlene – “Mas nós vamos lutar, com as próprias forças que temos, com a fé e a união”.

Mestre – “Lembre-se que uma pedra não faz uma coluna e uma coluna não faz um Templo”.

Marlene – “Mas outras pedras virão, Mestre, e se juntarão a nós, basta que unidos lutemos para gerar energia para atrair mais pedras”.

Mestre – “Ainda não sabeis o quanto de luta temos pela frente e não sabeis quantas”.

Gerd – “Não vamos estipular tempo”.

Mestre – “Seria bom e apreciaria porque muitos foram os 29 de setembro em que nada foi realizado pelos irmãos da Fraternidade”.

Marlene – “Mestre, pelo menos nós depositaremos a teus pés nossos esforços. Se não merecermos alcançar o objetivo, colocaremos nossa tentativa, o nosso amor. O Mestre sabe que estamos com muito poucos meios para lutar, estamos fazendo muito esforço e procuramos fazer alguma coisa. Eu falo de minha parte, agora eu gostaria que cada um se manifeste. Acho que pelo menos é o sentimento de certa maneira, daqueles que tem me dado uma grande força. O Willes tem me ajudado bastante”.

Mestre – “E vai ajudar ainda mais”.

Marlene – “Eu sei”.

Mestre – “É necessário cultivar o espírito de cada criatura, e de todas as criaturas. Elas serão os novos sacerdotes. Ha muito tempo estou procurando formar um novo exército. Eu não quero lutas internas, portanto os que não querem continuar, que se afastem. Os que continuarem que sejam dignos da obra, e a amem com todo o coração, e a todas as criaturas que fazem parte dela”.

“Os ligames mais fortes são os do espírito, aqueles da mente, aqueles dos ideais. São valores eternos, valores que não se perdem no nada, onde as trevas suscitam desejos que se escondem através das portas, para semear inveja e dúvidas nos corações dos homens. São aqueles que combatem com o coração aberto, são os que procuram vencer. Esta é a melhor maneira de poder combater”.

Dirigindo-se a Iole, espiritualmente presente diz:

“Um pouco de luta será necessário, mas esteja tranqüila, tudo transbordará e tu poderás superar esta crise. Ramasar, Umachon, Umaken estarão perto de ti”.

Em 1960 parti do planeta para Andrômeda. Retornei porque os meus discípulos não estavam aptos ainda a caminharem sozinhos. Esperava que aprendessem, ao contrario, ficaram paralíticos. Eu continuei esperando em vosso meio que se libertassem dessa paralisia. Agora não terão mais tão cedo a minha imagem através deste corpo. Aquele que se manifestar através de outros, não terá a minha aprovação”.

Gerd – “Vamos deixar bem claro. Qualquer manifestação que haja através de quem quer que seja, não tem a aprovação do Mestre”.

Marlene – “Manifestações do Mestre”?

Gerd – “Do Mestre”.

Denise – “Nem qualquer tipo de mensagem”?

Gerd – “Qualquer que seja”.

Mestre – “Qualquer coisa“.

Gerd – Vamos deixar o Mestre falar porque esta é a sua despedida. Nós não vamos tê-lo por muito tempo.

Willes – “Mestre, eu te peço, fale sempre com a gente, esteja sempre com a gente”.

Mestre – “Estuda meu filho, e sentirás a minha presença, Eu sou um pouco como o Sol, podes ficar na sombra e ver a sua Luz, sentir o calor de seus raios ardentes. Eu como o Sol, não me escondo através das trevas, como fazem muitos que em minha presença beijam-me as mãos, e por trás pergunta: `Será uma manifestação da verdade`?”.

“Nunca fujo e nunca fugi a nenhuma responsabilidade, sempre defrontei e ajudei cada discípulo, resolvendo seus problemas”.

Marlene pergunta sobre os símbolos (Puskara e Astum), e o Mestre responde que os humanos não estão mais ligados a estes, e que os poderes foram ligados aos guardiões cósmicos.

“Eles estarão em correspondência ao merecimento de cada um de vós, às virtudes e capacidade de realização em futuros trabalhos dirigidos por Ramasar”.

“Nenhum Sacerdote exercerá o seu cargo”.

Gerd – “Nós estamos sem cargo, todos, indiscriminadamente?.

Mestre – “Sim”.

“Muitos não queriam que se aumentassem os símbolos”.

“O número de Sacerdotes é 14. Eis porque estamos demorando na realização do símbolo. Por isso sempre quis aumentar o número de Símbolos”.

Mestre – “Eu quero a evolução mais perfeita, quero que alcancem a perfeição segundo a própria possibilidade, segundo a própria devoção”.

“Não reclamo, não peço, mas espero. A minha esperança é este grupo de discípulos, famosos 12 discípulos presentes neste testemunho, que iniciam a Nova Era. Os outros serão todos bem vindos. Mas aqueles, segundo a possibilidade do amor que dão, terão possibilidade do amor que irão receber”.

Gerd – “Mestre, posso prosseguir como estou fazendo agora no Templo? Deitados no chão e oferecendo nossas forças aos 4 elementos”?

Mestre – “Sim, meu filho”.

Denise – “Mestre, seria possível explicar-nos sobre a visão de Iole?

Mestre – “A visão representa que a Fraternidade se encontra agora entre a Cruz e a Espada”.

Denise – “E as Najas”?

Mestre – “Representam a luta entre o bem e o mal, no meio das nuvens da natureza e da matéria. A Espada é o equilíbrio, a força e o poder, e a Cruz da Vida representa os 4 elementos. As três bolinhas o eterno infinito (a criação e os 4 elementos). A força da Espada sobre a Cruz, para que haja equilíbrio, e tudo o mais, dentro da Cruz e da Espada. A Espada e a Cruz são os grandes poderes que ainda não realizeis, o princípio e o fim. O princípio de uma era e o fim de uma era, isto é, o Astum e a Chave de Puskara que ainda não foram realizados. A primeira era da Fraternidade Branca Universal terminou com o 50º aniversário, e deu-se início a Nova Era”.

“Eu falei de não realizarmos no período no qual sonhara criar o 3º Templo, e o quanto eu queria que o Templo estivesse lá no 50º aniversário”.

O Mestre novamente fala para Iole, presente espiritualmente.

“Vamos avante, tu continuas a trajetória do destino, porque aquele destino que viveste, é somente para você um sonho, um paraíso perdido”.

“Quantas vezes procurei vos dar ensinamentos, que transcendiam a humanidade, para que saíssem da escuridão. Pensaste que era ilusão, energia falha, imaginação, não ligavas, as coisas não davam certo, te atormentaste em vão. Isto é uma pergunta que devo responder”.

“Mas como pedir ao sol que mande raios, os raios vem do sol todo o tempo, é a tua luz, da qual partiste quando desceste à Terra. Ninguém sabe, ninguém aprecia que aqueles raios de luz possam fazer parte da vida. Aquela vida que faz parte de outros mundos, de outros seres, quantas vezes ficastes perdida em mais perguntas. A vida é como a superfície do mar, que pode ser tempestuoso, agitado, mas o espírito é como sua profundidade, sempre calmo”.

“Todos vão chegar lá através de seu esforço, de sua capacidade, através da possibilidade de poder se realizar aos poucos, de ver, de sentir, de vibrar, de vibrar vida, pensamento, expressão de amor, de carinho, de realização própria. Cada um é dono de si mesmo, cada um em si mesmo é o próprio Criador”.

Gerd – “Mestre, na sua ausência, para não suscitar confusão entre nós, não seria bom não haver mais manifestações de qualquer entidade para vir falar? Não seria bom deixar só as entidades se manifestarem em trabalho, quando for necessário, fora disto mais nada”?

Mestre – “Se vier Ramasar, muito bem, ele agirá acertadamente”.

Gerd – “Isto é bom transmitir, porque neste período, qualquer coisa perigosa pode tomar forma, ludibriar e falar com voz mansa, e ser outra coisa, sem a presença do Mestre. Isto então o Mestre endossa, que não haja manifestações a não ser Ramasar, Umachom e Umaken, ninguém mais”.

O Mestre confirma: “Eles os beneficiarão com minha própria benção e luz. Eles serão auxiliados, como está escrito na Bíblia: “Haverá um  sinal nas casas abençoadas por Deus”".

Mestre – “Sejam eficientes, cercai-vos de muita harmonia, evitai falsas juras e guerras. Tratai de criar em torno de vós uma aura de ternura que envolva as criaturas. Procurai dar muito de si mesmos, de seu corpo, de sua mente, dos vossos impulsos. É uma prova também para os próximos iniciados, para aqueles que na minha volta quero iniciar”

Willes – “Mestre, o Sr. ainda volta antes que Iole viaje”?

Mestre – “Não, esta é a última noite que me manifesto neste corpo”.

“Será um período de provas”.

“Ramasar virá, não para consultas, mas para instruir os discípulos, para dar ensinamentos, e preparar todos para criar os novos Símbolos, para despertar as forças nos discípulos”.

Denise comenta que devemos preparar os desenhos.

Gerd – “O acúmulo de energias, oferece perigo da pirâmide rachar? Pois iremos continuar com as reuniões no Templo”.

Mestre – “Se rachar transfira para a Voragem do Abismo”.

“Quero que me prometam que todos os irmãos irão contribuir para fazer o reboco do Ermo da Paz e colocar um piso que possa facilitar a higiene”.

Marlene pergunta sobre o Templo do outro lado da Estrada. O Mestre diz que são aproximadamente 3 km a partir da ponta da Espada e fala também do Templo que será erguido sobre o atual.

Em seguida se despede nos saudando.

Foi uma noite linda e estrelada. Durante a reunião começou a chover abundantemente até o amanhecer, como se o céu estivesse chorando, também o Templo estava totalmente ilhado, não só pela chuva, como também pela água do rio, cuja barra estava fechada a vários dias.

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O objetivo grandioso de uma fraternidade é sentir-se um em todos e todos em um. .Este é o sentimento que deve alimentar e impulsionar aqueles que se dedicam a própria missão, aqueles que enxergam o ideal surgir como uma luz ,sem fazer disso um alívio para suas dores. Este é o sentimento que estende e fortifica o braço poderoso da obra guiada por mim e a qual permanecerão ligados ao juramento , no qual terão a propensão, o dever e a obrigação de salva-guardar-se, estando atentos as peculiares ações e pensamentos. A imaginação e o pensamento são forças que exprimem a linguagem do espírito. Assim podendo falar através do verbo , pois a sua vontade é transmitida através do pensamento que se traduz em imagem. O aparelho da imaginação é um elemento da mente e há função simbólica determinando , na estrutura do inconsciente, a sua razão de existir . Isso é singular e aparentemente particular , todavia, faz parte do arquétipo organizador das funções simbólicas que abraçam uma série infinita de hábitos que reaparecem na lembrança do passado .

Raciocinem; uma mola de um relógio que é um peso imprescindível , mas não contem toda a força para fazê-lo funcionar. Isso em um ser recarregado e alimentado para determinar todo o movimento que dará à hora .

Na mente superior você tem toda evolução cósmica .A imagem é por assim dizer , a válvula de movimento e o aparelho de sondagem do imprevisível , de desconhecido , de possibilidade de desvendar os Mistérios Supremos da vida e da morte, do tudo e do nada, do infinito e do eterno, dos aspectos insondáveis ,dos espaços e sua inconcebível expressão . Muita vezes a idéias lógicas e ilógicas são erroneamente interpretadas para imergir de uma dimensão não vivida , mas que veio através do eu psíquico , ligado ao pensamento abstrato da coletividade e contida no pensamento Universal.

A imaginação , sonda o passado e antecipa o futuro , unindo a mente humana do micro ao macrocosmo , com suas visões antecipadas e recordando-se dos tempos vividos em outros aspectos e condições . Isto demonstra como a mente possui a leveza de um eterno presente , da qual, às vezes ,percebe-se as pulsações das imagens complexas e, às vezes ,dos mistérios ,em um processo impossível de catalogar racionalmente.

No pensamento se esconde a linfa preciosa da vida , uma promessa de contínua regeneração evolutiva , da qual ressurgirá uma nova civilização em um mundo renovado . Basta , para isto, criar a motivação justa e deixar no próprio eu inconsciente e incondicionado , as sementes da idéias que fluem do abismo arquétipo da nossa intimidade secreta , para reencontrar a imagem longínqua , perdida e achada na nossa imaginação para chegar ao projeto-chave das nossa recordações remotas e intuitivas .Nesse processo podemos sintetizar a trimúrtica expressão da personalidade secreta de cada um de vocês , que é mito e a própria consciência do vosso todo de ser, para a compreensão dos vossos chakras primordiais que correspondem ao aspecto tríplice da Divindade.

O CORONÁRIO , corresponde ao 1º Logos ,sendo assim ligado à mente superior , É o responsável pela manifestação do poder solitivo do Espírito. Através desse centro de força , a vontade emanada do espírito , se transforma em pensamento que , às vezes , se traduz em imaginação , obedecendo as sucessões dos planos espiritual, astral e material.

O FRONTAL , corresponde ao 2º logos ,se une à mente inferior e fisicamente à Glânula Pineal .

LARÍNGEO , ao 3º logos . É o verbo , exprimindo aquilo que a mente , fisicamente define. Como sabemos , o homem , primeiro descobriu a mente , depois a palavra . Produzida do pensamento e reflexo da imaginação muda, a palavra tem força de revelar a nossa verdade ,expressa com a simplicidade dos meios com os quais se manifestam as leis naturais e desabrocham como intuição no espírito privado de cada egoísmo . E haverão palavras que nos encherão de luz, de alegria e de paz , assim como haverão palavras que, como células cancerosas , se propagarão demolindo o corpo físico e vibrante da nossa Fraternidade ,Assim, falar é fácil. O difícil é dizer a verdade que se aninha no profundo do nosso ser e exprimi la sem pensar ao mal que pode nos procurar , semeando dúvidas , ansiedade e incerteza ,corroendo a Fé , suscitando um mal que dificilmente será extirpado ,como erva daninha . Geralmente as pessoas mostram por si própria as melhores intenções , mas na realidade de cada dia , se fecham em uma egoística compreensão , não fazem mais que mostrar orgulho e presunção , muito longe da verdade que proclamam . É verdade que , às vezes , reconhecem os próprios erros , se bem que seja difícil ,porque sempre achamos uma justificativa para os nossos atos ,como consequência de injustiças cometidas contra nós.

“De que vale fazer o bem se recebemos o mal ? pensamos… ” Por que não me da o valor que mereço ?” No fundo, qual é o vosso bem e o vosso mal ? E tudo isso, porque ninguém procura se por na situação de oferecer ao outro paz e perdão . Muitas vezes o homem fala , ao acaso , de coisas que nem conhece a profundidade e não sabe seguir os ensinamentos que lhe foram dados ,não aplicando , as próprias idéias e regras , que , em primeiro lugar , deveria partir de si próprio .

Pensem que a vida é um conjunto de contradições humanas que não exprimem o Amor para todos e para tudo .O ideal da Fraternidade está entre nós, como uma pequena chama , tão frágil ,que , no primeiro sopro pode ser apagada .

Ser é realmente hipócrita ,imerso no mar da contradição que explode nele em cada mudança dos próprios sentimentos . Hoje são doces e amanhã são cruéis ; isso demonstra a própria instabilidade do gênero humano . Cada um se sente e crê ter o direito de pensar que os outros que batem à porta da Fraternidade não estejam em condições de compreender os ensinamentos , mas esses se esqueceram que chegaram ,encontraram a obra já realizada.

Efetivamente, qual é a tendência do nosso trabalho ? Falam de amor e fraternidade ,quando no vosso coração não aceitam um irmão como tal . De que vale estar em frente a Mim , inclinar-se humildemente , se essa humildade não existe , se estas reações e sentimentos não se traduzem em realidade que vai no profundo do vosso ser? Palavras ! Palavras ! Palavras ! Que não se exprimem sinceramente por quem não sabe manter a fidelidade ao próprio ideal e fé ao juramento feito ,deixando julgamentos gratuitos contra os irmãos o Mestre e Sua obra que tanto devemos amar e respeitar .

Fraternidade é a melhor palavra que o homem forjou . Em verdade , isso deverá ser a vossa bandeira que flameja o o vosso ideal de amor , de compreensão e de tolerância . Os poderes poderão ser assim conquistados pelo homem , mas é duro o caminho, como é cheio de espinhos que machucam o corpo e a alma , e essa luz que brilha no alto e atrai, pode também ficar longe , se não merecida . Pode ser a nossa vitória ,e a nossa derrota, se não tomarem consciência e não se liberarem do mal ,que trazemos e que pode nos destruir .

O homem ,para evoluir, caminha sempre sobre a beira de um abismo, e se não possui , no seu íntimo ,o desejo de conquistar a grande mete , em uma competição feita de força e harmonia , pode cair no abismo . Mas , se vence, pode ser um iniciado . A iniciação é coisa muito séria . O iniciado pode ser aquele que vence a carne e os vícios ,que sabe construir e reconstruir o próprio Ser |Divino e retornar, digno e elevado, seja na moralidade espiritual ou material e ser certo nas suas decisões ,sem vacilar na sua fé .Porque , quem percorre muitos caminhos sem escolher nenhum, cansa muito as suas pernas e os seus pés, consome muitos sapatos sem atingir os seus objetivos, como uma borboletinha que é atraída pela luz ,mas que pode ser queimada sem atingir verdadeiramente a luz maior.
Vocês devem procurar, com toda a vossa força ,tudo aquilo que existe de belo e de bom em vocês e em seus irmãos . Em verdade , vocês devem refletir , meditar e examinar a vossa conduta, perguntando-se o que é que compreendeste internamente das minhas palavras ; até que ponto se evoluiu o vosso conceito sobre Fraternidade da qual fazemos parte porque fomos vestidos com a túnica. Vestir a túnica é ligar-se ,para toda a vida à Fraternidade, por amor e pela lealdade ,à uma corrente única e harmoniosa ,que trará o bem para a humanidade . Assim , a força de um será a força de todos ; o poder do todo será expresso em cada um .

Qual é o pensamento crítico e analítico e, sobretudo ,construtivo, daqueles que procuram a verdade fora da Fraternidade e acreditam serem iniciados em outras ordens esotéricas ? Todos temos pressa para receber , mas não para oferecer . Por isso é necessário encontrar o vosso equilíbrio psico-espiritual para poder ajudar a estabilizar o equilíbrio universal.

Lembrem-se que cada átomo é uma parte do todo , com a unidade incriada que se exprime e multiplica na multiforme criação .

E , lembrem-se sempre : a evolução é eterna e exprime a diversa expressão da Divindade substanciada e incarnada neste plano evolutivo . Somente no Infinito todo e no Infinito nada existe o perfeito equilíbrio, porque são duas polaridades que possuem a série infinita do tempo e do espaço das vossas representações cósmicas ,e que , você e eu , em verdade seja ,vocês e os seus irmãos ,sejam uma expressão do Pensamento Divino que domina as sombras dos silenciosos abismos , aonde reina o Pensamento de Parabrahma.

No Templo Eterno aonde vocês ,por enquanto ,não podem passar pela porta ,sem que primeiro tenham atingido um equilíbrio harmonioso e um universo de sabedoria .

Quantas vibrações de amor devemos acender sobre o altar da vida !

Quanta compreensão devemos semear nos sulcos dos mundos e dos sóis !

Entre as forças vibratórias que chegam do Infinito centro da realidade inefável, devemos encontrar tudo aquilo que está em nós e na nossa vontade ,na força do nosso pensamento , na pureza dos nossos sentimentos , e na consciência dos nossos atos .

Não percam mais tempo .Necessito de toda a vossa forças e não esqueçam o ideal que trouxe vocês até a Mim , do desejo que se esconde na alma que se chama Amor ,para acordar aquele conhecimento que podereis alcançar somente no Templo do Saber do Divino Espírito Santo da Sabedoria .

Já foi anunciada a Terceira Era , ainda vocês devem semear porque as sementes se tornarão árvores frondosas e não ervas daninhas , ou urtigas espinhosas .

Cada ser foi criado para uma missão ..Bendito aquele que a compreende .

Meus Filhos !. Estas são as promessas do futuro. Estes são os fundamentos estruturais para poder sustentar o edifício moral ,mental e espiritual e permitir a todos de construir o próprio Santuário Secreto .

Estarei sempre para ajudar-vos no vosso caminho e pensem :estarei perto do vosso íntimo, sempre pronto a receber e perdoar ,em contínua ação de dar e ajudar os vossos irmãos e todos os outros que virão ….

 

Eu vos abençôo,
Rio de Janeiro, 06 de Dezembro de 1983    ERGOS

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O problema da Vida é, sobretudo, um problema do Espírito. Resolvê-lo é superar o maior obstáculo da evolução e do conhecimento. Pode-se alcançar isto, coordenando os impulsos do poder contidos no Intelecto, fonte do Pensamento.São vários os caminhos a percorrer, mesmo que muitas vezes as tentativas se nos afigurem difíceis ou inúteis. O motivo fundamental de todas as tentativas é a fé na Consciência e na Vida . Sim, meus filhos, a fé é a resultante daquele sentido espiritual que eleva sempre mais a humanidade para uma filosofia superior dirigida perenemente para a unificação universal e cósmica.

Por isso, é inútil procurar no estado de um Nirvana ilusório, a felicidade de se anular em Deus. Mesmo que esta seja a única aspiração que vos impulsiona, a única finalidade da Vida é sempre superar e merecer a Unidade Impessoal com Ele.

Porque somente tendo como meta os supremos destinos da super-Vida e amando e venerando Deus e Nele crendo, vós podereis vos sentir realmente humanos e verdadeiramente Divinos.

Espiritualizando a vossa humanidade e plasmando a consciência nos altos valores do mundo podereis viver no universo e, no seu dinamismo, realizar a eterna ascensão. Recordai-vos também que nenhum esforço por maior que seja conseguirá concretizar os ideais do Espírito se não conseguirdes afastar de vós, os impulsos da matéria, se não souberdes enfrentá-la como hidra faminta e dominá-la em uma renovação contínua do conceito em um contínuo ampliar de horizontes, sublimando-vos sem cessar na constante tentativa de vos superardes.

Em outros tempos, deveis construir a vida nos vossos sonhos, nas vossas ambições mais nobres com os mais puros ideais, com humildade, no esforço que aperfeiçoa, no impulso para a beleza da conquista, uma beleza de dimensões sobrenaturais que diviniza o mundo e o vosso futuro, exaltando Deus e o homem numa eterna revelação e ascensão.

Nesta suprema ambição, meus filhos, e somente nela, sentireis arder em vós o fogo da Divina Presença. Sentireis a vertigem da Suprema Consciência brilhar nos seus destinos humanos, transfundir-se na plenitude do pensamento onde fluirão correntes de Amor, idéias novas, poderosas, capazes de anular todas as barreiras que nos dividem em fragmentos espirituais, em castas heterogêneas, aprisionadas pelos preconceitos e pelas fronteiras das paixões.

Nessa esfera onde elas imperam, campo da batalha dos mais obscuros egoísmos, seria pura loucura enfrentar a existência com um único objetivo espiritual. Aí, ninguém ou muito poucos são os que pensam que, se a nossa casa é a Terra, a casa do Pai é o Templo e, se a nossa pátria é o espaço sideral, a pátria Divina é o Infinito dos céus.

O Espírito é como um diamante bruto. Deveis lapidá-lo para que brilhe com uma luz que transcende a própria natureza, pondo em movimento as exigências secretas que vibram neste contínuo e imenso dinamismo da gênese cósmica onde residem as molas secretas da vida.

Imerso no infinito do tempo-espaço, preso pelo mecanismo formidável da Evolução que o lapida sem piedade, nas dimensões materiais através de um complexo de estímulos e reações em cadeia, será transmutado no incandescente poder espiritual, na oculta personalidade que representa a sua vida interior.

18/ 03/1977   Mestre Ergos

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Olhando através do tempo, segundo o testemunho da história, Jesus foi vendido por trinta dinheiros por Judas. Justamente ele, o discípulo a quem Jesus havia confiado as economias pertencentes ao grupo dos Apóstolos que O seguiam. Traiu-o com um beijo.Agora, depois de dois mil anos, a história se repete, como sempre se repetiu. Mas, EU não terei somente um Judas, porém, como vos disse sempre. Muitos serão os Judas que me trairão( e isto acontecerá), se os meus discípulos não estiverem atentos no modo de agir e de discernir o Bem do Mal, de saber julgar os próprios atos e lutar pelos próprios ideais.

Por causa desta traição, Ele foi crucificado, mas os Seus seguidores não temiam as feras que afrontavam na arena para serem devorados. Tinham a coragem de sacrificar-se pela sua fé. Porém, muitos se escondiam em cavernas, procurando ocultar o que consideravam um crime; proclamar as idéias pelas quais tinham jurado lutar.

Também hoje, vocês se escondem nas cavernas do próprio EGO, em seus corpos, em suas casas, se acomodando na indiferença dos acontecimentos. Pensai que quando a Terra precisa ser sacudida e purificada, se faz necessário uma tempestade de raios, trovões e chuvas, caia vigorosamente. Assim também sinto que é necessário sacudir o ânimo dos Meus discípulos, a fim de que compreendam que é chegado o momento de defender a Fraternidade, de levantar-se em massa e em peso para proteger a Verdade, demonstrando coragem e lealdade, não apoiando a mentira e a traição dos perjuros.

Em 29 de Setembro passado, adverti que o Meu trabalho espiritual havia terminado. Esta foi a Minha luta e venci. Adverti também que iríamos iniciar uma nova fase, mas que a luta material, era também a vossa luta. Por isso, pedi um novo juramento, para que cada um sem vacilar empunhe a Espada e se lance ao combate para vencer o Mal contra o Bem, a mentira contra a Verdade, a deslealdade contra a sinceridade. Quem não tiver coragem de enfrentar esta luta, é melhor que saia, é livre, pois não merece ser seguidor de Mickael e soldado das Suas fileiras.

EU preciso de discípulos que sejam como pedras duras para serem lapidadas e tornarem-se brilhantes e, não, efêmeras criaturas sem sentimentos e sem firmeza.

Numa construção, um tijolo que não estiver firme, poderá fazer ruir um edifício; por isso, é necessário que os alicerces sejam sólidos para manter em pé uma Obra. Todos têm que colaborar, uma centelha sozinha cai e vira cinza e se torna pó, mas, muitas centelhas juntas formam uma chama poderosa, que não pode se apagada facilmente.

Também Pedro jurou lealdade à Jesus, porém, Este o advertiu que ele O trairia, renegando-O por três vezes, quando o galo cantou. Por isso, EU vos advirto que a batalha já começou, a luta é aberta; todos os que permanecerem na Fraternidade terão que pelejar, que enfrentar esta batalha sem esconder-se, repetindo o que aconteceu no tempo de Jesus. É importante que as Minhas palavras sejam transmitidas aos outros Cenáculos.

A primeira ESPADA foi erguida quando o Anjo expulsou Adão e Eva do Paraíso Terrestre; esta foi a EAPADA FLAMEJANTE da JUSTIÇA DIVINA.

A segunda vez foi no monte Sinai, quando Moisés recebeu as Tábuas do Dodecálogo, gravadas pela ESPADA FLAMEJANTE DA LEI.

empunhada a mesma  ESPADA que combateu o Dragão e será Símbolo Flamejante do Bem contra o Mal.

Espero que o clarão luminoso que vos envolve neste momento, seja a mesma Luz que, às portas de Damasco, converteu Saulo em Paulo. Desejo que vós não permaneceis cegos como Saulo, mas se tornem Paulo, iluminados pela Luz do despertar da vossa própria consciência.

                                                                                              16 de Fevereiro de 1976    Mestre Ergos

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Desde a Antigüidade, o conjunto dos ensinamentos referentes ao Macro e ao Microcosmo, aspectos nos quais as dimensões perdem o seu valor real e efetivo sob o raciocínio humano, foi analisado através dos cultos religiosos e pesquisas científicas para desvelar os segredos iniciáticos espirituais. Assim nasceram doutrinas de uma incomparável elevação espiritual, essencialmente puras nos seus maravilhosos conceitos construtivos cujas bases serviram de substrato ao pensamento atual, dando uma indestrutível força aos ideais e uma proteção luminosa ao Espírito.

A essas doutrinas eleitas foi dado transmitir através do Verbo Místico, os aspectos ocultos da Verdade. Porque a Verdade revela-SE somente no pensamento dos Mestres Divinos e grandes Instrutores que, compreendendo-A em Sua essência transcendente e esotérica, passam a ensiná-LA.

É seu objetivo fazer brilhar na alma humana os valores máximos desta Verdade na vida universal. A atenção dos Mestres volta-se para as criaturas mergulhadas na ilusão e que desejam beber da fonte viva de suas palavras. A elas concedem o Conhecimento, a Revelação, o Amor, a Bondade e os Ensinamentos das forças legislativas, das influências primordiais e universais que sustentam a Obra Infinita.

Guiando-as pelo verdadeiro caminho da ascensão, ensinam que a real essência de cada ser concretiza-se unicamente na sua vontade e na sua consciência. Que, de acordo com sua evolução e discernimento, podem, com seu livre-arbítrio, pôr em ação as virtudes superiores intrínsecas do Espírito, ainda que, para realizá-las, estejam subordinadas à Potência Soberana das Leis Divinas. Sim, porque todas as coisas nascem do Espírito, tornam-se realidade nas esferas astrais e transformam-se em vibrações no plano mental para concretizar nos aspectos fluidos e sólidos da matéria densa.

Não basta, porém, entrar na roda das reencarnações se, superando os estados sucessivos da autoconsciência, não conseguirem penetrar no reino imortal da Divina realidade. Todas as limitações que têm subjugado o pensamento humano e o Espírito, são ilusões que devem e podem desaparecer se a vontade firmemente o desejar. É uma grande conquista o sentimento profundo da religiosidade, para que o homem entenda a Divindade e os seus fenômenos, honrando-A com uma série de símbolos, ritos e mandamentos, aceitando os postulados da doutrina que lhe é ensinada.

Meus Filhos, para aspirar ao “Tantum Regnum” da Onipotência Iniciática é necessário saber merecer o prêmio de nela entrar. É necessário saber realizar o vazio dentro de vós, aquele vazio que é a essência espiritual pura. Na virtude superior adquirida pela experiência, vossa consciência poderá fundir-se com a Mente Universal porque terá em si todos os atributos inerentes aos Seres Superiores. Somente então, encontrareis os místicos Portais do Mistério onde se esconde a Divina Sabedoria Onipresente.

RAMASAR

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Muitas são as Iniciações que devem ser superadas.

A Iniciação humana requer a conquista absoluta do EU FÍSICO. A Iniciação planetária deve conquistar os diversos PLANOS ELEMENTAIS INFERIORES DO ASTRAL. A Iniciação solar, exige a perfeição do EGO MENTAL correspondente ao Centro Universal, e assim por diante. Tudo isso é necessário para criar uma Hierarquia planetária que é anteposta à evolução espiritual da Humanidade, objetivando criar grupos de discípulos para as futuras iniciações.

Esta será somente uma das fases preparatórias destinadas a exaurir-se gradualmente, segundo o ritmo evolucionista da terceira Era, que se concluirá no terceiro milênio, quando uma humanidade espiritualmente renovada, cumprir o seu destino encaminhando-se rumo ao seu Divino e Cósmico “SE” (EU abstrato).

A substância mental é amparada e governada pela alma que transmite a força do Espírito. O sentido Divino não é percebido pela consciência espiritual até que a Verdade natureza da alma não se identifique com a realidade interna ou interior. Cada ser humano pode subjugar com a vontade a sua natureza inferior e despertar a natureza superior e, dominando os sentidos físicos, desenvolver as faculdades psíquicas dos três planos com os quais se encontra em perene contato.

Para quem já superou as reações da natureza inferior e dominou os impulsos sensoriais, o prazer e a dor não se identificam mais com a forma ou com o pensamento que soube transcender a atividade emocional sobre o plano astral, e anulando-o sobre o físico. O homem que quer alcançar em si a consciência cósmica, deve auto-realizar sua identidade com os vários grupos de forças planetárias e com os diversos planos universais. Deve determinar, isto é, os poderes relativos a alma microcósmica em harmonia com os aspectos monádicos mas, também, os da alma macrocósmica governadora do sistema solar.

A força da evolução posta em movimento pela vontade inferior, terá a virtude de estimular e vitalizar a consciência de acordo com o grau de intuição. Ensinamentos mais profundos serão comunicados de modo diferente, segundo o esforço que for aplicado à compreensão e ao estudo dos mistérios que auto-iniciarão, no campo esotérico, os três Eus.

Porque o EU astral deverá iniciar até o sacrifício, a consciência terrena, o EU físico, sobre o plano da existência, porque viver não significa somente sintetizar a vida em ema série de acontecimentos agradáveis ou tristes, sujeitos ao veículo mortal, mas realizar a imagem do tríplice Verbo. O EU espiritual deverá, por sua vez, iniciar a alma, ou EU astral que, no no plano planetário, tudo compenetra.

10 de Dezembro de 1965, Mestre Ergos

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Ei-vos defronte às portas do mistério mais tremendo e glorioso que Deus tenha mantido em segredo com o Símbolo do Seu Eterno Poder.

É o hálito que renova a vida material.

É o sopro de Aelohim que a vós se revelará em toda a Sua beleza se souberdes compreende-lo e atua-lo. Para abrir aquela porta, é necessário dessigilá-la. E os sigilos são de fogo porque a vida nasceu do Poder Ígneo.

Dor e alegria, renúncias e satisfações chegam, de vez em quando, como vieram de tempos remotos para preparar-vos para a grande prova.

Estais prontos?

Se a resposta for sim, se vos sentis serenos e nas posses das lúcidas faculdades da mente, do coração e do corpo; se o Espírito seguro de seus sentimentos de Fé, de Amor e de Pureza, avante meus “Chelas”.

O momento oportuno se vos aproxima.

A lua retorna ao Seu ocaso mensal.

A sombra materna envolve, com Seu manto celestial, a sua luz.

A CHAMA que vos transmite o reflexo Kundalínico do SOL, declina no céu.

A mágica serenidade do espaço acolhe os vossos desejos, anseios milenários que se projetam nas trevas que são Pai-Mãe, ou Linga e Yoni (positivo e negativo) da Natureza, assim como vós sois os símbolos do Eterno Masculino e do Eterno Feminino.

De vosso mantran sacro nascerá a forma mística que é Filho da Luz, assim como das trevas, eterna matriz, nasce a Luz Absoluta, princípio de cada movimento.

E DEUS disse: “Faça-se a Luz!” E a luz se fez. Com esta frase o grande TELETAI (mistério) consome o primeiro ato iniciático.

O mistério dramático da Criação, a origem das coisas, a natureza do Espírito humano face às relações com o corpo e a Lei da purificação que, através dela o torna purificado e exalta a sua vida superior.

Os mistérios mais solenes e secretos foram e são os celebrados no antigo Egito. Somente lá a Isis se desvelará aos iniciados que tiverem a coragem e a força de olhar nos “Seus olhos de Estrelas”.

Na escura caverna dos sentidos se oculta o antigo Ierofante e o significado secreto ressoará sonoro nas recônditas profundidades do granito do teu corpo se a vida o encher com seu princípio vital.

O canal da Criação se conservará no Símbolo do Criado, assim como o pomo de cristal no qual Prometeu aprisionou os raios do Sol com os quais pode animar a estátua de argila que tinha esculpido.

“Natureza!” Eterna e Universal, DEUS Te fez fonte de Amor, de Felicidade e de Sabedoria!

Somente em Ti encontrareis o nume (guia tutelar) da vida gloriosa.

Sois o livro no qual se escreve a história das estrelas que povoam os céus! Envolve-nos nas espirais de Teus eflúvios e conduz as nossas almas ao Plano Búdico Universal.

07 de Dezembro de 1965, Mestre Ergos

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  Filho Meu, presta ouvido à  Voz Interior. Falo muitas vezes sem que escutem meus discípulos.Tudo o que queiras fazer, fá-lo com nobreza e fé, com absoluta confiança e plena certeza na Presença do Teu Mestre.

Eis as normas que te dou: “Mostra-te, todos os dias, qual espelho límpido e brilhante, em que teus irmãos possam perceber tua imagem tal como a vejo Eu”.

Eleva-te como lâmpada de chama clara e esplendente, a fim de que tua Luz possa guiar os passos dos que se poderiam transviar no caminho.

Ergue-te como guardião do teu Amor, a fim de que ele possa, através de ti, expandir-se em bênçãos sobre teus irmãos.

Não temas as palavras de outrem, não sigas o sussurro da voz humana; segue Minha Direção, escuta Minha Voz e contigo Eu estarei ao longo da tua jornada.

Filho Meu, discípulo Meu, nada temas… Percorre teu caminho, animado pela fé inquebrantável. Eu estou contigo e as pedras que ora fazem correr teu sangue, já Me feriram os pés antes de te magoarem os teus.

Farei brilhar diante de ti uma Luz para te guiar a fim de que, escolhendo o lugar de teus passos, possas seguir fielmente as Minhas pegadas.

Que o Amor seja o teu fanal e te indique a boa direção! Que o Amor te assinale o raio de Luz em cujo seio deves prosseguir.

Eu estou à tua espera… Meus passos te abrem o caminho para que menos pungentes te sejam os espinhos.

Eu estou sempre à tua direita!

Discípulo que Me é tão querido abre teus olhos e reconhece-Me quando Me inclino para tocar a tua fronte!

                                                                  ****

Filho Meu! Eu falo àqueles cujos ouvidos estão afinados com a Voz do Mestre, porque eles seguem caminhos do conhecimento e do servir.

Um discípulo não pode dignamente cumprir as instruções do Mestre, sem que seja animado do desejo de aprender e de servir.

Retira-te para o “deserto”; não te oneres de nenhuma das coisas deste mundo exterior que tanto te embaraçam. Não conduzas livros, mas lê em toda parte a mensagem Minha, tal como as encontra escrita em teu universo, desde as estrelas até as mais pequeninas formas de vida.

Vê em toda parte as manifestações físicas de uma Unidade Central Interior, as partículas (fundidas) de Minha Imensidade!  Lê, nelas, o ensinamento particular que te é destinado. Que teu coração te dê a explicação, sem que para isso tentes empregar a chave da sabedoria humana. A Sabedoria, a Divina Sabedoria será, assim, atestada por Seus filhos.

As normas que te dou, são dadas do Coração mesmo, do silêncio da Alma e, não, em conselhos escritos nas páginas dos livros.

Quando houveres reunido as sementes (pois não te dou senão as sementes de tua transformação pessoal),e houveres escolhido os grãos retorna ao mundo e cumpre ali teu serviço, até que o terreno onde tenha germinado a semente, floresça e produza, para Mim, teus frutos. Mas, se fizeres teu serviço exterior sem que tenhas partido o pão da Vida para distribuí-lo, não poderás senão dissipar a tua força e tornar vã a tua alegria de servir.

Dentro de ti estão todos os tesouros de teu ser e, no entanto, do lado de fora, vês estendidas as mãos vazias que choram para obter o consolo que lhes poderia dar, se volvesses para Mim teu rosto!

Minha bênção é para aquele cuja força pertence aos fracos; cuja alegria é para os seres que têm o coração ferido; cujo Amor é o tesouro dos que não são amados… corações solitários. Minha Bênção é para esses servidores; põe-te em guarda, toma teu lugar no meio deles!

O caminho que escolhestes é escarpado, mas são potentes os Meus braços para te sustentar. As pedras são cortantes, mas Eu botarei um bálsamo em tuas feridas. Minha bênção é para os que seguem este caminho; toma teu lugar no meio deles.

Filho meu, escuta Minhas palavras…

Eu Me aproximo de ti pelas sendas obscuras do Silêncio e pelos caminhos ocultos do sofrimento. Eu reclamo de ti um ouvido que ouça e um espírito aberto; muitas vezes estive lá, à espera, mas, não ouviste Minha Voz… Teu coração estava tão ocupado em outras coisas, filho Meu…

É na profundidade íntima do ser que Eu faço ouvir o meu chamado; só o ouvido interior pode percebê-lo.

Oxalá possas estar, filho Meu, entre os que escutam a Verdade das Minhas Palavras.

ERGOS  25.Abril.1961

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                                                                      São Paulo, 17 de Dezembro de 1956

A vós Meus filhos, e a todos aqueles que hoje no mundo, esperam um sinal dos tempos, uma palavra de fé e de paz, Eu envio a bênção viva do Espírito Santo.

Que Ele desça como um Raio de Felicidade sobre vós, sobre vossas famílias, no coração de vossos entes amados e sobre todos os homens de boa vontade. Que toda a humanidade seja envolvida na onda de Seu Amor Potente no qual Deus depositou o segredo da Vida e da Morte.

Que nesta época, que representa simbolicamente a descida Divina do Filho na carne do homem, se renove o vosso corpo e o vosso Espírito à luz da estrela de Belém, ao Raio Crístico que, em Seu Mistério Perfeito já vos tornou dignos d’Ele e de Sua Eterna Manifestação. Hoje, quando o sangue do homem é derramado novamente sobre o mundo, sobretudo naquelas terras que viram do sangue Divino surgir a aura de uma nova Era de fé, torna-se irrevogável a necessidade realizar o Ideal ao qual tendes ligada a vossa Vida.

Hoje, é necessário agir a fim de que a palavra perdida, como nova Revelação, seja encontrada e resplandeça no sinal do verbo em toda a Sua pureza. Agir devem todos aqueles que, ouvindo a Minha voz, transmitirão sobre a Terra o Meu Raio. Abençoado aquele que compreender Minhas palavras e as palavras daqueles que objetivam a mesma finalidade suprema.

As chaves de cada mistério, de cada Verdade da Ciência e do Amor serão dadas a fim de que possam ser abertas as portas do coração e da mente à grande conquista. A Lei, sob os véus da Revelação íntima ou externa, oferece aos verdadeiros discípulos a linguagem viva do Espírito.

Mestre Ergos

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O Espírito é humildade, mas o indivíduo cultiva o orgulho que o faz pensar ser mais do que os outros.

O Espírito é harmonia, porém, o homem vive no desequilíbrio.

O Espírito é calmo, tranqüilo, serenamente, mas, o homem se agita, se convulsiona, enerva-se por qualquer coisa.

O Espírito é a verdade cristalina, pura, mas, o homem vive de engodos, de mentiras e de artifícios.

O Espírito é sinceridade, mas o homem não confia em ninguém, e vê em cada semelhante um inimigo potencial.

A vida humana é, pois, uma negação da que realmente existiria se o Espírito fosse uma realidade vibrante e não apenas uma idéia, em função da qual deveriam ser praticados os nossos atos e organizada a nossa atividade mental. Havendo divórcio entre o Espírito e a matéria, a Vida converte-se em uma verdadeira fuga, porque a criatura procura atender sempre aos interesses materiais que considera prementes e mais objetivos.

O problema do Espírito, então, fica aguardando melhor oportunidade, relegado a um plano secundário.

A Humildade é, modéstia na sabedoria, simplicidade no Poder, tranqüilidade ante a ameaça, calma em face à injúria, inação na força. NÃO É COVARDIA, mas compreensão, Não é transigência, mas DIGNIDADE, NÃO É FRAQUEZA, MAS CONSCIÊNCIA DA FORÇA.

É o estado de quem se sente maior perante os homens, e infinitamente mesquinho e insignificante perante Deus. De quem compreende que o seu semelhante é “uma parte de si mesmo no Todo”, e que ele é ou será, átomo de tudo quanto na Natureza existe. De quem reconhece, afinal, a transitoriedade das glórias ou fascinações terrenas, a inutilidade de todo esforço que não tenda para Deus. De quem se proclama convictamente “Nada no Nada” em face ao Infinito dos Infinitos…

“Ditoso será quem atingir este estado de Espírito. As portas da casa do Pai ser-lhe-ão abertas de par em par.

“MESTRE ERGOS, Graúna, 24/09/1951

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Eu vos digo que a Fraternidade Branca do Arcanjo Mickael tem
duas metas bem precisas a alcançar: um halo íntimo no qual será
difícil entrar, porque é preciso estar conscientemente pronto(a)
prender para quais segredos iniciáticos se inclina o homem (mulher)
eleito(a) e, de forma mais externa, como cada homem (mulher)
será fraternal por sentir em si aquela Lei de Amor que Cristo
ensinou, fazendo parte daquela semente de Vontade e de Bem que
desce de DEUS para todo o mundo.

Ergos