Zari

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DEUS!    DEUS!    DEUS é a única meta a ser atingida.

Descobrir DEUS que está dentro de você, proporciona a mais elevada meta no caminho do auto conhecimento.

DEUS é o caminho, a verdade e a vida. Neste caminho descobrem-se não apenas as verdades da vida, mas a própria essência da vida.

Talvez ao percorrer este caminho, não se obtenha todas as respostas, mas com certeza, a mente fica cada vez mais clara e transparente.

A CERTEZA DE SER aumenta na medida em que a sua concentração em você mesmo se intensifica.

Este caminho maravilhoso está todo ele dentro de você mesmo.  Não há nada que venha de fora, que possa resolver o mistério que envolve o TEU PRÓPRIO SER.

É hora de “arregaçar as mangas” e começar esta jornada de autoconhecimento, pois há somente uma direção a percorrer: para dentro de VOCÊ MESMO.

Sua vida externa e cotidiana pode continuar igual, sem mudanças aparentes, mas o teu mergulho deve ser completo, com todo o coração e com a plena fé de poder alcançar a meta que está em teu interior. Somente lá você pode se realizar; colocando esta meta no pedestal mais elevado dos teus desejos e anseios.

Qualquer outra vibração em sua mente ansiando por outro objetivo, mesmo que temporário, desviará a tua atenção daquilo que você realmente deve querer – que é VOCÊ MESMO.

A chave interna que é a fé em teu ideal te ajudará a fugir intimamente das atrações do mundo externo, atrações que se manifestam em teus sentidos corporais e despertam neles fortes vibrações que ofuscam a tua visão interna. Com o uso da chave interna a tua visão se tornará cada vez mais aguçada e clarificada.

Porem, enquanto existir uma forte e indomável atração para a vida externa, nada há que se possa fazer.

É a tua maturidade evolutiva que vai determinar se você já é um fruto maduro, se já esta pronto para saborear a doçura maravilhosa e inigualável da VERDADE.

Esta realidade sempre existiu e sempre existirá dentro de você. Sintonizar-se nela é como sintonizar o dial de um receptor numa estação que emite o som de uma música divina.  Mas, basta sair um pouco desta sintonia para que a magia deste fluir inesgotável de vibrações inesperadas se perca, se dissipe como se nunca tivesse existido, deixando em você apenas uma vaga lembrança.

VOCE que sente o chamado interior e BUSCA A DEUS, ou melhor, BUSCA A SÍ MESMO, dê ouvido a este chamado e siga esta voz, usando a tua sensibilidade interior. Todo o processo é natural e criado pela própria natureza, que se revela delicadamente aos teus sentidos internos.

Você terá que superar os falsos ecos, produzidos pelas pedras do caminho. Você terá que se tornar um “expert”, através de erros e acertos, para distinguir o falso do verdadeiro, pois a luz é uma só e é ela que você deve procurar. Não se deixe levar pelos reflexos cintilantes das sombras, produzidos naturalmente por ela.

A FÉ é um poder imenso dentro de você. Ela move as montanhas rochosas produzidas pela tua mente e pelos teus conceitos baseados em fatores terrenos.

Tudo isso deve ser eliminado da tua consciência para que nela sobre espaço vazio onde possa ressurgir o sol da tua vida real e verdadeira. Não se deixa abater pelas ondas oceânicas onde pousam atualmente a tua vitalidade consciente, porém terrena.

A criança que começa a aprender a andar, solta os apoios quando começa a adquirir maior certeza da sua capacidade de se equilibrar por si só.

A tua natureza é única e foi manifestada pela força criadora, com uma programação original de conseguir achar naturalmente o próprio caminho da realização. A semente da arvore não pode evitar de se tornar uma arvore frondosa, se as condições externas favorecerem o seu crescimento. Ela também não pode querer ser outra coisa, naturalmente será do mesmo tipo de arvore que a gerou e, futuramente, ela própria gerará outras sementes iguais a sí.

Por esta razão é que você deve confiar em sí mesmo, deixando desabrochar as faculdades ocultas que já existem em você.

CONFIE EM VOCE! Busque a luz escondida em você! Busque a verdade que desde sempre esta em você!

Somente lá estão as respostas, todas as respostas, e não se iluda com promessas que venham do mundo externo, nem promessas de outros, nem com promessas dos teus próprios sentidos carnais, pois fatalmente terminarão dois metros debaixo da terra.

As respostas a todas as perguntas estão em você e só você pode decifrar esta linguagem interior que não usa os recursos da mente.

Esta linguagem pode ser percebida e entendida somente no silêncio do teu interior e você é o único que pode captá-la e decifrá-la. Ela foi criada pelo teu SER SUPERIOR, exclusivamente para o teu uso pessoal.

Somente o TEU CORAÇÃO pode achar o segredo misterioso desta chave que abre para você as portas do infinito e da felicidade sobre-humana, felicidade que na terra não tem palavras que a podem descrever.

27-10-2008  Zari

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O Mestre pode construir a sua obra baseando-se somente na fé pura dos irmãos, fazendo deles canais da sua vontade.

O Mestre não fará a obra baseada na fé nos objetivos materiais e sociais, porque estes são perecíveis e passageiros. Ele espera unicamente a fé nas verdades eternas e na presença do espírito que é capaz de entender qualquer situação e resolver qualquer impedimento, exteriorizando de si a presença viva de Deus.
O Mestre nos ensinou a afirmação: Eu sou, Eu posso, Eu quero, Eu realizo em nome de deus. É isso que ele queria que se manifestasse em cada um dos seus discípulos. Deixar de ser uma ovelha para tornar-se homem consciente, imagem e semelhança de Deus.
Na obra do Mestre, cada um deve carregar a consciência de Deus dentro de si. O seu templo deve ser o templo do coração, e os seus estatutos devem ser os ideais vivos do espírito.
É por isso que são necessárias as provas para que cada um de nos descubra o valor real do seu espírito e da sua fé. Não adianta dizer: eu creio na obra do mestre e ao mesmo tempo ficar paralisado e assistir a sua destruição.
O Mestre não precisa de obra humana ou de efeitos materiais na sociedade humana. Ele se esforçou, junto com os fundadores da fraternidade durante as suas vidas de despertar a nossa fé na eternidade da nossa vida, na infinidade das nossas possibilidades e na divindade que se esconde em nos.
Ele disse: Vontade é a suprema expressão do espírito que o conduz à conquistas infinitas.
Mas esta vontade suprema não está nas criticas ou na vã esperança que deus vai fazer um milagre e vai nos entregar a obra feita numa bandeja de prata. Seria muito fácil realizar assim as conquistas infinitas do espírito, ficando apáticos e esperando que as coisas aconteçam por si só.
O teste da nossa fé tem que ser compatível com a era e a sociedade na qual nos vivemos, porque é nela que tem que acontecer a grande transformação.
Quanto vale a nossa vida? eu digo que a nossa vida material não vale nada, ela é perecível e mutável e já sabemos de antemão que cedo ou tarde ela terminará. Mas a nossa vida espiritual, conforme os ensinamentos do Mestre, é eterna e imutável e no caminho da busca interna poderemos realizar conquistas infinitas e ter revelações admiráveis.
Então? Aonde vale mais apena investir? Em que campo é melhor fazer o esforço? No lado material e perecível ou no lado espiritual que é eterno?
O mundo material, que é o mundo manifestado é somente o espelho daquilo que é real e nele se manifesta somente a vontade do Uno. Nenhuma folha se move sem a vontade de Deus, dizia o Mestre.
Vamos deixar essa vontade única, que se manifesta em cada um de nos, cuidar da obra divina. Vamos procurar a unirmos mais a essa vontade e despertar em nosso coração o verdadeiro amor que habita lá. Este amor fará o trabalho.
A obra do Mestre é uma obra de amor e de paz, isenta de POLITICA, e de demonstrações que somos mais inteligentes que os outros. Somos todos iguais, imersos nesta “sopa” de denso astral que é pegajosa e nos arrasta para as profundezas da escuridão e da incompreensão, neste mundo de separatividade e de competição, muitas vezes desleal.
O Mestre declarou numa das orações: “O ciclo da Vida Superior nos atrai, a Hierarquia Celeste nos chama”
Vamos todos seguir este chamado em nosso interior que vem diretamente do centro do universo, sem intermediários e sem interferências. Ele está esperando que batamos em sua porta, para ele responder, ele está pronto de nos ajudar e nos dar conforto e orientação. Ele é o nosso Pai Celestial que espera para nos há milênios.
Chegou a hora de realizar em nos a Nova Era. Aquele que atender o seu chamado será beneficiado enormemente pela ação da Fraternidade Branca Universal sobre a terra.
O Mestre não depende de ninguém e não precisa de ninguém e jamais ele se sujeitará às vontades humanas. Jamais ficará refém dos caprichos de ninguém. Já tem precedentes disso na história da humanidade. Ele é o Supremo, a inteligência máxima em ação e sabe o que deve fazer.

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A revelação que a Era de Aquário confere às pessoas que estão preparadas para recebê-la, acontece em nível íntimo e profundo dentro do âmago da consciência. A Era de Aquário é regida pelo planeta Urano, que tem o poder de despertar a identidade e consciência universal que, há milênios, está adormecida em nós. Os astrólogos chamam o planeta Urano de “O DESPERTADOR”. O alcance da consciência da nossa identidade universal nos revela o verdadeiro caminho que o homem deve seguir, isto é, a busca da própria identidade consciente e a busca em Si Mesmo das razões que o prendem à matéria.

Não existe milagre ou fórmula mágica que faça a pessoa despertar para a vida universal conscientemente. Há uma única lição a aprender: a fé, a fé na consciência universal, a fé no seu próprio poder de compreensão e de penetração nas leis do universo que o faz consciente de Ser. A criança engatinha e deseja caminhar com os próprios pés, precisa Ter a autoconfiança suficiente para dar o primeiro passo. Todos os conselhos que se lhe podem dar serão resumidos na hora de Ter fé e confiança. Todas as energias serão revertidas em impulso e ação da própria vontade, quando o pensamento, naquele instante não serve mais de apoio e a vontade toda está concentrada unicamente no próprio querer.

Por isso, o verdadeiro espiritualista, isto é, aquele que busca o caminho da Luz e da Auto-realização não deve seguir unicamente conselhos e dogmas, mas deve despertar em si a certeza de que só a sua ação e a sua atitude interna poderá trazer à tona uma real transformação do seu ser e do seu estado consciente.

A consciência do próprio EU interno pode ser desperta e sentida quando a pessoa consegue se desligar do mundo externo, das percepções dos sentidos e de todas as excitações emocionais que porventura possam vir de fora, erguendo assim, em torno da sua percepção interna uma muralha invisível que o fará concentrar toda a atenção naquilo que lhe vem unicamente de dentro. Se neste estado a sua visão se abre, ele penetra no limiar de uma consciência superior através da qual poderá desenvolver a sua manifestação terrena atingindo passo a passo as virtudes e a elevação no mundo dos espíritos livres.

Nós estamos aqui na Terra para aprender a Verdade sobre nós mesmos. Todas as impressões que vêm através dos nossos sentidos humanos, criam em nossa mente uma imagem enganosa e fascinante do mundo que nos circunda. Esta imagem do mundo externo, com as suas impressões, pode representar uma forte tentação para que nós queiramos nos projetar para fora, para alcançar algum objetivo egocêntrico, isto é, da nossa mente inferior, que só consegue perceber o mundo da relatividade. A nossa entidade manifestada, aquela que tem o contato com o mundo externo através dos sentidos, recebeu o marco supremo da Vontade, o EU divino que se tornou humano sem perder a força total do livre arbítrio trazendo consigo para o plano terreno o “FIO SAGRADO” da Vontade Divina.

A força de Vontade é o único canal que nos liga ao Poder Supremo do Pai e Criador Celestial. Ela também será a única que poderá nos libertar dos laços fascinadores do mundo das aparências e trazer-nos de volta para a casa paterna. Alem da Vontade, todas as outras faculdades são apenas instrumentos que podem nos ajudar até certo ponto no caminho e, então, serem descartadas para que nos prendam no pedestal no qual estão operando. Exemplo: a água nos pode servir para nadar até a margem firme, onde devemos abandoná-la. A terra firme serve de apoio até que aprendermos a voar pelo ar com nosso pensamento. O ar serve como a força alimentadora do fogo da nossa fé, até que o homem aprenda a reconhecer a sua própria identidade. O fogo, que é a fé em si mesmo e na nossa própria divindade, nos leva à consciência universal, ao reconhecimento cósmico da Unidade, ao reencontro de si mesmo em todas as coisas, resumindo todas as vontades numa única, que sempre foi e será alem do dimensionamento espacial, temporal e energético, alem de toda manifestação nos elementos.

Por isso, devemos limitar o vasto canal que nos leva à matéria e à perdição da verdadeira identidade de nós mesmos e procurarmos enfatizar em nós a consciência da identidade superior buscando perscrutar melhor a sua mensagem nesta nova Era de Aquário que nos traz um novo estilo de vida. Devemos abandonar religiões e preconceitos cegos de um Deus exclusivo ou de uma verdade personalizada e monopolizada.

Em verdade, a influência do planeta Urano, o regente da presente Era, representa força que quebra todas as limitações e abre consciências para a percepção dos espaços infinitos da verdadeira espiritualidade, abraçando no seu âmago, todos os seres vivos numa verdadeira fraternidade universal. Aquele que sentir vibrar em si a mensagem da Nova Era, será um dos chamados pela força da FRATERNIDADE BRANCA UNIVERSAL DO ARCANJO MICKAEL para a realização desta Obra Divina.

Zari

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A busca de Deus se torna cada vez mais insistente na medida em que o buscador avança no caminho espiritual. Para isso ele deve eliminar todos os desejos da mente que o afastam da realidade única que palpita e vibra em sua consciência. A atração pela matéria se torna cada vez mais insignificante enquanto a ânsia pelo saber se amplia, e para realizar-se ele precisa expandir a sua consciência rumo ao infinito ser, esquecendo da sua matéria e da condição em que o seu corpo se encontra. Isto implica na aceitação plena do seu estado atual, espiritualmente, mentalmente e materialmente.

As emoções e a inquietação que são expressões do seu pensamento material devem ser eliminadas e substituídas pelo desejo ardente da paz interior e do amor divino.

Viver em Deus é o único desejo que deve vibrar.

O estado meditativo da alma, no caminho da sua realização, na ânsia de reencontrar a sua identidade divina é precedido de um estado de paz interior onde a mente cessa de alimentar os desejos da vida externa e dos sentidos físicos, pois, ela já chegou ao estado de saturação e ao “cansaço” de querer vibrar nos objetivos materiais, limitados e terrenos. Ela volta a sua atenção ao alto. Neste ponto já está preparada para receber os primeiros raios da sua verdadeira identidade, a revelação interior que faz parte da consciência cósmica universal, a intuição se desperta.

As energias da alma têm a tendência natural de se extravasar através dos sentidos, descendo vibratóriamente, para a matéria, para o mundo sensorial e inquieto, mas na fase inicial do despertar da consciência espiritual começa a subida energética para o alto, para a sua verdadeira identidade espiritual e perene do ser.

Nesta fase de desenvolvimento acontece uma inversão de polaridade que em vez de extravasar-se começa a interiorizar-se. Esta inversão transparece quase imediatamente no comportamento e nas atitudes externas, como se fossem átomos dispersos de ferro que por uma força maior começam a direcionar-se para o norte, formando assim no seu conjunto um imã poderoso.

Todos nós temos uma parcela de Deus dentro de nós, que é a parte mais silenciosa e intima da nossa mente e da nossa personalidade. Somente quando nos voltamos para o interior, direcionando todas as nossas energias e paramos de lançar a atenção para o exterior, que se relacionam ao nosso corpo e à percepção dos cinco sentidos físicos, com as suas emoções, expressão do ego e da personalidade terrena, é que poderemos sentir a presença d’Ele dentro de nós.

No silêncio da nossa alma podemos encher o nosso ser desta luz silenciosa e penetrante que está sempre presente. É dela que podemos extrair o sentimento puro do amor universal. É ela que nos faz compreender todas as coisas e nos dá a intuição pura que dirigi os nossos passos sempre de acordo com a vontade divina, para o caminho que divinamente é o melhor para nós, para o caminho do bem e da auto-realização, mantendo sempre harmonia com todas as criaturas e com a própria missão nesta vida.

Para alcançar o começo deste estado temos que nos voltar para o interior desligar-nos dos sentidos e ficarmos quietos interiormente. Deus faz isto para nós toda vez que nós dormimos. Durante o sono nós vamos para um estado de passividade inconsciente onde carregamos as nossas energias espirituais. Portanto, não é algo estranho.

Zari

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 Uma experiência pessoal

Pare.
Pare onde você está.
Dissolva o pensamento e mergulhe no mais intimo, no mar da vida que está em você, que é você mesmo. Não pense! Não pense nada, apenas sinta, sinta a você, sinta o que é você, perceba a inteligência em você. Você é a inteligência, você está na inteligência. A onda cósmica da inteligência está em você. Você imerge naquilo que te criou, você faz parte da inteligência universal, que está em tudo e em todos.

Na realidade nada existe, você é um átomo de Deus. Aquele Deus que está no todo e sabe tudo. Aquele Deus que é a natureza material e cósmica e que dá vida a cada átomo e a cada célula.  Por isso cada célula sabe, tem consciência da vida, sabe o que fazer e como agir, tem atitude própria e personalidade autônoma dada a ela pela força suprema que permeia tudo e todos.

Eu mergulho neste todo que na realidade é o nada, porque todo o pensamento se dissolve nele e se anula. Só existe uma personalidade, a personalidade cósmica que não tem nenhum limite, que não tem personalidade circunscrita, mas age como um todo consciente e de acordo com a inteligência universal que é ele mesmo, algo que não concebe limite, algo sem conceitos pré definidos. O abismo, que é o vazio, onde só pode vibrar a luz que é Deus, que é o todo que se expressa infinitamente em todas as coisas.

Não podemos criar conceitos de nada porque tudo é verdade, tudo é cósmico, tudo é amor que brota do nada que se funde com todas as coisas que na mente divina são ilusão, são ondas passageiras que explodem como estrelas e hão de voltar para o nada absoluto que ao mesmo tempo está em todo lugar e em cada pensamento, e brota em cada sentimento como amor que permite a existência de tudo, porque tudo é Deus.

Eu me dissolvo neste todo para ser nada. O nada é a felicidade absoluta. O nada é a suprema forma de ser porque está diluído no todo já que não tem forma e não tem tamanho.

O nada é o ideal de ser, o nada é a paz, o nada é a segurança. O nada é a certeza que por trás dele não há outra coisa se não ele mesmo e Deus está nisso, na anulação de si mesmo, na paz que está por trás das coisas e dos conceitos que são efêmeros e passageiros. Todos os conceitos juntos são a verdade. Não há verdade em que se possa pensar, porque qualquer pensamento é relativo, brota do nada e se refere ao mundo relativo e finito. A verdade é para ser sentida, a verdade é para ser vivida e concebida na paz do nada infinito anulando a sua própria existência e ressurgindo com vigor renovado em todas as formas e expressões. O nada é o âmago do todo e nele se anula qualquer forma para voltar ao mar infinito de paz.

A sensação é o mundo do relativo, é a expressão do tempo, é fugaz. Não acredite na sensação, não acredite no pensamento como coisa final porque ele não é concreto, é apenas uma fumaça colorida que se desvanece no tempo, que não tem começo nem fim.

Sinta apenas a inteligência que brota do nada. Sinta a impersonalidade do todo que exprime a beleza e a pureza do infinito que está em todo lugar e em cada coisa.

Anule-se para ser, rasgue os limites da sua personalidade interior para se tornar expressão do nada universal, inteligência cósmica do todo.

Ser puro significa ser vazio, sem conceitos, como criança que não tem pensamentos, que é produto do todo universal e inteligente, e sabe funcionar pela força desta inteligência expressa em cada célula e em cada combinação dos órgãos pensantes e agentes, que são expressão do próprio Deus, presente em cada célula.

Eu me anulo no nada, reconheço dentro de mim o todo. Sou um pensamento fugaz criado por uma força poderosa que faz parte de mim e nela dissolvo o resto da personalidade do meu karma humano. Quero ser como o vento que é invisível aos meus sentidos, mas que sei que existe. Quero ser o vento para dissolver-me no infinito e diluir-me na natureza que é o amor que sustenta a expressão do meu ser.

A inteligência cósmica está em mim, nada posso fazer para evitá-la. Ela se expressa em mim e é a única fonte do saber. O conhecimento é a aglomeração de células criadas pelo infinito e somente a inteligência universal pode organizá-las em formas mais complexas e harmônicas, por isso me entrego à inteligência universal. Dissolvo-me no éter universal para tornar me nada, participe consciente do todo.

Os meus sentidos são relativos. A sua percepção é relativa e só serve para o mundo relativo. Se eu estou num quarto, os meus olhos servem só para me orientar dentro deste quarto, enquanto que a minha consciência é cósmica e está em todos os lugares ao mesmo tempo. Enquanto os meus olhos enxergam as paredes do meu quarto, a minha consciência me dá a visão do todo universal e da razão pela qual encontro-me neste quarto. Enquanto os olhos me dão a visão do presente, a minha consciência me mostra o passado, o presente e o futuro ao mesmo tempo. Os meus olhos, como os meus outros sentidos são limitados pelo tempo e pelo espaço enquanto a consciência é ilimitada e penetra todas as coisas, o espaço e o vazio, o passado, o presente e o futuro.

Eu sou o nada que vagueia no espaço do todo, mas encontro a minha paz no vazio absoluto onde não há acontecimentos, onde não há sentidos, onde a única percepção é a certeza de ser e a única vontade é de agir, brotando do nada com o amor que cobre todas as coisa criadas. Amor que é fogo, quando se manifesta no pensamento.

Vida interior é estar no silêncio e observar os próprios pensamentos. Vida interior é não querer nada e ser apenas observador do que acontece em volta, sem comentários e sem colocações, aceitando tudo como expressão do próprio Deus.

Você deve ser o âmago deste Deus que se expressa no Todo e é o próprio Todo. Ele não se expressa através do todo, ELE É o próprio todo e você, colocando-se como observador, enxerga impessoalmente todas as suas ações e vontades.

Coloque-se no ponto mais elevado de observação, o ponto que aceita tudo e não interfere em nada (como se fosse o topo da pirâmide) e é lá que você vai receber toda a sabedoria divina, porque é lá que você vai se unir com o divino. Lá no alto onde você não vai permitir nenhum pensamento vibrar ou chegar a você, coloque-se no silencio que é a força mais sábia dos sábios, aquela força que observa tudo, escuta tudo e aceita tudo e permanece no silêncio sem comentários. É lá neste ponto impessoal e mudo que brota o conhecimento e a compreensão. Porque se Deus aceita tudo, quem é você que não vai aceitar, quem é você que por ventura vai querer corrigir as coisas ditas ou feitas? Por ventura alguém te colocou como juiz? Ou professor? Ou então como aquele que indica o caminho da verdade?

Por isso, seja juiz apenas das tuas ações, somente a Deus compete julgar. Observe silenciosamente e compreenda a sabedoria excelsa penetrando na inteligência universal do silêncio, da observação e, portanto, da paz. Seja uno com o todo que aceita tudo, mas ao mesmo tempo sinta-se parte desta inteligência universal, absorva-a, vivencia-a sensivelmente, anulando os teus conceitos pré-moldados e pré-concebidos. Seja eterno no eterno presente, onde tudo se cria pela vontade, mas se anula pela vontade, voltando para a paz e para o ponto de partida que é o símbolo do ser e do querer.

Respirar calmamente, respirar para Deus, respirar para dentro de você, respirar para o âmago do teu centro de luz, respirar para Deus que é o ponto central do teu interior. É para ele que voltam todas as coisas, é nele que a respiração devolve as suas energias, é ele que atrai a força de viver e de respirar, penetrando no âmago do seu ser.

 Zari

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A Espada é o Símbolo majestoso de Mickael que contem em si o poder da vida e da morte (a cruz) que resume a vontade divina em todos os planos e aspectos. Esta plenitude podemos ver pela representação das cores preto, branco e laranja: A cor laranja é a cor intermediaria entre o vermelho – vida material e o amarelo – vida espiritual (Azaziel e Anael) que correspondem ao ciclo dos 4 elementos da manifestação da vida, o alfa e Omega universal.

Anael-amarelo é o início do ciclo da vida.

Azaziel-vermelho é a manifestação material da vida.

O branco representa o infinito Todo, a Luz, e o preto representa o Nada Absoluto, a sombra.

A espada representa o Senhor de todos os arcanjos, Mickael, aquele que é como Deus, poder criador absoluto e ao mesmo tempo representa a lei e a justiça divina, o Amor.

O planeta Saturno rege o símbolo da espada, e é o planeta mais distante ainda visível ao olho humano. Misticamente isto significa o ponto mais elevado, abstrato e distante que a nossa consciência pode alcançar.

Sua flor e seu perfume é a rosa que é a rainha das flores, a sua pedra é o brilhante que é o elemento mais duro na matéria. O chacra da sua influencia é o coronário, o mais elevado dos chacras, que domina o pensamento e é o canal que nos liga à mente superior, à consciência cósmica, ao mundo invisível do espírito.

A sua virtude é o Poder da manifestação da vontade.

Sua ação pode ser a força que constrói, consagra e abençoa, mas também pode ser violenta ou destruidora, de acordo com a Suprema Lei. Seja uma ou outra a sua ação, ela expressa o poder em movimento e uma imposição de vontade. Por isso é a suprema expressão do espírito.

Ela sintetiza todos os símbolos: a verga o impulso criativo, na sua justiça está a sabedoria do cálice, o equilíbrio da balança, a luz do candelabro, o amor universal da esfera e a cruz que é a vida manifestada nos quatro elementos pela vontade divina.

Em muitas ocasiões a Espada atuou poderosamente na história da humanidade.

Ao sair do Egito libertando-se da escravidão, o povo hebreu foi guiado através do deserto pelo Arcanjo Mickael , com a espada flamejante desembainhada.

Ela é a lei, o símbolo que expressa a vontade divina. Ela contem a cruz para lembrar que é a vida manifestada mas, também contem a lamina que é a expressão do poder supremo, para lembrar que a vida foi feita pela vontade divina e flui de acordo com a justiça divina que só pode ser compreendida por aquele que entrou, com a sua compreensão e consciência na suprema lei.

Na nossa fraternidade o nascimento da espada ocorreu em 28 de outubro de 1928 na Itália, através da atuação da nossa antera Iole Fabbri com os seus companheiros incluindo a presença do seu pai.

A Espada é o símbolo da supremacia da vontade do espírito sobre a matéria e sobre o ego material que é apenas um instrumento da vontade de Deus e nada mais. Todos nós somos apenas servidores que tem o privilegio de servi-lo no templo que foi designado por ele para se manifestar na abertura da nova era.

Ela é a vontade suprema além das aparências do mundo manifestado, é o pensamento de Deus expresso na multiplicidade das coisas no mundo temporal que não se liga a nada e não se prende a nenhum aspecto da sua própria criação, porque representa A Liberdade do espírito que voa nos espaços infinitos sem limites pois, a matéria que foi vencida pela sua supremacia e ação poderosa.

A Espada é o símbolo dos símbolos porque com a força da sua vontade cria e transforma qualquer aspecto do espírito, é a força do nada imanifestado agindo no todo como senhor da sua criação.

Este símbolo vem nos ensinar que devemos superar todas as provas da vida, vencer os desejos da carne e do ego, as incertezas e as dúvidas para que o nosso espírito possa viver no reino dos céus, imaculado e puro na presença constante e eterna do Pai onipresente. Cada ato, cada pensamento, cada sentimento deve ser como o símbolo da Espada, com retidão, intenção pura, transparência e livre de qualquer materialidade ou aspecto pessoal pois, ela é o próprio espírito que age sobre a matéria e a usa apenas como veículo da sua mensagem suprema. A humildade unida à vontade suprema que palpita no interior de cada irmão deve representar o símbolo excelso da espada como um raio unido ao centro infinito de vida, lutando para restabelecer a sua unidade universal.

Glória é ao espírito de luz, na alegria de servir a obra suprema

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A espada é o princípio ativo dentro de nós que desponta em nossa consciência e penetra vigorosamente até as profundezas da mente inferior, guerreando contra a nossa escuridão e a nossa ignorância, revolvendo e atraindo para o campo aberto da nossa consciência as partes adormecidas, inconscientes do nosso próprio ser, expondo-as ao exame impessoal da consciência.Ela é a força primordial da vontade criadora que penetra todo o espaço consciente em todos os seres vivos. Este espaço que é a parte iluminada pela sabedoria e compreensão contém dentro de si o ímpeto primordial da evolução em todos os setores da vida. Ele concentra a sua força numa ponta de consciência penetrante que consegue através da vontade, penetrar as camadas obscuras e inconscientes de cada ser.

A força consciente universal que permeia todos os seres vivos e que realiza a evolução, representa o símbolo da espada de Mickael. Ela combate a escuridão, a inconsciência obscura e impulsiva que é expressa pela parte inferior da personalidade.

Uma vez expostos ao campo da consciência, os impulsos primitivos e cegos da personalidade são combatidos incessantemente pelas faculdades descendentes do símbolo da espada, que é a própria ação da consciência, direcionada pelas faculdades dos outros seis símbolos divinos – as virtudes primordiais do espírito.

A presença da consciência ativa, que é o símbolo da espada em forma de vontade agente é primordial para a ativação da evolução de todos os seres. A Vontade (a espada) é sucedida pela compreensão (o candelabro) e pelo equilibro da ação (a balança) que por sua vez é sucedida pelo sentimento de auto-sacrifício e a oferta de si mesmo (a cruz) e pela sabedoria e conhecimento das leis da natureza (o cálice), o amor materno e instintivo da natureza criadora de todas as formas (a esfera) e por fim, o poder gerador e transformador de toda a natureza, o fogo (a verga).

A espada é o único princípio consciente em nossa natureza. Ele alimenta as faculdades inerentes do ser vivo e desperta nos outros símbolos o seu princípio ativo, isto é, com a consciência pode haver compreensão, equilíbrio, auto-sacrifício, acumulo de sabedoria, sentimento de amor manifestado e também o impulso criador e transformador.

Portanto o símbolo da espada é a força primordial da vontade consciente que reside em nos, ela sabe observar a natureza manifestada e determinar quando é a hora certa para agir. Por isso ela é também a lei, pois o símbolo da espada é força criadora agente e é a ação direta da vontade do Pai.

A espada da lei, a espada da fé, a espada da justiça, desperta a faculdade consciente dos outros símbolos que são os princípios ativos da nossa personalidade consciente, e por isso são chamadas as sete virtudes transcendentais, porque alcançam os confins do nosso universo criado.

O símbolo da Espada expresso em nós na forma da nossa vontade consciente é a única força que pode realizar a nossa evolução, é a única força que pode nos elevar acima dos limites da nossa personalidade, combatendo conscientemente o nosso obscurantismo inconsciente, a nossa ignorância, a nossa parte inferior que se esquiva dos campos abertos e quer perpetuar o seu egocentrismo, e que tem medo de se expor e de se oferecer para o trabalho da grande obra universal de Mickael, rei de todas as batalhas, rei de todas as vitórias.

Pode demorar milênios e muitas lutas com o nosso próprio ser, com o nosso ego pessoal que se agarra aos sentimentos inferiores de orgulho e de falsa auto-preservação, procurando o fatal isolamento e afastamento da sua infinita divindade. Um dia, no decorrer das encarnações, ele compreenderá que é o filho de Deus e que todo o poder consciente universal está contido nele, esperando apenas a conquista de si próprio, o auto domínio, e consequentemente a auto realização, unindo-se ao infinito todo.

 São Paulo, fevereiro de 2005

Zari

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Símbolo Do fogo, do raio e da onda cósmicos, o elemento que que trasnforma através da fusão de todas as coisas. Ele é o inicio e o fim de cada ciclo, o fogo criador, como o seu chacra o Kundalini.

É o elemento mais volátil e impessoal, sem peso nem forma definida. A sua cor é vermelha porque age sobre a expressão mais densa da matéria, o sangue, a força vital, a vida física.

O arcanjo Azaziel tem o poder do fogo e a sua virtude é a paciência.

Ele é o canal da consciência e do ser que parte do incriado.

Ele é a primeira manifestação da essência primordial, ele é o poder consciente que reconhece a si mesmo, a sua própria essência na manifestação do mundo criado.

A verga tem o formato de um cajado que representa o canal da descida e do retorno das forças vitais. Ela é criadora porque dela nasce e vida e nela a vida retorna.

O fogo divino, manifestado pela verga é o fogo criador é impessoal e resume em si todas as forças. Ele tem a tendência e o poder de anular a separatividade por isso ele é averso ao ego e a individualidade nele tudo se dissolve se purifica e se eleva, tanto no sentido positivo como no sentido negativo.

O Símbolo da Verga que é o Símbolo da primeira era foi usado no passado por Moises com a ordem do Arcanjo Mickael para libertar o povo hebreu da escravidão no Egito e para realizar os “milagres” No deserto abrindo o caminho através do mar vermelho, fazendo brotar água das rochas.

No sentido místico, o poder da verga deu início ao reconhecimento do princípio consciente no ser humano e a primeira visão da “unidade universal” trazendo na época da sua manifestação, no deserto do Sinai, a revelação do monoteísmo e a vazão das correntes religiosas da humanidade para um único Deus que está acima de todas as coisas. Ela, a Verga, é o símbolo que inicia a caminhada espiritual consciente do homem para que, no fim dos tempos possa retornar à casa suprema do Pai, purificando o seu ego para que em fim, despertando a plena consciência de si mesmo, da sua verdadeira essência, possa fundir-se com o Pai no oceano da vida.

Ela é o início e fim da vida manifestada. É dela que inicia o fogo da fé que desperta o homem do mundo das ilusões e o liberta da prisão da forma física levando-o à consciência da divindade no retorno à liberdade do ser.

Na fraternidade Branca, a Verga dá o princípio do ano para que nele possa ocorrer o despertar do fogo criador na consciência na nova era.

Zari  8-11-2004

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Leitura antes do ritual

No deserto do Sinai onde o povo hebreu andou por 40 anos para preparar-se e purificar-se para receber as tabuas da Lei da era do Pai, a hierarquia celeste ordenou ao seu sacerdote, Moises a construir um candelabro de ouro de sete braços nos quais acender-se-iam chamas eternas símbolo da presença divina manifestada no tabernáculo.

Para manter os sete aspectos da manifestação espiritual, o povo, através dos seus sacerdotes, deveria cuidar para que essas chamas nunca se apagassem, para que elas pudessem manifestar o ardor da sua fé e conquistar as virtudes do espírito com a pureza interior.

Na atual nova Era, o raio de Mickael tornou a materializar o símbolo do Candelabro. Símbolo da iluminação e da evolução da vida manifestada, simbolizando o retorno consciente das criaturas ao seio paterno.

As chamas do candelabro foram acesas no tabernáculo divino da nova era, elas iluminam e guiam todas as ações, decisões e realizações daqueles que souberem alcançar, com a sua mente a divina presença formando um contato direto com o raio Azaquiel, senhor do símbolo do Candelâbro.

O Símbolo do Candelabro representa a força motriz e vital do corpo físico que aciona todas as suas faculdades internas libertas e iluminadas, para alcançar a direção consciente rumo a unidade universal; por isso é o símbolo da iluminação e das virtudes que conecta a força de Deus e a sua energia cósmica.

Do âmago da terra, morada da Mãe Cósmica, que é o pedestal sobre o qual está postado o Candelabro Sagrado, brotaram como filhos pródigos, os sete arcanjos de luz cujas mãos acenderam as chamas sagradas da ressurreição do espírito. Filhos da dor, erguem as chamas divinas, acesas sobre o altar do Candelabro, como símbolo da conquista e da supremacia sobre a carne.

Elas são oferecidas ao infinito todo na mais impessoal das ofertas, fundindo-se com o todo no Om sagrado da sua vontade eterna para o serviço do Espírito Cósmico Universal.

Cada chama acesa é uma virtude conquistada, é um símbolo de ascensão espiritual proporcionando ao ego a transmutação interna, que o purificam alcançando o mérito da libertação do seu ser da escravidão da matéria devolvendo lhe a sua característica original assim como foi criado no Éden.

As virtudes conquistadas, não são apenas bens adquiridos ou aprendidos na escola da vida; são muito mais que isso: são a força do despertar de um estado original que sempre existiu dentro do ser humano, porém, sua manifestação foi obstruída pela ação do ego, preso e limitado pelos seus desejos, num delírio alucinante do fogo das paixões, destruidores da realidade universal.

Mas, pela ação do karma universal e pelo superamento, deve soltar as rédeas que o aprisionam e diluir-se no todo para poder manifestar a chama sagrada do espírito, que sempre esteve ardendo em seu interior

As sete chamas do Candelâbro não representam os 7 raios descendo do alto, são a luz divina desperta no interior físico de cada um através da conquista, da purificação e da plena realização dos ideais do espírito. Elas representam o ser iluminado que se esforçou com o seu ego terreno para chegar à terra prometida, à casa suprema do Pai, e isto só pode acontecer manifestando em si todas as virtudes transcendentais, tornando-se luz numa expressão infinita de amor.

Elas são uma prova viva da pureza interior, abrindo um canal consciente, com devoção absoluta, pronto de manifestar a presença e a vontade divina, que é o caminho único e direto para alcançar a iniciação.

Um iniciado é um ser liberto, é uma fagulha de luz desperta que realizou em si o poder do “nada”, a focalização do poder cósmico universal, que se anula para manifestar-se em todos os aspectos da criação.

Ele manifesta a vontade do supremo querer, a sua ação é tão intensa que se transforma numa emanação potente de poder, canalizada através dos sete raios, das sete chamas arcangélicas, acesas pelas virtudes universais conquistadas.

Os irmãos que seguem o caminho do espírito devem realizar em si o simbolismo do Candelabro. Devem ter os pés sobre a terra equilibrando com perfeição os quatro elementos na sua natureza inferior, e nela acender as chamas das virtudes do espírito ao serviço do Grande Ser que se anulou para nos dar a dádiva da vida.

Zari 8-7-2004

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Mediunidade é um fenômeno natural que se manifesta em todos os seres e em todas as áreas da vida.

Para compreender a atuação deste fenômeno é necessário primeiro entender a nossa constituição mental, astral e espiritual, e saber também quais são as influências que atuam sobre nós.

O nosso cérebro não é a nossa identidade, mas apenas o instrumento que liga a nossa identidade ao mundo físico e aos cinco sentidos físicos; ele é o “software” que faz a nossa máquina corporal e sentimental interpretar os impulsos da nossa vontade. O cérebro é sujeito à educação e influências vindas do meio ambiente e tem padrões de comportamento, costumes, hábitos e reações padronizadas de acordo com a memória contida nele. É movido pelo sentimento de auto preservação da unidade corporal pela qual é “responsável” e foi “programado” para cuidar das exigências básicas necessárias para o desenvolvimento e crescimento do corpo.

Ele tem função dúplice, de um lado ficar atento às necessidades do corpo, observando as percepções conscientes vindas dos cinco sentidos físicos e também das percepções inconscientes vindas do sistema nervoso. Do outro lado ele recebe as vibrações vindas através da identidade do “Eu” e dos planos mais sutis nos quais todos nós estamos imersos. Para entendermos melhor esta configuração vamos pensar sobre os peixes que estão imersos no mar e por isso tem contato indireto com o resto do oceano, eles sentem as ondas, as correntes, as partículas que flutuam, em fim, pelo contato da água recebem uma infinidade de influencias que transmitem as vibrações que compõem o meio ambiente. Desta mesma maneira nós, que estamos imersos no mar de vibrações da mente planetária, de ondas eletromagnéticas, e inúmeras energias que flutuam no éter, são percebidas supra-conscientemente pelos nossos sentidos internos (que não dependem dos 5 sentidos físicos). Assim, por exemplo, podemos perceber ambientes agradáveis, livres e sutis ou então certa apreensão quando entramos em ambientes tensos etc.

As nossas percepções sensitivas dependem de muitos fatores entre os quais, a tranqüilidade dos sentidos físicos e o nosso estado de concentração mental.

A nossa verdadeira identidade independe do corpo físico, uma prova disso é que, quando dormimos o nosso corpo fica isento de identidade e a sua respiração natural pode recuperar as energias gastas, durante o dia pela ação irradiante da vontade que normalmente lança energias através dos sentidos físicos.

A nossa identidade interna pode envolver-se com as vibrações do corpo físico, (através da atenção), neste caso a sua consciência fica no corpo, identificando-se com ele; ou então, pode desligar-se da consciência do corpo físico (com a sua atenção) e perceber melhor as vibrações vindas de outras identidades, encarnadas ou não encarnadas ou então perceber as energias emanadas no mundo manifestado como, por exemplo, a energia do mar, a energia do sol, a força da montanha, do fogo etc.

Quando um ente se aproxima de nós podemos sentir a sua presença e perceber a sua vibração, é claro que para isso é necessário desenvolver um mínimo de sensibilidade, mas isto é uma faculdade que pertence a todos os seres vivos e é só uma questão de vivência e um pouco de prática e observação.

O fenômeno de perceber a influencia extra sensorial de outros seres (tanto encarnados ou desencarnados) e identificar-se com ela é chamado mediunidade.

Para ilustrar este fenômeno, darei alguns exemplos: quando se mistura duas tintas de diferentes cores, resulta numa terceira que é a mistura das duas. Quando entramos em ambiente diferente gradualmente o nosso ser interior percebe a diferença e modifica a sua maneira de expressão adaptando-se ao ambiente (dependendo da resistência da força da vontade). Isto é o meio ambiente, tanto físico como espiritual tem forte influencia sobre nós. É claro que podemos resistir a qualquer influência que vem do exterior, mas, para isso devemos ter um espírito forte e bem preparado.

De outro lado, podemos querer colaborar com o meio ambiente e neste caso abrimos a nossa sensibilidade para perceber melhor a natureza das influencias e procuramos nos entregar à qualidade da influencia que chega até nos, neste caso a nossa vontade força a nossa natureza para entrar em maior ressonância e afinidade com a vibração que percebemos.

Em nenhum dos dois casos a influencia estranha não pode “encarnar” totalmente em nos a não ser que seja exatamente igual a nossa e isto sabemos que não existe na natureza, não existem dois seres iguais ou duas impressões digitais iguais, sempre vai haver uma diferença, isto é, as duas tintas sempre vão resultar numa terceira tonalidade.

No caso de mediunidade o fenômeno é igual, não importando o tipo da mediunidade, se é consciente ou inconsciente.

Quando um ser de luz se aproxima de um ser que não alcançou ainda este estagio, as duas forças se misturam criando uma terceira identidade, esta nova identidade tem que se manifestar através de um cérebro educado pela primeira identidade e neste caso assumirá quase por completo os seus hábitos, os seus costumes, a maneira de falar e também a maioria das próprias idéias que estão registradas no cérebro (o ego material), utilizando a memória. Na realidade para que esta manifestação mediúnica seja mais fiel é necessário pelo menos que a identidade do cérebro (a pessoa física) tenha alcançado um grau muito elevado de impessoalidade e ausência de desejos próprios. A entrega tem que ser total e profunda para que a manifestação mediúnica alcance um mínimo grau de fidelidade e mesmo assim a expressão externa nunca poderá ter uma fidelidade de nível alto. Especialmente quando há algum resquício de interesse pessoal, do ego, a manifestação é sujeita a grandes erros e distorções. No caso de participação consciente do médium este tipo de mediunidade é chamado de ultrafania. Na ultrafania o médium participa conscientemente na manifestação e a qualidade desta depende do grau de entrega do próprio médium.

Pela experiência de anos a fio posso dizer que a manifestação mediúnica deve ser tomada com muita cautela, deixando sempre uma abertura para que as distorções sejam superadas. A própria vontade consciente deve participar da absorção das informações recebidas.

Por isso a mediunidade deve ser usada exclusivamente na compreensão de assuntos que no momento ainda estão velados, como incentivo para a mente e para o espírito para poder penetrá-los melhor, ajudando-o a chegar a um entendimento mais profundo, sempre com as próprias forças.

Na mediunidade comum é necessário um pré-requisito do médium: a propensão ao contato com o plano astral que nem sempre abrange a consciência do médium. A entidade que está atuando através do médium consegue magnetizar o médium, levando-o a um estado hipnótico onde ele, o médium, perde a própria personalidade e assume a personalidade do ser desencarnado.

Nestes dois casos descritos acima a influência da mente do médium é fatal, pois toda a informação tem que passar através do filtro da personalidade do médium.

Embora não o saibamos conscientemente o nosso ser está aberto para todas as influências que rodam (circulam) nos níveis onde se encontra a nossa consciência; estas forças ou entidades podem influenciar-nos e até penetrar em nós sem que o saibamos e projetar atitudes que são contra a nossa vontade interior, fazendo-nos agir mecanicamente, sem pensar, ou então o que é pior, utilizar os nossos impulsos inferiores que ainda não foram dominados pela nossa consciência (usando a força da vontade). Temos um corpo físico, que é parte do planeta terra, por isso temos um canal direto a todas as forças inferiores da terra.

A não ser que nós envolvemos com um halo luminoso de proteção usando a força da nossa vontade e o poder do pensamento munido com a fé no divino, o nosso magnetismo pessoal estará aberto para milhares de entidades inferiores que nos rodeiam. Estas entidades não têm o direito de penetrar em nós e agir com a sua vontade independente, pois nós estamos munidos pela lei do livre arbítrio, mas, eles podem nos influenciar para que nós realizemos os seus desejos, de acordo com a suas tendências neste caso o karma assumido é todo nosso.

A mesma lei é aplicada nos casos da influencia das entidades da luz.

O ser humano geralmente está inconsciente das influencias que o penetram e pensa que é ele próprio que emana tais influencias, e acredita que tudo vem dele, por isso pode também acreditar que ele é o centro do mundo. Este pensamento é oposto à entrega total a Deus, quando o ser humano coloca a sua insignificância perante o universo criado onde tudo é controlado pela unidade universal.

Para podermos evitar as influencias inferiores que nos assolam, devemos alcançar um controle absoluto sobre a nossa natureza inferior, fazendo exercer o nosso livre arbítrio através da ação consciente da nossa vontade volitiva.

Para que os seres superiores de luz possam se manifestar mediunicamente, ou por ultrafania, é necessário que toda a nossa natureza inferior esteja sob pleno controle, não deverá haver nenhum pensamento ou desejo pessoal interferindo, caso contrario esta manifestação será gravemente contaminada pela natureza inferior do nosso ser.

Em tais casos os seres de luz que se aproximam acabam se afastando por saberem que a sua manifestação será distorcida além do aceitável.

Existe um limite de “fidelidade” numa manifestação mediúnica, pois, ela é sempre composta de dois seres diferentes, com bagagem karmica diferente e propósitos diferentes.

Na realidade só uma pequena porcentagem de essência luminosa, no caso de um ser de luz, consegue chegar até o plano material. Somente aquela parte que consegue entrar em ressonância com a mente do médium, e, neste caso a transmissão do pensamento divino pode ser muito restrito e limitado, às vezes não podendo transmitir a idéia global, mas ao mesmo tempo deixando a impressão que ele a transmitiu. Neste caso o médium recebe a carga negativa correspondente à falha cometida. Este fenômeno, acontecendo a longo prazo aumenta a carga karmica do médium à níveis desastrosos.

Para ser um médium (dos seres de luz) de entidade em nível divino é necessário ser purificado pelo amor incondicional e isento de desejos pessoais de qualquer espécie, a totalidade da mente deve ser colocada sobre o altar da obra divina em oferta contínua de si mesmo, anulando-se por completo e entregando a sua vida à vontade divina.

Durante o fenômeno da ultrafania, o médium se eleva ao estado da consciência do ser que se manifesta e tem o registro de todas as sensações em sua memória. Este método de manifestação mediúnica é o símbolo da nova era na qual a humanidade terá o contato consciente com o divino.

Quanto mais o médium se identifica com a natureza da entidade mais fiel é a sua transmissão, mas vale ressaltar que o ambiente no qual opera o médium tem grande influencia sobre a qualidade da transmissão.

Zari 01-06-2004

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Para que nós possamos entender o significado do Candelabro é necessário que remontemo-nos ao tempo e voltemos à sua primeira manifestação histórica.

O povo hebreu que viveu 4 séculos de  escravidão , estava sendo libertado e tirado do Egito pela ação direta da força divina (como está escrito nas escrituras sagradas) através do Símbolo da Verga acionada pelo seu protagonista Moisés. A Verga representa a ação da força divina, o começo do despertar da consciência espiritual no ser humano, o princípio libertador da matéria e do seu ego limitado pelos desejos.

No deserto do Sinai onde o povo hebreu andou por 40 anos (simbolizando as 4 provas da iniciação) para preparar-se, purificar-se e conquistar as virtudes do espírito, a força suprema ordenou ao seu sacerdote, Moises, para construir um candelabro de ouro de sete braços nos quais acender-se-iam chamas eternas símbolo da presença divina manifestada no tabernáculo.

Através dos seus sacerdotes, o povo deveria cuidar para que essas chamas nunca se apagassem, para que elas pudessem manifestar o ardor da sua fé e o seu estado de pureza através dos sete aspectos da manifestação espiritual.

Cada chama é uma virtude conquistada, é um símbolo da purificação e de elevação da própria carne alcançando o mérito da libertação da sua consciência da escravidão do ego material assim como foi a libertação da escravidão no Egito. Portanto cada chama acesa representa uma prova viva da pureza interior, de ter um canal espiritual consciente aberto e da dedicação absoluta à presença divina que acompanha o povo no plano físico.

As chamas do candelabro foram acesas no tabernáculo divino, elas  iluminavam e guiavam todas as ações, decisões e realizações do povo em sua jornada.

O Símbolo do Candelabro é a força motriz do corpo físico acionando todas as suas faculdades internas libertas e iluminadas, rumo à única direção consciente: a vontade divina; por isso ele é o símbolo da iluminação e das virtudes que conecta a força de Deus e a sua energia cósmica em nossa humanidade, harmonizada, controlada e absorvida pela consciência do espírito.

Cada chama acesa representa uma virtude conquistada, uma ação direta que se dedica única e exclusivamente ao serviço do Espírito Cósmico Universal; é a transformação e a transmutação interna, que purificam o ego devolvendo lhe a sua característica original assim como foi criado no Éden. Portanto, as virtudes conquistadas, não são apenas bens adquiridos ou aprendidos na escola da vida; na realidade, são muito mais que isso: são o despertar de um estado original que sempre existiu dentro do ser humano, porém, sua manifestação foi obstruída pela ação egoística do ego, preso em seus desejos limitados, num delírio alucinado do fogo das paixões, destruidores da realidade universal, mas agora, pela ação do karma universal e pelo superamento, deve soltar as rédeas que o aprisionam para poder manifestar a chama do espírito, que sempre esteve ardendo no seu interior.

As chamas acesas no candelabro não representam os 7 raios divinos descendo do alto, elas representam a luz divina desperta no interior físico de cada um através da conquista, da purificação e da plena realização dos ideais do espírito. Elas representam o ser iluminado que se esforçou com o seu ego minúsculo para chegar à terra prometida, à casa suprema do Pai, e isto só pode acontecer manifestando em si todas as virtudes angelicais, tornando-se luz numa expressão infinita de amor.

Agora ele é um ser liberto, uma fagulha de luz que manifesta a vontade do supremo querer e esta manifestação é tão intensa que se transforma numa emanação potente e poder, canalizada através dos sete raios, das sete chamas arcangélicas, das sete virtudes universais.

De fato, o povo hebreu, que estava no deserto e que saiu da escravidão da matéria pela ação divina, estava prestes a receber as taboas da lei, que dão a chave do equilíbrio, para que pudessem se purificar e se elevar, alcançando o mérito e a iluminação divina simbolizada pelo candelabro aceso no tabernáculo de Deus.

Este é caminho para chegar à terra prometida. à casa suprema do Pai; A libertação da escravidão da matéria conseguida pela ação direta da vontade do espírito (a Verga); a aquisição do conhecimento na caminhada pelo deserto da vida e pelo sacrifício (o Cálice e a Cruz); o recebimento e o cumprimento da Lei divina, a lei do Espírito Universal expressa pelas Taboas da Lei, pois através dos seus mandamentos se conquista a purificação interior e o equilíbrio (a Balança); para então poder acender no coração e nos outros 6 centros nervosos as chamas do espírito, a conquista dos sete virtudes transcendentais (o Candelabro).

Toda essa ação contínua do nosso ser nos levará à terra prometida, à terra de leite e mel, à casa suprema do Pai onde poderemos realizar o próprio destino com plena consciência e coerência (a Espada).

O Candelabro reúne em si a ação de todos os símbolos, ele é a síntese da realização espiritual no âmago da matéria. por isso a localização dele é no centro do sacrário. A sua base é o planeta Terra (a Esfera, o corpo físico)  sobre o qual é postado tronco de uma árvore (os 4 elementos da natureza, que constituem o nosso corpo físico e astral, a Pirâmide da vida). Da base do tronco surgem 6 anjos, cada qual segura uma vela (o canal divino aberto em nossa forma física, os Chakras) como oferta à divindade; cada qual representa uma das sete virtudes transcendentais. No centro, no topo do tronco (o coronário) está postada a chama eterna que representa O Rei de toda a manifestação, Mickael

Os seis anjos envolvem o tronco em todas as direções.

Azaquiel olha para o templo; ele é o raio do apoio direto à humanidade, aquele que é mais próximo a nós (em termos humanos); tem a cor azul do mar; o seu elemento é a água que dá o princípio do nascimento da vida manifestada; a sua virtude é a piedade.

Do lado oposto, em frente à cruz fica localizado o arcanjo Uriel; a sua cor violeta é a mais extrema das cores; ele é também o mais afastado da humanidade na sua condição vibratória; o seu elemento, o Ar, representa os ideais mais sublimes do espírito; a sua virtude é a caridade.

Do lado esquerdo ficam os arcanjos Rafael e Anael, a sabedoria e o equilíbrio, um é o “espírito” do outro  pois, sem sabedoria não há equilíbrio e sem equilíbrio não se pode adquirir sabedoria; as suas virtudes perseverança -amarelo e sabedoria – verde têm que ser adquiridas pela ação da própria consciência. Os dois se encontram do lado esquerdo (o querer receber) que é um dos braços da cruz da vida (Anael  – a Terra, senhor da vida manifestada dos 4 elementos).

Do lado direito encontram-se os arcanjos Azaziel e Gabriel (o querer dar) um é a dádiva do amor divino, o outro o fogo criador, o poder criativo agente acionado pelo poder do amor divino (Azaziel o fogo – dos 4 elementos), também aqui Gabriel é o espírito de Azaziel.

No centro acima de tudo, no coronário da criação, está postada a chama do raio do arcanjo Mickael. É Ele quem ilumina o tronco da vida para que Dele possam ser emanados os seis raios da criação que o servem com a sua oferta e com as suas virtudes.

O Candelabro representa, portanto, o micro e o macro cosmos; ele é o símbolo do Todo manifestado realizando em si o poder do “nada” que é o coração do poder cósmico universal, que se anula para manifestar-se em todos os aspectos da criação.

Os irmãos que seguem o caminho do espírito devem realizar em sí o simbolismo do Candelabro. Devem ter os pés sobre a terra equilibrando com perfeição os 4 elementos na sua natureza inferior, e nela acender as chamas das virtudes do espírito ao serviço do Grande Ser que se anulou para nos dar a dádiva da vida.

A Obra do Mestre é a vontade que se irradia através da Chama Central do Candelabro e é a luz de Mickael que vibra acesa no altar da nossa vida material.

   Irmão Zari  7.7.2003

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Na primeira metade do século passado desceu sobre o nosso planeta o raio do Espírito Santo – Mickael. Este raio potente despertou nas trevas do astral da terra, o sub mundo do inconsciente coletivo, uma grande revolução de forças, filhas de milênios de evolução. A energia excelsa despertou nos egos entorpecidos a força original adormecida no decorrer dos séculos de ignorância e trevas para (a consciência da luz) os espíritos de luz.

Rastros de povos arrastavam-se pela força decadente das suas culturas ancestrais que há muito extraíram o máximo dos seus conhecimentos e da sua experiência milenar. O fim dos tempos chegara, as guerras e os raios cadentes e ultrapassados de lideres iluminados que guiaram povos e correntes humanas já não encontravam mais forças nem inspirações para continuar nesta aurora nebulosa do início do século 20.

A ciência avançou, revelou novos mundos e novos horizontes, e as bases antigas da fé foram estremecidas. A humanidade, sob o choque do novo raio, vindo diretamente do plano do Pai celestial, teve a necessidade imanente de buscar novos horizontes. Por um impulso inexplicável e incontrolável, os seres, desvinculados das suas antigas crenças pela intensidade do choque luminoso que atingiu com poder incalculável as bases do seu inconsciente coletivo, sentiram-se perdidos, arrancados das próprias raízes que lhes dava sustentação, que lhes trazia a seiva da continuidade da sua fé e das suas crenças, milenarmente trabalhadas e elaboradas, cada qual com a sua tradição e os seus costumes.

Paralelamente, os avanços da ciência, que quebraram os limites do universo, até então intransponível, revelaram novos horizontes, às vezes mais obscuros e mais tenebrosos que outrora. O mistério da Vida pairava no ar. As diversas correntes de fé, da forma que eram praticadas, não mais davam sustentação e conforto ao espírito humano comum. Uma rebelião mundial, no plano espiritual, estava prestes a deflagrar-se, a busca de uma nova orientação tornou-se cada vez mais efervescente, não existia mais direção, não havia mais palavra completa que pudesse responder ao impulso gigantesco que vinha do interior, bem mais profundo que antes.

Começaram a surgir movimentos estranhos que expressavam a necessidade da liberdade do espírito, que traziam a característica reveladora da Nova Era, própria do signo de Aquário, sob a influencia e característica do planeta Urano que impulsionava a humanidade para a renovação, a originalidade, a liberdade de expressão, a conquista da consciência, a igualdade e a grande fraternidade humana unida sob a mesma bandeira do ideal do espírito único universal.

Tudo isso foi resultado da penetração do Raio de Mickael no plano astral, no sub-mundo do inconsciente coletivo do nosso planeta.

O Seu raio partícipe da inteligência superior do Ser divino, não limitado pela lógica humana e pela contaminante presença do eu pessoal, egocêntrico e interesseiro, agia sem a participação ou aprovação de nenhum dos espíritos humanos, mesmo os mais evoluídos através de suas inúmeras passagens sobre a terra.

A Sua missão, que se iniciara desde o princípio dos tempos, quando o planeta era ainda fogo primordial e, a Sua consciência pertencia e fazia parte da vontade celeste do Pai, continha a Lei primordial que partiu do centro absoluto da unidade Divina e portava consigo a semente da consciência da unidade universal.

Isto era e é a Sua missão especial para as suas criaturas terrenas com as mentes que se limitam pelas tradições temporais, como crianças imaturas que não podem conceber a grandiosidade do raio que partiu do centro divino da unidade cósmica.

A Sua Lei visa a união consciente entre todas as facções que compõem a evolução da humanidade. Agora, que as distâncias se anulam, através da tecnologia e do avanço científico e a comunicação entre os povos universaliza todos os conhecimentos e expõe todas as opiniões e visões, não há mais motivos para que as crenças e a fé num único Deus tenham abismos intransponíveis entre os costumes e tradições dos povos.

A ciência do espírito deve seguir paralela à ciência da mente e da matéria. Sobre o passado se constroem as bases do futuro e este futuro deve ser estável e luminoso como o nascer do Sol no horizonte.

Os antigos sacerdotes da Babilônia, os devotos dos Faraós, os grandes democratas da antiga Grécia, Os fieis Maias que tinham o hábito de oferecer os corações humanos em sacrifício ao grande ser, os sacerdotes do templo de Jerusalém que guardam a lei recebida na era do Pai no monte Sinai, do monoteismo, de um único Deus, os inúmeros devotos de Baal que povoaram as terras de Sidon e seguiam a sua lei, a todos, desde os mais recônditos cantos da terra, o raio divino ordenou que todas essas crenças, que tinham como fundo a vontade única de Deus, fossem convocados para abertura da Nova Era.

Por isso o raio de Mickael ordenou que fosse fundida uma pirâmide em cimento branco e que nela fossem colocadas todas as pedras e objetos trazidos dos quatro cantos da terra, para que pudessem representar os povos da terra. Cada pedra ou objeto trazia a sua história, as vibrações remanescentes das eras passadas, para que com o trabalho da magia divina, realizada pelo raio de Mickael pudesse atrair para o templo da nova era os espíritos que em sua vida terrena se ligaram àquelas terras longínquas para exercer e manifestar a sua fé.

A preparação da nova era não podia ser outra se não aquela que tivesse em seu ideal a união dos povos e a transmutação e sublimação de todas as tradições numa única aurora de fé consciente na qual o homem pudesse compreender o seu legado cósmico na unidade universal.

A tarefa da união de todas as religiões é uma obra árdua e difícil que requer muito esforço de todas as partes envolvidas, os sacerdotes sanguinários dos Aztecas terão que fazer laços fraternais com os democratas puros da antiga Grécia, os sacerdotes rígidos do templo de Jerusalém terão que unir se aos seus arqui inimigos da Babilônia, os devotos de Baal terão que reconhecer a superioridade espiritual dos antigos egípcios aceitando-os como irmãos, filhos de um único Deus.

A tarefa que o Mestre propôs à fraternidade é muito grande e muito difícil porque visa a união de todos os poderes e forças do planeta convergindo para o templo da nova era, tendo como eixo central o canal da pirâmide, o FOHAT.

A semente desta obra gigantesca já foi plantada pelo Mestre com a pedra fundamental do templo e da fraternidade humanamente. A materialização dos símbolos plantou a semente da união das forças planetária no plano astral. Cabe aos irmãos encarnados na fraternidade dar continuidade ao trabalho espiritual, transformando o nosso esforço em sementes de luz no plano material para a unificação de todas as raças e de todos os credos visando um único Deus, uma única força impessoal que deve orientar os povos e as mentes da nova era. Os símbolos estão presentes, uns no plano material outros no plano astral mas eles devem ser postos em ação pelos seus sacerdotes. O Mestre não os colocou no templo como objetos de adoração e veneração mas sim para serem usados e acionados para este fim.

As grandes dificuldades aparecem quando descobrimos que entre nós, irmãos humildes da fraternidade e seguidores dos ensinamentos do Mestre, estão encarnados os fortes sacerdotes de todas as épocas e de todos credos e povos. Os crentes do povo Azteca, ainda com aquela avidez sanguinária, de servir a deus através do sacrifício humano devem aprender a conviver com os sacerdotes de Jerusalém, do deus único ou com os devotos da antiga Babilônia que carregam consigo uma mentalidade totalmente diferente, ou com os sacerdotes puros (encarnados aqui entre nós) da antiga Grécia, que tem o seu espírito direcionado para uma outra focalização, completamente diferente dos demais, assim como defrontar-se com os antigos egípcios com as sua crenças profundas de vida pós morte.

Quando tentamos por em prática as nossas convicções e as nossas crenças, orientados pela instrução do Mestre, descobrimos que cada um de nós tem uma carga karmica enraizada no subconsciente, que o faz agir como antigamente, conforme os costumes adquiridos no remoto passado, de acordo os hábitos daquele povo do qual ele provém.

Sim, as primícias da nova era são muito árduas para aqueles que espiritualmente chegaram quase ao auge em suas ultimas encarnações e trouxeram consigo “a sabedoria” do seu povo quase mastigada e elaborada e pronta para “nunca mais ser mudada”. O choque do encontro entre as raças, na abertura da nova era, muda os rumos e estremece as bases espiritualmente elaboradas em outras épocas.

É necessário criar uma nova fronteira que nos foi entregue pelo Mestre, para que seja como um trampolim para prosseguir conforme os desígnios da hierarquia divina, poder adaptar-nos ao curso da humanidade rumo a nova era, a novos horizontes.

Uma das maiores dádivas que a fraternidade recebeu do Mestre é o dodecálogo da Lei do espírito, que contem as leis de consciência indicando as atitudes necessárias a serem tomadas para que a nossa consciência possa entrar nessa nova fase da evolução humana; a observação de cada um desses mandamentos deve ser metódica e consciente para que possa, ao longo do tempo, surtir efeitos benéficos sobre o nosso espírito.

As atitudes e ações, plantarão as sementes para aqueles que virão; a transmutação e fusão fraternal e consciente dos nossos hábitos karmicos, inconscientes, poderão acelerar a união das forças internas espirituais para que o plano astral que é o canal para luz do Mestre e da força dos símbolos seja desobstruído e seja como um símbolo energético para toda a humanidade, espalhando as energias aqui recebidas, através dos trabalhos, para toda a humanidade, para todo o planeta terra.

É necessária muita renuncia para superar os conceitos do passado, justamente aqueles conceitos que serviram como base sólida para a nossa evolução até o presente dia. É necessário adquirir muito espírito de renovação, entregando o destino à força suprema, até agora tão cristalizado nas idéias dos nossos ancestrais, porque ela é a única inteligência sobre-humana capaz de realizar uma fusão de forças tão antagônicas e isto só poderá ser realizado com a magia e a alquimia divina aqui na fraternidade realizados.

Irmãos da fraternidade branca, uma grande tarefa foi entregue às nossas mãos, o nosso espírito a escolheu antes de encarnar e por mais difícil que seja temos que realiza-la. Cada um de nos atendeu o chamado, por isso nenhum de nos ficará com a razão, se esta tarefa não for levada até o seu objetivo final e, todos nos e especialmente a humanidade sairemos perdendo.

A nossa atenção deve estar sempre virada para o alto, para o ser supremo que regula todas as coisas e modifica os nossos destinos conforme a sua vontade e de acordo a necessidade karmica coletiva, o nosso esforço deve sempre exigir mais do nosso próprio ser, uma cobrança diária do nosso ser e das nossas intenções deve nos alertar até que, aos poucos, a nossa sensibilidade interior se desperte e possa perceber as vibrações que dão o tom no momento presente, podendo assim segui-las conscientemente.

15/05/2003 Zari

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Estes dois símbolos representam a gama completa da nossa vida e da nossa existência, os dois extremos da manifestação da divindade, o Cálice o “querer receber”,,  próprio do ego material  e, a Cruz o “querer dar”, próprio do espírito.

O Cálice é o raio verde do arcanjo Rafael – A Cruz é o raio violeta do arcanjo Uriel.

O Cálice expressa o estado “vazio” e receptivo da nossa mente inferior, a ânsia do saber da nossa manifestação material, pronta para receber a sabedoria divina através da faculdade de querer receber, por isso o cálice tem o formato de um recipiente que será preenchido com o “sangue da vida” isto é, a experiência através da dor e do superamento.

O ego material representa um terreno fértil e plano sobre o qual a vontade divina lançará a semente da sabedoria e do conhecimento, mas, esta semente só brotará através do próprio esforço “Com o suor do teu rosto, comerás o teu pão”. O “querer receber” é o impulso primordial do espírito que está manifestado na sombra, a vontade de querer receber a Luz, a busca de Deus, a busca da verdade e a ânsia de alcançar os níveis mais elevados da divindade.

O Cálice representa a sabedoria divina, o conhecimento global da vida e da morte, das coisas criadas e incriadas, da manifestação da vida, através do extremo inferior do nosso ser, a nossa manifestação material.

Identificar-se com o Cálice, o raio do arcanjo Rafael, significa aceitar e receber dentro de si o conhecimento da lei do espírito, inundar a própria vida com o néctar supremo do conhecimento de todas as causas e de todos os efeitos, conhecer e saber a lei que é o elixir amargo, mas purificador para o ego material. Aprender a necessidade do auto sacrifício através da aquisição da sabedoria universal.

O Símbolo do Cálice representa a conquista máxima do saber, alcançando a onisciência, raio manifestado do Arcanjo Rafael, portador da sabedoria universal, cura de todos os males.

Adquire-se o conhecimento das leis divinas que se manifestam em nosso ser inferior e superior pela ação da lei do Karma universal que conduz o ser humano ao reconhecimento da unidade universal, ao despertar da consciência do ser interior, partícipe da Força Única que palpita no universo, raio da Vontade do Pai, única manifestação no universo criado.

Na busca da sua identidade real, o ser humano compreende finalmente que faz parte integrante da humanidade e nada pode separá-lo do resto dos homens, a sua evolução poderá continuar somente quando os seus irmãos, perdidos nas trevas, tiverem também a salvação pelo conhecimento (sabedoria) e pelo despertar.

Quando o ser espiritual, peregrino da vida, se dá conta que ele é uma parte integrante e inseparável do Todo e a sua ajuda é necessária para a salvação dos seus irmãos  que ainda estão nas trevas, ele começa despertar um novo estado de consciência “o querer dar”, a oferta de si mesmo, o impulso para o auto sacrifício. Ele abre os seus braços em forma do símbolo da Cruz para oferecer a si mesmo como instrumento do raio de Uriel, tornando se mártir para a causa divina, entregando-se conscientemente em benefício da transmutação do karma planetário.

Depois de realizar dentro de si o Símbolo do Cálice, adquirindo a sabedoria divina, compreende agora que o único caminho a seguir é a aquisição do Símbolo da Cruz em sua personalidade, realizando em seu espírito o ato do sacrifício supremo, a oferta de si mesmo para que a evolução se faça, entregando-se a Deus para ser partícipe do trabalho impessoal da Obra divina, deste modo o seu ego perde-se na impessoalidade divina, entrega-se à força suprema que o tornará algo mais que um ser humano, um raio da própria divindade.

Mas, para que isto aconteça é necessário destruir por completo o resto da personalidade humana que sobrou, é preciso que a sua vida se torne uma “chama acesa sobre o altar da vida”, oferecendo tudo de si para a obra do Ser supremo, tornando o seu “eu” um símbolo vivente do sacrifício e do bem.

O símbolo da Cruz, portanto, é o símbolo do sacrifício supremo onde a personalidade humana, por mais dócil e amável que seja, através da oferta de si mesmo é expandida infinitamente até perder a própria identidade no pensamento divino e impessoal.

Este é o caminho do reencontro, o caminho da auto-realização do finito – o ego material, rumo a sua divina origem – o espírito infinito, impessoal.

Os Símbolos do Cálice e da Cruz representam a etapa “humana” deste caminho. A partir do primeiro despertar da consciência quando o espírito encarnado volve o seu olhar para o universo, o infinito todo, e mesmo na sua inconsciência manifesta a ânsia de saber e faz as primeiras perguntas,  “quem sou eu?”, “de onde venho?”, ele acaba de penetrar no raio verde do Cálice e até que ele  não preencha o seu vazio, o “cálice” interior que tem a sede do saber, ele não terá sossego.

Depois de milênios de experiências, depois de inúmeras lutas e conquistas quando alcança O Saber, o raio excelso do arcanjo Rafael, ele compreende então que o seu caminho não terminou. Agora, depois da conquista do saber, depois de conhecer as causas e os efeitos, ele sabe que tem que arregaçar as mangas, atravessar a outra margem da vida e oferecer-se como partícipe do Todo ingressando no exercito divino para  lutar, auto-sacrificando-se pela causa divina. Somente então poderá deixar a sua humanidade, somente com o holocausto de si mesmo poderá queimar os aguilhões que sobraram do seu ego material, do seu egoísmo que o afastou por tantos séculos da sua casa suprema, do seu lar espiritual.

O símbolo da Cruz é a manifestação suprema da oferta do ser humano que se entregou totalmente à Obra divina e entra no caminho da divindade deixando para trás a sua forma egóica para abraçar os quatro cantos do universo, a consciência universal manifestada pela Cruz da vida.

Oferecer-se a si mesmo, receber a força impessoal de Deus, transmutando em si todas as células pela força do raio violeta, significa estar em harmonia com o Todo, com o  plano divino, com toda a natureza, interna e externa, significa o abandono do mundo dos desejos para entrar na consciência do Ser único, universal, fazer desabrochar em si, apesar dos  sofrimentos do seu ser encarnado, a rosa perfeita da consciência cósmica.

Por isso irmãos elevemos o nosso pensamento e roguemos ao Ser supremo que inunde o nosso ser com o seu raio violeta para purificar o nosso “eu” que outrora caiu nas trevas mas agora vibra na ânsia de reencontrar-se e ressurgir à luz e ser partícipe do absoluto.

       04-2003   Irmão Zari

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Embora muito comentados em nossa fraternidade, nem todos estão familiarizados com o verdadeiro trabalho dos Anteroides.

Os Anteroides são seres que terminaram a evolução sobre o nosso planeta, a Terra, e aguardam sua partida, em estado sutil, espiritual, para seguirem outros níveis de evolução em outros planetas. A sua sede encontra-se nas terras geladas da Antártica, próximas do pólo sul, que é o ponto de partida para o seu seguinte passo evolutivo.

Cada um destes seres sintetizou plenamente a vida sobre a terra: superou as provas árduas da vida material na luta contínua consigo mesmo, conseguiu ultrapassar o mundo de “Maia”, venceu as imagens ilusórias formadas pelos sentidos físicos, realizando-se espiritualmente na Unidade Universal, e conquistou a consciência da vida eterna. (Exemplos reais deixados nas historias dos 12 sábios no livro Rumo a consciência Cósmica – Páginas de Ouro de Ramasar).

O ser humano, depois de muitas lutas e inúmeras encarnações, consegue finalmente, encontrar o verdadeiro sentido da vida, a sua razão de ser, independentemente das condições físicas da presente encarnação.

A idéia de Deus e da Unidade Universal agora fazem parte integrante e permanente da concepção de si mesmo e do universo. Em cada situação e prova humana, ele não se deixa mais enganar pelos sentidos externos e nem busca mais a satisfação de nenhum deles. Este é o estado mais elevado da evolução do ser humano sobre a Terra, quando “a vontade” domina todo o seu ser e isto representa a sua maturidade espiritual.

Neste estado não há mais confusões ou barreiras mentais e ele pode perceber clara e nitidamente a sua raiz (origem) e emanação divina conquistando a consciência solar.

Esta “consciência solar” habilita a sua possibilidade de estar em contato permanente e consciente com “O Todo” e com a Vontade Universal (Deus).

Os anteroides estão organizados entre si e seguem uma hierarquia espiritual, pois antes da sua partida para outros planos estão realizando um trabalho espiritual em prol da humanidade e dos seus “irmãos” que ainda permaneceram ligados nas correntes karmicas terrenas. Seu trabalho é coordenado pela Fraternidade Branca Universal à qual pertencem. A sua experiência adquirida através das encarnações é utilizada de uma forma muito útil para guiar os seres que estão preparados ou próximos a ingressar na “Fraternidade Branca Universal”. Podemos chamar cada um deles “anjo da guarda”, porém são anjos da guarda muito especiais, pois não seguem os padrões “convencionais” que cada um de nos pode imaginar.

Uma vez ligados ao ser encarnado, e isto em si já representa um grande e muito valioso prêmio, visam unicamente a meta da evolução. Nas “discussões” intermináveis que acontecem dentro da mente do discípulo, o seu Anteroide-guia, procura direcioná-lo num caminho de valores espirituais, estimulando-o a superar acima de tudo a atração dos cinco sentidos físicos e não como poderia se imaginar, beneficiando-o materialmente. Assim sendo nem sempre podemos levar vantagem física no percurso da nossa vida material com a ajuda dos Anteroides.

O trabalho do Anteroide como guia espiritual é muito sutil e nem sempre pode ser compreendido pelas mentes não preparadas, mesmo assim, é um grande privilégio ter como guia espiritual um Anteroide, pois embora a sua ação possa ser sutil, ao mesmo tempo é muito poderosa, pois usa poderes superiores àqueles usados pelos guias chamados guias (anjos da guarda) comuns, que embora possam ser experientes, conhecedores de muitas ciências e eruditos, ainda não conquistaram a consciência solar e a visão verdadeira e completa de si mesmos e, portanto, não podem entender plenamente a meta da razão de ser da vida.

Em certas ocasiões esta diferença é fatal e decisiva, especialmente quando se trata de libertar-se de um karma longo, sutil e complexo. Somente os seres puros e evoluídos que no seu coração tomaram a decisão de seguir pelo caminho do espírito e da auto-realização que ao final os levará à libertação do ciclo das reencarnações, pode fazê-lo.

Somente aqueles que chegaram a um estado evolutivo avançado (e isto dificilmente nós podemos julgar) tem o mérito de ter um Anteroide como guia.

Na bondade imensa do Mestre muitos dos que não mereciam tal guia, acabaram por recebê-lo, graças a uma ordem suprema, por demonstrar a prontidão de trabalhar e colaborar com a obra da “Fraternidade Branca Universal do Arcanjo Mickael”. Porém alguns, não souberam merecer tal benefício e acabaram se desviando do caminho por não poder captar e entender as mensagens do seu guia Anteroide.

Existe uma legião de Anteroides próximos ao pólo sul do planeta. Eles são dirigidos pelo seu chefe supremo que é chamado Ramasar, que tem também a missão de ser o “Instrutor da Humanidade”. Ele faz parte da hierarquia divina e “Dela” recebe ordens que são conjuntas e em harmonia com o “governo do mundo” (ex.- Himalaia).

Além de servir como guias dos “irmãos da Fraternidade Branca” os Anteroides realizam trabalhos ocultos no qual se movimentam energias em todo o planeta, conforme as necessidades planetárias, e as ordens de hierarquias superiores. Sabemos que energias não podem ser tiradas do nada, para realização de algum trabalho, é necessário tirá-la ou produzi-la de alguma forma.

Aqui eu falo sobre as energias sutis e invisíveis que são o produto do nosso pensamento a da força da nossa vontade. Lembram-se da lei?: nada se cria, tudo se transforma. Em nosso mundo circulam muitas energias, dúplices, positivas e negativas e uma luta colossal se trava no mundo astral, invisível para os seres humanos comuns.

Este é o trabalho do governo do mundo: manusear as energias do plano da mente para poder vencer o mal e a desordem do mundo, sempre respeitando o livre arbítrio de cada um. Os Anteroides tem uma parte importante nesta batalha, guiando os seres humanos capazes de seguir a sua “voz” para enfim conduzir a humanidade ao pleno estado de harmonia, sem perder nem por um instante o respeito à lei divina do livre arbítrio.

Aqui se vê a necessidade absoluta da manifestação da própria vontade e da escolha consciente do caminho que cada um decide seguir, pois, os mestres e os guias espirituais se aproximarão somente daqueles que saberão bater à sua porta.

2002 Irmão Zari

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O símbolo da Esfera representa o “Ovo Cósmico”, o ovo da vida, nele se desenvolvem as formas para dar o nascimento aos filhos do Sol, aos filhos de Deus. Ela é a expressão do amor materno pelas suas criaturas, do seu seio e da substância cósmica do seu ser brotam as formas determinadas pela vontade do Ser Supremo.

A Esfera é o alvo do amor do raio paterno fecundando a sua manifestação cósmica para que nela possa se manifestar a corrente estelar da via Láctea. Ela é a negatividade pura, a única capaz de conter e reproduzir a vontade suprema, é a paz profunda do “nada” silencioso que irradia o som absoluto do AUM, raiz da manifestação da vida.

A esfera é a única forma que pode personificar o símbolo do universo criado, que globaliza em si o micro e o macro cosmos, o símbolo que contem o Todo, o Nada, o princípio e o fim de cada coisa criada. O que devemos fazer na hora de observar a esfera não é ligar-se à sua forma ou aos seus adornos, mas apenas ao simbolismo esférico que transmite a idéia do ponto, que é a partida, e o circulo que é a expansão para o infinito. Ela que é o princípio de cada forma, é a onda cósmica do universo invisível criado, a origem de cada planeta e de cada mundo.

O princípio do Símbolo da Esfera foi trazido para a nossa era pela vontade e pela ordem do Mestre através das civilizações Maia e Azteca, no México, que eram os depositários da esfera solar desde a época dos Atlantes. Hoje a centelha espiritual da Esfera repousa no plano oculto do Templo da Nova Era, pronta para atender o chamado dos espíritos eleitos que poderão alcançar a sua forma cósmica abstrata para invocar o seu poder em oferta da fraternidade Branca a favor da humanidade.

No plano astral, a esfera representa a terra, no plano espiritual ela representa o Sol, mas no plano cósmico ela representa o infinito Todo. Qualquer que seja o nível do nosso alcance ela para nos é sempre o silêncio, o Amor Materno, o manto da Paz e o mar do retorno de todos os rios da vida.

O ritual da Esfera exalta os planos da sua manifestação partindo das forças telúricas da mãe terra às forças solares do nosso sistema até as forças cósmicas do ovo do universo criado.

Na hora do ritual da Esfera devemos expandir o nosso pensamento, abraçando o plano astral do nosso planeta, alcançando o sistema solar na sua forma completa e dai expandindo-se e unificando-se ao infinito.

Abraçar o mundo, ser o mundo universal identificando-se com o infinito criado, procurando sentir dentro de nós borbulhar a vida em todas as suas formas, na dor de ser e no prazer de existir, almejando alcançar a luz do “Eu Sou” total e completo na unidade universal. O nosso Átomo Energético – nosso corpo deve entregar-se ao êxtase espiritual da abnegação, deve anular-se diante do símbolo da dádiva da vida, isto é dar de si o máximo para que a vida seja manifesta, que a vontade do Pai tome conta de nós realizando o milagre da vida.

Os sacerdotes ficando diante do altar das hierarquias divinas, emanam as energias da fonte eterna da vida que é a Esfera solar, para abençoar e beneficiar, com as suas vibrações, as criaturas imersas no ciclo da vida e da morte, para que possam retornar triunfantes através do seu seio de amor à Luz do “Eu Sou”.

O Ritual da Esfera representa o momento de aproximação dos espíritos à sua origem materna, é a pausa de contemplação mágica das hierarquias criadoras do nosso universo, é um instante de paz profunda no qual desabrocha a flor do seio do universo para que nós, os seus filhos, possamos beber do seu precioso néctar de vida.

Esfera -   Arcanjo Gabriel – O amor perfeito como dádiva da vida

Cor -       Azul celeste que expressa a pureza interior, a devoção e a oferta de si mesmo para criar os filhos da luz

Virtude – Amor Universal, Amor que cria infinitamente.

Zari  2002

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O Símbolo da Balança representa o eixo central no mundo manifestado. Do espírito à matéria, o caminho percorrido pela consciência encontra o ponto do meio onde as forças divinas se separam numa linha divisória entre o supremo e o inferior, a luz e a sombra, a vontade criadora e a criação.Por isto o ritual da Balança é celebrado exatamente na metade do ano, e está no centro dos demais rituais – precedem-no a esfera, o cálice e a cruz; sucedem-no o candelabro, a espada e a verga.

Para a centelha divina espiritual o mundo manifestado não existe como realidade, ele é uma ilusão, é um sonho passageiro e fugaz do respiro Divino. A realidade única contém dentro de si a razão de ser da vida, manifestada ou imanifestada, mas na sua descida para a manifestação e expressão, ela se anula na medida que se criam os planos e se realizam as aspirações da mente criadora.

A linha divisória entre o espírito e a matéria representa o ponto da consciência no qual o ser toma forma mental ideológica definida em sua entidade recém criada. Daí em diante o Ego se personifica na medida em que se afasta da realidade divina de ser.

Nos mundos explodem o esplendor de cores e de formas, a luz do espírito criador ilumina cada vez mais as sombras das trevas e nela se manifesta com intensidade e poder. Cada vez mais se afasta da unidade inicial, da sua própria origem, do seu centro e da sua essência, perdendo-se nos infinitos espaços iluminados e vivificados pela força do seu querer.

Os planos se sucedem, descem, e os canais se estreitam e se multiplicam como milhões de veias e vasos sangüíneos que levam a vida até os mais recônditos órgãos e células, que manifestam sempre a única vontade criadora e trabalham sempre pela mesma causa: a vida manifestada. O laborioso fluxo da vida já está milhões de vezes pulverizado e despedaçado, a trilhões de anos luz distante do seu criador. O mundo colorido à sua volta, cheio de esplendor, espelha toda a luz e a força do seu interior até que o primeiro pensamento da sua individualidade se torna vibração. Não é mais a expressão daquela vontade criadora que cria os espaços infinitos, mas, apenas a voz surda do (ego personificado) indivíduo distante e solitário, vivendo no mundo esplendoroso de uma vontade suprema que outrora era sua, era ele mesmo que se expandiu e se dividiu em infinitas expressões, criando os mantos da noite e da escuridão. Agora não mais encontra aquela luz e força com a qual ele mesmo criou o universo para se anular nela, na sua pequenez,

Ele, o ego manifestado, não mais se reconhece, dividiu as forças, criou os mundos da matéria e entrou renovado na sua multiplicidade, mas anulado em sua força e na consciência do seu ser. O Karma foi criado, e ele chegou ao fundo do poço dos seus sonhos e de lá ele só pode olhar para cima, para a linha divisória dos tempos onde o supremo se divide e se humaniza, anulando o seu esplendor para encontrar-se na multiplicidade das formas e na infinidade das cores.

A consciência ……   foi perdida, o preço do desejo para expressar-se foi pago, a gota de sangue que partiu do coração num grande fluxo, encontra-se agora distante do seu âmago, dividida e minúscula, ela é apenas uma célula, minúscula e solitária no recôndito reino da vida onde é necessário levar um pouco de oxigênio para poder sobreviver. Agora ela precisa voltar, agora ela precisa percorrer o caminho de volta para o grande coração, para se abastecer de vida, de oxigênio renovado, inebriar-se novamente na união fraterna com o universo, com todos os seus irmãos, ser o fluxo primordial que tem de novo a força do mar da vida.

O olhar se volve para cima, a ânsia do retorno explode no coração do peregrino almejando iniciar o longo caminho do retorno, o caminho de volta à pureza, à abnegação e ao domínio do desejo que foi a causa da descida, da anulação dos próprios poderes de ser e de sonhar.

Mas é necessário primeiro transpor o limite, -que é o Símbolo da Balança-, é preciso recolher as asas da matéria anulando o próprio ego, dominando o desejo de voar em espaços ilusórios para descobrir o canal intimo da antiga herança. É necessário evadir-se das inúmeras forças impetuosas que assolam a alma (do espírito criado) e a levam com os fluxos ardentes das correntes da vida, é necessário alcançar o equilíbrio, é necessário alcançar a paz interior para percorrer o caminho intimo do retorno ao grande Pai.

O fiel da balança é o único caminho, a espada que segura os pratos da balança da vida é o único ponto firme e estático onde se pode amarrar a corda da salvação, o único ponto sobre o qual se pode elevar, para o alto, para além das coisas visíveis e palpáveis do “mundo dos mortos”. Lá no alto, subindo até o ponto divisório, existe apenas o silêncio, todas as ondas cessam, toda a turbulência termina no céu azul e no manto estrelado. Existe somente uma força, uma única vontade que rege os céus. Ele é o Sol da vida para os mortais e o ponto de partida para os que deixaram a cruz para se purificarem. Ele é Anael, o poder criativo agente com seus quatro braços de luz que rege o universo criado através dos seus infinitos sóis de vida

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A Balança é o símbolo que expressa o equilibro dos elementos da natureza e também da natureza interior dos seres, acionado pelo poder da espada (o fiel da balança) que é a Lei suprema, a vontade em ação.

Este símbolo representa um estado dinâmico da manifestação e vem nos insinuar uma ação semelhante da nossa vontade consciente, em nosso interior.

Os pratos da balança são as forças dos elementos manifestados na expressão da alma universal ou individual, sendo que sem o apoio do fiel cairão por terra devido à sua atração fatal pela matéria. O fiel, representado pelo símbolo da espada é a Vontade que sustenta cada ser vivo e contem a consciência dos pesos e das medidas expressos em sua individualidade.

Os quatro elementos, dois positivos e dois negativos, são as quatro forças que movimentam e colocam em ação as expressões da nossa vida; eles são as expressões materiais da vontade divina. Nos planos inferiores personificam esta vontade na forma de energia elemental, cada qual com a sua característica e personalidade.

Por isso a Balança é símbolo da retidão de caráter alcançada quando o eixo da consciência se mantém verticalizado, em firme alinhamento e em contato com os planos superiores do “Eu Sou”. No antigo Egito usava-se o símbolo do esquadro para significar esta retidão.

Enquanto o indivíduo apresentar atração para as circunstancias vivenciais, enquanto não superar os apetites e hábitos, e não vencer as argumentações mentais, ele não conseguirá acolher plenamente a conduta interior da retidão, nem atuar em harmonia com a justiça cósmica.

Se houver equilíbrio entre os pratos da balança, o canal do fiel – o canal do espírito- estará aberto para o alto, para todas as forças cósmicas e guiará o ser, mas, se ela pender para um dos lados, a ação da força sobre os braços é desigual, caracterizando desequilíbrio da alma.

Eis aqui a chave para transcender a lei do Karma : o alinhamento com a vida superior e impessoal. Distanciando-se dos desejos, equilibrando a ação dos elementos dentro de si, o ser atrai os efeitos das suas ações positivas, conquistando o mérito perante a hierarquia que aciona as leis superiores que conduzem a evolução.

As escolas iniciáticas enfatizam a importância do caminho do meio, e a conquista do equilíbrio interior como meio para alcançar a iniciação.

Caro Irmão

Estamos diante do Templo, o Templo do Saber e do Amor da Nova Era, o Templo espiritual consagrado pela espada e pelo raio do Arcanjo Mickael. Ele possui canais sutis de energias que representam a síntese evolutiva de toda a humanidade e de todas as correntes do espírito, nele se abrem as portas de ouro para a compreensão da magia divina do karma universal e a realização do “Eu Sou”.

(Inspirado por Ramasar)

São Paulo, 20-06-2002  Zari

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Cada pessoa tem a sua personalidade que é composta de diversas características, e expressa a vontade do seu “eu” através da mente. A mente, por sua vez, usa a memória para fixar os seus conceitos (ou preconceitos).

A personalidade, que é composta das características da mente, representa a armadura entre o Ser (o Eu interior) e o mundo externo. Ela constrói mecanismos de autodefesa para poder manter a sua integridade (unidade consciente).

A partir do nosso nascimento começamos a formar, com a ajuda dos nossos genitores, a imagem mental daquilo que será, para esta encarnação, “a realidade”, e nela acreditamos como “a única” na medida que alcançamos a maturidade.

A nossa mente junto com os cinco sentidos físicos são apenas ferramentas que usamos para nos comunicar com o mundo externo e criar a sensação desta “realidade”.

O espírito, por sua vez, que é o Eu interior tem como meios de comunicação a armadura da personalidade e os liames ocultos, tênues, que o ligam com o mundo espiritual. Estes liames, que para expressar-se, tem que atravessar a couraça da mente inferior com os seus conceitos dependem das conquistas realizadas no seu extenso passado, que deixaram as marcas da experiência com forte carga energética e sutil.

Os espíritos maduros usam a faculdade da imaginação, dos ideais elevados e da capacidade de “sonhar”, meditar e contemplar os planos elevados da mente espiritual (lição de Ramasar sobre a mente inferior e mente superior).

 
   

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Para que nós possamos viver livremente na consciência espiritual, é necessário primeiro atravessar as camadas densas da mente inferior, pois o Eu interior (o espírito) tem “vida” independente.

Somente aqueles que tiveram amadurecimento em sua vida espiritual, e que conquistaram através das vidas passadas, uma sensibilidade interior, começam a sentir que há algo além desta realidade material. Quero frisar que a sensação primaria da realidade da vida espiritual não pode ser adquirida apenas através de leitura ou estudo didático . É uma sensibilidade interna que nasce com o indivíduo e faz dele um ser “escolhido”, “diferente” dos outros, que tem os pés fincados demais na vida material.

A leitura e os estudos didáticos assim como a meditação e a interiorização podem sim estimular o despertar naquele que a semente do espírito está pronta para brotar.

As antigas emoções e sensações vividas no seu distante passado vêm a ele inicialmente, em forma de lampejos, e fortalecem a sua ânsia de prosseguir neste caminho de busca que sempre parte do interior.

Por isso é necessário e importante a interiorização, fixar a atenção dentro de si mesmo, e na sua sensibilidade, procurando ai as raízes da sua essência. Se o indivíduo não as sente é inútil que as busque em outro lugar.

Aqueles que não tiveram amadurecimento do seu espírito, intensas experiências anteriores de superamento e conquistas espirituais, que o seu coração está ainda endurecido pelo egoísmo e pela materialidade, terão que esperar até sugarem a seiva da terra, aprender a lei da dor e conquistar as virtudes do amor e fraternidade,.

Voltando à mente que forma a couraça da personalidade; o sentido de autodefesa instintiva, animal, se expressa sutilmente, de forma sofisticada, devido à evolução e à experiência do indivíduo. Toda a sua inteligência é empregada neste sentido; ela toma diversas formas que nós chamamos de: orgulho, prepotência, vaidade e as vezes, megalomania e é claro que aquele que acredita na realidade material como única, procurará sempre que puder, a satisfação dos sentidos físicos, ligados diretamente aos impulsos animais do astral inferior.

Somente a força da vontade, instruída de forma erudita e didática, rodeada de sentimentos de medo do desconhecido, pouco pode fazer para um verdadeiro progresso espiritual.

Para alcançar o estado da consciência cósmica, o liame com a própria centelha energética espiritual, é necessário o domínio absoluto do ego terreno e a transmutação da mente inferior. Esta tarefa pode ser alcançada somente pelos espíritos fortes e íntegros, senhores de si mesmos e das sete virtudes transcendentais.

A cada passo que se avança, o eu interior sente e sabe que está mais perto do “Rio da Vida”, e quando ele estiver imbuído de fé, sentirá o impulso do próprio espírito e da vontade que vem do seu interior impulsionando o rumo a realização de si mesmo.

Por isso é necessário unir a própria sensibilidade interior ao esforço mental e físico para alcançar o mérito de entrar no caminho do espírito. Se não usarmos a própria consciência para o avanço do nosso eu, estaremos sempre cegos e dependendo de um apoio externo, isto é, uma bengala para podermos caminhar.

Existe uma vasta sabedoria que provem dos nossos antepassados assim como as grandes lições do Mestre Ergos que foram ofertadas no limiar da nova era e que podem nos conduzir a uma auto realização espiritual. O Dodecálogo é um desses marcos no limiar da era de Aquário. Todos os 12 mandamentos indicam o uso da própria consciência e do auto reconhecimento, não mais seguindo um novo dogma, credo ou religião.

Porem, somente aquele que souber absorver os ensinamentos com o próprio espírito, compreendendo-os com a sua sensibilidade interior, poderá fazer proveito deles. É necessário merecer para receber e compreender. A primeira condição do mérito é a sinceridade, digo a sinceridade consigo mesmo, e para isso é necessário despojar-se, primeiramente, de todos os preconceitos, de toda a “erudição” e dos pseudo conhecimentos que podem formar uma grande nebulosidade diante da realidade do espírito.

É necessário saber usar o coração, a sensibilidade interior que é o próprio espírito, sem a interferência da mente, sem a inclusão do ego terreno com a sua vaidade e os seus preconceitos. Aquele que venceu a barreira da mente se sente relaxado, livre para circular e mudar de forma, se for necessário. Para poder assimilar completamente uma idéia espiritual, abstrata, que vem dos mundos invisíveis e sem forma terrena, é preciso libertar-se do mundo das formas, pois a forma é a própria mente, é a personalidade expressa que representa impacto no mundo das aparências, mas que tem também os dias contados porque está sujeita à lei do grande Karma.

Tudo aquilo que é eterno e absoluto só pode ser concebido com o próprio espírito que faz parte do eterno e para Ter tal propriedade deve perder por completo a sua forma tanto física como emocional ou mental.

O vislumbre da vida eterna vem somente quando uma parte de nós se anula e se torna “O nada” e abre brecha para um mundo invisível e impalpável para a mente, que somente o espírito pode experimentar e que está além do plano da criação.

Irmão Zari

Com inspiração de Ramasar

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  Cada irmão da Fraternidade é condutor de energias, é um recipiente de energias ancestrais que conquistadas pelo próprio espirito o ligam por canais ocultos às diversas fontes vitais dos quatro elementos celestes.          Estes canais permanentes com as fontes do próprio espírito são condutores de energias entre os planos material e astral e neles que se realiza a transmutação do karma universal e pessoal, a condutividade e abertura do canal dependem do grau de pureza e preparação do indivíduo, da conecção da mente inferior com os planos universais da criação, isto é do estado de vigília que o indivíduo consegue manter com a própria consciência.

          Um dos fatores mais importantes que permitem este “mecanismo” de comunicação é a pureza vibratória do receptor, o corpo físico, que em certos momentos pode encobrir-se com um véu de impurezas, obstruindo assim o estado de vigília e a comunicação com os planos transcendentes da própria personalidade espiritual.

          Os véus de impureza são formados por confusão mental por excesso de desejos subconscientes da mente, a busca do prazer dos sentidos físicos, excitação emocional e atividade desnecessária e excessiva dos sentidos.

          Para a preparação de um trabalho espiritual é necessário um constante afirmar do próprio ser espiritual, o despertar da mente na direção do “Eu Sou” divino, sempre presente e o superamento dos vícios do ego material que o ligam vibratóriamente num circulo vicioso de troca de energia com o plano material na satisfação egóica dos sentidos inferiores.

          Uma corrente constante de energias divinas renovadoras deve percorrer e chegar aos planos inferiores para manter os canais abertos e prontos para receber o fluxo vital das correntes espirituais através dos quais se realizará o grande trabalho da fraternidade branca.

O percorrer das energias espirituais representa a abertura do próprio canal espiritual-vital que processará e transmutará o karma individual dando assim, para o indivíduo, um maior grau de consciência, ampliando a compreensão, aguçando a inteligência e direcionado melhor os próprios atos na vida trazendo maior satisfação e felicidade para o espírito.

20-07-99   Zari

   

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O Objetivo da luta espiritual é perceber o “canal”, aferrar-se nele, fazer uso dele, ser cada vez mais parte integrante dele. Não mais aqueles dias que você estava isolado, só, vagando pelos jardins dos sentidos, pelas nuvens vagas do pensamento, sem diretiva, sem vontade nem animação. A única coisa que te prendia de vez em quanto é satisfazer os apetites, ir em busca do prazer perder-se em mar de emoções que envolviam mas também prendiam a tua alma para que pudesse voltar sempre ao posso abismal dos prazeres, da excitação dos sentidos físicos.

Agora que você está dentro de si, e tem alento dos planos profundos do teu ser que você sabe que tem uma seqüência nas coisas, que “a vida” espera e segue os teus passos e você sabe que deve afirmar o teu eu, ligar-se mais profundamente ao canal interior da vida, ser corajoso, saber vencer os desejos que te prendem ao passado, aos costumes e hábitos de reagir pelos modos que os homens te ensinaram e que te prendem com laços de aço à terra, ao medíocre . Você deve levantar-se, usar toda a sua força para que a concentração no sentido que te guia não seja abalada por nada.

Caminha sempre ligado ao sentido único que é o universo, não esmoreça, acione as ferramentas que você tem e que foram dadas para servir, abrace o universo procure o máximo de expansão e de alcance e passe tudo para a tua matéria para que se sublime, para que conheça a unidade dos seres e saiba ocupar o seu verdadeiro lugar no universo, sabendo comportar-se diante dos mestres.

4 de Março de 1999    Zari