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Meditação é o movimento de energias

1ª Transcrição uma Reunião do ano 2005

A meditação é um movimento de energias, temos que ter essas energias, impregnar o nosso corpo com elas, para poder depois utilizá-las durante a meditação.Para isso isto vamos nos sentar retos concentrados no nosso terceiro olho, vamos fazer 6 respirações profundas, enchendo todo o pulmão. Quando o pulmão estiver cheio vamos fazer uma pausa, com o pulmão cheio de ar, com concentração intensa recebendo energias, e depois vamos exalar tirando o ar completamente do pulmão.Podemos começar….Vamos levantar os braços, para alongar a coluna e fazer movimentos de alongamento com o braço direito e esquerdo, mas concentrados no terceiro olho e respirando profundamente. Fechar os punhos em cima da cabeça e tensionar o corpo todo, respirar e ai tensionar. Respirar e ai tensionar de novo.

Mais uma vezMais uma vezVamos fazer movimentos rotativos com a cabeça, para um lado, para o outro lado, cabeça para trás, inalar e soltar para frente, exalando. Rotacionar de novo; ao contrario. Concentrar-se profundamente no terceiro olho, procurando esquecer a existência do corpo.Vamos ficar em estado de silencio interior, em paz, paz de espírito concentrados unicamente no terceiro olho,Procurar acalmar toda a natureza, buscar a paz, buscar o silêncio concentrar-se em Deus.

Oh Deus, tu estas presente em todas as coisas, mostra-me o caminho para poder te sentir e te receber dentro do meu ser. Oh Deus infinito eu sinto grande amor que tu me deste direcionado novamente para ti, faz com que este amor por ti, possa renovar a minha vida terrena, possa me mostrar o caminho da retidão, possa me mostrar a verdade da eternidade do meu espírito.Oh Deus quero ser em ti e por ti, para que eu possa elevar o meu pensamento de todas as contingências terrenas, quero ser livre da mesma liberdade que tu me criastes, desligar-me dos laços que prendem a minha alma ao plano terreno, se eu estiver na matéria, se eu estiver no plano terreno é para ser uma expressão da tua vontade.Por isto elevo-me neste instante a ti no canal espiritual da Fraternidade Branca, eu peço a todos os seres do espírito, todos os mestres de sabedoria que me abençoem e me estendam os seus braços, estou com os meus braços estendidos, pronto para receber pronto para me purificar.

Neste instante vamos nos ligar a cachoeiras de águas puras, descendo das montanhas, nos banhando, nos purificando, nos devolvendo ao estado puro e imaculado, como o dia em que nós nascemos.

Oh Deus eu te sinto palpitar em meu coração, banha-me com a tua luz, torna-me consciente da tua consciência, puro da tua pureza, livre da tua liberdade, amoroso do teu amor, porque quero amar-te acima de todas as coisas criadas. No teu amor está o grande poder de transformação, de transmutação, de querer, de vibrar, de viver.

Vamos ficar se possível sem encostar nossas costas, retos, com a nossa atenção, na cabeça, no chakra frontal, vamos realizar profundas respirações, elevando o pensamento de baixo para cima, sentindo a respiração. Na hora de inalar, inalar de baixo para cima, para a cabeça, dessa maneira elevando todos os nossos pensamentos, e sentimentos, até o chakra frontal, o chakra da consciência crística, lá onde existe silêncio profundo da alma, além do pensamento,Procurar sentir com esta respiração a subida pelo canal da fraternidade branca, procurar desprender-se da consciência do corpo físico, e penetrar nos campos da liberdade, a liberdade que Deus nos concedeu, da consciência do nosso espírito.Procurar sentir que a respiração parte da pirâmide para o alto, para o chakra coronário do templo e do nosso, ao mesmo tempo. Nós estamos recebendo ajuda dos anteroides.Concentrar-se profundamente.Cada um procure organizar as suas energias, as suas forças, com a força da vontade, concentrar o movimento da energia para cima. Ninguém vai poder fazer isto por você, cada um que deve fazer esse esforço com a força da vontade, concentrar-se na inalação para cima.Esquecer o debater do pensamento terreno, tornar-se vontade volitiva tornar-se vontade poderosa, que age sobre o plano do pensamento e age sobre o corpo.Vamos pegar as nossas mãos, concentrados intensamente no canal da pirâmide, no nosso canal.

Oh espírito divino, espírito do infinito todo, aceite a oferta do nosso trabalho, fortifica a nossa vontade no querê-lo, a nossa fé no criá-lo, a nossa capacidade no realizá-lo. Seja este trabalho como tu queres, seja…. Antes que nós possamos ajudar os outros, temos que ajudar a nós mesmos a alcançar níveis elevados de concentração e de poder interior. O segredo está na concentração total das próprias forças, das próprias energias, trazendo tudo para a cabeça, para o terceiro olho.Vamos nos acalmar, elevar-nos o mais alto possível. Onde está o nosso pensamento está nossa consciência, onde está nossa consciência está nossa energia, onde está nossa energia, está nossa compreensão e a nossa capacidade de realizar o pensamento divino que está em nós, enraizado profundamente desde o momento em que fomos criados até o momento em que voltaremos ao seio do Pai. Por isso vamos nos volver para o Pai celeste.

O Pai divino, com toda a ternura, com toda a pureza, com todo o amor, voltando ao oceano infinito de luz que nos criou, e está em nós, ensinando-nos através do carma universal as grandes leis da vida, da fé, do amor, da renuncia interna para ser livre, renuncia interna para voltar à liberdade, entrar no campo da sabedoria infinita e dela beber a água viva.

Vamos unificar a nossa corrente com a corrente da fraternidade sutil, nos concentrando no templo, trazendo esta luz dentro de nós, o amor divino, envolver a pirâmide, que ela é o pulsar espiritual do nosso ser, vamos emanar esta luz e este amor para todos os seres, assim como nós recebemos, que seja uma corrente de vida, que todos os que dela necessitam, recebam a força.

Os filhos da natureza superior dos elohim, e da natureza inferior dos elementos, o pó da terra nos formou, o sopro nos criou, através dos nossos construtores lunares. Que os anjos das sete estrelas da Ursa nos ajudem para penetrar o grande mistério de nós mesmos e compreender as grandes verdades do vir a ser, a serpente do fogo nos ligou a eternidade, para esta missão suprema. Que a chama do Candelabro sagrado, abençoe a todos no caminho do despertar, no caminho da luz, no caminho da realização, da auto realização das descobertas infinitas de nós mesmos, para que a felicidade eterna, a presença de Deus nos envolva, nos realize, nos revele a realidade. Vamos respirar todos Os seres celestiais visitam nossa corrente, nos trazem a paz de outros mundos….Vamos abrir a nossa corrente, mas permanecer no canal onde o sol ilumina, aquece, atrai.Que cada um dos presentes receba a dádiva divina do raio solar, a harmonia dos quatro elementos, a harmonia do plano astral, e possa trazê-la para o seu coração, e possa utilizá-la no seu trabalho, no seu lar, no seu dia a dia. Cada um faça um compromisso consigo mesmo, de estar com Deus o tempo todo, de trazer a presença de Deus dentro do coração, porque com Ele vira a grande energia, a grande força da vontade que realiza, que transmuta, que modifica para o bem, o caminho de cada um.

Oh Deus esteja sempre em nosso coração. Oh Deus ilumina-me, ilumina todas as minhas células para que como teu filho, eu possa trilhar no caminho do bem e da verdade, no caminho do equilíbrio, da paz, da segurança, da certeza, porque a certeza está em ti, está na consciência da tua presença, esta na força que tu das ao meu espirito. Seja farol na caverna obscura da vida material que eu devo superar e lutar com dignidade, e tornar-me raio do teu raio, força da força, vontade da tua vontade, expressão perfeita do teu raio de luz.

Que a paz esteja com todos.

Eu estou em paz com Deus, eu estou em paz comigo, eu estou em paz com o amigo e com o inimigo…

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O exercício de concentração aumenta a capacidade de expansão do pensamento e da consciência. Quanto mais você se esforça na concentração mais você pode expandir o pensamento e o seu alcance no campo da consciência.

Uma pessoa que vive calmamente no campo cavando a terra, semeando, colhendo e não tem problemas e também nenhuma necessidade de se esforçar – sua inteligência não se desenvolve e torna-se limitada e ele tem pouca penetração nos campos sutis do pensamento. A sua consciência fica circunscrita ao ambiente que ele vive.

Por outro lado a pessoa que esforça o pensamento para compreender algum problema ou para realizar alguma coisa que exige profunda concentração, onde toda a capacidade do pensamento se concentra numa única coisa, seja ela qual for, esta pessoa exercita o pensamento concentrando-o, e depois, quando o relaxa, pode expandi-lo e alcançar um nível de consciência cada vez maior.

A mente tem uma elasticidade infinita. Quanto mais esforço você faz com o pensamento, tanto mais você pode expandir sutilmente a sua mente e chegar ao contato com os planos divinos que são extremamente sutis porem sempre presentes, podendo ter contato consciente com os seres divinos e com Deus.

Concentrar-se não significa vagar com o pensamento.

Por exemplo, assistir televisão, é a atividade mais negativa para o desenvolvimento do poder mental, porque você não está se concentrando, pois, as imagens e os seus sentidos o levam a “passear” para onde eles querem. Você não está fazendo nenhum esforço. Para programar em computação, trabalhar como engenheiro ou qualquer tipo de atividade que exija a criatividade da mente, é preciso passar por muitas encarnações de esforço mental. Para poder fazer com que a mente da natureza, – sim, porque nos usamos a mente da natureza, – possa se concentrar o suficiente para penetrar nos detalhes que a sua criatividade exige, é preciso uma mente flexível e trabalhada.

Quanto mais você se concentra, mais você poderá expandir e diluir a sua mente, alcançando compreensão cada vez maior e mais profunda, e mantendo sempre o estado consciente.

Para entender Deus, para entender o que é Deus, qual é a nossa relação com Deus, nos temos que ter a mente extremamente diluída, extremamente sutil e, para podermos ter a nossa mente extremamente sutil temos que concentrá-la extremamente, temos que fazer esforço, meditar, se esforçar e alcançar o estado intuitivo sutil da nossa mente.

Meditar não é passear com o pensamento, não é vagar, é focar a mente em alguma coisa, não importa que coisa seja. O Professor Cambareri falou que no inicio ele fazia exercícios de concentração com um grão de feijão. Ele colocava na sua frente um feijão e concentrava toda a intensidade da sua mente neste grão de feijão para fazê-lo brotar. Depois, quando avançou mais, exercitava-se com animais; via um pequeno animal como um coelho e com um só golpe de concentração intensa paralisava o animal. Isto é possível.

O pensamento é um mar onde todos os seres vivos estão imersos. Nós usamos apenas 6 ou 7 por cento da nossa capacidade mental. A força do pensamento tem um poder imenso e ele segue as leis do plano astral, que na realidade são as mesmas leis de Newton: “cada ação tem uma reação no sentido contrário, com a mesma intensidade”, Embora Newton não tenha chegado ao nível da vibração do pensamento, ele descobriu a mesma lei manifestada no plano físico. Aquilo que você faz com o pensamento, (nem falando sobre as atitudes, pois esta lei está em todos os planos) você recebe de volta. Se você emitir ódio você vai acabar recebendo este ódio de volta, isto é uma lei.

Como estamos muito identificados com a nossa identidade física, não conseguimos perceber a realidade desta lei e o seu funcionamento porque a consciência do plano físico vive na separatividade desligada das leis universais, ou seja, quanto mais rápido percebermos que nos não somos o corpo físico, mas sim uma alma, imagem e semelhança de Deus, mais rápido poderemos compreender as leis ocultas que nos governam.

Enquanto você não tiver o alcance e a compreensão destas leis, você vai precisar absorver este conhecimento de livros ou de outras pessoas que o experimentaram, até você chegar a ter experiência própria da percepção das leis que governam os mundos ocultos e descobrir que qualquer pensamento ou sentimento seu tem uma reação.

Se você vai ficar calado, sem falar nada para uma pessoa que odeia você, e emitir amor paz, tranqüilidade, não pensar nas palavras, mas fazer brotar este sentimento de amor, então esta pessoa vai-se modificar com certeza absoluta, rápido, e ai um dia ela vai perguntar-se: Há um tempo atrás eu odiava esta pessoa, não entendo porque isso passou, não sinto mais nada por ela, coitada, tenho até uma simpatia por ela.

Esta é a lei da vida, só que nós que nos identificamos com o corpo físico, não acreditamos e não enxergamos este efeito.

O professor Cambareri havia falado que se uma pessoa se fechar num quarto, sem falar com ninguém, e silenciosamente emanar amor para as pessoas, para o mundo, ela vai ser percebida pelos planos superiores, os caminhos dela vão se abrir e ela vai ter retorno espiritual positivo desta ação.

Há uma outra lei que foi descoberta no plano físico, ou melhor dizendo, químico, e ela diz: “Nada se perde, tudo se transforma”.

Se você tem um sentimento que desprende a tua energia, esta energia não se perde no nada, porque seria contra a lei do universo. Nada se perde, tudo se transforma, isto também o Mestre falava muitas vezes. É por isso que foi dito: “Orai e vigiai” isto quer dizer: Ora, ligando-se a Deus e com a consciência obtida vigia as suas atitudes e observa quais são as suas atitudes internas do pensamento porque as forças que você emana voltarão a você.

Para nós termos um verdadeiro progresso espiritual e não daqui a vinte anos sentar e dizer, não progredi nada, até agora não aconteceu nada em meu interior, tudo está a mesma coisa, é preciso tomar uma verdadeira atitude que traga progresso real no campo do espírito. Caso contrário estaríamos perguntando de novo: Para que estou me reunindo aqui? Será que é para vagar com o pensamento por mais 20 anos, e não vai acontecer nada? Ou então, fazer o esforço acertado que irá trazer resultados tangíveis.

Se fizer esforço numa verdadeira concentração você vai descobrir a você mesmo, você vai descobrir Deus porque Deus criou o ser humano e insuflou o próprio hálito para nos dar a vida, quer dizer, Ele mesmo entrou para viver no ser humano. Ele habita em nós. Através da meditação e da concentração você vai descobrir este Deus dentro de você, o Deus com todos os seus poderes universais que o guiará corretamente nos caminhos da evolução.

Resumo de uma conversa livre realizada numa reunião espiritual com a presença de Ramasar

Afirmações

Eu me volto para meu EU SUPERIOR para que triunfe em mim e, vencendo a fraqueza do meu Ego inferior, diga: “posso e quero elevar-me aos planos Divinos para colocar os pés sobre a terra firme da Liberdade e do real progresso a fim de que o Eu espiritual reine dentro de mim, se manifeste”.

Ergos EU CREIO QUE POSSO E DEVO SUPERAR OS BLOQUEIOS DA MINHA PERSONALIDADE TERRENA. CREIO QUE POSSO REALIZAR-ME COM A VONTADE EXPRESSA DA MINHA ESPIRITUALIDADE.EU CREIO QUE EM MIM RESIDE O PODER DA VONTADE DIVINA E QUE ELE É A ÚNICA REALIZAÇÃO ETERNA. Ramasar

Cenáculo de São Paulo 15 de Fevereiro 2005

“Fraternidade Branca Universal do Arcanjo Mickael

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A busca de Deus se torna cada vez mais insistente na medida em que o buscador avança no caminho espiritual. Para isso ele deve eliminar todos os desejos da mente que o afastam da realidade única que palpita e vibra em sua consciência. A atração pela matéria se torna cada vez mais insignificante enquanto a ânsia pelo saber se amplia, e para realizar-se ele precisa expandir a sua consciência rumo ao infinito ser, esquecendo da sua matéria e da condição em que o seu corpo se encontra. Isto implica na aceitação plena do seu estado atual, espiritualmente, mentalmente e materialmente.

As emoções e a inquietação que são expressões do seu pensamento material devem ser eliminadas e substituídas pelo desejo ardente da paz interior e do amor divino.

Viver em Deus é o único desejo que deve vibrar.

O estado meditativo da alma, no caminho da sua realização, na ânsia de reencontrar a sua identidade divina é precedido de um estado de paz interior onde a mente cessa de alimentar os desejos da vida externa e dos sentidos físicos, pois, ela já chegou ao estado de saturação e ao “cansaço” de querer vibrar nos objetivos materiais, limitados e terrenos. Ela volta a sua atenção ao alto. Neste ponto já está preparada para receber os primeiros raios da sua verdadeira identidade, a revelação interior que faz parte da consciência cósmica universal, a intuição se desperta.

As energias da alma têm a tendência natural de se extravasar através dos sentidos, descendo vibratóriamente, para a matéria, para o mundo sensorial e inquieto, mas na fase inicial do despertar da consciência espiritual começa a subida energética para o alto, para a sua verdadeira identidade espiritual e perene do ser.

Nesta fase de desenvolvimento acontece uma inversão de polaridade que em vez de extravasar-se começa a interiorizar-se. Esta inversão transparece quase imediatamente no comportamento e nas atitudes externas, como se fossem átomos dispersos de ferro que por uma força maior começam a direcionar-se para o norte, formando assim no seu conjunto um imã poderoso.

Todos nós temos uma parcela de Deus dentro de nós, que é a parte mais silenciosa e intima da nossa mente e da nossa personalidade. Somente quando nos voltamos para o interior, direcionando todas as nossas energias e paramos de lançar a atenção para o exterior, que se relacionam ao nosso corpo e à percepção dos cinco sentidos físicos, com as suas emoções, expressão do ego e da personalidade terrena, é que poderemos sentir a presença d’Ele dentro de nós.

No silêncio da nossa alma podemos encher o nosso ser desta luz silenciosa e penetrante que está sempre presente. É dela que podemos extrair o sentimento puro do amor universal. É ela que nos faz compreender todas as coisas e nos dá a intuição pura que dirigi os nossos passos sempre de acordo com a vontade divina, para o caminho que divinamente é o melhor para nós, para o caminho do bem e da auto-realização, mantendo sempre harmonia com todas as criaturas e com a própria missão nesta vida.

Para alcançar o começo deste estado temos que nos voltar para o interior desligar-nos dos sentidos e ficarmos quietos interiormente. Deus faz isto para nós toda vez que nós dormimos. Durante o sono nós vamos para um estado de passividade inconsciente onde carregamos as nossas energias espirituais. Portanto, não é algo estranho.

Zari

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 Uma experiência pessoal

Pare.
Pare onde você está.
Dissolva o pensamento e mergulhe no mais intimo, no mar da vida que está em você, que é você mesmo. Não pense! Não pense nada, apenas sinta, sinta a você, sinta o que é você, perceba a inteligência em você. Você é a inteligência, você está na inteligência. A onda cósmica da inteligência está em você. Você imerge naquilo que te criou, você faz parte da inteligência universal, que está em tudo e em todos.

Na realidade nada existe, você é um átomo de Deus. Aquele Deus que está no todo e sabe tudo. Aquele Deus que é a natureza material e cósmica e que dá vida a cada átomo e a cada célula.  Por isso cada célula sabe, tem consciência da vida, sabe o que fazer e como agir, tem atitude própria e personalidade autônoma dada a ela pela força suprema que permeia tudo e todos.

Eu mergulho neste todo que na realidade é o nada, porque todo o pensamento se dissolve nele e se anula. Só existe uma personalidade, a personalidade cósmica que não tem nenhum limite, que não tem personalidade circunscrita, mas age como um todo consciente e de acordo com a inteligência universal que é ele mesmo, algo que não concebe limite, algo sem conceitos pré definidos. O abismo, que é o vazio, onde só pode vibrar a luz que é Deus, que é o todo que se expressa infinitamente em todas as coisas.

Não podemos criar conceitos de nada porque tudo é verdade, tudo é cósmico, tudo é amor que brota do nada que se funde com todas as coisas que na mente divina são ilusão, são ondas passageiras que explodem como estrelas e hão de voltar para o nada absoluto que ao mesmo tempo está em todo lugar e em cada pensamento, e brota em cada sentimento como amor que permite a existência de tudo, porque tudo é Deus.

Eu me dissolvo neste todo para ser nada. O nada é a felicidade absoluta. O nada é a suprema forma de ser porque está diluído no todo já que não tem forma e não tem tamanho.

O nada é o ideal de ser, o nada é a paz, o nada é a segurança. O nada é a certeza que por trás dele não há outra coisa se não ele mesmo e Deus está nisso, na anulação de si mesmo, na paz que está por trás das coisas e dos conceitos que são efêmeros e passageiros. Todos os conceitos juntos são a verdade. Não há verdade em que se possa pensar, porque qualquer pensamento é relativo, brota do nada e se refere ao mundo relativo e finito. A verdade é para ser sentida, a verdade é para ser vivida e concebida na paz do nada infinito anulando a sua própria existência e ressurgindo com vigor renovado em todas as formas e expressões. O nada é o âmago do todo e nele se anula qualquer forma para voltar ao mar infinito de paz.

A sensação é o mundo do relativo, é a expressão do tempo, é fugaz. Não acredite na sensação, não acredite no pensamento como coisa final porque ele não é concreto, é apenas uma fumaça colorida que se desvanece no tempo, que não tem começo nem fim.

Sinta apenas a inteligência que brota do nada. Sinta a impersonalidade do todo que exprime a beleza e a pureza do infinito que está em todo lugar e em cada coisa.

Anule-se para ser, rasgue os limites da sua personalidade interior para se tornar expressão do nada universal, inteligência cósmica do todo.

Ser puro significa ser vazio, sem conceitos, como criança que não tem pensamentos, que é produto do todo universal e inteligente, e sabe funcionar pela força desta inteligência expressa em cada célula e em cada combinação dos órgãos pensantes e agentes, que são expressão do próprio Deus, presente em cada célula.

Eu me anulo no nada, reconheço dentro de mim o todo. Sou um pensamento fugaz criado por uma força poderosa que faz parte de mim e nela dissolvo o resto da personalidade do meu karma humano. Quero ser como o vento que é invisível aos meus sentidos, mas que sei que existe. Quero ser o vento para dissolver-me no infinito e diluir-me na natureza que é o amor que sustenta a expressão do meu ser.

A inteligência cósmica está em mim, nada posso fazer para evitá-la. Ela se expressa em mim e é a única fonte do saber. O conhecimento é a aglomeração de células criadas pelo infinito e somente a inteligência universal pode organizá-las em formas mais complexas e harmônicas, por isso me entrego à inteligência universal. Dissolvo-me no éter universal para tornar me nada, participe consciente do todo.

Os meus sentidos são relativos. A sua percepção é relativa e só serve para o mundo relativo. Se eu estou num quarto, os meus olhos servem só para me orientar dentro deste quarto, enquanto que a minha consciência é cósmica e está em todos os lugares ao mesmo tempo. Enquanto os meus olhos enxergam as paredes do meu quarto, a minha consciência me dá a visão do todo universal e da razão pela qual encontro-me neste quarto. Enquanto os olhos me dão a visão do presente, a minha consciência me mostra o passado, o presente e o futuro ao mesmo tempo. Os meus olhos, como os meus outros sentidos são limitados pelo tempo e pelo espaço enquanto a consciência é ilimitada e penetra todas as coisas, o espaço e o vazio, o passado, o presente e o futuro.

Eu sou o nada que vagueia no espaço do todo, mas encontro a minha paz no vazio absoluto onde não há acontecimentos, onde não há sentidos, onde a única percepção é a certeza de ser e a única vontade é de agir, brotando do nada com o amor que cobre todas as coisa criadas. Amor que é fogo, quando se manifesta no pensamento.

Vida interior é estar no silêncio e observar os próprios pensamentos. Vida interior é não querer nada e ser apenas observador do que acontece em volta, sem comentários e sem colocações, aceitando tudo como expressão do próprio Deus.

Você deve ser o âmago deste Deus que se expressa no Todo e é o próprio Todo. Ele não se expressa através do todo, ELE É o próprio todo e você, colocando-se como observador, enxerga impessoalmente todas as suas ações e vontades.

Coloque-se no ponto mais elevado de observação, o ponto que aceita tudo e não interfere em nada (como se fosse o topo da pirâmide) e é lá que você vai receber toda a sabedoria divina, porque é lá que você vai se unir com o divino. Lá no alto onde você não vai permitir nenhum pensamento vibrar ou chegar a você, coloque-se no silencio que é a força mais sábia dos sábios, aquela força que observa tudo, escuta tudo e aceita tudo e permanece no silêncio sem comentários. É lá neste ponto impessoal e mudo que brota o conhecimento e a compreensão. Porque se Deus aceita tudo, quem é você que não vai aceitar, quem é você que por ventura vai querer corrigir as coisas ditas ou feitas? Por ventura alguém te colocou como juiz? Ou professor? Ou então como aquele que indica o caminho da verdade?

Por isso, seja juiz apenas das tuas ações, somente a Deus compete julgar. Observe silenciosamente e compreenda a sabedoria excelsa penetrando na inteligência universal do silêncio, da observação e, portanto, da paz. Seja uno com o todo que aceita tudo, mas ao mesmo tempo sinta-se parte desta inteligência universal, absorva-a, vivencia-a sensivelmente, anulando os teus conceitos pré-moldados e pré-concebidos. Seja eterno no eterno presente, onde tudo se cria pela vontade, mas se anula pela vontade, voltando para a paz e para o ponto de partida que é o símbolo do ser e do querer.

Respirar calmamente, respirar para Deus, respirar para dentro de você, respirar para o âmago do teu centro de luz, respirar para Deus que é o ponto central do teu interior. É para ele que voltam todas as coisas, é nele que a respiração devolve as suas energias, é ele que atrai a força de viver e de respirar, penetrando no âmago do seu ser.

 Zari

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No início dos tempos os seres humanos foram criados iguais uns aos outros, a partir de então cada um usou o seu livre arbítrio adquirindo hábitos diferentes e karmas diferentes.

Ao longo das encarnações, atendendo os desejos do ego, perdeu-se a consciência divina e formaram-se inúmeras distorções nos aspectos da personalidade humana. Desde então, os homens ficaram diferentes um do outro, no mundo das aparências, afastando-se da consciência da unidade universal.

O homem tornou-se escravo dos desejos, com o seu livre arbítrio ele permitiu que a sua personalidade fosse moldada de acordo com os aspectos negativos do seu eu procurando “preservar” a sua natureza inferior e alimentando os seus vícios. Ele tornou-se refém dos maus costumes que foram acumulando força e poder ao longo dos séculos. Como resultado a consciência ficou cada vez mais voltada e convergida aos pontos focais dos vícios e dos sentidos do ego, causando assim a perda progressiva da sua consciência divina e ilimitada.

A sua atenção interna projetou-se cada vez mais para o objetos dos sentidos físicos dando à mente a impressão que a sua única área de atuação é o corpo com os seus sentidos físicos e daí por diante a crença nos limites do corpo vendo então a morte como o fim da sua existência consciente.

São os vícios e os maus hábitos que mantem o homem prisioneiro na limitação da matéria e do corpo físico. Ele, que foi criado à imagem e semelhança de Deus, livre para voar nos espaços infinitos e eternos na eternidade ficou confinado num pequeno e perecível corpo físico.

O verdadeiro sentido da liberdade consiste no retorno à consciência cósmica original fazendo um processo inverso, desligando-se da impressão que nos transmitem os sentidos físicos, e utilizando-os somente para aquilo que é necessário, assim como foram criados, para nos servir.

Sentir-se livre significa não depender de nada que vem de fora (através dos sentidos físicos). Para tornar esta liberdade consistente e real é necessário diminuir os desejos da mente e da alma até o ponto em que somente a presença da vontade de Deus atue através do raio da consciência.

Diminuir ou anular os desejos é o caminho mais fácil e direto para libertar-se do karma e para alcançar a felicidade incondicional que se encontra somente no plano divino.

Esta felicidade encontra-se dentro de nós, na concepção completa do Deus interior que na realidade é o único Ser que se manifestou no todo, dentro de nós e fora de nós.

Enquanto houver algo que nos atrai no mundo externo, material, a nossa felicidade e liberdade estarão comprometidas e dependentes.

Desligando a atenção do mundo externo aumenta a nossa capacidade interna, liga-nos aos campos das energias superiores. A nossa capacidade intuitiva aumenta e a percepção da realidade divina, espiritual, estável torna-se um farol cada vez mais luminoso e potente. Esta luz explica as razões dos acontecimentos externos e nos dá a imagem perfeita de cada coisa e de cada situação, de acordo com a visão do espírito que abraça as causas e os efeitos das vidas passadas.

O fenômeno do desligamento completo da consciência das atrações do mundo externo é familiar ao ser humano, e acontece todos os dias na hora de dormir, mas neste caso ele perde a consciência do mundo físico.

Através do processo da evolução e da prática espiritual, da meditação e dos exercícios de concentração é possível alcançar estes estados de beatitude e de consciência completa em Deus, vivendo a vida no Éden primordial como originalmente fomos criados.

7-12-2005, Ramasar falando através do canal da pirâmide

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No início dos tempos os seres humanos foram criados iguais uns aos outros, a partir de então cada um usou o seu livre arbítrio adquirindo hábitos diferentes e karmas diferentes.

Ao longo das encarnações, atendendo os desejos do ego, perdeu-se a consciência divina e formaram-se inúmeras distorções nos aspectos da personalidade humana. Desde então, os homens ficaram diferentes um do outro, no mundo das aparências, afastando-se da consciência da unidade universal.

O homem tornou-se escravo dos desejos e das suas ambições, com o seu livre arbítrio ele permitiu que a sua personalidade fosse moldada de acordo com os aspectos negativos do seu eu procurando “preservar” a sua natureza inferior e alimentando os seus vícios. Ele tornou-se refém dos maus costumes que foram acumulando força e poder ao longo dos séculos. Como resultado a consciência ficou cada vez mais voltada e convergida aos pontos focais dos vícios e dos sentidos do ego, causando assim a perda progressiva da sua consciência divina e ilimitada.

A sua atenção interna projetou-se cada vez mais para os objetos dos sentidos físicos dando à mente a impressão que a sua única área de atuação é o corpo com os seus sentidos físicos e daí por diante a crença nos limites do corpo vendo então a morte como o fim da sua existência consciente.

São os vícios e os maus hábitos que mantém o homem prisioneiro na limitação da matéria e do corpo físico. Ele, que foi criado à imagem e semelhança de Deus, livre para voar nos espaços infinitos e eternos na eternidade ficou confinado num pequeno e perecível corpo físico.

O verdadeiro sentido da liberdade consiste no retorno à consciência cósmica original fazendo um processo inverso, desligando-se da impressão que nos transmitem os sentidos físicos, e utilizando-os somente para aquilo que é necessário, assim como foram criados, para nos servir.

Sentir-se livre significa não depender de nada que vem de fora (através dos sentidos físicos). Para tornar esta liberdade consistente e real é necessário diminuir os desejos da mente e da alma até o ponto em que somente a presença da vontade de Deus atue através do raio da consciência.

Diminuir ou anular os desejos é o caminho mais fácil e direto para libertar-se do karma e para alcançar a felicidade incondicional que se encontra somente no plano divino.

Esta felicidade encontra-se dentro de nós, na concepção completa do Deus interior que na realidade é o único Ser. Ele se manifestou no todo, dentro de nós e fora de nós.

Enquanto houver algo que nos atrai no mundo externo material, a nossa felicidade e liberdade estarão comprometidas e dependentes.

Desligando a atenção do mundo externo aumenta a nossa capacidade interna, liga-nos aos campos das energias superiores. A nossa capacidade intuitiva aumenta e a percepção da realidade divina, espiritual, estável torna-se um farol cada vez mais luminoso e potente. Esta luz explica as razões dos acontecimentos externos e nos dá a imagem perfeita de cada coisa e de cada situação, de acordo com a visão do espírito que abraça as causas e os efeitos das vidas passadas.

O fenômeno do desligamento completo da consciência das atrações do mundo externo é familiar ao ser humano, e acontece todos os dias na hora de dormir, mas neste caso ele perde a consciência do mundo físico.

Através do processo da evolução e da prática espiritual, da meditação e dos exercícios de concentração é possível alcançar estes estados de beatitude e de consciência completa em Deus, vivendo a vida no Éden primordial como originalmente fomos criados.

7-12-2005, Ramasar falando através do canal da pirâmide

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A Espada é o Símbolo majestoso de Mickael que contem em si o poder da vida e da morte (a cruz) que resume a vontade divina em todos os planos e aspectos. Esta plenitude podemos ver pela representação das cores preto, branco e laranja: A cor laranja é a cor intermediaria entre o vermelho – vida material e o amarelo – vida espiritual (Azaziel e Anael) que correspondem ao ciclo dos 4 elementos da manifestação da vida, o alfa e Omega universal.

Anael-amarelo é o início do ciclo da vida.

Azaziel-vermelho é a manifestação material da vida.

O branco representa o infinito Todo, a Luz, e o preto representa o Nada Absoluto, a sombra.

A espada representa o Senhor de todos os arcanjos, Mickael, aquele que é como Deus, poder criador absoluto e ao mesmo tempo representa a lei e a justiça divina, o Amor.

O planeta Saturno rege o símbolo da espada, e é o planeta mais distante ainda visível ao olho humano. Misticamente isto significa o ponto mais elevado, abstrato e distante que a nossa consciência pode alcançar.

Sua flor e seu perfume é a rosa que é a rainha das flores, a sua pedra é o brilhante que é o elemento mais duro na matéria. O chacra da sua influencia é o coronário, o mais elevado dos chacras, que domina o pensamento e é o canal que nos liga à mente superior, à consciência cósmica, ao mundo invisível do espírito.

A sua virtude é o Poder da manifestação da vontade.

Sua ação pode ser a força que constrói, consagra e abençoa, mas também pode ser violenta ou destruidora, de acordo com a Suprema Lei. Seja uma ou outra a sua ação, ela expressa o poder em movimento e uma imposição de vontade. Por isso é a suprema expressão do espírito.

Ela sintetiza todos os símbolos: a verga o impulso criativo, na sua justiça está a sabedoria do cálice, o equilíbrio da balança, a luz do candelabro, o amor universal da esfera e a cruz que é a vida manifestada nos quatro elementos pela vontade divina.

Em muitas ocasiões a Espada atuou poderosamente na história da humanidade.

Ao sair do Egito libertando-se da escravidão, o povo hebreu foi guiado através do deserto pelo Arcanjo Mickael , com a espada flamejante desembainhada.

Ela é a lei, o símbolo que expressa a vontade divina. Ela contem a cruz para lembrar que é a vida manifestada mas, também contem a lamina que é a expressão do poder supremo, para lembrar que a vida foi feita pela vontade divina e flui de acordo com a justiça divina que só pode ser compreendida por aquele que entrou, com a sua compreensão e consciência na suprema lei.

Na nossa fraternidade o nascimento da espada ocorreu em 28 de outubro de 1928 na Itália, através da atuação da nossa antera Iole Fabbri com os seus companheiros incluindo a presença do seu pai.

A Espada é o símbolo da supremacia da vontade do espírito sobre a matéria e sobre o ego material que é apenas um instrumento da vontade de Deus e nada mais. Todos nós somos apenas servidores que tem o privilegio de servi-lo no templo que foi designado por ele para se manifestar na abertura da nova era.

Ela é a vontade suprema além das aparências do mundo manifestado, é o pensamento de Deus expresso na multiplicidade das coisas no mundo temporal que não se liga a nada e não se prende a nenhum aspecto da sua própria criação, porque representa A Liberdade do espírito que voa nos espaços infinitos sem limites pois, a matéria que foi vencida pela sua supremacia e ação poderosa.

A Espada é o símbolo dos símbolos porque com a força da sua vontade cria e transforma qualquer aspecto do espírito, é a força do nada imanifestado agindo no todo como senhor da sua criação.

Este símbolo vem nos ensinar que devemos superar todas as provas da vida, vencer os desejos da carne e do ego, as incertezas e as dúvidas para que o nosso espírito possa viver no reino dos céus, imaculado e puro na presença constante e eterna do Pai onipresente. Cada ato, cada pensamento, cada sentimento deve ser como o símbolo da Espada, com retidão, intenção pura, transparência e livre de qualquer materialidade ou aspecto pessoal pois, ela é o próprio espírito que age sobre a matéria e a usa apenas como veículo da sua mensagem suprema. A humildade unida à vontade suprema que palpita no interior de cada irmão deve representar o símbolo excelso da espada como um raio unido ao centro infinito de vida, lutando para restabelecer a sua unidade universal.

Glória é ao espírito de luz, na alegria de servir a obra suprema

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A espada é o princípio ativo dentro de nós que desponta em nossa consciência e penetra vigorosamente até as profundezas da mente inferior, guerreando contra a nossa escuridão e a nossa ignorância, revolvendo e atraindo para o campo aberto da nossa consciência as partes adormecidas, inconscientes do nosso próprio ser, expondo-as ao exame impessoal da consciência.Ela é a força primordial da vontade criadora que penetra todo o espaço consciente em todos os seres vivos. Este espaço que é a parte iluminada pela sabedoria e compreensão contém dentro de si o ímpeto primordial da evolução em todos os setores da vida. Ele concentra a sua força numa ponta de consciência penetrante que consegue através da vontade, penetrar as camadas obscuras e inconscientes de cada ser.

A força consciente universal que permeia todos os seres vivos e que realiza a evolução, representa o símbolo da espada de Mickael. Ela combate a escuridão, a inconsciência obscura e impulsiva que é expressa pela parte inferior da personalidade.

Uma vez expostos ao campo da consciência, os impulsos primitivos e cegos da personalidade são combatidos incessantemente pelas faculdades descendentes do símbolo da espada, que é a própria ação da consciência, direcionada pelas faculdades dos outros seis símbolos divinos – as virtudes primordiais do espírito.

A presença da consciência ativa, que é o símbolo da espada em forma de vontade agente é primordial para a ativação da evolução de todos os seres. A Vontade (a espada) é sucedida pela compreensão (o candelabro) e pelo equilibro da ação (a balança) que por sua vez é sucedida pelo sentimento de auto-sacrifício e a oferta de si mesmo (a cruz) e pela sabedoria e conhecimento das leis da natureza (o cálice), o amor materno e instintivo da natureza criadora de todas as formas (a esfera) e por fim, o poder gerador e transformador de toda a natureza, o fogo (a verga).

A espada é o único princípio consciente em nossa natureza. Ele alimenta as faculdades inerentes do ser vivo e desperta nos outros símbolos o seu princípio ativo, isto é, com a consciência pode haver compreensão, equilíbrio, auto-sacrifício, acumulo de sabedoria, sentimento de amor manifestado e também o impulso criador e transformador.

Portanto o símbolo da espada é a força primordial da vontade consciente que reside em nos, ela sabe observar a natureza manifestada e determinar quando é a hora certa para agir. Por isso ela é também a lei, pois o símbolo da espada é força criadora agente e é a ação direta da vontade do Pai.

A espada da lei, a espada da fé, a espada da justiça, desperta a faculdade consciente dos outros símbolos que são os princípios ativos da nossa personalidade consciente, e por isso são chamadas as sete virtudes transcendentais, porque alcançam os confins do nosso universo criado.

O símbolo da Espada expresso em nós na forma da nossa vontade consciente é a única força que pode realizar a nossa evolução, é a única força que pode nos elevar acima dos limites da nossa personalidade, combatendo conscientemente o nosso obscurantismo inconsciente, a nossa ignorância, a nossa parte inferior que se esquiva dos campos abertos e quer perpetuar o seu egocentrismo, e que tem medo de se expor e de se oferecer para o trabalho da grande obra universal de Mickael, rei de todas as batalhas, rei de todas as vitórias.

Pode demorar milênios e muitas lutas com o nosso próprio ser, com o nosso ego pessoal que se agarra aos sentimentos inferiores de orgulho e de falsa auto-preservação, procurando o fatal isolamento e afastamento da sua infinita divindade. Um dia, no decorrer das encarnações, ele compreenderá que é o filho de Deus e que todo o poder consciente universal está contido nele, esperando apenas a conquista de si próprio, o auto domínio, e consequentemente a auto realização, unindo-se ao infinito todo.

 São Paulo, fevereiro de 2005

Zari

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Do âmago da Hierarquia Divina partiu o raio de Anael para plantar as sementes da Nova Era. Ele que é o senhor da centelha energética material, a expressão do Raio Solar, mantenedor da vida, em todos os seus aspectos, é também a focalização máxima da manifestação viva da Vontade do Pai. É por isso que nele se expressam, com equilíbrio perfeito os dois pólos da vida manifestada. Ele é o símbolo da Balança, o ponto convergente de todas as forças expressas na natureza. É nele que se anula o karma universal, porque Dele partiu a vida numa “viagem” de kalpas infindáveis, e é nele que a vida manifestada retornará com o triunfo completo sobre si mesmo para entrar novamente na gloria imponderável da presença do Pai.

Este raio, expresso na figura dos fundadores da Fraternidade Branca do Arcanjo Mickael, colocou a pedra fundamental do Templo da nova era, este templo não se situa no plano físico, como muitos concebem erroneamente, embora exista a manifestação simbólica da sua imagem na Fazenda São Roque.

O Templo, primeira e exclusivamente, situa-se no plano espiritual fora de qualquer conceito de espaço, isto é no âmago da nossa consciência, no mais intimo ponto flutuante na consciência do nosso ser onde qualquer um poderá acessar e ligar-se, direcionando a sua mente.

A chama eterna, acesa no templo da nova era, traz a presença do raio divino na consciência de cada um. Este acontecimento espiritual pode ser percebido por qualquer um que estiver preparado para entrar no templo do silêncio da sua alma, superando as contingências terrenas, abandonando as preocupações pessoais, do ego e entrando no mais intimo do seu âmago, reencontrando ali a inteligência suprema das suas origens.

Mas é necessário começar a construir o seu templo interior colocando mais tijolos de luz em volta desta pedra fundamental, porque pela lei divina pronunciada pelo Pai, no primor dos tempos, ele disse: “Com o suor do teu rosto comeras o teu pão” o pão espiritual da tua consciência, com o qual poderás ligar a tua compreensão à razão de ser da vida e harmoniosamente construir o templo da tua personalidade divina.

Nada é dado de graça no universo porque o ser humano que Deus criou não é um pedinte, é o seu próprio filho que tem o direito de ir e pegar da própria fonte as dádivas da vida. Como falou “O filho do Homem” “bate a porta e ela se lhe abrirá”. O Pai celestial tem guardado para os filhos do sol, a terra abençoada da consciência Divina. É apenas necessário, dentro da lei, cultivar esta terra e colher os frutos eternos da realização.

A pedra fundamental, posta no templo angular da nova era é o início da “Obra de Mickael” que tem como seus servos e expressão direta, o raio da Balança, a expressão solar, positivo-negativa que se manifestou através dos fundadores da fraternidade. Esta obra tem como objetivo formar um elo energético consciente entre o plano divino e o plano material humano. Por isso foi postada no centro do templo, a pirâmide dos quatro elementos que representa o pólo inferior da manifestação divina na terra. Para os humanos a pirâmide é o símbolo do equilíbrio dos quatro elementos que convergem, com as suas facetas para um único ponto capaz de representar a unidade universal.

A pirâmide poderá receber as energias conscientes divinas e irradiar para toda a humanidade, através dos seus próprios canais (a pirâmide contem pedras e objetos trazidos do mundo inteiro) com a ajuda e atuação dos sete símbolos, esta luz divina é capaz de transmutar todo o mal e todas as sombras que, até os dias de hoje, tanto sofrimento trouxeram para a humanidade.

A obra de Mickael necessita dos irmãos humanos da fraternidade para serem receptáculos e sustentadores da força divina que poderá e deverá descer sobre a humanidade e iluminar todos aqueles que serão atraídos e souberem-se ligar e aproveitar os mistérios da pirâmide.

Hoje, os mistérios da pirâmide são muito tênues, pois, poucos são os irmãos que conseguem superar as forças planetárias negativas que tem por interesse evitar a realização de tal obra. Embora o canal espiritual divino já tenha sido aberto e ligado e nele corre a energia vital da consciência do espírito, muito ainda tem que ser feito pela obra de Mickael para engrossar este canal faze-lo vibrar com maior intensidade para que alcance firmemente e atraia todos aqueles colaboradores, pré destinados a ajudar a obra. Embora tenha juntado madeira e ciscos secos para fazer uma grande fogueira, é necessário acender a primeira faísca para que a fogueira seja acesa.

Iole e Giuseppe c Cambareri não economizaram esforço para iniciar esta gigantesca obra espiritual para a humanidade. Tiveram que lutar, principalmente com a incompreensão dos irmãos que os rodearam e seguiram. As interpretações errôneas foram muitas permitindo assim a abertura de grandes sulcos para as forças negativas.

A luta tornou-se insustentável, Os ataques foram muitos e com muita violência. Foi necessário o sacrifício de duas vidas preciosas e um esforço sobre humano para dar um inicio bem tênue à obra de Mickael e isto sem que os mentores, no fim das suas vidas pudessem ver nem o inicio da realização dos seus grandes sonhos. Nas ultimas semanas da sua vida a Iole, num ar de aparente tristeza pronunciou: “Os grandes mestres da humanidade realizam a suas obras só depois de suas mortes, também Moises não chegou à terra prometida”.

Moises, de fato, andou 40 anos pelo deserto conduzindo o seu povo para a terra prometida, mas não foi permitido a ele entrar nela, apenas avistá-la de cima do monte Nevô, o ultimo lugar do seu descanso, voltando de lá ao seio do Pai.

A obra do Mestre, por lei divina deverá ser realizada pela própria humanidade, assim como os fundadores da fraternidade, Iole e Giuseppe Cambareri que conquistaram o nível máximo da consciência espiritual, a plena consciência cósmica, não tiveram a permissão de usá-la para a realização da obra divina. E assim somente de forma intermitente e ocasional eram levados ao mais alto grau do despertar cósmico, unicamente para que não esquecessem da sua verdadeira identidade. Eles uma vida de sofrimento intenso e provações incontáveis.

Eles deixaram os sulcos da terra bruta desbravada e arada para que os seus discípulos pudessem plantar as sementes do espírito da nova era.

Cabe aos homens terminar a obra começada. O trabalho é imenso e o esforço tem que ser imediato, pois, o canal da pirâmide já esta funcionando e nenhum minuto pode ser perdido.

A ligação consciente com o canal espiritual da pirâmide ativa a energia vital do homem e magnetiza a coluna vertebral equilibrando as energias vitais do corpo. É como se fosse um imã gigante que irradia o seu magnetismo sobre todos os metais que se aproximam dele modificando o direcionamento das suas células.

O canal espiritual da nova era tem o poder de proporcional aos homens, àqueles que sentem o chamado espiritual e se afinam com as vibrações do espírito, a ajuda para a conquista da consciência cósmica, o despertar espiritual que revela os mistérios da vida e a natureza real do espírito, a liberação do mundo de Maya.

A hierarquia celeste está esperando, com grande amor, os filhos do sol para a realização da obra de Mickael.

São Paulo, 8-Dezembro de 2004

Ramasar

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Símbolo Do fogo, do raio e da onda cósmicos, o elemento que que trasnforma através da fusão de todas as coisas. Ele é o inicio e o fim de cada ciclo, o fogo criador, como o seu chacra o Kundalini.

É o elemento mais volátil e impessoal, sem peso nem forma definida. A sua cor é vermelha porque age sobre a expressão mais densa da matéria, o sangue, a força vital, a vida física.

O arcanjo Azaziel tem o poder do fogo e a sua virtude é a paciência.

Ele é o canal da consciência e do ser que parte do incriado.

Ele é a primeira manifestação da essência primordial, ele é o poder consciente que reconhece a si mesmo, a sua própria essência na manifestação do mundo criado.

A verga tem o formato de um cajado que representa o canal da descida e do retorno das forças vitais. Ela é criadora porque dela nasce e vida e nela a vida retorna.

O fogo divino, manifestado pela verga é o fogo criador é impessoal e resume em si todas as forças. Ele tem a tendência e o poder de anular a separatividade por isso ele é averso ao ego e a individualidade nele tudo se dissolve se purifica e se eleva, tanto no sentido positivo como no sentido negativo.

O Símbolo da Verga que é o Símbolo da primeira era foi usado no passado por Moises com a ordem do Arcanjo Mickael para libertar o povo hebreu da escravidão no Egito e para realizar os “milagres” No deserto abrindo o caminho através do mar vermelho, fazendo brotar água das rochas.

No sentido místico, o poder da verga deu início ao reconhecimento do princípio consciente no ser humano e a primeira visão da “unidade universal” trazendo na época da sua manifestação, no deserto do Sinai, a revelação do monoteísmo e a vazão das correntes religiosas da humanidade para um único Deus que está acima de todas as coisas. Ela, a Verga, é o símbolo que inicia a caminhada espiritual consciente do homem para que, no fim dos tempos possa retornar à casa suprema do Pai, purificando o seu ego para que em fim, despertando a plena consciência de si mesmo, da sua verdadeira essência, possa fundir-se com o Pai no oceano da vida.

Ela é o início e fim da vida manifestada. É dela que inicia o fogo da fé que desperta o homem do mundo das ilusões e o liberta da prisão da forma física levando-o à consciência da divindade no retorno à liberdade do ser.

Na fraternidade Branca, a Verga dá o princípio do ano para que nele possa ocorrer o despertar do fogo criador na consciência na nova era.

Zari  8-11-2004

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Leitura antes do ritual

No deserto do Sinai onde o povo hebreu andou por 40 anos para preparar-se e purificar-se para receber as tabuas da Lei da era do Pai, a hierarquia celeste ordenou ao seu sacerdote, Moises a construir um candelabro de ouro de sete braços nos quais acender-se-iam chamas eternas símbolo da presença divina manifestada no tabernáculo.

Para manter os sete aspectos da manifestação espiritual, o povo, através dos seus sacerdotes, deveria cuidar para que essas chamas nunca se apagassem, para que elas pudessem manifestar o ardor da sua fé e conquistar as virtudes do espírito com a pureza interior.

Na atual nova Era, o raio de Mickael tornou a materializar o símbolo do Candelabro. Símbolo da iluminação e da evolução da vida manifestada, simbolizando o retorno consciente das criaturas ao seio paterno.

As chamas do candelabro foram acesas no tabernáculo divino da nova era, elas iluminam e guiam todas as ações, decisões e realizações daqueles que souberem alcançar, com a sua mente a divina presença formando um contato direto com o raio Azaquiel, senhor do símbolo do Candelâbro.

O Símbolo do Candelabro representa a força motriz e vital do corpo físico que aciona todas as suas faculdades internas libertas e iluminadas, para alcançar a direção consciente rumo a unidade universal; por isso é o símbolo da iluminação e das virtudes que conecta a força de Deus e a sua energia cósmica.

Do âmago da terra, morada da Mãe Cósmica, que é o pedestal sobre o qual está postado o Candelabro Sagrado, brotaram como filhos pródigos, os sete arcanjos de luz cujas mãos acenderam as chamas sagradas da ressurreição do espírito. Filhos da dor, erguem as chamas divinas, acesas sobre o altar do Candelabro, como símbolo da conquista e da supremacia sobre a carne.

Elas são oferecidas ao infinito todo na mais impessoal das ofertas, fundindo-se com o todo no Om sagrado da sua vontade eterna para o serviço do Espírito Cósmico Universal.

Cada chama acesa é uma virtude conquistada, é um símbolo de ascensão espiritual proporcionando ao ego a transmutação interna, que o purificam alcançando o mérito da libertação do seu ser da escravidão da matéria devolvendo lhe a sua característica original assim como foi criado no Éden.

As virtudes conquistadas, não são apenas bens adquiridos ou aprendidos na escola da vida; são muito mais que isso: são a força do despertar de um estado original que sempre existiu dentro do ser humano, porém, sua manifestação foi obstruída pela ação do ego, preso e limitado pelos seus desejos, num delírio alucinante do fogo das paixões, destruidores da realidade universal.

Mas, pela ação do karma universal e pelo superamento, deve soltar as rédeas que o aprisionam e diluir-se no todo para poder manifestar a chama sagrada do espírito, que sempre esteve ardendo em seu interior

As sete chamas do Candelâbro não representam os 7 raios descendo do alto, são a luz divina desperta no interior físico de cada um através da conquista, da purificação e da plena realização dos ideais do espírito. Elas representam o ser iluminado que se esforçou com o seu ego terreno para chegar à terra prometida, à casa suprema do Pai, e isto só pode acontecer manifestando em si todas as virtudes transcendentais, tornando-se luz numa expressão infinita de amor.

Elas são uma prova viva da pureza interior, abrindo um canal consciente, com devoção absoluta, pronto de manifestar a presença e a vontade divina, que é o caminho único e direto para alcançar a iniciação.

Um iniciado é um ser liberto, é uma fagulha de luz desperta que realizou em si o poder do “nada”, a focalização do poder cósmico universal, que se anula para manifestar-se em todos os aspectos da criação.

Ele manifesta a vontade do supremo querer, a sua ação é tão intensa que se transforma numa emanação potente de poder, canalizada através dos sete raios, das sete chamas arcangélicas, acesas pelas virtudes universais conquistadas.

Os irmãos que seguem o caminho do espírito devem realizar em si o simbolismo do Candelabro. Devem ter os pés sobre a terra equilibrando com perfeição os quatro elementos na sua natureza inferior, e nela acender as chamas das virtudes do espírito ao serviço do Grande Ser que se anulou para nos dar a dádiva da vida.

Zari 8-7-2004

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Mediunidade é um fenômeno natural que se manifesta em todos os seres e em todas as áreas da vida.

Para compreender a atuação deste fenômeno é necessário primeiro entender a nossa constituição mental, astral e espiritual, e saber também quais são as influências que atuam sobre nós.

O nosso cérebro não é a nossa identidade, mas apenas o instrumento que liga a nossa identidade ao mundo físico e aos cinco sentidos físicos; ele é o “software” que faz a nossa máquina corporal e sentimental interpretar os impulsos da nossa vontade. O cérebro é sujeito à educação e influências vindas do meio ambiente e tem padrões de comportamento, costumes, hábitos e reações padronizadas de acordo com a memória contida nele. É movido pelo sentimento de auto preservação da unidade corporal pela qual é “responsável” e foi “programado” para cuidar das exigências básicas necessárias para o desenvolvimento e crescimento do corpo.

Ele tem função dúplice, de um lado ficar atento às necessidades do corpo, observando as percepções conscientes vindas dos cinco sentidos físicos e também das percepções inconscientes vindas do sistema nervoso. Do outro lado ele recebe as vibrações vindas através da identidade do “Eu” e dos planos mais sutis nos quais todos nós estamos imersos. Para entendermos melhor esta configuração vamos pensar sobre os peixes que estão imersos no mar e por isso tem contato indireto com o resto do oceano, eles sentem as ondas, as correntes, as partículas que flutuam, em fim, pelo contato da água recebem uma infinidade de influencias que transmitem as vibrações que compõem o meio ambiente. Desta mesma maneira nós, que estamos imersos no mar de vibrações da mente planetária, de ondas eletromagnéticas, e inúmeras energias que flutuam no éter, são percebidas supra-conscientemente pelos nossos sentidos internos (que não dependem dos 5 sentidos físicos). Assim, por exemplo, podemos perceber ambientes agradáveis, livres e sutis ou então certa apreensão quando entramos em ambientes tensos etc.

As nossas percepções sensitivas dependem de muitos fatores entre os quais, a tranqüilidade dos sentidos físicos e o nosso estado de concentração mental.

A nossa verdadeira identidade independe do corpo físico, uma prova disso é que, quando dormimos o nosso corpo fica isento de identidade e a sua respiração natural pode recuperar as energias gastas, durante o dia pela ação irradiante da vontade que normalmente lança energias através dos sentidos físicos.

A nossa identidade interna pode envolver-se com as vibrações do corpo físico, (através da atenção), neste caso a sua consciência fica no corpo, identificando-se com ele; ou então, pode desligar-se da consciência do corpo físico (com a sua atenção) e perceber melhor as vibrações vindas de outras identidades, encarnadas ou não encarnadas ou então perceber as energias emanadas no mundo manifestado como, por exemplo, a energia do mar, a energia do sol, a força da montanha, do fogo etc.

Quando um ente se aproxima de nós podemos sentir a sua presença e perceber a sua vibração, é claro que para isso é necessário desenvolver um mínimo de sensibilidade, mas isto é uma faculdade que pertence a todos os seres vivos e é só uma questão de vivência e um pouco de prática e observação.

O fenômeno de perceber a influencia extra sensorial de outros seres (tanto encarnados ou desencarnados) e identificar-se com ela é chamado mediunidade.

Para ilustrar este fenômeno, darei alguns exemplos: quando se mistura duas tintas de diferentes cores, resulta numa terceira que é a mistura das duas. Quando entramos em ambiente diferente gradualmente o nosso ser interior percebe a diferença e modifica a sua maneira de expressão adaptando-se ao ambiente (dependendo da resistência da força da vontade). Isto é o meio ambiente, tanto físico como espiritual tem forte influencia sobre nós. É claro que podemos resistir a qualquer influência que vem do exterior, mas, para isso devemos ter um espírito forte e bem preparado.

De outro lado, podemos querer colaborar com o meio ambiente e neste caso abrimos a nossa sensibilidade para perceber melhor a natureza das influencias e procuramos nos entregar à qualidade da influencia que chega até nos, neste caso a nossa vontade força a nossa natureza para entrar em maior ressonância e afinidade com a vibração que percebemos.

Em nenhum dos dois casos a influencia estranha não pode “encarnar” totalmente em nos a não ser que seja exatamente igual a nossa e isto sabemos que não existe na natureza, não existem dois seres iguais ou duas impressões digitais iguais, sempre vai haver uma diferença, isto é, as duas tintas sempre vão resultar numa terceira tonalidade.

No caso de mediunidade o fenômeno é igual, não importando o tipo da mediunidade, se é consciente ou inconsciente.

Quando um ser de luz se aproxima de um ser que não alcançou ainda este estagio, as duas forças se misturam criando uma terceira identidade, esta nova identidade tem que se manifestar através de um cérebro educado pela primeira identidade e neste caso assumirá quase por completo os seus hábitos, os seus costumes, a maneira de falar e também a maioria das próprias idéias que estão registradas no cérebro (o ego material), utilizando a memória. Na realidade para que esta manifestação mediúnica seja mais fiel é necessário pelo menos que a identidade do cérebro (a pessoa física) tenha alcançado um grau muito elevado de impessoalidade e ausência de desejos próprios. A entrega tem que ser total e profunda para que a manifestação mediúnica alcance um mínimo grau de fidelidade e mesmo assim a expressão externa nunca poderá ter uma fidelidade de nível alto. Especialmente quando há algum resquício de interesse pessoal, do ego, a manifestação é sujeita a grandes erros e distorções. No caso de participação consciente do médium este tipo de mediunidade é chamado de ultrafania. Na ultrafania o médium participa conscientemente na manifestação e a qualidade desta depende do grau de entrega do próprio médium.

Pela experiência de anos a fio posso dizer que a manifestação mediúnica deve ser tomada com muita cautela, deixando sempre uma abertura para que as distorções sejam superadas. A própria vontade consciente deve participar da absorção das informações recebidas.

Por isso a mediunidade deve ser usada exclusivamente na compreensão de assuntos que no momento ainda estão velados, como incentivo para a mente e para o espírito para poder penetrá-los melhor, ajudando-o a chegar a um entendimento mais profundo, sempre com as próprias forças.

Na mediunidade comum é necessário um pré-requisito do médium: a propensão ao contato com o plano astral que nem sempre abrange a consciência do médium. A entidade que está atuando através do médium consegue magnetizar o médium, levando-o a um estado hipnótico onde ele, o médium, perde a própria personalidade e assume a personalidade do ser desencarnado.

Nestes dois casos descritos acima a influência da mente do médium é fatal, pois toda a informação tem que passar através do filtro da personalidade do médium.

Embora não o saibamos conscientemente o nosso ser está aberto para todas as influências que rodam (circulam) nos níveis onde se encontra a nossa consciência; estas forças ou entidades podem influenciar-nos e até penetrar em nós sem que o saibamos e projetar atitudes que são contra a nossa vontade interior, fazendo-nos agir mecanicamente, sem pensar, ou então o que é pior, utilizar os nossos impulsos inferiores que ainda não foram dominados pela nossa consciência (usando a força da vontade). Temos um corpo físico, que é parte do planeta terra, por isso temos um canal direto a todas as forças inferiores da terra.

A não ser que nós envolvemos com um halo luminoso de proteção usando a força da nossa vontade e o poder do pensamento munido com a fé no divino, o nosso magnetismo pessoal estará aberto para milhares de entidades inferiores que nos rodeiam. Estas entidades não têm o direito de penetrar em nós e agir com a sua vontade independente, pois nós estamos munidos pela lei do livre arbítrio, mas, eles podem nos influenciar para que nós realizemos os seus desejos, de acordo com a suas tendências neste caso o karma assumido é todo nosso.

A mesma lei é aplicada nos casos da influencia das entidades da luz.

O ser humano geralmente está inconsciente das influencias que o penetram e pensa que é ele próprio que emana tais influencias, e acredita que tudo vem dele, por isso pode também acreditar que ele é o centro do mundo. Este pensamento é oposto à entrega total a Deus, quando o ser humano coloca a sua insignificância perante o universo criado onde tudo é controlado pela unidade universal.

Para podermos evitar as influencias inferiores que nos assolam, devemos alcançar um controle absoluto sobre a nossa natureza inferior, fazendo exercer o nosso livre arbítrio através da ação consciente da nossa vontade volitiva.

Para que os seres superiores de luz possam se manifestar mediunicamente, ou por ultrafania, é necessário que toda a nossa natureza inferior esteja sob pleno controle, não deverá haver nenhum pensamento ou desejo pessoal interferindo, caso contrario esta manifestação será gravemente contaminada pela natureza inferior do nosso ser.

Em tais casos os seres de luz que se aproximam acabam se afastando por saberem que a sua manifestação será distorcida além do aceitável.

Existe um limite de “fidelidade” numa manifestação mediúnica, pois, ela é sempre composta de dois seres diferentes, com bagagem karmica diferente e propósitos diferentes.

Na realidade só uma pequena porcentagem de essência luminosa, no caso de um ser de luz, consegue chegar até o plano material. Somente aquela parte que consegue entrar em ressonância com a mente do médium, e, neste caso a transmissão do pensamento divino pode ser muito restrito e limitado, às vezes não podendo transmitir a idéia global, mas ao mesmo tempo deixando a impressão que ele a transmitiu. Neste caso o médium recebe a carga negativa correspondente à falha cometida. Este fenômeno, acontecendo a longo prazo aumenta a carga karmica do médium à níveis desastrosos.

Para ser um médium (dos seres de luz) de entidade em nível divino é necessário ser purificado pelo amor incondicional e isento de desejos pessoais de qualquer espécie, a totalidade da mente deve ser colocada sobre o altar da obra divina em oferta contínua de si mesmo, anulando-se por completo e entregando a sua vida à vontade divina.

Durante o fenômeno da ultrafania, o médium se eleva ao estado da consciência do ser que se manifesta e tem o registro de todas as sensações em sua memória. Este método de manifestação mediúnica é o símbolo da nova era na qual a humanidade terá o contato consciente com o divino.

Quanto mais o médium se identifica com a natureza da entidade mais fiel é a sua transmissão, mas vale ressaltar que o ambiente no qual opera o médium tem grande influencia sobre a qualidade da transmissão.

Zari 01-06-2004

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Para que nós possamos entender o significado do Candelabro é necessário que remontemo-nos ao tempo e voltemos à sua primeira manifestação histórica.

O povo hebreu que viveu 4 séculos de  escravidão , estava sendo libertado e tirado do Egito pela ação direta da força divina (como está escrito nas escrituras sagradas) através do Símbolo da Verga acionada pelo seu protagonista Moisés. A Verga representa a ação da força divina, o começo do despertar da consciência espiritual no ser humano, o princípio libertador da matéria e do seu ego limitado pelos desejos.

No deserto do Sinai onde o povo hebreu andou por 40 anos (simbolizando as 4 provas da iniciação) para preparar-se, purificar-se e conquistar as virtudes do espírito, a força suprema ordenou ao seu sacerdote, Moises, para construir um candelabro de ouro de sete braços nos quais acender-se-iam chamas eternas símbolo da presença divina manifestada no tabernáculo.

Através dos seus sacerdotes, o povo deveria cuidar para que essas chamas nunca se apagassem, para que elas pudessem manifestar o ardor da sua fé e o seu estado de pureza através dos sete aspectos da manifestação espiritual.

Cada chama é uma virtude conquistada, é um símbolo da purificação e de elevação da própria carne alcançando o mérito da libertação da sua consciência da escravidão do ego material assim como foi a libertação da escravidão no Egito. Portanto cada chama acesa representa uma prova viva da pureza interior, de ter um canal espiritual consciente aberto e da dedicação absoluta à presença divina que acompanha o povo no plano físico.

As chamas do candelabro foram acesas no tabernáculo divino, elas  iluminavam e guiavam todas as ações, decisões e realizações do povo em sua jornada.

O Símbolo do Candelabro é a força motriz do corpo físico acionando todas as suas faculdades internas libertas e iluminadas, rumo à única direção consciente: a vontade divina; por isso ele é o símbolo da iluminação e das virtudes que conecta a força de Deus e a sua energia cósmica em nossa humanidade, harmonizada, controlada e absorvida pela consciência do espírito.

Cada chama acesa representa uma virtude conquistada, uma ação direta que se dedica única e exclusivamente ao serviço do Espírito Cósmico Universal; é a transformação e a transmutação interna, que purificam o ego devolvendo lhe a sua característica original assim como foi criado no Éden. Portanto, as virtudes conquistadas, não são apenas bens adquiridos ou aprendidos na escola da vida; na realidade, são muito mais que isso: são o despertar de um estado original que sempre existiu dentro do ser humano, porém, sua manifestação foi obstruída pela ação egoística do ego, preso em seus desejos limitados, num delírio alucinado do fogo das paixões, destruidores da realidade universal, mas agora, pela ação do karma universal e pelo superamento, deve soltar as rédeas que o aprisionam para poder manifestar a chama do espírito, que sempre esteve ardendo no seu interior.

As chamas acesas no candelabro não representam os 7 raios divinos descendo do alto, elas representam a luz divina desperta no interior físico de cada um através da conquista, da purificação e da plena realização dos ideais do espírito. Elas representam o ser iluminado que se esforçou com o seu ego minúsculo para chegar à terra prometida, à casa suprema do Pai, e isto só pode acontecer manifestando em si todas as virtudes angelicais, tornando-se luz numa expressão infinita de amor.

Agora ele é um ser liberto, uma fagulha de luz que manifesta a vontade do supremo querer e esta manifestação é tão intensa que se transforma numa emanação potente e poder, canalizada através dos sete raios, das sete chamas arcangélicas, das sete virtudes universais.

De fato, o povo hebreu, que estava no deserto e que saiu da escravidão da matéria pela ação divina, estava prestes a receber as taboas da lei, que dão a chave do equilíbrio, para que pudessem se purificar e se elevar, alcançando o mérito e a iluminação divina simbolizada pelo candelabro aceso no tabernáculo de Deus.

Este é caminho para chegar à terra prometida. à casa suprema do Pai; A libertação da escravidão da matéria conseguida pela ação direta da vontade do espírito (a Verga); a aquisição do conhecimento na caminhada pelo deserto da vida e pelo sacrifício (o Cálice e a Cruz); o recebimento e o cumprimento da Lei divina, a lei do Espírito Universal expressa pelas Taboas da Lei, pois através dos seus mandamentos se conquista a purificação interior e o equilíbrio (a Balança); para então poder acender no coração e nos outros 6 centros nervosos as chamas do espírito, a conquista dos sete virtudes transcendentais (o Candelabro).

Toda essa ação contínua do nosso ser nos levará à terra prometida, à terra de leite e mel, à casa suprema do Pai onde poderemos realizar o próprio destino com plena consciência e coerência (a Espada).

O Candelabro reúne em si a ação de todos os símbolos, ele é a síntese da realização espiritual no âmago da matéria. por isso a localização dele é no centro do sacrário. A sua base é o planeta Terra (a Esfera, o corpo físico)  sobre o qual é postado tronco de uma árvore (os 4 elementos da natureza, que constituem o nosso corpo físico e astral, a Pirâmide da vida). Da base do tronco surgem 6 anjos, cada qual segura uma vela (o canal divino aberto em nossa forma física, os Chakras) como oferta à divindade; cada qual representa uma das sete virtudes transcendentais. No centro, no topo do tronco (o coronário) está postada a chama eterna que representa O Rei de toda a manifestação, Mickael

Os seis anjos envolvem o tronco em todas as direções.

Azaquiel olha para o templo; ele é o raio do apoio direto à humanidade, aquele que é mais próximo a nós (em termos humanos); tem a cor azul do mar; o seu elemento é a água que dá o princípio do nascimento da vida manifestada; a sua virtude é a piedade.

Do lado oposto, em frente à cruz fica localizado o arcanjo Uriel; a sua cor violeta é a mais extrema das cores; ele é também o mais afastado da humanidade na sua condição vibratória; o seu elemento, o Ar, representa os ideais mais sublimes do espírito; a sua virtude é a caridade.

Do lado esquerdo ficam os arcanjos Rafael e Anael, a sabedoria e o equilíbrio, um é o “espírito” do outro  pois, sem sabedoria não há equilíbrio e sem equilíbrio não se pode adquirir sabedoria; as suas virtudes perseverança -amarelo e sabedoria – verde têm que ser adquiridas pela ação da própria consciência. Os dois se encontram do lado esquerdo (o querer receber) que é um dos braços da cruz da vida (Anael  – a Terra, senhor da vida manifestada dos 4 elementos).

Do lado direito encontram-se os arcanjos Azaziel e Gabriel (o querer dar) um é a dádiva do amor divino, o outro o fogo criador, o poder criativo agente acionado pelo poder do amor divino (Azaziel o fogo – dos 4 elementos), também aqui Gabriel é o espírito de Azaziel.

No centro acima de tudo, no coronário da criação, está postada a chama do raio do arcanjo Mickael. É Ele quem ilumina o tronco da vida para que Dele possam ser emanados os seis raios da criação que o servem com a sua oferta e com as suas virtudes.

O Candelabro representa, portanto, o micro e o macro cosmos; ele é o símbolo do Todo manifestado realizando em si o poder do “nada” que é o coração do poder cósmico universal, que se anula para manifestar-se em todos os aspectos da criação.

Os irmãos que seguem o caminho do espírito devem realizar em sí o simbolismo do Candelabro. Devem ter os pés sobre a terra equilibrando com perfeição os 4 elementos na sua natureza inferior, e nela acender as chamas das virtudes do espírito ao serviço do Grande Ser que se anulou para nos dar a dádiva da vida.

A Obra do Mestre é a vontade que se irradia através da Chama Central do Candelabro e é a luz de Mickael que vibra acesa no altar da nossa vida material.

   Irmão Zari  7.7.2003

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Na primeira metade do século passado desceu sobre o nosso planeta o raio do Espírito Santo – Mickael. Este raio potente despertou nas trevas do astral da terra, o sub mundo do inconsciente coletivo, uma grande revolução de forças, filhas de milênios de evolução. A energia excelsa despertou nos egos entorpecidos a força original adormecida no decorrer dos séculos de ignorância e trevas para (a consciência da luz) os espíritos de luz.

Rastros de povos arrastavam-se pela força decadente das suas culturas ancestrais que há muito extraíram o máximo dos seus conhecimentos e da sua experiência milenar. O fim dos tempos chegara, as guerras e os raios cadentes e ultrapassados de lideres iluminados que guiaram povos e correntes humanas já não encontravam mais forças nem inspirações para continuar nesta aurora nebulosa do início do século 20.

A ciência avançou, revelou novos mundos e novos horizontes, e as bases antigas da fé foram estremecidas. A humanidade, sob o choque do novo raio, vindo diretamente do plano do Pai celestial, teve a necessidade imanente de buscar novos horizontes. Por um impulso inexplicável e incontrolável, os seres, desvinculados das suas antigas crenças pela intensidade do choque luminoso que atingiu com poder incalculável as bases do seu inconsciente coletivo, sentiram-se perdidos, arrancados das próprias raízes que lhes dava sustentação, que lhes trazia a seiva da continuidade da sua fé e das suas crenças, milenarmente trabalhadas e elaboradas, cada qual com a sua tradição e os seus costumes.

Paralelamente, os avanços da ciência, que quebraram os limites do universo, até então intransponível, revelaram novos horizontes, às vezes mais obscuros e mais tenebrosos que outrora. O mistério da Vida pairava no ar. As diversas correntes de fé, da forma que eram praticadas, não mais davam sustentação e conforto ao espírito humano comum. Uma rebelião mundial, no plano espiritual, estava prestes a deflagrar-se, a busca de uma nova orientação tornou-se cada vez mais efervescente, não existia mais direção, não havia mais palavra completa que pudesse responder ao impulso gigantesco que vinha do interior, bem mais profundo que antes.

Começaram a surgir movimentos estranhos que expressavam a necessidade da liberdade do espírito, que traziam a característica reveladora da Nova Era, própria do signo de Aquário, sob a influencia e característica do planeta Urano que impulsionava a humanidade para a renovação, a originalidade, a liberdade de expressão, a conquista da consciência, a igualdade e a grande fraternidade humana unida sob a mesma bandeira do ideal do espírito único universal.

Tudo isso foi resultado da penetração do Raio de Mickael no plano astral, no sub-mundo do inconsciente coletivo do nosso planeta.

O Seu raio partícipe da inteligência superior do Ser divino, não limitado pela lógica humana e pela contaminante presença do eu pessoal, egocêntrico e interesseiro, agia sem a participação ou aprovação de nenhum dos espíritos humanos, mesmo os mais evoluídos através de suas inúmeras passagens sobre a terra.

A Sua missão, que se iniciara desde o princípio dos tempos, quando o planeta era ainda fogo primordial e, a Sua consciência pertencia e fazia parte da vontade celeste do Pai, continha a Lei primordial que partiu do centro absoluto da unidade Divina e portava consigo a semente da consciência da unidade universal.

Isto era e é a Sua missão especial para as suas criaturas terrenas com as mentes que se limitam pelas tradições temporais, como crianças imaturas que não podem conceber a grandiosidade do raio que partiu do centro divino da unidade cósmica.

A Sua Lei visa a união consciente entre todas as facções que compõem a evolução da humanidade. Agora, que as distâncias se anulam, através da tecnologia e do avanço científico e a comunicação entre os povos universaliza todos os conhecimentos e expõe todas as opiniões e visões, não há mais motivos para que as crenças e a fé num único Deus tenham abismos intransponíveis entre os costumes e tradições dos povos.

A ciência do espírito deve seguir paralela à ciência da mente e da matéria. Sobre o passado se constroem as bases do futuro e este futuro deve ser estável e luminoso como o nascer do Sol no horizonte.

Os antigos sacerdotes da Babilônia, os devotos dos Faraós, os grandes democratas da antiga Grécia, Os fieis Maias que tinham o hábito de oferecer os corações humanos em sacrifício ao grande ser, os sacerdotes do templo de Jerusalém que guardam a lei recebida na era do Pai no monte Sinai, do monoteismo, de um único Deus, os inúmeros devotos de Baal que povoaram as terras de Sidon e seguiam a sua lei, a todos, desde os mais recônditos cantos da terra, o raio divino ordenou que todas essas crenças, que tinham como fundo a vontade única de Deus, fossem convocados para abertura da Nova Era.

Por isso o raio de Mickael ordenou que fosse fundida uma pirâmide em cimento branco e que nela fossem colocadas todas as pedras e objetos trazidos dos quatro cantos da terra, para que pudessem representar os povos da terra. Cada pedra ou objeto trazia a sua história, as vibrações remanescentes das eras passadas, para que com o trabalho da magia divina, realizada pelo raio de Mickael pudesse atrair para o templo da nova era os espíritos que em sua vida terrena se ligaram àquelas terras longínquas para exercer e manifestar a sua fé.

A preparação da nova era não podia ser outra se não aquela que tivesse em seu ideal a união dos povos e a transmutação e sublimação de todas as tradições numa única aurora de fé consciente na qual o homem pudesse compreender o seu legado cósmico na unidade universal.

A tarefa da união de todas as religiões é uma obra árdua e difícil que requer muito esforço de todas as partes envolvidas, os sacerdotes sanguinários dos Aztecas terão que fazer laços fraternais com os democratas puros da antiga Grécia, os sacerdotes rígidos do templo de Jerusalém terão que unir se aos seus arqui inimigos da Babilônia, os devotos de Baal terão que reconhecer a superioridade espiritual dos antigos egípcios aceitando-os como irmãos, filhos de um único Deus.

A tarefa que o Mestre propôs à fraternidade é muito grande e muito difícil porque visa a união de todos os poderes e forças do planeta convergindo para o templo da nova era, tendo como eixo central o canal da pirâmide, o FOHAT.

A semente desta obra gigantesca já foi plantada pelo Mestre com a pedra fundamental do templo e da fraternidade humanamente. A materialização dos símbolos plantou a semente da união das forças planetária no plano astral. Cabe aos irmãos encarnados na fraternidade dar continuidade ao trabalho espiritual, transformando o nosso esforço em sementes de luz no plano material para a unificação de todas as raças e de todos os credos visando um único Deus, uma única força impessoal que deve orientar os povos e as mentes da nova era. Os símbolos estão presentes, uns no plano material outros no plano astral mas eles devem ser postos em ação pelos seus sacerdotes. O Mestre não os colocou no templo como objetos de adoração e veneração mas sim para serem usados e acionados para este fim.

As grandes dificuldades aparecem quando descobrimos que entre nós, irmãos humildes da fraternidade e seguidores dos ensinamentos do Mestre, estão encarnados os fortes sacerdotes de todas as épocas e de todos credos e povos. Os crentes do povo Azteca, ainda com aquela avidez sanguinária, de servir a deus através do sacrifício humano devem aprender a conviver com os sacerdotes de Jerusalém, do deus único ou com os devotos da antiga Babilônia que carregam consigo uma mentalidade totalmente diferente, ou com os sacerdotes puros (encarnados aqui entre nós) da antiga Grécia, que tem o seu espírito direcionado para uma outra focalização, completamente diferente dos demais, assim como defrontar-se com os antigos egípcios com as sua crenças profundas de vida pós morte.

Quando tentamos por em prática as nossas convicções e as nossas crenças, orientados pela instrução do Mestre, descobrimos que cada um de nós tem uma carga karmica enraizada no subconsciente, que o faz agir como antigamente, conforme os costumes adquiridos no remoto passado, de acordo os hábitos daquele povo do qual ele provém.

Sim, as primícias da nova era são muito árduas para aqueles que espiritualmente chegaram quase ao auge em suas ultimas encarnações e trouxeram consigo “a sabedoria” do seu povo quase mastigada e elaborada e pronta para “nunca mais ser mudada”. O choque do encontro entre as raças, na abertura da nova era, muda os rumos e estremece as bases espiritualmente elaboradas em outras épocas.

É necessário criar uma nova fronteira que nos foi entregue pelo Mestre, para que seja como um trampolim para prosseguir conforme os desígnios da hierarquia divina, poder adaptar-nos ao curso da humanidade rumo a nova era, a novos horizontes.

Uma das maiores dádivas que a fraternidade recebeu do Mestre é o dodecálogo da Lei do espírito, que contem as leis de consciência indicando as atitudes necessárias a serem tomadas para que a nossa consciência possa entrar nessa nova fase da evolução humana; a observação de cada um desses mandamentos deve ser metódica e consciente para que possa, ao longo do tempo, surtir efeitos benéficos sobre o nosso espírito.

As atitudes e ações, plantarão as sementes para aqueles que virão; a transmutação e fusão fraternal e consciente dos nossos hábitos karmicos, inconscientes, poderão acelerar a união das forças internas espirituais para que o plano astral que é o canal para luz do Mestre e da força dos símbolos seja desobstruído e seja como um símbolo energético para toda a humanidade, espalhando as energias aqui recebidas, através dos trabalhos, para toda a humanidade, para todo o planeta terra.

É necessária muita renuncia para superar os conceitos do passado, justamente aqueles conceitos que serviram como base sólida para a nossa evolução até o presente dia. É necessário adquirir muito espírito de renovação, entregando o destino à força suprema, até agora tão cristalizado nas idéias dos nossos ancestrais, porque ela é a única inteligência sobre-humana capaz de realizar uma fusão de forças tão antagônicas e isto só poderá ser realizado com a magia e a alquimia divina aqui na fraternidade realizados.

Irmãos da fraternidade branca, uma grande tarefa foi entregue às nossas mãos, o nosso espírito a escolheu antes de encarnar e por mais difícil que seja temos que realiza-la. Cada um de nos atendeu o chamado, por isso nenhum de nos ficará com a razão, se esta tarefa não for levada até o seu objetivo final e, todos nos e especialmente a humanidade sairemos perdendo.

A nossa atenção deve estar sempre virada para o alto, para o ser supremo que regula todas as coisas e modifica os nossos destinos conforme a sua vontade e de acordo a necessidade karmica coletiva, o nosso esforço deve sempre exigir mais do nosso próprio ser, uma cobrança diária do nosso ser e das nossas intenções deve nos alertar até que, aos poucos, a nossa sensibilidade interior se desperte e possa perceber as vibrações que dão o tom no momento presente, podendo assim segui-las conscientemente.

15/05/2003 Zari

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Estes dois símbolos representam a gama completa da nossa vida e da nossa existência, os dois extremos da manifestação da divindade, o Cálice o “querer receber”,,  próprio do ego material  e, a Cruz o “querer dar”, próprio do espírito.

O Cálice é o raio verde do arcanjo Rafael – A Cruz é o raio violeta do arcanjo Uriel.

O Cálice expressa o estado “vazio” e receptivo da nossa mente inferior, a ânsia do saber da nossa manifestação material, pronta para receber a sabedoria divina através da faculdade de querer receber, por isso o cálice tem o formato de um recipiente que será preenchido com o “sangue da vida” isto é, a experiência através da dor e do superamento.

O ego material representa um terreno fértil e plano sobre o qual a vontade divina lançará a semente da sabedoria e do conhecimento, mas, esta semente só brotará através do próprio esforço “Com o suor do teu rosto, comerás o teu pão”. O “querer receber” é o impulso primordial do espírito que está manifestado na sombra, a vontade de querer receber a Luz, a busca de Deus, a busca da verdade e a ânsia de alcançar os níveis mais elevados da divindade.

O Cálice representa a sabedoria divina, o conhecimento global da vida e da morte, das coisas criadas e incriadas, da manifestação da vida, através do extremo inferior do nosso ser, a nossa manifestação material.

Identificar-se com o Cálice, o raio do arcanjo Rafael, significa aceitar e receber dentro de si o conhecimento da lei do espírito, inundar a própria vida com o néctar supremo do conhecimento de todas as causas e de todos os efeitos, conhecer e saber a lei que é o elixir amargo, mas purificador para o ego material. Aprender a necessidade do auto sacrifício através da aquisição da sabedoria universal.

O Símbolo do Cálice representa a conquista máxima do saber, alcançando a onisciência, raio manifestado do Arcanjo Rafael, portador da sabedoria universal, cura de todos os males.

Adquire-se o conhecimento das leis divinas que se manifestam em nosso ser inferior e superior pela ação da lei do Karma universal que conduz o ser humano ao reconhecimento da unidade universal, ao despertar da consciência do ser interior, partícipe da Força Única que palpita no universo, raio da Vontade do Pai, única manifestação no universo criado.

Na busca da sua identidade real, o ser humano compreende finalmente que faz parte integrante da humanidade e nada pode separá-lo do resto dos homens, a sua evolução poderá continuar somente quando os seus irmãos, perdidos nas trevas, tiverem também a salvação pelo conhecimento (sabedoria) e pelo despertar.

Quando o ser espiritual, peregrino da vida, se dá conta que ele é uma parte integrante e inseparável do Todo e a sua ajuda é necessária para a salvação dos seus irmãos  que ainda estão nas trevas, ele começa despertar um novo estado de consciência “o querer dar”, a oferta de si mesmo, o impulso para o auto sacrifício. Ele abre os seus braços em forma do símbolo da Cruz para oferecer a si mesmo como instrumento do raio de Uriel, tornando se mártir para a causa divina, entregando-se conscientemente em benefício da transmutação do karma planetário.

Depois de realizar dentro de si o Símbolo do Cálice, adquirindo a sabedoria divina, compreende agora que o único caminho a seguir é a aquisição do Símbolo da Cruz em sua personalidade, realizando em seu espírito o ato do sacrifício supremo, a oferta de si mesmo para que a evolução se faça, entregando-se a Deus para ser partícipe do trabalho impessoal da Obra divina, deste modo o seu ego perde-se na impessoalidade divina, entrega-se à força suprema que o tornará algo mais que um ser humano, um raio da própria divindade.

Mas, para que isto aconteça é necessário destruir por completo o resto da personalidade humana que sobrou, é preciso que a sua vida se torne uma “chama acesa sobre o altar da vida”, oferecendo tudo de si para a obra do Ser supremo, tornando o seu “eu” um símbolo vivente do sacrifício e do bem.

O símbolo da Cruz, portanto, é o símbolo do sacrifício supremo onde a personalidade humana, por mais dócil e amável que seja, através da oferta de si mesmo é expandida infinitamente até perder a própria identidade no pensamento divino e impessoal.

Este é o caminho do reencontro, o caminho da auto-realização do finito – o ego material, rumo a sua divina origem – o espírito infinito, impessoal.

Os Símbolos do Cálice e da Cruz representam a etapa “humana” deste caminho. A partir do primeiro despertar da consciência quando o espírito encarnado volve o seu olhar para o universo, o infinito todo, e mesmo na sua inconsciência manifesta a ânsia de saber e faz as primeiras perguntas,  “quem sou eu?”, “de onde venho?”, ele acaba de penetrar no raio verde do Cálice e até que ele  não preencha o seu vazio, o “cálice” interior que tem a sede do saber, ele não terá sossego.

Depois de milênios de experiências, depois de inúmeras lutas e conquistas quando alcança O Saber, o raio excelso do arcanjo Rafael, ele compreende então que o seu caminho não terminou. Agora, depois da conquista do saber, depois de conhecer as causas e os efeitos, ele sabe que tem que arregaçar as mangas, atravessar a outra margem da vida e oferecer-se como partícipe do Todo ingressando no exercito divino para  lutar, auto-sacrificando-se pela causa divina. Somente então poderá deixar a sua humanidade, somente com o holocausto de si mesmo poderá queimar os aguilhões que sobraram do seu ego material, do seu egoísmo que o afastou por tantos séculos da sua casa suprema, do seu lar espiritual.

O símbolo da Cruz é a manifestação suprema da oferta do ser humano que se entregou totalmente à Obra divina e entra no caminho da divindade deixando para trás a sua forma egóica para abraçar os quatro cantos do universo, a consciência universal manifestada pela Cruz da vida.

Oferecer-se a si mesmo, receber a força impessoal de Deus, transmutando em si todas as células pela força do raio violeta, significa estar em harmonia com o Todo, com o  plano divino, com toda a natureza, interna e externa, significa o abandono do mundo dos desejos para entrar na consciência do Ser único, universal, fazer desabrochar em si, apesar dos  sofrimentos do seu ser encarnado, a rosa perfeita da consciência cósmica.

Por isso irmãos elevemos o nosso pensamento e roguemos ao Ser supremo que inunde o nosso ser com o seu raio violeta para purificar o nosso “eu” que outrora caiu nas trevas mas agora vibra na ânsia de reencontrar-se e ressurgir à luz e ser partícipe do absoluto.

       04-2003   Irmão Zari

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A Fraternidade Branca Universal do Arcanjo Mickael tem como objetivo despertar a consciência interior de cada irmão que deseja trabalhar na obra espiritual, dentro da humanidade e em prol da humanidade de acordo os desígnios do chefe supremo da Fraternidade que é o próprio raio do Arcanjo – aquele que é como Deus.

Os sacerdotes que são irmãos comuns, iguais aos outros, têm unicamente o acréscimo de deveres e responsabilidades perante os outros irmãos e nunca vantagens e regalias ou privilégios. O seu dever é ser exemplo moral, e sempre dar e oferecer mais que os outros por estarem imbuídos pelas responsabilidades da obra do Mestre; caso não efetuem tais deveres a sua condição permanece igual aos outros irmãos e de nenhuma forma deve-se considera-los como seres com alguma vantagem ou superioridade. A única vantagem ou prêmio que um irmão pode obter por estar trabalhando e colaborando com a obra de Deus é o despertar para uma consciência interior mais profunda e compreensiva das leis da vida, isto incluído o aumento do sofrimento por estar-se esforçando mais que os outros, além dos deveres da sua vida humana e familiar.

Os atos realizados na Fraternidade deverão seguir um curso natural, humano, imbuído do sentimento de verdadeira fraternidade, sendo que qualquer irmão tanto novo como antigo pode contribuir para a realização da Obra com as suas idéias e o seu trabalho; ninguém é superior ou com mais privilégios que os outros, pois, nós humanos não podemos saber qual é a carga evolutiva que cada um carrega e quais são as experiências do seu passado, as vezes uma criança pode servir como o nosso mestre.

O Mestre fundou a Cidade de Mickael, as suas terras foram doadas para este fim. Ele sempre nos disse: “Eu quero esta cidade viva e palpitante” pois nesta cidade se situa o Templo da Nova Era que é o ponto magnético da humanidade onde a divindade oferecerá, para aqueles que merecem, as revelações da nova era.

Os deveres de um cenáculo são de reunir os irmãos em torno de um ideal espiritual mostrando o caminho da humildade, (união), dando exemplo vivo de amor, devoção e trabalho pela obra de Mickael.. O plano espiritual, a cidade de Mickael e o Templo devem ser os alvos de toda exaltação da nossa mente e do nosso ser e nunca a qualquer um dos irmãos por mais fantástica que seja a sua expressão ou a sua obra, pois nós todos somos canais iguais de mediação da força de Deus e em diversos momentos um ou outro pode dar maior vazão a esta força que é totalmente impessoal. As grandes obras acontecem na simplicidade e dentro da humildade, no anulamento total do ego material da pessoa física. A grandeza de Deus se revela quando o ser material se anula diante do esplendor da sua luz.

O único objetivo que o irmão deve aspirar é a elevação da sua consciência e a conquista do contato consciente com a hierarquia e isto é uma condição interna de cada um, visível externamente apenas pelo seu comportamento e pelos seus hábitos. Para isso deve ser empregada toda a força interior do irmão, no sentido de anular a negatividade da sua humanidade para alcançar a luz do Eu Sou.

Eu vos abençôo.

São Paulo 11-03-2003

Ramasar

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Embora muito comentados em nossa fraternidade, nem todos estão familiarizados com o verdadeiro trabalho dos Anteroides.

Os Anteroides são seres que terminaram a evolução sobre o nosso planeta, a Terra, e aguardam sua partida, em estado sutil, espiritual, para seguirem outros níveis de evolução em outros planetas. A sua sede encontra-se nas terras geladas da Antártica, próximas do pólo sul, que é o ponto de partida para o seu seguinte passo evolutivo.

Cada um destes seres sintetizou plenamente a vida sobre a terra: superou as provas árduas da vida material na luta contínua consigo mesmo, conseguiu ultrapassar o mundo de “Maia”, venceu as imagens ilusórias formadas pelos sentidos físicos, realizando-se espiritualmente na Unidade Universal, e conquistou a consciência da vida eterna. (Exemplos reais deixados nas historias dos 12 sábios no livro Rumo a consciência Cósmica – Páginas de Ouro de Ramasar).

O ser humano, depois de muitas lutas e inúmeras encarnações, consegue finalmente, encontrar o verdadeiro sentido da vida, a sua razão de ser, independentemente das condições físicas da presente encarnação.

A idéia de Deus e da Unidade Universal agora fazem parte integrante e permanente da concepção de si mesmo e do universo. Em cada situação e prova humana, ele não se deixa mais enganar pelos sentidos externos e nem busca mais a satisfação de nenhum deles. Este é o estado mais elevado da evolução do ser humano sobre a Terra, quando “a vontade” domina todo o seu ser e isto representa a sua maturidade espiritual.

Neste estado não há mais confusões ou barreiras mentais e ele pode perceber clara e nitidamente a sua raiz (origem) e emanação divina conquistando a consciência solar.

Esta “consciência solar” habilita a sua possibilidade de estar em contato permanente e consciente com “O Todo” e com a Vontade Universal (Deus).

Os anteroides estão organizados entre si e seguem uma hierarquia espiritual, pois antes da sua partida para outros planos estão realizando um trabalho espiritual em prol da humanidade e dos seus “irmãos” que ainda permaneceram ligados nas correntes karmicas terrenas. Seu trabalho é coordenado pela Fraternidade Branca Universal à qual pertencem. A sua experiência adquirida através das encarnações é utilizada de uma forma muito útil para guiar os seres que estão preparados ou próximos a ingressar na “Fraternidade Branca Universal”. Podemos chamar cada um deles “anjo da guarda”, porém são anjos da guarda muito especiais, pois não seguem os padrões “convencionais” que cada um de nos pode imaginar.

Uma vez ligados ao ser encarnado, e isto em si já representa um grande e muito valioso prêmio, visam unicamente a meta da evolução. Nas “discussões” intermináveis que acontecem dentro da mente do discípulo, o seu Anteroide-guia, procura direcioná-lo num caminho de valores espirituais, estimulando-o a superar acima de tudo a atração dos cinco sentidos físicos e não como poderia se imaginar, beneficiando-o materialmente. Assim sendo nem sempre podemos levar vantagem física no percurso da nossa vida material com a ajuda dos Anteroides.

O trabalho do Anteroide como guia espiritual é muito sutil e nem sempre pode ser compreendido pelas mentes não preparadas, mesmo assim, é um grande privilégio ter como guia espiritual um Anteroide, pois embora a sua ação possa ser sutil, ao mesmo tempo é muito poderosa, pois usa poderes superiores àqueles usados pelos guias chamados guias (anjos da guarda) comuns, que embora possam ser experientes, conhecedores de muitas ciências e eruditos, ainda não conquistaram a consciência solar e a visão verdadeira e completa de si mesmos e, portanto, não podem entender plenamente a meta da razão de ser da vida.

Em certas ocasiões esta diferença é fatal e decisiva, especialmente quando se trata de libertar-se de um karma longo, sutil e complexo. Somente os seres puros e evoluídos que no seu coração tomaram a decisão de seguir pelo caminho do espírito e da auto-realização que ao final os levará à libertação do ciclo das reencarnações, pode fazê-lo.

Somente aqueles que chegaram a um estado evolutivo avançado (e isto dificilmente nós podemos julgar) tem o mérito de ter um Anteroide como guia.

Na bondade imensa do Mestre muitos dos que não mereciam tal guia, acabaram por recebê-lo, graças a uma ordem suprema, por demonstrar a prontidão de trabalhar e colaborar com a obra da “Fraternidade Branca Universal do Arcanjo Mickael”. Porém alguns, não souberam merecer tal benefício e acabaram se desviando do caminho por não poder captar e entender as mensagens do seu guia Anteroide.

Existe uma legião de Anteroides próximos ao pólo sul do planeta. Eles são dirigidos pelo seu chefe supremo que é chamado Ramasar, que tem também a missão de ser o “Instrutor da Humanidade”. Ele faz parte da hierarquia divina e “Dela” recebe ordens que são conjuntas e em harmonia com o “governo do mundo” (ex.- Himalaia).

Além de servir como guias dos “irmãos da Fraternidade Branca” os Anteroides realizam trabalhos ocultos no qual se movimentam energias em todo o planeta, conforme as necessidades planetárias, e as ordens de hierarquias superiores. Sabemos que energias não podem ser tiradas do nada, para realização de algum trabalho, é necessário tirá-la ou produzi-la de alguma forma.

Aqui eu falo sobre as energias sutis e invisíveis que são o produto do nosso pensamento a da força da nossa vontade. Lembram-se da lei?: nada se cria, tudo se transforma. Em nosso mundo circulam muitas energias, dúplices, positivas e negativas e uma luta colossal se trava no mundo astral, invisível para os seres humanos comuns.

Este é o trabalho do governo do mundo: manusear as energias do plano da mente para poder vencer o mal e a desordem do mundo, sempre respeitando o livre arbítrio de cada um. Os Anteroides tem uma parte importante nesta batalha, guiando os seres humanos capazes de seguir a sua “voz” para enfim conduzir a humanidade ao pleno estado de harmonia, sem perder nem por um instante o respeito à lei divina do livre arbítrio.

Aqui se vê a necessidade absoluta da manifestação da própria vontade e da escolha consciente do caminho que cada um decide seguir, pois, os mestres e os guias espirituais se aproximarão somente daqueles que saberão bater à sua porta.

2002 Irmão Zari

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No seu trajeto evolutivo para purificar-se, a centelha espiritual recebe da hierarquia solar de Anael o “direito” de encarnar. Unido à centelha energética material o espírito penetra no mundo manifestado, reino do manto materno que é o berço de toda a vida nas suas múltiplas cores e formas, é o reino da natureza pura dos quatro elementos.

Neste novo reino se aplicam novas leis e novas regras, desconhecidas até então à centelha do espírito que estava acostumada na liberdade absoluta, percorrendo espaços infinitos sem limites com todo o criado aos seus pés.

Ela que estava sem peso e sem medida, adaptando-se instantaneamente a qualquer ambiente, identificando-se com as formas mais abstratas e fugazes, saltitando sempre alegre na liberdade do mundo das idéias e das formas, a sua imaginação era a sua realidade absoluta. Sempre atenta à menor das impressões captadas pelos seus sentidos aguçados e despertos, sem barreiras, sem empecilhos, imersa na claridade sem fim da luz do infinito, pai de todas as coisas.

Agora, em seu novo trajeto, recebendo a centelha energética material, está em novas condições, aceitou a nova lei, o karma planetário, acabou unindo-se à força densa dos elementos, tornou-se parte da matéria, vestiu-se com uma nova roupagem. É aqui que poderá purificar-se, é nesta densa atmosfera que lhe dá forma e a faz nascer em novos mundos, que deverá viver o sonho da matéria, para lutar e superar a imagem de si mesma, a sua própria verdade projetada no ego material, fruto deste novo elemento planetário. Aqui é o seu calvário e a sua cruz sobre a qual deverá nascer a rosa da verdade, aquela verdade que outrora era toda sua. A centelha espiritual estava radiante e poderosa na sua jornada até o momento em que a sua atenção foi atraída e por um lapso deixou-se enganar pelo fascínio das trevas.

Agora ela não pode mais fazer as suas revoadas sem que primeiro tenha o controle sobre a cruz que está carregando. Esta é a cruz dos elementos da natureza, obra prima da grande mãe, como expressão de amor pelas suas criaturas, o remédio amargo porem certo para poder voltar ao seio do grande rio da vida, à casa suprema do Pai.

Neste novo ambiente tudo mudou, os sentidos tornaram se menos aguçados e o peso do corpo, que agora já tem dimensões, limita os movimentos, é necessário acionar a força da vontade, é necessário lutar para conseguir as coisas que estão no pensamento, o mundo da imaginação agora fica num campo restrito e irreal. “Com o suor do teu rosto comeras o teu pão” diz A Lei.

Uma grande letargia cai sobre o espírito, o cansaço toma conta e tudo se torna difícil. O sol se põe, a escuridão envolve e a sensação das trevas aumenta. A terra treme e a fúria das tempestades começa com a sua tormenta.

A centelha agora encarnada está no meio da fúria dos quatro elementos, está desolada, desamparada, porque tem que seguir o caminho traçado pela grande lei projetada pelos três senhores do karma universal.

A união das duas forças, espírito e matéria criaram um terceiro elemento, a fusão entre os dois fez surgir uma nova entidade, um novo estado de consciência: A Alma. Ela, a centelha, encolheu-se, ficou no interior da sua própria alma, projetando para o exterior os seus anseios. Desde então desabrochou no âmago da alma a ânsia pelo conhecimento da verdade, na busca incessante de alcançar as esferas superiores do ser e do vir a ser, lá onde se encontra a sua verdadeira natureza. A força da fé reforça o elo com o divino e guia a centelha no caminho da perfeição e do seu reencontro consigo mesma.

Ela vê tudo e sente tudo, mas precisa impor a sua vontade que é a suprema expressão do espírito que a impulsiona para as conquistas infinitas. Por ora está à mercê das forças da natureza e sente uma força gigantesca fazendo a agir de acordo com a sua parte externa, a sua alma que é filha dos deuses, mas ao mesmo tempo filha dos quatro elementos, e inicialmente a eles (aos quatro elementos) ela quer seguir.

A alma é a chama pura acesa sobre o altar da vida. Ela contém em si a semente da luz divina que busca incessantemente o caminho da sua origem, o retorno à casa suprema do pai celestial, ela é o ente instável que está em contínua transformação, causada pela ação das sensações e pela vibração das emoções

São necessárias muitas encarnações e muitas lutas internas para que a centelha possa, aos poucos, através da alma manifestar a sua vontade neste mundo intermediário que se criou, e que não é nem a matéria densa e nem o espírito puro e irradiante; esta câmara do meio é o resultado da fusão das duas forças antagônicas, uma densa, inerte, e condensada e a outra leve, livre e irradiante.

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A alma esta representada pelo hexágono central e nele se manifesta o ego que é o reflexo da luz do espírito sobre a matéria, ele é o foco central da alma humana.

O triângulo espiritual que através da encarnação penetrou e se entrelaçou com o triângulo material formou 6 intersecções que representam a manifestação dos 6 raios espirituais, sendo que o sétimo raio, que é o raio central, é a conexão do eu espiritual com a alma universal.

O hexágono é o mundo manifestado, a alma do universo em constante transformação rumando em direção à luz.

Dentro da alma universal o raio divino expressa-se em seis formas, cada uma com características próprias complementares uma da outra, formando uma coroa de luz. Este é o mundo manifestado e sustentado pelo sétimo raio, o raio de Mickael, aquele que é como Deus.

São cinco reinos que deve percorrer e superar: no primeiro vivencia o mundo mineral; no segundo reino vivencia o mundo vegetal; no terceiro reino vivencia o mundo animal; o quarto reino é etérico onde cada pensamento materializa a sua vontade criadora. O quinto reino está no limiar do espírito é elétrico astral, onde toda a atividade material e mental cessou e a centelha encontra-se num campo infinito de luz, que banha toda a sua natureza.

Enquanto a gota da água que percorre os rios e as terras distantes não retornar ao mar da vida, não haverá paz duradoura. Transformações gigantescas ocorrerão até que na sua última jornada, a gota de água, que é a nossa centelha divina, juntar-se-á ao grande rio que ruma ao mar de todas as águas.

Ramasar, São Paulo, 29-07-2002

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O símbolo da Esfera representa o “Ovo Cósmico”, o ovo da vida, nele se desenvolvem as formas para dar o nascimento aos filhos do Sol, aos filhos de Deus. Ela é a expressão do amor materno pelas suas criaturas, do seu seio e da substância cósmica do seu ser brotam as formas determinadas pela vontade do Ser Supremo.

A Esfera é o alvo do amor do raio paterno fecundando a sua manifestação cósmica para que nela possa se manifestar a corrente estelar da via Láctea. Ela é a negatividade pura, a única capaz de conter e reproduzir a vontade suprema, é a paz profunda do “nada” silencioso que irradia o som absoluto do AUM, raiz da manifestação da vida.

A esfera é a única forma que pode personificar o símbolo do universo criado, que globaliza em si o micro e o macro cosmos, o símbolo que contem o Todo, o Nada, o princípio e o fim de cada coisa criada. O que devemos fazer na hora de observar a esfera não é ligar-se à sua forma ou aos seus adornos, mas apenas ao simbolismo esférico que transmite a idéia do ponto, que é a partida, e o circulo que é a expansão para o infinito. Ela que é o princípio de cada forma, é a onda cósmica do universo invisível criado, a origem de cada planeta e de cada mundo.

O princípio do Símbolo da Esfera foi trazido para a nossa era pela vontade e pela ordem do Mestre através das civilizações Maia e Azteca, no México, que eram os depositários da esfera solar desde a época dos Atlantes. Hoje a centelha espiritual da Esfera repousa no plano oculto do Templo da Nova Era, pronta para atender o chamado dos espíritos eleitos que poderão alcançar a sua forma cósmica abstrata para invocar o seu poder em oferta da fraternidade Branca a favor da humanidade.

No plano astral, a esfera representa a terra, no plano espiritual ela representa o Sol, mas no plano cósmico ela representa o infinito Todo. Qualquer que seja o nível do nosso alcance ela para nos é sempre o silêncio, o Amor Materno, o manto da Paz e o mar do retorno de todos os rios da vida.

O ritual da Esfera exalta os planos da sua manifestação partindo das forças telúricas da mãe terra às forças solares do nosso sistema até as forças cósmicas do ovo do universo criado.

Na hora do ritual da Esfera devemos expandir o nosso pensamento, abraçando o plano astral do nosso planeta, alcançando o sistema solar na sua forma completa e dai expandindo-se e unificando-se ao infinito.

Abraçar o mundo, ser o mundo universal identificando-se com o infinito criado, procurando sentir dentro de nós borbulhar a vida em todas as suas formas, na dor de ser e no prazer de existir, almejando alcançar a luz do “Eu Sou” total e completo na unidade universal. O nosso Átomo Energético – nosso corpo deve entregar-se ao êxtase espiritual da abnegação, deve anular-se diante do símbolo da dádiva da vida, isto é dar de si o máximo para que a vida seja manifesta, que a vontade do Pai tome conta de nós realizando o milagre da vida.

Os sacerdotes ficando diante do altar das hierarquias divinas, emanam as energias da fonte eterna da vida que é a Esfera solar, para abençoar e beneficiar, com as suas vibrações, as criaturas imersas no ciclo da vida e da morte, para que possam retornar triunfantes através do seu seio de amor à Luz do “Eu Sou”.

O Ritual da Esfera representa o momento de aproximação dos espíritos à sua origem materna, é a pausa de contemplação mágica das hierarquias criadoras do nosso universo, é um instante de paz profunda no qual desabrocha a flor do seio do universo para que nós, os seus filhos, possamos beber do seu precioso néctar de vida.

Esfera -   Arcanjo Gabriel – O amor perfeito como dádiva da vida

Cor -       Azul celeste que expressa a pureza interior, a devoção e a oferta de si mesmo para criar os filhos da luz

Virtude – Amor Universal, Amor que cria infinitamente.

Zari  2002

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Conforme a disposição de quem contempla a abóbada celeste, ela pode representar figuras mitológicas para a fantasia; trêmulas e brilhantes estrelas para os namorados, corpos celestes para os astrônomos; campos de pesquisa através de cálculos hiperbólicos, para os cientistas. Para o espírito porém, o Universo é o circulo restrito de uma passagem evolutiva para o centro da vida, por onde ele é reabsorvido para o Alto , segundo leis de combinação e compensação que Deus dá à centelha energética espiritual  e ao átomo permanente material .

 

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Sigamos sem temor, o grande caminho destas duas forças através do tempo e do espaço. Isto poderá parecer um sonho, mas nada é realizado antes que seja sonhado e depois idealizado. Em toda a história da Humanidade, o homem reconheceu uma ligação entre o poder imaginativo e o futuro. Vamos, assim, efetuar a viagem maravilhosa do ciclo evolutivo,

de Vênus a Saturno, passando por Urano, Terra, Júpiter, Marte e Sol. São 7 astros, que além do significado simbólico do seu número, podem dispor-se, em relação ao ciclo do espírito, formando um triângulo, cujos vértices são representados pela Terra, Urano e Saturno, enquanto o Sol, com sua energia, protege e beneficia o APM (átomo permanente material) que parte do seu seio e evolui com a CEE (centelha energética espiritual) para, através do resgate dos karmas planetários, cooperar na grande viagem do espírito. A CEE (centelha energética espiritual) percorre os lados do triângulo passando duas vezes pelo Sol, uma, vindo de Saturno, para receber o APM (átomo permanente material) e outra, no seu percurso de Marte e Saturno, para depositá-la no quase término de sua evolução, naquela estrela.

Onerada pelo peso material recebido, a centelha energética espiritual vai a Vênus, onde ambas as forças se cindem, afim de que, separadas, comecem cada qual o seu karma. São as famosas “almas gêmeas”. Os componentes da unidade primitiva vão a Urano, onde o espírito, oprimido pela primeira formação da matéria, entra num sonho quase inconsciente, encerrado na sua prisão física.

Na 3ª etapa, ele sobe à Terra, onde a matéria envolve a centelha energética espiritual e ela supera o primitivo estado de inconsciente aniquilamento.

Deixando a Terra, hei-la em Júpiter onde as duas forças (espiritual e material) se equilibram, até que em Marte o espírito adquire predomínio dos dualismos.

Superando, por mérito próprio, os obstáculos da carne, torna-se inútil o APM (átomo permanente material). Por isso, o espírito volta ao Sol, não para depositar o APM que recebeu, mas apenas a sua metade; a outra metade será depositada pela sua alma gêmea.

Livre, pelo seu merecimento, da prisão material, o espírito vai a Saturno, o astro sublime, onde aguarda a sua alma-complemento para reconstituir, enriquecida por uma nova potência adquirida através da purificação, a unidade espiritual primitiva e seguir para novos e desconhecidos Universos.

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Nesta síntese vemos que conforme um maior ou menor predomínio na matéria, os astros se acham dispostos em 3 planos que representam os 3 graus fundamentais da evolução nos 3 estados de vida: físico, fluídico e etérico, e etérico astral.

O 1º compreende Vênus, Urano, Terra com o predomínio da matéria. O 2º que é o plano do equilíbrio e de domínio das energias da alma, se estende de Júpiter a Marte e o 3º plano etérico-astral tem apenas Saturno que domina o triângulo e representa o ápice do vértice superior. Os 6 planetas estão dispostos de tal forma que a evolução de um termina onde começou, em séculos remotíssimos a do astro que o segue. Por exemplo, os primitivos desenvolvimentos da Terra coincidiram com os últimos de Urano.

É bom notar que todos os astros que fazem parte de um Universo entram indistintamente na obra da evolução, porque mesmo os não citados na exposição ora feita, representam na sua seqüela, as necessárias pausas nas quais o espírito procura retemperar-se após as passagens através os planetas de evolução física.

“Saturno o planeta coroado” – sua missão, “Justiça

1º anel – Sono sereno

Redemoinho do letargo espiritual, 3 anéis, espera da outra metade da centelha.

2º anel – Seleção hierarquia – Missão especial.

3º anel – Apoteose energética e ambiental, tonalidades correspondentes à música, harmonia celeste.

Saturno: final da viagem da centelha em sua evolução aos 7 planetas do Sistema Solar.

Saturno: único planeta que tem anéis concêntricos, possui 13 luas que servem de ponto de repouso à centelha antes de entrar no planeta.

Saturno: é o ápice da evolução do espírito, traz em si a execução da lei da Justiça, daí o sentimento negativo da humanidade em relação a Saturno, o que não é correto.

Notas:

Passado o período de antecipação para a entrada em Saturno, no 1º anel, o espírito entra num sono tranqüilo e tem uma visão de todo o seu karma. Chega ao local do “redemoinho” numa calma tranqüila até aguardar a sua metade que comumente não caminha junto. Poderá permanecer anos, séculos, até a reconstituição do binômio. Pode também pedir autorização para voltar e buscar a sua metade. É o caso de Ramasar que se encontra em missão junto a nós e o Mestre. “Ele é a própria Sabedoria, possui todos os conhecimentos”.

É um dos “Sete Instrutores da Humanidade”.

No 2º anel o espírito já recompôs sua unidade e é qualificado hierarquicamente podendo descer em missão à Terra para dar novo impulso à civilização.

No 3º anel encontra a apoteose, cada cor tem sua tonalidade, cada cor corresponde a uma música, é uma verdadeira sinfonia celestial, entra em contato direto com a Divindade. Então entrará em outros sistemas mais evoluídos, provavelmente “Andrômeda”".

Obs.:  Júpiter possui 11 satélites e é chamado “O Gigante do Sistema”

Marte – os canais visíveis são “zonas de evolução do espírito”

Percurso que a centelha espiritual faz até a volta ao PAI – sentido oculto da Oração dos Profundos Abismos. A centelha apanha no Sol seu átomo permanente material (APM) e desce a Vênus. Em Vênus divide-se em positivo e negativo, estado de torpor quase inconsciente para a afinidade entre espírito e matéria. Em Urano a matéria começa dificilmente a predominar, levando séculos na Terra. As centelhas se separam, se perdem e a evolução é independente. Almas gêmeas. Em Júpiter, há o equilíbrio entre a centelha (CEE) e o átomo (APM). Em Marte, o triunfo do espírito sobre a matéria, cria através do pensamento, é uma felicidade completa. Em Saturno, sétimo planeta, a centelha passa pelo Sol, deixa a metade do seu átomo material permanente e vai para Saturno, aguardando a sua contraparte, sua alma gêmea completando o círculo.

Os demais planetas participam da evolução como estações de repouso da centelha mas sem evolução.

A Centelha do átomo libera-se progressivamente. Ela
irradia-se na pedra
desabrocha na flor,
sente no animal,
deseja no homem,
aspira no homem desenvolvido,
ama e planeja no discípulo,
sacrifica-se nos Mestres, e
atinge sua casa, destino e propósito
e se converte no seu Eu Real
Torkom saraydarian

 Compilado da aula do Mestre Ergos  São Paulo, 10-07-2002

 “Fraternidade Branca Universal do Arcanjo