Aulas

Explicações sobre mecanismos do Espírito

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Os símbolos na verdade são estados estáticos ou dinâmicos do universo e representam os estados do ciclo vital.

Verga

É o símbolo do Pai, o fogo criador, o princípio de tudo; a força criadora do universo.

Após o resfriamento do magma surge a esfera, o ovo que dará o início da vida

Esfera

Que é o invólucro da vida, como o ovo o é para a criatura; ela é todo o criado, o universo manifestado desde um planeta até o átomo, o ovo cósmico; o ovo planetário, sobre o qual brota a árvore da vida; a esfera espera ser fecundada para dar o nascimento à vida.

Cálice

O ente que nasce é um recipiente, ele tem em si a qualidade do querer receber que produz nele a ânsia de preencher o vazio, a vontade do conhecimento, de alcançar o infinito saber. O cálice representa o conhecimento, ele tem a cavidade certa para receber o conteúdo da Esfera que traz todo o mistério divino manifestado é imanifestado.

Esta é a metade da esfera que cabe no cálice, a outra metade que nesta simbologia fica fora, representa o mundo imanifestado; a metade dentro do cálice = trevas; a metade fora do cálice = luz;

Rafael é o raio do cálice que cura pelo conhecimento.

Na medida que o ser adquire conhecimento ele o emprega em sua vida até compreender que a verdadeira meta da vida manifestada é o auto sacrifício pelo próximo

Cruz

É a expressão máxima da vida pessoal, é o auto sacrificar-se pelo próximo, oferecer-se a Deus, oferecer-se à vida, ao seu irmão que é o espelho de si mesmo. É o auto sacrifício para sublimar-se, para desabrochar dentro de si a rosa da consciência . O topo da cruz é a cabeça = pensamento; a base nossos pés = movimento; o braço esquerdo o receber; o braço direito o dar.

Estes quatro símbolos, são terrenos, e representam os 4 elementos: A verga positiva – o fogo. A esfera negativa – a terra. O cálice negativo – a água. A cruz positiva – o ar

Balança

Nos dá o equilíbrio da vida, de um lado o ego e a vida pessoal e do outro lado o despertar da consciência e o sacrifício do espírito, o equilíbrio entre o auto sacrifício e o cuidar-se.

Ao ser conquistado o equilíbrio interior, manifestar-se-á o EU SOU, a Vontade Divina agindo através do fiel da balança, todos os sentidos se dirigem para uma única direção, a vontade de Deus, Agora o ser se transformou no fiel da Balança, na Espada da Vontade Divina; servindo a vontade de Deus.

Candelabro

Depois de alcançar o equilíbrio interior o ser conquista a iluminação, a compreensão divina do mundo manifestado, o iluminado sabe tudo e age a partir do trono do Pai

O Candelábro é representado por um tronco que simboliza a vida terrena, dos elementos, e está postado sobre a esfera (o mundo criado). Da mesma base surgem os 6 anjos que simbolizam as virtudes transcendentais já conquistadas.

O primeiro Candelabro foi construído pelo patriarca Moisés por uma ordem divina. Na Bíblia, no Livro do Êxodo 25, 31-40 – aparece a descrição em detalhes como deveria ser feito o candelabro: “Farás um Candelabro de ouro puro; o candelabro, o seu pedestal e a sua haste serão em relevo; os seus cálices, os seus botões e flores formarão com ele uma só peça. Seis braços sairão dos seus lados: três braços do candelabro de um lado e três braços do candelabro do outro lado. Num braço haverá três cálices com formato de flor de amêndoa, com botão e flor; e três cálices com formato de flor de amêndoa no outro braço, com botão e flor; assim serão os seis braços saindo do candelabro. Mas o candelabro mesmo terá quatro cálices com formato de flor de amêndoa, com botão e flor; um botão sob os dois primeiro braços que saem do candelabro, um botão sob os dois braços seguintes e um botão sob os dois últimos braços – assim se fará com estes seis braços que saem do candelabro. Os botões e os braços formarão uma só peça com o candelabro e tudo se fará com um bloco de ouro batido. Far-lhe-ás também sete lâmpadas. As lâmpadas serão elevadas de tal modo que alumiem defronte dele. As suas espevitadeiras e os seus aparadores serão de ouro puro. Com um talento de ouro puro tu o farás e todos os seus acessórios. Vê pois, e faze tudo conforme o modelo que te foi mostrado sobre a montanha”.

E no Levítico 24, 2-4 complementa: Ordena aos filhos de Israel para que te tragam azeite puro de olivas esmagadas, para o candelabro, para que nele haja uma chama permanente. Diante do véu do Testemunho, na Tenda de Reunião, Aarão colocará em ordem a chama. Estará neste lugar diante de Iahveh, desde a tarde até a manhã, continuamente. É uma lei perpétua para os vossos descendentes. Aarão preparará as lâmpadas sobre o candelabro puro, diante de Iahveh, continuamente”.

Mas com as duas destruições do Templo de Jerusalém no ano 700 A C aproximadamente, e depois no ano 70 D C pelos romanos, desapareceu. Mas na sua essência ele está em nosso Templo; essencialmente é o mesmo.

Alcançando a iluminação o ser se põe em contato com a força maior, a vontade suprema do criador.

Espada

É a Lei, o espírito supremo, a Vontade divina; a vitória do espírito sobre a matéria; aqui o ser pode escolher entre descer ou subir, manifestar-se ou recolher-se, agir ou perdoar.; A espada é Potência do espírito.


As sete virtudes são:

  1. Amor: é primeira porta a conquistar, é a primeira força que se opõe ao ego material.
  2. Harmonia ou pureza: é o conhecimento correto do contato com o mundo externo, é saber comunicar-se e relacionar-se, isto é saber falar ou fazer a coisa certa no momento certo; é o harmonizar-se com a expressão da vida e com a nossa própria forma de expressar-nos.
  3. Paciência: é o saber esperar; superar a dimensão do tempo, impor a vontade às contingências da vida; podemos então sentir a eternidade do nosso ser; viver fora do tempo e do espaço. É o sentir-se no eterno presente, um estado atemporal.
  4. Indiferença ao prazer e à dor: não deixar que as decisões da vida sejam tomadas em função dos prazeres ou aversões, não mais ir em busca do prazer ou evitar a dor; saber cumprir as próprias responsabilidades independente dos sentidos, não se deixar influenciar por nada que seja sensorial, nem mental, nem emocional ou físico.

Estas quatro virtudes se referem aos 4 elementos da natureza. Quando são conquistadas o ser se torna anteroide, isto é termina o ciclo da reencarnação no nosso planeta.

  1. Energia: o ser já tem amor, sabe viver harmoniosamente, tem consciência da eternidade e superou o prazer e a dor; então ele se torna o querer agir mobilizado por uma força superior. Energia é uma determinação do espírito, que vem de muito além da matéria; está no éter universal, é o quinto elemento. É um ser superior.
  2. Contemplação e meditação: é a capacidade da mente voltar-se para Deus; esta virtude nos dá o conhecimento universal independente de leituras e informação coletada pelos sentidos físicos; é o conhecimento direto da fonte, pela meditação.
  3. Sabedoria: é saber o que “ainda vai nascer”; saber o dia de amanhã pela vontade divina. É a condição divina de onisciência e onipresença

Depois de conquistadas as 7 virtudes o ser humano pode diluir-se no Sol central da vida e voltar à casa suprema do Pai.

Primeira Era – Verga – Esfera – Cruz

Segunda Era – Cruz – Cálice – Candelabro

Terceira Era – Candelabro – Espada – Balança

2/7/2002 Zari

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No seu trajeto evolutivo para purificar-se, a centelha espiritual recebe da hierarquia solar de Anael o “direito” de encarnar. Unido à centelha energética material o espírito penetra no mundo manifestado, reino do manto materno que é o berço de toda a vida nas suas múltiplas cores e formas, é o reino da natureza pura dos quatro elementos.

Neste novo reino se aplicam novas leis e novas regras, desconhecidas até então à centelha do espírito que estava acostumada na liberdade absoluta, percorrendo espaços infinitos sem limites com todo o criado aos seus pés.

Ela que estava sem peso e sem medida, adaptando-se instantaneamente a qualquer ambiente, identificando-se com as formas mais abstratas e fugazes, saltitando sempre alegre na liberdade do mundo das idéias e das formas, a sua imaginação era a sua realidade absoluta. Sempre atenta à menor das impressões captadas pelos seus sentidos aguçados e despertos, sem barreiras, sem empecilhos, imersa na claridade sem fim da luz do infinito, pai de todas as coisas.

Agora, em seu novo trajeto, recebendo a centelha energética material, está em novas condições, aceitou a nova lei, o karma planetário, acabou unindo-se à força densa dos elementos, tornou-se parte da matéria, vestiu-se com uma nova roupagem. É aqui que poderá purificar-se, é nesta densa atmosfera que lhe dá forma e a faz nascer em novos mundos, que deverá viver o sonho da matéria, para lutar e superar a imagem de si mesma, a sua própria verdade projetada no ego material, fruto deste novo elemento planetário. Aqui é o seu calvário e a sua cruz sobre a qual deverá nascer a rosa da verdade, aquela verdade que outrora era toda sua. A centelha espiritual estava radiante e poderosa na sua jornada até o momento em que a sua atenção foi atraída e por um lapso deixou-se enganar pelo fascínio das trevas.

Agora ela não pode mais fazer as suas revoadas sem que primeiro tenha o controle sobre a cruz que está carregando. Esta é a cruz dos elementos da natureza, obra prima da grande mãe, como expressão de amor pelas suas criaturas, o remédio amargo porem certo para poder voltar ao seio do grande rio da vida, à casa suprema do Pai.

Neste novo ambiente tudo mudou, os sentidos tornaram se menos aguçados e o peso do corpo, que agora já tem dimensões, limita os movimentos, é necessário acionar a força da vontade, é necessário lutar para conseguir as coisas que estão no pensamento, o mundo da imaginação agora fica num campo restrito e irreal. “Com o suor do teu rosto comeras o teu pão” diz A Lei.

Uma grande letargia cai sobre o espírito, o cansaço toma conta e tudo se torna difícil. O sol se põe, a escuridão envolve e a sensação das trevas aumenta. A terra treme e a fúria das tempestades começa com a sua tormenta.

A centelha agora encarnada está no meio da fúria dos quatro elementos, está desolada, desamparada, porque tem que seguir o caminho traçado pela grande lei projetada pelos três senhores do karma universal.

A união das duas forças, espírito e matéria criaram um terceiro elemento, a fusão entre os dois fez surgir uma nova entidade, um novo estado de consciência: A Alma. Ela, a centelha, encolheu-se, ficou no interior da sua própria alma, projetando para o exterior os seus anseios. Desde então desabrochou no âmago da alma a ânsia pelo conhecimento da verdade, na busca incessante de alcançar as esferas superiores do ser e do vir a ser, lá onde se encontra a sua verdadeira natureza. A força da fé reforça o elo com o divino e guia a centelha no caminho da perfeição e do seu reencontro consigo mesma.

Ela vê tudo e sente tudo, mas precisa impor a sua vontade que é a suprema expressão do espírito que a impulsiona para as conquistas infinitas. Por ora está à mercê das forças da natureza e sente uma força gigantesca fazendo a agir de acordo com a sua parte externa, a sua alma que é filha dos deuses, mas ao mesmo tempo filha dos quatro elementos, e inicialmente a eles (aos quatro elementos) ela quer seguir.

A alma é a chama pura acesa sobre o altar da vida. Ela contém em si a semente da luz divina que busca incessantemente o caminho da sua origem, o retorno à casa suprema do pai celestial, ela é o ente instável que está em contínua transformação, causada pela ação das sensações e pela vibração das emoções

São necessárias muitas encarnações e muitas lutas internas para que a centelha possa, aos poucos, através da alma manifestar a sua vontade neste mundo intermediário que se criou, e que não é nem a matéria densa e nem o espírito puro e irradiante; esta câmara do meio é o resultado da fusão das duas forças antagônicas, uma densa, inerte, e condensada e a outra leve, livre e irradiante.

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A alma esta representada pelo hexágono central e nele se manifesta o ego que é o reflexo da luz do espírito sobre a matéria, ele é o foco central da alma humana.

O triângulo espiritual que através da encarnação penetrou e se entrelaçou com o triângulo material formou 6 intersecções que representam a manifestação dos 6 raios espirituais, sendo que o sétimo raio, que é o raio central, é a conexão do eu espiritual com a alma universal.

O hexágono é o mundo manifestado, a alma do universo em constante transformação rumando em direção à luz.

Dentro da alma universal o raio divino expressa-se em seis formas, cada uma com características próprias complementares uma da outra, formando uma coroa de luz. Este é o mundo manifestado e sustentado pelo sétimo raio, o raio de Mickael, aquele que é como Deus.

São cinco reinos que deve percorrer e superar: no primeiro vivencia o mundo mineral; no segundo reino vivencia o mundo vegetal; no terceiro reino vivencia o mundo animal; o quarto reino é etérico onde cada pensamento materializa a sua vontade criadora. O quinto reino está no limiar do espírito é elétrico astral, onde toda a atividade material e mental cessou e a centelha encontra-se num campo infinito de luz, que banha toda a sua natureza.

Enquanto a gota da água que percorre os rios e as terras distantes não retornar ao mar da vida, não haverá paz duradoura. Transformações gigantescas ocorrerão até que na sua última jornada, a gota de água, que é a nossa centelha divina, juntar-se-á ao grande rio que ruma ao mar de todas as águas.

Ramasar, São Paulo, 29-07-2002

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O símbolo da Esfera representa o “Ovo Cósmico”, o ovo da vida, nele se desenvolvem as formas para dar o nascimento aos filhos do Sol, aos filhos de Deus. Ela é a expressão do amor materno pelas suas criaturas, do seu seio e da substância cósmica do seu ser brotam as formas determinadas pela vontade do Ser Supremo.

A Esfera é o alvo do amor do raio paterno fecundando a sua manifestação cósmica para que nela possa se manifestar a corrente estelar da via Láctea. Ela é a negatividade pura, a única capaz de conter e reproduzir a vontade suprema, é a paz profunda do “nada” silencioso que irradia o som absoluto do AUM, raiz da manifestação da vida.

A esfera é a única forma que pode personificar o símbolo do universo criado, que globaliza em si o micro e o macro cosmos, o símbolo que contem o Todo, o Nada, o princípio e o fim de cada coisa criada. O que devemos fazer na hora de observar a esfera não é ligar-se à sua forma ou aos seus adornos, mas apenas ao simbolismo esférico que transmite a idéia do ponto, que é a partida, e o circulo que é a expansão para o infinito. Ela que é o princípio de cada forma, é a onda cósmica do universo invisível criado, a origem de cada planeta e de cada mundo.

O princípio do Símbolo da Esfera foi trazido para a nossa era pela vontade e pela ordem do Mestre através das civilizações Maia e Azteca, no México, que eram os depositários da esfera solar desde a época dos Atlantes. Hoje a centelha espiritual da Esfera repousa no plano oculto do Templo da Nova Era, pronta para atender o chamado dos espíritos eleitos que poderão alcançar a sua forma cósmica abstrata para invocar o seu poder em oferta da fraternidade Branca a favor da humanidade.

No plano astral, a esfera representa a terra, no plano espiritual ela representa o Sol, mas no plano cósmico ela representa o infinito Todo. Qualquer que seja o nível do nosso alcance ela para nos é sempre o silêncio, o Amor Materno, o manto da Paz e o mar do retorno de todos os rios da vida.

O ritual da Esfera exalta os planos da sua manifestação partindo das forças telúricas da mãe terra às forças solares do nosso sistema até as forças cósmicas do ovo do universo criado.

Na hora do ritual da Esfera devemos expandir o nosso pensamento, abraçando o plano astral do nosso planeta, alcançando o sistema solar na sua forma completa e dai expandindo-se e unificando-se ao infinito.

Abraçar o mundo, ser o mundo universal identificando-se com o infinito criado, procurando sentir dentro de nós borbulhar a vida em todas as suas formas, na dor de ser e no prazer de existir, almejando alcançar a luz do “Eu Sou” total e completo na unidade universal. O nosso Átomo Energético – nosso corpo deve entregar-se ao êxtase espiritual da abnegação, deve anular-se diante do símbolo da dádiva da vida, isto é dar de si o máximo para que a vida seja manifesta, que a vontade do Pai tome conta de nós realizando o milagre da vida.

Os sacerdotes ficando diante do altar das hierarquias divinas, emanam as energias da fonte eterna da vida que é a Esfera solar, para abençoar e beneficiar, com as suas vibrações, as criaturas imersas no ciclo da vida e da morte, para que possam retornar triunfantes através do seu seio de amor à Luz do “Eu Sou”.

O Ritual da Esfera representa o momento de aproximação dos espíritos à sua origem materna, é a pausa de contemplação mágica das hierarquias criadoras do nosso universo, é um instante de paz profunda no qual desabrocha a flor do seio do universo para que nós, os seus filhos, possamos beber do seu precioso néctar de vida.

Esfera -   Arcanjo Gabriel – O amor perfeito como dádiva da vida

Cor -       Azul celeste que expressa a pureza interior, a devoção e a oferta de si mesmo para criar os filhos da luz

Virtude – Amor Universal, Amor que cria infinitamente.

Zari  2002

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Conforme a disposição de quem contempla a abóbada celeste, ela pode representar figuras mitológicas para a fantasia; trêmulas e brilhantes estrelas para os namorados, corpos celestes para os astrônomos; campos de pesquisa através de cálculos hiperbólicos, para os cientistas. Para o espírito porém, o Universo é o circulo restrito de uma passagem evolutiva para o centro da vida, por onde ele é reabsorvido para o Alto , segundo leis de combinação e compensação que Deus dá à centelha energética espiritual  e ao átomo permanente material .

 

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Sigamos sem temor, o grande caminho destas duas forças através do tempo e do espaço. Isto poderá parecer um sonho, mas nada é realizado antes que seja sonhado e depois idealizado. Em toda a história da Humanidade, o homem reconheceu uma ligação entre o poder imaginativo e o futuro. Vamos, assim, efetuar a viagem maravilhosa do ciclo evolutivo,

de Vênus a Saturno, passando por Urano, Terra, Júpiter, Marte e Sol. São 7 astros, que além do significado simbólico do seu número, podem dispor-se, em relação ao ciclo do espírito, formando um triângulo, cujos vértices são representados pela Terra, Urano e Saturno, enquanto o Sol, com sua energia, protege e beneficia o APM (átomo permanente material) que parte do seu seio e evolui com a CEE (centelha energética espiritual) para, através do resgate dos karmas planetários, cooperar na grande viagem do espírito. A CEE (centelha energética espiritual) percorre os lados do triângulo passando duas vezes pelo Sol, uma, vindo de Saturno, para receber o APM (átomo permanente material) e outra, no seu percurso de Marte e Saturno, para depositá-la no quase término de sua evolução, naquela estrela.

Onerada pelo peso material recebido, a centelha energética espiritual vai a Vênus, onde ambas as forças se cindem, afim de que, separadas, comecem cada qual o seu karma. São as famosas “almas gêmeas”. Os componentes da unidade primitiva vão a Urano, onde o espírito, oprimido pela primeira formação da matéria, entra num sonho quase inconsciente, encerrado na sua prisão física.

Na 3ª etapa, ele sobe à Terra, onde a matéria envolve a centelha energética espiritual e ela supera o primitivo estado de inconsciente aniquilamento.

Deixando a Terra, hei-la em Júpiter onde as duas forças (espiritual e material) se equilibram, até que em Marte o espírito adquire predomínio dos dualismos.

Superando, por mérito próprio, os obstáculos da carne, torna-se inútil o APM (átomo permanente material). Por isso, o espírito volta ao Sol, não para depositar o APM que recebeu, mas apenas a sua metade; a outra metade será depositada pela sua alma gêmea.

Livre, pelo seu merecimento, da prisão material, o espírito vai a Saturno, o astro sublime, onde aguarda a sua alma-complemento para reconstituir, enriquecida por uma nova potência adquirida através da purificação, a unidade espiritual primitiva e seguir para novos e desconhecidos Universos.

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Nesta síntese vemos que conforme um maior ou menor predomínio na matéria, os astros se acham dispostos em 3 planos que representam os 3 graus fundamentais da evolução nos 3 estados de vida: físico, fluídico e etérico, e etérico astral.

O 1º compreende Vênus, Urano, Terra com o predomínio da matéria. O 2º que é o plano do equilíbrio e de domínio das energias da alma, se estende de Júpiter a Marte e o 3º plano etérico-astral tem apenas Saturno que domina o triângulo e representa o ápice do vértice superior. Os 6 planetas estão dispostos de tal forma que a evolução de um termina onde começou, em séculos remotíssimos a do astro que o segue. Por exemplo, os primitivos desenvolvimentos da Terra coincidiram com os últimos de Urano.

É bom notar que todos os astros que fazem parte de um Universo entram indistintamente na obra da evolução, porque mesmo os não citados na exposição ora feita, representam na sua seqüela, as necessárias pausas nas quais o espírito procura retemperar-se após as passagens através os planetas de evolução física.

“Saturno o planeta coroado” – sua missão, “Justiça

1º anel – Sono sereno

Redemoinho do letargo espiritual, 3 anéis, espera da outra metade da centelha.

2º anel – Seleção hierarquia – Missão especial.

3º anel – Apoteose energética e ambiental, tonalidades correspondentes à música, harmonia celeste.

Saturno: final da viagem da centelha em sua evolução aos 7 planetas do Sistema Solar.

Saturno: único planeta que tem anéis concêntricos, possui 13 luas que servem de ponto de repouso à centelha antes de entrar no planeta.

Saturno: é o ápice da evolução do espírito, traz em si a execução da lei da Justiça, daí o sentimento negativo da humanidade em relação a Saturno, o que não é correto.

Notas:

Passado o período de antecipação para a entrada em Saturno, no 1º anel, o espírito entra num sono tranqüilo e tem uma visão de todo o seu karma. Chega ao local do “redemoinho” numa calma tranqüila até aguardar a sua metade que comumente não caminha junto. Poderá permanecer anos, séculos, até a reconstituição do binômio. Pode também pedir autorização para voltar e buscar a sua metade. É o caso de Ramasar que se encontra em missão junto a nós e o Mestre. “Ele é a própria Sabedoria, possui todos os conhecimentos”.

É um dos “Sete Instrutores da Humanidade”.

No 2º anel o espírito já recompôs sua unidade e é qualificado hierarquicamente podendo descer em missão à Terra para dar novo impulso à civilização.

No 3º anel encontra a apoteose, cada cor tem sua tonalidade, cada cor corresponde a uma música, é uma verdadeira sinfonia celestial, entra em contato direto com a Divindade. Então entrará em outros sistemas mais evoluídos, provavelmente “Andrômeda”".

Obs.:  Júpiter possui 11 satélites e é chamado “O Gigante do Sistema”

Marte – os canais visíveis são “zonas de evolução do espírito”

Percurso que a centelha espiritual faz até a volta ao PAI – sentido oculto da Oração dos Profundos Abismos. A centelha apanha no Sol seu átomo permanente material (APM) e desce a Vênus. Em Vênus divide-se em positivo e negativo, estado de torpor quase inconsciente para a afinidade entre espírito e matéria. Em Urano a matéria começa dificilmente a predominar, levando séculos na Terra. As centelhas se separam, se perdem e a evolução é independente. Almas gêmeas. Em Júpiter, há o equilíbrio entre a centelha (CEE) e o átomo (APM). Em Marte, o triunfo do espírito sobre a matéria, cria através do pensamento, é uma felicidade completa. Em Saturno, sétimo planeta, a centelha passa pelo Sol, deixa a metade do seu átomo material permanente e vai para Saturno, aguardando a sua contraparte, sua alma gêmea completando o círculo.

Os demais planetas participam da evolução como estações de repouso da centelha mas sem evolução.

A Centelha do átomo libera-se progressivamente. Ela
irradia-se na pedra
desabrocha na flor,
sente no animal,
deseja no homem,
aspira no homem desenvolvido,
ama e planeja no discípulo,
sacrifica-se nos Mestres, e
atinge sua casa, destino e propósito
e se converte no seu Eu Real
Torkom saraydarian

 Compilado da aula do Mestre Ergos  São Paulo, 10-07-2002

 “Fraternidade Branca Universal do Arcanjo

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O Símbolo da Balança representa o eixo central no mundo manifestado. Do espírito à matéria, o caminho percorrido pela consciência encontra o ponto do meio onde as forças divinas se separam numa linha divisória entre o supremo e o inferior, a luz e a sombra, a vontade criadora e a criação.Por isto o ritual da Balança é celebrado exatamente na metade do ano, e está no centro dos demais rituais – precedem-no a esfera, o cálice e a cruz; sucedem-no o candelabro, a espada e a verga.

Para a centelha divina espiritual o mundo manifestado não existe como realidade, ele é uma ilusão, é um sonho passageiro e fugaz do respiro Divino. A realidade única contém dentro de si a razão de ser da vida, manifestada ou imanifestada, mas na sua descida para a manifestação e expressão, ela se anula na medida que se criam os planos e se realizam as aspirações da mente criadora.

A linha divisória entre o espírito e a matéria representa o ponto da consciência no qual o ser toma forma mental ideológica definida em sua entidade recém criada. Daí em diante o Ego se personifica na medida em que se afasta da realidade divina de ser.

Nos mundos explodem o esplendor de cores e de formas, a luz do espírito criador ilumina cada vez mais as sombras das trevas e nela se manifesta com intensidade e poder. Cada vez mais se afasta da unidade inicial, da sua própria origem, do seu centro e da sua essência, perdendo-se nos infinitos espaços iluminados e vivificados pela força do seu querer.

Os planos se sucedem, descem, e os canais se estreitam e se multiplicam como milhões de veias e vasos sangüíneos que levam a vida até os mais recônditos órgãos e células, que manifestam sempre a única vontade criadora e trabalham sempre pela mesma causa: a vida manifestada. O laborioso fluxo da vida já está milhões de vezes pulverizado e despedaçado, a trilhões de anos luz distante do seu criador. O mundo colorido à sua volta, cheio de esplendor, espelha toda a luz e a força do seu interior até que o primeiro pensamento da sua individualidade se torna vibração. Não é mais a expressão daquela vontade criadora que cria os espaços infinitos, mas, apenas a voz surda do (ego personificado) indivíduo distante e solitário, vivendo no mundo esplendoroso de uma vontade suprema que outrora era sua, era ele mesmo que se expandiu e se dividiu em infinitas expressões, criando os mantos da noite e da escuridão. Agora não mais encontra aquela luz e força com a qual ele mesmo criou o universo para se anular nela, na sua pequenez,

Ele, o ego manifestado, não mais se reconhece, dividiu as forças, criou os mundos da matéria e entrou renovado na sua multiplicidade, mas anulado em sua força e na consciência do seu ser. O Karma foi criado, e ele chegou ao fundo do poço dos seus sonhos e de lá ele só pode olhar para cima, para a linha divisória dos tempos onde o supremo se divide e se humaniza, anulando o seu esplendor para encontrar-se na multiplicidade das formas e na infinidade das cores.

A consciência ……   foi perdida, o preço do desejo para expressar-se foi pago, a gota de sangue que partiu do coração num grande fluxo, encontra-se agora distante do seu âmago, dividida e minúscula, ela é apenas uma célula, minúscula e solitária no recôndito reino da vida onde é necessário levar um pouco de oxigênio para poder sobreviver. Agora ela precisa voltar, agora ela precisa percorrer o caminho de volta para o grande coração, para se abastecer de vida, de oxigênio renovado, inebriar-se novamente na união fraterna com o universo, com todos os seus irmãos, ser o fluxo primordial que tem de novo a força do mar da vida.

O olhar se volve para cima, a ânsia do retorno explode no coração do peregrino almejando iniciar o longo caminho do retorno, o caminho de volta à pureza, à abnegação e ao domínio do desejo que foi a causa da descida, da anulação dos próprios poderes de ser e de sonhar.

Mas é necessário primeiro transpor o limite, -que é o Símbolo da Balança-, é preciso recolher as asas da matéria anulando o próprio ego, dominando o desejo de voar em espaços ilusórios para descobrir o canal intimo da antiga herança. É necessário evadir-se das inúmeras forças impetuosas que assolam a alma (do espírito criado) e a levam com os fluxos ardentes das correntes da vida, é necessário alcançar o equilíbrio, é necessário alcançar a paz interior para percorrer o caminho intimo do retorno ao grande Pai.

O fiel da balança é o único caminho, a espada que segura os pratos da balança da vida é o único ponto firme e estático onde se pode amarrar a corda da salvação, o único ponto sobre o qual se pode elevar, para o alto, para além das coisas visíveis e palpáveis do “mundo dos mortos”. Lá no alto, subindo até o ponto divisório, existe apenas o silêncio, todas as ondas cessam, toda a turbulência termina no céu azul e no manto estrelado. Existe somente uma força, uma única vontade que rege os céus. Ele é o Sol da vida para os mortais e o ponto de partida para os que deixaram a cruz para se purificarem. Ele é Anael, o poder criativo agente com seus quatro braços de luz que rege o universo criado através dos seus infinitos sóis de vida

balanca-cosmica.jpg

A Balança é o símbolo que expressa o equilibro dos elementos da natureza e também da natureza interior dos seres, acionado pelo poder da espada (o fiel da balança) que é a Lei suprema, a vontade em ação.

Este símbolo representa um estado dinâmico da manifestação e vem nos insinuar uma ação semelhante da nossa vontade consciente, em nosso interior.

Os pratos da balança são as forças dos elementos manifestados na expressão da alma universal ou individual, sendo que sem o apoio do fiel cairão por terra devido à sua atração fatal pela matéria. O fiel, representado pelo símbolo da espada é a Vontade que sustenta cada ser vivo e contem a consciência dos pesos e das medidas expressos em sua individualidade.

Os quatro elementos, dois positivos e dois negativos, são as quatro forças que movimentam e colocam em ação as expressões da nossa vida; eles são as expressões materiais da vontade divina. Nos planos inferiores personificam esta vontade na forma de energia elemental, cada qual com a sua característica e personalidade.

Por isso a Balança é símbolo da retidão de caráter alcançada quando o eixo da consciência se mantém verticalizado, em firme alinhamento e em contato com os planos superiores do “Eu Sou”. No antigo Egito usava-se o símbolo do esquadro para significar esta retidão.

Enquanto o indivíduo apresentar atração para as circunstancias vivenciais, enquanto não superar os apetites e hábitos, e não vencer as argumentações mentais, ele não conseguirá acolher plenamente a conduta interior da retidão, nem atuar em harmonia com a justiça cósmica.

Se houver equilíbrio entre os pratos da balança, o canal do fiel – o canal do espírito- estará aberto para o alto, para todas as forças cósmicas e guiará o ser, mas, se ela pender para um dos lados, a ação da força sobre os braços é desigual, caracterizando desequilíbrio da alma.

Eis aqui a chave para transcender a lei do Karma : o alinhamento com a vida superior e impessoal. Distanciando-se dos desejos, equilibrando a ação dos elementos dentro de si, o ser atrai os efeitos das suas ações positivas, conquistando o mérito perante a hierarquia que aciona as leis superiores que conduzem a evolução.

As escolas iniciáticas enfatizam a importância do caminho do meio, e a conquista do equilíbrio interior como meio para alcançar a iniciação.

Caro Irmão

Estamos diante do Templo, o Templo do Saber e do Amor da Nova Era, o Templo espiritual consagrado pela espada e pelo raio do Arcanjo Mickael. Ele possui canais sutis de energias que representam a síntese evolutiva de toda a humanidade e de todas as correntes do espírito, nele se abrem as portas de ouro para a compreensão da magia divina do karma universal e a realização do “Eu Sou”.

(Inspirado por Ramasar)

São Paulo, 20-06-2002  Zari

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Cada pessoa tem a sua personalidade que é composta de diversas características, e expressa a vontade do seu “eu” através da mente. A mente, por sua vez, usa a memória para fixar os seus conceitos (ou preconceitos).

A personalidade, que é composta das características da mente, representa a armadura entre o Ser (o Eu interior) e o mundo externo. Ela constrói mecanismos de autodefesa para poder manter a sua integridade (unidade consciente).

A partir do nosso nascimento começamos a formar, com a ajuda dos nossos genitores, a imagem mental daquilo que será, para esta encarnação, “a realidade”, e nela acreditamos como “a única” na medida que alcançamos a maturidade.

A nossa mente junto com os cinco sentidos físicos são apenas ferramentas que usamos para nos comunicar com o mundo externo e criar a sensação desta “realidade”.

O espírito, por sua vez, que é o Eu interior tem como meios de comunicação a armadura da personalidade e os liames ocultos, tênues, que o ligam com o mundo espiritual. Estes liames, que para expressar-se, tem que atravessar a couraça da mente inferior com os seus conceitos dependem das conquistas realizadas no seu extenso passado, que deixaram as marcas da experiência com forte carga energética e sutil.

Os espíritos maduros usam a faculdade da imaginação, dos ideais elevados e da capacidade de “sonhar”, meditar e contemplar os planos elevados da mente espiritual (lição de Ramasar sobre a mente inferior e mente superior).

 
   

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Para que nós possamos viver livremente na consciência espiritual, é necessário primeiro atravessar as camadas densas da mente inferior, pois o Eu interior (o espírito) tem “vida” independente.

Somente aqueles que tiveram amadurecimento em sua vida espiritual, e que conquistaram através das vidas passadas, uma sensibilidade interior, começam a sentir que há algo além desta realidade material. Quero frisar que a sensação primaria da realidade da vida espiritual não pode ser adquirida apenas através de leitura ou estudo didático . É uma sensibilidade interna que nasce com o indivíduo e faz dele um ser “escolhido”, “diferente” dos outros, que tem os pés fincados demais na vida material.

A leitura e os estudos didáticos assim como a meditação e a interiorização podem sim estimular o despertar naquele que a semente do espírito está pronta para brotar.

As antigas emoções e sensações vividas no seu distante passado vêm a ele inicialmente, em forma de lampejos, e fortalecem a sua ânsia de prosseguir neste caminho de busca que sempre parte do interior.

Por isso é necessário e importante a interiorização, fixar a atenção dentro de si mesmo, e na sua sensibilidade, procurando ai as raízes da sua essência. Se o indivíduo não as sente é inútil que as busque em outro lugar.

Aqueles que não tiveram amadurecimento do seu espírito, intensas experiências anteriores de superamento e conquistas espirituais, que o seu coração está ainda endurecido pelo egoísmo e pela materialidade, terão que esperar até sugarem a seiva da terra, aprender a lei da dor e conquistar as virtudes do amor e fraternidade,.

Voltando à mente que forma a couraça da personalidade; o sentido de autodefesa instintiva, animal, se expressa sutilmente, de forma sofisticada, devido à evolução e à experiência do indivíduo. Toda a sua inteligência é empregada neste sentido; ela toma diversas formas que nós chamamos de: orgulho, prepotência, vaidade e as vezes, megalomania e é claro que aquele que acredita na realidade material como única, procurará sempre que puder, a satisfação dos sentidos físicos, ligados diretamente aos impulsos animais do astral inferior.

Somente a força da vontade, instruída de forma erudita e didática, rodeada de sentimentos de medo do desconhecido, pouco pode fazer para um verdadeiro progresso espiritual.

Para alcançar o estado da consciência cósmica, o liame com a própria centelha energética espiritual, é necessário o domínio absoluto do ego terreno e a transmutação da mente inferior. Esta tarefa pode ser alcançada somente pelos espíritos fortes e íntegros, senhores de si mesmos e das sete virtudes transcendentais.

A cada passo que se avança, o eu interior sente e sabe que está mais perto do “Rio da Vida”, e quando ele estiver imbuído de fé, sentirá o impulso do próprio espírito e da vontade que vem do seu interior impulsionando o rumo a realização de si mesmo.

Por isso é necessário unir a própria sensibilidade interior ao esforço mental e físico para alcançar o mérito de entrar no caminho do espírito. Se não usarmos a própria consciência para o avanço do nosso eu, estaremos sempre cegos e dependendo de um apoio externo, isto é, uma bengala para podermos caminhar.

Existe uma vasta sabedoria que provem dos nossos antepassados assim como as grandes lições do Mestre Ergos que foram ofertadas no limiar da nova era e que podem nos conduzir a uma auto realização espiritual. O Dodecálogo é um desses marcos no limiar da era de Aquário. Todos os 12 mandamentos indicam o uso da própria consciência e do auto reconhecimento, não mais seguindo um novo dogma, credo ou religião.

Porem, somente aquele que souber absorver os ensinamentos com o próprio espírito, compreendendo-os com a sua sensibilidade interior, poderá fazer proveito deles. É necessário merecer para receber e compreender. A primeira condição do mérito é a sinceridade, digo a sinceridade consigo mesmo, e para isso é necessário despojar-se, primeiramente, de todos os preconceitos, de toda a “erudição” e dos pseudo conhecimentos que podem formar uma grande nebulosidade diante da realidade do espírito.

É necessário saber usar o coração, a sensibilidade interior que é o próprio espírito, sem a interferência da mente, sem a inclusão do ego terreno com a sua vaidade e os seus preconceitos. Aquele que venceu a barreira da mente se sente relaxado, livre para circular e mudar de forma, se for necessário. Para poder assimilar completamente uma idéia espiritual, abstrata, que vem dos mundos invisíveis e sem forma terrena, é preciso libertar-se do mundo das formas, pois a forma é a própria mente, é a personalidade expressa que representa impacto no mundo das aparências, mas que tem também os dias contados porque está sujeita à lei do grande Karma.

Tudo aquilo que é eterno e absoluto só pode ser concebido com o próprio espírito que faz parte do eterno e para Ter tal propriedade deve perder por completo a sua forma tanto física como emocional ou mental.

O vislumbre da vida eterna vem somente quando uma parte de nós se anula e se torna “O nada” e abre brecha para um mundo invisível e impalpável para a mente, que somente o espírito pode experimentar e que está além do plano da criação.

Irmão Zari

Com inspiração de Ramasar

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  Cada irmão da Fraternidade é condutor de energias, é um recipiente de energias ancestrais que conquistadas pelo próprio espirito o ligam por canais ocultos às diversas fontes vitais dos quatro elementos celestes.          Estes canais permanentes com as fontes do próprio espírito são condutores de energias entre os planos material e astral e neles que se realiza a transmutação do karma universal e pessoal, a condutividade e abertura do canal dependem do grau de pureza e preparação do indivíduo, da conecção da mente inferior com os planos universais da criação, isto é do estado de vigília que o indivíduo consegue manter com a própria consciência.

          Um dos fatores mais importantes que permitem este “mecanismo” de comunicação é a pureza vibratória do receptor, o corpo físico, que em certos momentos pode encobrir-se com um véu de impurezas, obstruindo assim o estado de vigília e a comunicação com os planos transcendentes da própria personalidade espiritual.

          Os véus de impureza são formados por confusão mental por excesso de desejos subconscientes da mente, a busca do prazer dos sentidos físicos, excitação emocional e atividade desnecessária e excessiva dos sentidos.

          Para a preparação de um trabalho espiritual é necessário um constante afirmar do próprio ser espiritual, o despertar da mente na direção do “Eu Sou” divino, sempre presente e o superamento dos vícios do ego material que o ligam vibratóriamente num circulo vicioso de troca de energia com o plano material na satisfação egóica dos sentidos inferiores.

          Uma corrente constante de energias divinas renovadoras deve percorrer e chegar aos planos inferiores para manter os canais abertos e prontos para receber o fluxo vital das correntes espirituais através dos quais se realizará o grande trabalho da fraternidade branca.

O percorrer das energias espirituais representa a abertura do próprio canal espiritual-vital que processará e transmutará o karma individual dando assim, para o indivíduo, um maior grau de consciência, ampliando a compreensão, aguçando a inteligência e direcionado melhor os próprios atos na vida trazendo maior satisfação e felicidade para o espírito.

20-07-99   Zari

   

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O Objetivo da luta espiritual é perceber o “canal”, aferrar-se nele, fazer uso dele, ser cada vez mais parte integrante dele. Não mais aqueles dias que você estava isolado, só, vagando pelos jardins dos sentidos, pelas nuvens vagas do pensamento, sem diretiva, sem vontade nem animação. A única coisa que te prendia de vez em quanto é satisfazer os apetites, ir em busca do prazer perder-se em mar de emoções que envolviam mas também prendiam a tua alma para que pudesse voltar sempre ao posso abismal dos prazeres, da excitação dos sentidos físicos.

Agora que você está dentro de si, e tem alento dos planos profundos do teu ser que você sabe que tem uma seqüência nas coisas, que “a vida” espera e segue os teus passos e você sabe que deve afirmar o teu eu, ligar-se mais profundamente ao canal interior da vida, ser corajoso, saber vencer os desejos que te prendem ao passado, aos costumes e hábitos de reagir pelos modos que os homens te ensinaram e que te prendem com laços de aço à terra, ao medíocre . Você deve levantar-se, usar toda a sua força para que a concentração no sentido que te guia não seja abalada por nada.

Caminha sempre ligado ao sentido único que é o universo, não esmoreça, acione as ferramentas que você tem e que foram dadas para servir, abrace o universo procure o máximo de expansão e de alcance e passe tudo para a tua matéria para que se sublime, para que conheça a unidade dos seres e saiba ocupar o seu verdadeiro lugar no universo, sabendo comportar-se diante dos mestres.

4 de Março de 1999    Zari

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O aspirante que percebe as primeiras influências do plano espiritual e deseja prosseguir no caminho do despertar da consciência, deve descobrir o elo que o liga à fonte perene da Vida, à Unidade Universal, à Consciência Cósmica, isto é, ao TODO. Já foi provado pela ciência moderna a relatividade do tempo e da matéria. Portanto, o conceito que o homem faz do tempo é apenas uma imagem ilusória do seu próprio intelecto. Também foi provado cientificamente que um raio de luz expande-se em linha reta e sempre retorna ao ponto de partida. Na Natureza não existe linha reta: o Espaço é OVÓICO como os planetas e os ovos que dão origem à vida.

Isto nos dá idéia mais real da Unidade Universal, pois todas as formas que podemos ver, são projeção de imagens que estão no caminho de volta para o ponto de partida que as originou. Tudo voltará à Unidade Universal da qual partiu: o SOL CENTRAL da VIDA.

O espaço não existe. Ele é uma grande ilusão criada pela Mente Universal e nos abraça e aprisiona com seu mágico poder de expressar a sua unidade em múltiplos aspectos. Por isso, o homem tem que despertar a sua consciência para a realidade do seu SER e retornar ao estado original, libertando-se da ilusão ótica e temporal criada pelo engano dos sentidos físicos de percepção.

Esta é uma obra de muitas lutas e milênios de experiência. O homem deve subjugar a sua consciência material para poder despertar a consciência astral. Subjugar não significa anula. Ele deves subjugar a consciência astral para despertar a consciência espiritual. Ele deve entregar o seu espírito em sacrifício do Todo, para poder despertar na Consciência da Unidade Cósmica Universal.

A natureza humana expressa todos os planos e níveis manifestados do Ser Universal, isto é, o todo está expresso no UM. Ela é dividida em sete mundos internos que manifestam o MACRO no MICROCOSMO. Cada plano é manifestado através de um “EU” consciente e inteligente que tem livre-arbítrio de ação e pensamento, tendo vontade própria independente. O conjunto unido e harmonioso dos sete “EUS” representa a personalidade total do ser humano. O único fator comum para todos Eles é a VONTADE SUPREMA, que é o RAIO que une o ser ao Centro Divino e Total da Vida e expressa-se através dos “EUS” em cada plano. Esta VONTADE SUPREMA está fora das condições do tempo e do espaço e, por isso, transcende a qualquer época e qualquer lugar. Estando a VONTADE fora da dimensão do espaço, ela está em todo lugar ao mesmo tempo e, pela mesma razão, não pode haver mais que uma VONTADE. Estando a VONTADE fora da dimensão do tempo, ela nunca começou e nem vai terminar. É ETERNA.

Ramasar 1989

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Do Atlante ANTE (primeiro) e ROIDE (de RA, Forças Supremas), são Seres de evolução elevada que estão no último estágio de Sua passagem por este planeta. Aguardam apenas completarem Sua evolução para seguirem para Júpiter.

Possuem um corpo astral sutil e residem no Pólo Sul em cidades internas, camufladas pelos gelos. Seu chefe é RAMAZAR, um dos Sete Instrutores da Humanidade. RAMAZAR é um cargo e Este Ser possui três assistentes substitutos:

UMACHON   (plano espiritual)

UMAQUEM   (plano astral)

UMACHEM   (plano material).

Os anteróides estão organizados entre si nesta hierarquia espiritual dos anjos custódios e guiam os seres humanos que estão preparados para ingressar na Fraternidade Branca Universal a qual pertencem. Podemos chamá-los de “anjos da guarda especiais”. O Anteróide-guia direciona o discípulo no caminho dos valores espirituais, nas intermináveis “discussões” em sua mente. É um grande privilégio ter como guia um Anteróide, pois somente aquele que chega a um estado evolutivo avançado tem esse mérito. Somente os seres puros que tomaram a decisão de seguir o caminho da auto-realização podem contar com Seu auxílio na libertação de um karma longo, sutil e complexo dentro dos ciclos das reencarnações terrenas.                                                        Foi-nos revelado por UMACHON o nascimento dos Anteróides. Eles reproduzem-se sem o ato sexual. Dois seres, positivo e negativo, suscitam uma vibração de Amor Espiritual, atraem a centelha energética material e a colocam no ovário. Logo após a fecundação, o óvulo é expulso do organismo feminino e é colocado dentro de uma aparelhagem especial feita de matéria transparente, flexível e maleável. O óvulo, ali instalado, já germinado, recebe por tubos próprios os elementos necessários para o desenvolvimento do feto.

Chegando o momento do nascimento, a película artificial abre um orifício como uma boca, e a criança é retirada pelos Anteróides que têm o cargo de assistirem o acontecimento. Os recém-nascidos são levados para berçários e ali são selecionados de acordo com o Raio Arcangélico ao qual servem. São então alimentados com néctares da Natureza e mais tarde vão ingerir pílulas com todos os nutrientes que necessitam.

Os mais antigos nesta existência anteroidal ingerem uma única pílula por semana. Os mais novos, além da pílula semanal, alimentam-se diariamente. Estes Seres de formas sublimes executam conscientemente a Vontade do Cristo Planetário sobre a Terra, forjando os ideais e conquistas do Espírito sobre a Matéria, no que estão constantemente auxiliando os irmãos da Fraternidade Branca do Arcanjo Mickael. Atuam principalmente no plano astral.

A Raça Anteroidal tem contextura física e mental elevada e obedece a uma série de 7 Iniciações antes de abandonar este veículo espacial. Sob a jurisdição direta de RAMAZAR e Seus 3 Substitutos, estão Onze Senhores da Chama, que do reino oculto (Shambala) emitem Suas forças sobre os adeptos ou Iniciados. São 3 para cada um dos Senhores da Chama , perfazendo o total de 33:

1 RAMA +3 UMAS +11 SENHORES DA CHAMA + 33 ADEPTOS OU INICIADOS

Destes 33 Adeptos saem grupos selecionados de neófitos que, tendo por missão velar e preparar a Humanidade para uma nova Era, uma nova Revelação, transmitem à massa ensinamentos profundos, seja através de Escolas Iniciáticas, Fraternidades, Mesquitas, Templos, Sinagogas, Cultos, ou livros. Estes Seres Superiores, através de parciais demonstrações de Seus Poderes Ocultos, permanecem, na maioria das vezes, desconhecidos da massa popular.

Além de servir como guias dos irmãos da Fraternidade Branca, os Anteróides realizam trabalhos ocultos nos quais movimentam as energias sutis e invisíveis produtos do nosso pensamento e da força da nossa vontade, segundo as ordens das hierarquias superiores. Este é o trabalho do Governo do Mundo.

No livro “Páginas de Ouro de Ramasar”, encontramos os exemplos reais nas estórias de doze Sábios ,de  seres que conquistaram o superamento das provas do mundo de Maia e atingiram a CONSCIÊNCIA SOLAR.

                                                                        Helvécio Xavier Lopes.

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“A Mente é o invólucro astral do Pensamento do qual emana o Poder Volitivo do Querer” .

Concentração é a interiorização para reduzir o campo de atividade da mente inferior e fixá-la num ponto interno, fechando o foco de nossa atenção. É o processo de tornar a mente branca.

Meditação, ao contrário, é a ampliação exterior do pensamento até diluir-se no inconsciente. Restabelecendo o ritmo de nosso ser, acalmamos as emoções e permitimos que a Luz desça para nossa consciência.

O resultado é estar ligado com a Divindade na CONTEMPLAÇÃO.

O pensamento origina-se na mente, amplia-se através desta para o Chakra Coronário e a glândula Pineal e age nas células cerebrais imprimindo a vontade, a sensação. A mente, no entanto, é rebelde, cria formas-pensamento e segue seus impulsos instintivos e desordenados. É necessário dominá-la. Se, entretanto, o indivíduo já possuir uma motivação superior, um ideal, conseguirá contrapor à sua natureza instintiva e emotiva, o poder de sua vontade, a mais alta expressão do seu Espírito. O cérebro é, pois, como um rádio, os nervos são filamentos e as glândulas são as válvulas.

Para dominar o pensamento a fim de aplicá-lo na Liberdade do Ser Divino co-criador e realizador benéfico, o homem deve desenvolver a concentração primeiro e a meditação depois. Saber meditar é saber RESPIRAR mentalmente, inclusive pelos Chakras. Estamos na quinta Raça, por isso usamos 5 Chakras e os nossos dedos das mãos e pés, verdadeiras antenas, são 5 positivos e 5 negativos. Eles emanam vibrações correspondentes aos Chakras, por isso também, os usamos nas correntes em nossas reuniões.

Coronário …Polegar

Frontal …Indicador

Laríngeo …Médio

Cardíaco …Anular

Explênico …Mínimo

Os pés direito e esquerdo são polos positivo e negativo. Não devemos cruzá-los durante a corrente para que uma a energia circule. A recíproca é verdadeira.

Exemplo de exercício de Concentração: Iniciar diariamente por cinco minutos e anotando as vezes em que a mente interrompeu a Concentração, olhando um ponto fixo como uma vela, por exemplo. Aumente, aos poucos, o tempo do exercício.

Na Concentração, estreita-se continuamente o círculo de ação na qual se manifestam as faculdades do pensamento até que elas repousem somente sobre o objeto ou tema escolhido. A mente humana é versátil, volúvel e inquieta como um cavalo selvagem. Inicialmente, deve-se utilizar exercícios respiratórios sempre que possível, acompanhados de uma oração mantrânsica. Eles nos permitirão interiorizar, conhecer a constituição de nosso ser e as reações do Ego, e unificá-lo com os outros dois corpos, astral e espiritual.

Dominado este processo e estágio, cuidaremos do emocional para trazer harmonia nas reações e impulsos do Ego. A oração é o meio mais eficiente (se espontânea); ela é a ponte entre o homem e Deus quando o primeiro modifica o seu estado vibratório e comunica-se com os outros planos superiores e com o seu centro espiritual.

Exemplo de seqüência para Meditação:

      1. Sente-se com a coluna bem reta ou deite-se confortavelmente com música suave ao fundo e sempre num local tranqüilo.
      2. Salpique no rosto água fria para expulsar a sonolência e não dormir.
      3. Respire por sete vezes, a cada vez imaginando um Chakra e sua cor girando. Comece pelo Kundalini e vá subindo. Sempre de olhos fechados.
      4. Depois, fixe-se na forma Divina que preferir. Mentalmente “vibre” o mantra OM por sete vezes. Devagar.
      5. Sinta o perfume, brisa, calor, etc, segundo a sua vontade. Se entrarem outros pensamentos, apenas afaste-os e volte a conectar-se.
      6. Quando cansar, faça uma oração e termine abrindo os olhos devagar.
      7. Seja regular e sistemático, meditando todo dia a mesma hora. O alimento digerido ajuda a concentrar. Descarte carne, fumo, álcool, ovos e doce em demasia.

      “É necessário estabelecer o ritmo para alcançar a meta.”

      RAMASAR

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      Muitas são as Iniciações que devem ser superadas.            A Iniciação humana requer a conquista absoluta do EU FÍSICO. A Iniciação planetária deve conquistar os diversos PLANOS ELEMENTAIS INFERIORES DO ASTRAL. A Iniciação solar, exige a perfeição do EGO MENTAL correspondente ao Centro Universal, e assim por diante. Tudo isso é necessário para criar uma Hierarquia planetária que é anteposta à evolução espiritual da Humanidade, objetivando criar grupos de discípulos para as futuras iniciações.

      Esta será somente uma das fases preparatórias destinadas a exaurir-se gradualmente, segundo o ritmo evolucionista da terceira Era, que se concluirá no terceiro milênio, quando uma humanidade espiritualmente renovada, cumprir o seu destino encaminhando-se rumo ao seu Divino e Cósmico “SE” (EU abstrato).

      A substância mental é amparada e governada pela alma que transmite a força do Espírito. O sentido Divino não é percebido pela consciência espiritual até que a Verdade natureza da alma não se identifique com a realidade interna ou interior. Cada ser humano  pode subjugar com a vontade a sua natureza inferior e despertar a natureza superior e, dominando os sentidos físicos, desenvolver as faculdades psíquicas dos três planos com os quais se encontra em perene contato.

      Para quem já superou as reações da natureza inferior e dominou os impulsos sensoriais, o prazer e a dor não se identificam mais com a forma ou com o pensamento que soube transcender a atividade emocional sobre o plano astral, e anulando-o sobre o físico. O homem que quer alcançar em si a consciência cósmica, deve auto-realizar sua identidade com os vários grupos de forças planetárias e com os diversos planos universais. Deve determinar, isto é, os poderes relativos a alma microcósmica em harmonia com os aspectos monádicos mas, também, os da alma macrocósmica governadora do sistema solar.

      A força da evolução posta em movimento pela vontade inferior terá a virtude de estimular e vitalizar a consciência de acordo com o grau de intuição. Ensinamentos mais profundos serão comunicados de modo diferente, segundo o esforço que for aplicado à compreensão e ao estudo dos mistérios que auto-iniciarão, no campo esotérico, os três Eus.

      Porque o EU astral deverá iniciar até o sacrifício, a consciência terrena, o EU físico, sobre o plano da existência, porque viver não significa somente sintetizar a vida em uma série de acontecimentos agradáveis ou tristes, sujeitos ao veículo mortal, mas realizar a imagem do tríplice Verbo. O EU espiritual deverá, por sua vez, iniciar a alma, ou EU astral que, no plano planetário, tudo compenetra.

                                                                                                                                             10 de Dezembro de 1965   Mestre Ergos

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      Aos que, verdadeiramente amam a Verdade Eterna, aos que buscam, com sinceridade, a razão sublime de sua essência e da verdadeira meta da existência humana no Infinito, “EU ESTOU AQUI COMO IRMÃO, COMO INSTRUTOR E COMO MESTRE”. Porém se em vós, dentro de vós, Eu não encontrar aquela sinceridade, dedicação, honestidade e pureza necessária, os Meus ensinamentos cairão como pérolas nas águas turvas de vossa inconsciência. Porque inúteis seriam os ensinamentos de um autêntico Mestre de Sabedoria, se nos discípulos não existirem vivos e vitais aqueles fatores que determinam a evolução, através dos quais o sêmem da Verdade possa florescer e fortificar-se.

      Não basta penetrar no Santuário que é o nosso Templo; não basta entreter-se no Sacrário com as interpretações místicas e misteriosóficas de nossos Símbolos. Se cada ato vosso não for a expressão perfeita de uma virtude superior, se de vosso espírito não se elevar, com verdadeira lealdade, o anseio do conhecimento, o impulso que incita a busca da Verdade, não se pode pretender alcançar a Essência Suprema, porque, primeiramente, é necessário merecê-la. Não se pode entrar no Santuário do Mistério sem assenhorar-se dos princípios universais.

      Por isso, é necessário estudar, dedicar-se com ânsia de superamento, com o desejo de ser sincero com os próprios anseios, nas experiências mais árduas da Vida e atingir a Essência Suprema, raiz de cada coisa. Até então, quantos maravilhosos ensinamentos não se perderam em mentes que não os mereciam, nem os compreenderam?

      A Sabedoria é um dom que se pode conquistar em qualquer idade se se encontra o caminho certo do coração através do Amor, se vosso esforço espiritual souber endereçar-se à sublimação do VIR A SER, procurando encaminhar-se na verdadeira via iniciática.

      A Humanidade, hoje, está vivendo sua dolorosa odisséia, preanunciando, sem dúvida, o princípio de uma nova Era. As Altas Esferas Espirituais da Fraternidade Branca, governantes dos ciclos evolutivos, preocupam-se com os trágicos momentos nos quais vive o homem. Em Sua missão, Elas sabem que ele ainda não está maduro para receber a REVELAÇÃO e que somente através da dor poderá alcançar aquelas formas doutrinais capazes de fomentar a elevação da própria espécie. Os Gurus, Irmãos maiores da 5ª Raça, têm o dever, de um lado, de procurar proteger e, de outro lado, impedir que o patrimônio das civilizações superadas possam ser prejudicados ou anulados pelos choques ferozes das forças em contraste.

      Embora sabendo que tudo faz parte da Lei, o duro período de agonia mutável de uma Era, deve sempre ser assistido com amor, a fim de manter viva e ardente a chama da fé das almas elevadas, capazes de se comunicarem com o Infinito, despertando mesmo a consciência coletiva. E, nesse esforço, todos os grandes valores devem ser salvaguardados para uma nova ressurreição espiritual.

      Os tempos são favoráveis e cada um deve empenhar-se com o máximo interesse. Embora as influências de Aquário, que vão substituir Peixes, encontram-se em antagonismo, um novo destino já teve início, em consonância com os grandes planos evolutivos. É a Era Inicática que se está, pouco a pouco, desenvolvendo. É a Era da Unidade Espiritual que procura vivificar e impulsionar as almas bem formadas e as consciências puras, rumo aos futuros objetivos de um novo renascimento espiritual mais elevado.

      Os profundos mistérios do Oculto devem seguir os ritmos evolutivos dos centros vitais “Chácricos dos discípulos que se acham preparados para entregarem-se àquelas experiências, práticas e renúncias até o despertar Kundalínico. Essas experiências não encontram-se a altura de todos e não são fáceis de vencer.O significado desta transcendental realidade só poderá ser parcialmente intuída por aqueles que se acharem firmemente dispostos a servir os desígnios universais da Vida, oferecendo de si mesmos o que tiverem de melhor, isto é, a semente do próprio espírito.

      Somente com o dar despertam-se os poderes latentes do pensamento, em ativa colaboração mental com os planos criadores e distribuidores da Eterna Sabedoria, com os quais se entra em contato, subindo degrau a degrau.. O Fogo Sagrado derramar-se-á então, sobre a cabeça dos abençoados quando a harmoniosa colaboração dos “chakras” despertos derem aos predestinados os princípios vitais das forças Tatwânsicas.

      Então, dos recessos misteriosos da Vida Una, desenvolver-se-ão as realidades de vossa natureza divina, porque não sois somente o fruto de uma substância efêmera projetada no cego determinismo dos destinos causais. O fenômeno do nascimento e da morte não significa outra coisa senão o maravilhoso dinamismo de um impulso evolutivo de forças universais, rumo à sagrada fusão com a Natureza Infinita, o Eterno “Vir a Ser” do existir no “Ser”.

      Por isso, a evolução tem necessidade do equilíbrio espiritual e a mente, do equilíbrio material. Um não pode atuar sem o outro, assim como a vida não poderia existir sem a morte, a Luz sem a Sombra. A evolução é uma constante transformação de si próprio rumo a múltiplos e variados aspectos, um processo do existir, através das possibilidades conquistadas e das derrotas contínuas e pungentes. Toda vida gira em torno dos centros de forçada Natureza Divina, Eterna fonte de Amor, Sabedoria e progresso. Cada ser é um número, um ponto, um centro desta fonte universal e cada um representa uma página do maravilhoso livro do destino, no qual deverá imprimir a história de suas conquistas, mediante as formas e a consciência, a atividade de sua inteligência criadora.

      E nesta página ele renova-se perenemente eternizando a realidade de sua essência da qual a existência é apenas um lampejo frugal. Devereis por isso, elevar vossa mente, sobretudo à Natureza Virgem e Mãe, que tudo exalta em sua atividade criadora. Para conquistar essa fonte perene de Felicidade é imprescindível despertar os poderes mágicos que se encontram em vós e aventurar-se nos meandros do Oculto.

      Antes de mais nada, pensemos na VERGA. Nas lendas tradicionais das antigas religiões encontramos sempre o Seu simbolismo místico e mágico, representando-a como signo do Poder. Assim foi na Ásia, na Grécia, Escandinávia, etc. Até Moisés fez jorrar com sua Vara a água do rochedo. Temos ainda o exemplo dos bastões santos dos peregrinos, santos, sábios, magos, iniciados, reis e pontífices. A Lança de Parsifal e o caduceu de Mercúrio, outra coisa não representou se não os poderes do Iniciado e a autoridade mágica com a qual ele era investido. A VERGA é, outrossim, o Símbolo do Raio e da Onda Cósmica, isto é, da Vida. Um iniciado, um mago, não é um ser sobrenatural ou produto de uma exaltação ilusória, mas uma criatura que soube descobrir e conquistar os grandes segredos da Natureza Oculta nela mesma. Assumindo rígidas disciplinas e árduas conquistas morais, ele soube preparar-se para utilizar aqueles poderes.

      Produzir fenômenos é, em realidade, saber viver mais profundamente em contato com a Natureza, sublimando as atividades puras, mediante o emprego da mente.

      O eixo terrestre é a espinha dorsal da Terra, e, do Norte ao Sul reside o “Kundalini”. O “Kundalini” humano encontra-se, por sua vez, igualmente ao término da coluna vertebral no homem e esse fogo serpentino é a fonte criadora das virtudes e poderes espirituais. Por este motivo, todos os Tatwas e todos os chackras estão ligados àquele ígneo Poder que encerra em Si todas as formas e forças criadoras. Do “Kundalini” parte todo o sistema do Grande Simpático, não só da medula cérebro-espinhal, mas também as forças eletro-magnéticas da aura psico-físico-astral. Nela tem lugar a colaboração harmoniosa dos centros do tríplice aspecto do “EU”, para que, primeiramente o sangue, depois o fluxo vital e corrente de Vida (Espírito), realizem o processo da criação.

      Examinando atentamente o processo na Natureza, podemos intuir ou surpreender o mistério da vida, isto é, a realidade em sua função criadora. Aí, encontraremos o senso recôndito da existência que não é somente substância e forma, mas dinamismo imponderável e miraculoso que nasce do nada e retorna ao Nada A ciência sagrada ensina que tudo aquilo que existe sobre o plano “Kálpico” e “Kármico” é imperfeito, porém, afirma também que em cada aspecto potencial existe a possibilidade de superamentos. A Manifestação possui tudo o que necessita para realizar a secreta e profunda ânsia de sintetizar-se com a Suprema Essência. A Evolução é, portanto, o resultado de uma Lei inevitável mesmo se for indispensável sofrer amargamente, transformando os próprios valores ao longo da passagem sobre os vários planos a fim de desenvolver-se e superar a si próprio, aperfeiçoar-se no mental inferior e superior e conquistar o equilíbrio consciente.

      Somente a esses é dado empenhar-se com todo o esforço no sentido de elevar-se á maiores alturas do progresso material e espiritual. Porque estes dois aspectos íntimos do homem devem caminhar igual e perfeitamente unidos na nova Era de Aquário. É com este objetivo que dou início nos Sete Centros Planetários, ao plano de um imenso desenvolvimento iniciático à procura de criaturas humanas que se destinem à conquista dessa meta e mereçam alcançá-la. A Obra Iniciática, até agora zelosamente custodiada e interessando a discípulos de alto grau, deve agora ser colocada ao alcance dos melhores seres da nova geração.

      29.11.65 Mestre Ergos

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      Existe um Mistério Divino?Tudo é Mistério, mesmo o que de mais banal vós credes haver desvelado completamente, tem sempre uma parte oculta que não fostes vitoriosos em caracterizar, porque as causas dos efeitos se perdem no Infinito.

      Não existe por si só um Mistério Divino, mas a soma de Divinos Mistérios cujas raízes fazem sede no Absoluto. Por Absoluto, entenda-se a Causa sem causa de cada causa, a Origem Única, o Sêmem no qual se aprisiona a Árvore Cósmica que coloca a Energia Radiante em Seus frutos- as nebulosas.

      A Eternidade não existe porque se o tempo tivesse um valor real, haveria a necessidade de um princípio e tenderia a um fim, princípio que não seria senão o efeito de outra Causa Eterna e de um fim que seria inelutável causa de um outro princípio; como cada vida porta em si o sêmem da morte e como cada morte é um novo princípio de vida.

      O espaço representa o Nada, porque, em realidade, não existe no Absoluto.

      Também o homem é feito de espaço, embora ele, que no seu físico relativo é absoluto, crê ser de fato um conjunto de átomos e não tem a noção do vazio que nele está.

      Não acreditais que para a Potência Absoluta, precisamente porque Nela tudo se contém e para A qual não existe princípio nem fim, está sempre presente o Espaço e o Tempo? Como pensais que os seres prisioneiros do elétron iluminado pelo próton imaginam DEUS? Também vós sois prisioneiros da Terra iluminada pelo Sol e enquanto eles se perdem no protoplasma de uma célula (ou nebulosa) da matéria, vós vos perdeis no protoplasma de uma nebulosa (célula) do Cosmo.

      Os limites são, então, conceituações puramente mecânicas estabelecidas não pelo Eterno Poder, mas pelo pensamento humano que é a força abstrata e fugaz de uma metamorfose sempre em ação.

      O Divino Motor Imóvel não tem pensamento porque Nele tudo existe sem limitações e o pensamento é uma força limitativa que vai da recordação do passado á descoberta do futuro. A Força Absoluta não tem limites, mas sendo causa de cada efeito, chega-se ao paradoxo de que Ela, como Causa Única, não existe para os efeitos. E, se como cada efeito é princípio de uma causa, Ela está sempre presente anulando Espaço e Tempo.

      O Absoluto é positivo, mas tem em si oculta e em contínua expansão, a forma negativa.

      Como a vida perde as suas células mortas que inicialmente a revestiam e as árvores perdem as folhas que um dia viveram e ora murcham para dar lugar a novos brotos, assim Dele, Unidade Absoluta, Energia Criativa, ETERNO MASCULINO, parte o primeiro Mistério Divino: o ETERNO FEMININO.

      O Eterno Feminino é a conceituação do Tempo, que, mesmo na sua Estática Eternidade, palpita em cada átomo, manifestando na Essência Cósmica, estática em Seu Movimento de  Expansão. É uma Lei inelutável , que, mesmo provocando o Movimento, o anula no Espaço como se não existisse (e, de fato, na realidade Divina não existe).

      Mas o que é a realidade para vós? Todas as manifestações que caem no controle de vossa sensibilidade? Ora, vós vedes fixas muitas coisas que têm um movimento vertiginoso seja no Macro como no microcosmo e, naquele momento, estais certos de constatar uma absoluta realidade. O Macrocosmo tem início no microcosmo e o microcosmo tem início no Macrocosmo. Em uma escala sucessiva de valores que o homem individualizará sempre mais profundamente, vibra aquela parte negativa da expressão Cósmica: a VIDA. A Vida é, pois, negativa porque é a parte limitada e abstrata da Potência que a impulsiona ao agregamento e à destruição.

      O Eterno Motor Imóvel, o Absoluto Masculino, a Energia Cósmica, a Irradiante Potência expandida do Ponto na Infinidade do Espaço, Luz Consciente e Geradora, são os atributos do PAI de todas as causas.

      O Eterno Feminino, a Origem de todos os efeitos, Agregadora Potência do Todo, sujeita ao Tempo e Espaço, Sombra Inconsciente, Mãe Agente e Acionante são os atributos da Grande MÃE. Ela existe em todas aquelas formas físicas que as religiões de todos os tempos apresentam através da História como a Mãe dos Iniciados, dos Profetas e Messias. Elas, com efeito, representam a forma negativa através da qual se manifesta a Positividade. Porque cada terra, cada estrela, cada mulher é parte daquela força negativa que circula com pureza em torno da Luz do PAI.

      É árdua a missão de explicar com humanas palavras e fazer compreender aos limitados meios do  vosso intelecto,a grande, harmônica e Divina síntese desta esplêndida Verdade.

      Cada negativo é ligado ao seu positivo porque dele nasceu. Por exemplo; o homem é negativo da mãe e é o positivo para a esposa; o próton é positivo do elétron, mas é o negativo da célula; o Sol é o positivo da Terra que, por sua vez o é para a Lua, que é negativa respectivamente para a Terra e o Sol. O Sol é negativo para o Motor Central que agrega as nebulosas das quais faz parte.

      A positividade, seja na manifestação humana, espiritual ou planetária, está sujeita à Lei da Relatividade, porque , encerrada no Absoluto, não pode ser  Absoluta.

                                                                                      Mestre Ergos

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      Quando perceberdes desenvolver na alma o Sol da vossa Vontade, é chegado o tempo do vosso despertar, porque a Sabedoria e o Poder Divino dirigirão benignamente o olhar para vós a fim de iluminar-vos sobre a Natureza real da vossa essência e instruir-vos sobre o modo de poder ampliar vosso pensamento e consciência.

      Da secreta realização e maturação do Ego Superior, surgirá a vossa real entidade a fim de ser preparada para a Iniciação. Vós, que pertenceis à poderosa força da Sombra Criadora, estais reservados a receber essa Luz destinada a iluminar o mistério da vossa natureza superior e tornar-vos conhecedor do seu valor.

      A realidade consciente e inconsciente das coisas que ora intuís como nascente dos Poderes dentro de vós será, por fim, um claro conceito quando tiverdes adquirido a capacidade de por em ação aquela fonte de Poderes. Cada um de vós representa o EU SOU individual, mas participais também da grande Consciência Universal. A vossa vida relativa, por isso, tem relação e ligações com cada forma de expressão e manifestação em qualquer plano onde se encontrem, dos mais sutis aos mais densos, do Micro ao Macrocosmo. Somente quando o pensamento que se detém para concretizar as efêmeras construções da vida cotidiana, chegar a penetrar em profundidade a vossa mente superior, podereis assenhoriar-vos daquele Poder interior que vos revelará a vossa mais elevada essência.

      Dois são os caminhos que, humanamente, podeis seguir: um, terreno, dirigido exclusivamente para as manifestações físico-mentais; outro, tendente ao desenvolvimento mental-espiritual, mais excelso porque sabe participar da real essência de Deus como Centelha Divina.

      Nos planos inferiores das expressões vitais, muitas sombras, muitos véus ocultam a Luz e a Beleza das esferas superiores e vós devereis combater certamente a densidade da vossa matéria, a opacidade do vosso pensamento para que a realidade esteja somente naqueles efeitos instintivos do eu material, das suas necessidades físicas, da satisfação dos desejos, das paixões nas quais, às vezes, desencadeia-se a selvagem potência do eu animal.

      Necessidades, desejos, sentimentos e paixões devem também existir em vós, fazer parte de vós. Eles representam os diversos graus sobre os quais devereis elevar-vos porque a evolução realizar-se-á desenvolvendo gradualmente a potencialidade do pensar, do raciocinar, do superar e do vencer.

      Por isso, nada vos será proibido. O Bem e o Mal que se aninham na densidade de vossa matéria deverão ser iluminados com a Chama Sagrada do vosso EU imortal, eterno, indestrutível e invencível. Sois vós que deveis realizar; sois vós que deveis despertar esta potência e esta sabedoria que vos pertence. E é isto o que o Mestre e Eu esperamos de vós.

      Lição dada nos anos 60

      RAMASAR

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      “O Mundo é uma esfera infinita, cujo centro está em toda parte e a circunferência em parte alguma.”

      Deus é o Supremo Mistério inviolável, Causa primeira de cada causa e cada efeito, é Luz Divina além do Espírito, Raiz sem raiz de tudo que sempre foi e sempre será, Motor imóvel de cada dinamismo, Consciência Inconsciente porque puríssima, o Infinito Absoluto Incriado Gerante.

      Em Seu Centro estático, Oceano de Luz Eterna, está a Energia-Substância, Eterna Matriz de todo “vir a ser”. A Divindade é, portanto, UNIDUAL. Deus é PAI e é MÃE.. As duas forças coexistem no profundo Silêncio, Equilíbrio e Vazio da Divina Perfeição. O ETERNO FEMININO, substância pura não fecundada, latente, existindo sem existir como a flor que está por nascer dentro da semente, agregadora Potência, Sombra Inconsciente, está contida no ETERNO MASCULINO, energia cósmica positiva absoluta, Poder Irradiante de cada Poder, Luz Consciente e Gerante.

      Um frêmito agita a estaticidade da Infinita Luz e Seu Seio vibra, respondendo à Divina Vontade Suprema, puro Amor. Pouco a pouco, o Infinito Nada de Sombra se dilata e expande atraindo, com Sua vibração o Oceano de Luz. Circunda-O e enlaça-O no Divino amplexo do próprio Poder Negativo, para que o Raio de Fogo irrompa o Abismo de Luz no espaço aveludado e imaculado da Sombra.

      Polarizando-se, Deus transmuta-se a Si mesmo em Sombra para criar a Vida.

      Somente a Positividade Negativa possui a virtude de multiplicar-se por Si mesma, virtude que a Negatividade Positiva não tem, já que a última é um Poder encerrado em Si. É inconcebível individualizar um estado de Sombra, se não pudermos compreender o aspecto espiritual da LUZ. A Sombra Infinita, representando a primeira negatividade positiva, é a Substância Absoluta do Pensamento Divino e reflexo abstrato de DEUS.

      A Divindade, agora, é dual. Duas forças de Valores opostos com o mesmo princípio. A LUZ que era antes DIVINA e CÓSMICA, torna-se ESPIRITUAL, Princípio Materno ,Substância Absoluta Total, primeiro estado negativo de Deus, para dar início ao ritmo vital do Universo Criado, numa grande cadeia que formará a escala dimensional das causas e efeitos.

      É difícil explicar com palavras humanas a síntese de uma magnífica Verdade, Princípio e Lei presente em cada forma de Vida. Cada positivo é ligado ao seu negativo porque dele nasceu O próton é o positivo do elétron, mas é o negativo quanto à célula. O homem é o positivo da esposa, mas é o negativo da mãe que o gera. O Sol do nosso Sistema é positivo para a Terra, mas é negativo para o Grande Sol Central que o gerou.

      O núcleo do Mistério Revelado que podemos intuir e perceber nas manifestações da Vida pode ser assim resumido:

      DEUS-PAI-Absoluto Incriado Gerante, Espaço Infinito que se dilata num ponto, Parabrâhma, Luz da Inteligência Suprema. O Hálito emanando Poder.

      DEUS-FILHO-Absoluto Criado Criante, a Energia do Amor que divide e polariza o Espaço Infinito com a linha imaginária equilibrando os opostos. Hálito polarizando e criando as energias elétrica e magnética.

      DEUS-ESPÍRITO SANTO-Absoluto Criado Agente, Deus em ação lançando Seu Raio de Fogo Criador, faz nascer da Trindade Divina das Potências Absolutas, o Quaternário das expressões de Vida. O Hálito equilibrando as forças-raízes dos Elementos.

      Chegamos então, ao terceiro aspecto da Divindade. Do encontro das duas Energias cria-se o Movimento, porque a vibração gerada do choque, propaga-se no Infinito através do som mudo que nasce (primeiro Som da Criação e Mantra Divino): M…M…M…M…M…….Invólucro do primeiro OVO ou ESFERA CÓSMICA formada, o primeiro Vórtice abre um canal com Seu Raio de Fogo (MICKAEL, primeiro Poder de DEUS), por onde passam as energias puras para criar o Universo.

      Esse fulcro central em espiral assemelha-se a um umbigo que alimenta o no ventre materno. A grande espiral de Energia Luminosa mantém a partir deste momento o ritmo eterno: Luz-Sombra, Luz-Sombra, Luz-Sombra, etc, através dos ciclos evolutivos e nós Kármicos que se seguem. Sim, porque ao iniciar-se a Evolução, inicia-se automaticamente a Lei do Karma (Causa e feto Efeito).

      Imaginemos um grande lago tranqüilo onde é jogada uma pedra. Veremos como efeito, a expansão de círculos infinitamente até que, chegando ao fim do espaço das águas, eles RETORNAM AO CENTRO. Assim o mundo criado evoluirá até retornar ao Centro que o gerou. Ao dividirem-se, as duas forças primordiais geram como vimos, as três primeiras Leis Cósmicas:

      1)     EQUILÍBRIO ABSOLUTO 2) AMOR INFINITO 3) MOVIMENTO ETERNO.

      Mickael é então, a projeção do Pensamento Divino na Negatividade Materna e Criadora. Tem em Si os atributos do Unidual, conseqüentemente é a origem neutra do Sopro do ESPÍRITO e da Corrente da VIDA, Alma da Criação, imprime em toda a Natureza Abstrata a Lei da Evolução na qual tudo Dele parte e a Ele retorna.

      Mickael é o dinamismo, a Ação, o Movimento, a Fagulha de Fogo do Espírito Santo, Poder de Deus manifestado, primeira emanação da Divina Hierarquia. É o Senhor das legiões celestes da Luz, e Seu Selo está em cada criatura, átomo, Universo e fenômeno.

      Para melhor ilustrar os aspectos da Divindade, imaginemos o momento do “FIAT” como uma lâmpada que é fotografada no instante exato em que é acesa num espaço escuro. O que vemos no rápido registro do momento é uma Cruz de Luz seguida dos raios que se expandem até iluminar tudo. A Luz sempre nascerá desta forma. É Lei Divina.

      Originada da tríplice expressão dos Poderes Divinos, a Cruz encerra o princípio dos quatro Elementos e dá início ao Alfa e ômega da Vida. Nela está a origem Solar do Fogo do Espírito Cósmico.

      A Hierarquia Arcangélica é a primeira negativização da Potência Excelsa, perfeita Impersonalidade sem forma. Ela dá início às 7 Eternidades Evolutivas, governa as 7 Leis nos 7 Planos.Como já enumeramos as três primeiras Leis, continuemos então com as outras quatro:

      4)CRIAÇÃO  5)KARMA  6)EVOLUÇÃO  7)PURIFICAÇÃO

      Ergos

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      No turbilhão humano onde reinam as trevas, onde os vícios e as injúrias, as críticas imperam, somente a ti, chela, podes e deves vencer.É inútil, por isso, que tentes evitar estas trevas, mas, ao contrário, deves imergir cada vez mais profundamente na sua substância que é parte mais densa da vida; mergulhar na lama imunda, suja, nela rastejando como fera e procurar absorver as escórias unicamente para transmutá-las com a tua vontade e a tua coragem, em quintessência, no bálsamo salutar ou água cristalina onde realizarás a tua purificação.

      Enquanto a parte inferior da alma não esteja dissolvida, dominada, fundida e completamente submetida à Centelha Divina que a criou, a tempestade continuará, cada vez mais furiosa.

      E quando tiveres solidamente afirmado a supremacia do teu verdadeiro Eu, as adversidades se aplacarão e a calma penetrará no espírito trabalhado e no profundo silêncio da tua alma Nela amadurecerá o acontecimento maravilhoso do despertar que te fará dizer, conscientemente: “EU estou a serviço da Grande Obra.”

      Mas, para ser digno da Obra, é necessário, antes de mais nada, ser digno de si mesmo, para, então, poder ingressar na Fraternidade Branca, alcançar a graça de ser discípulo do Mestre e poder iniciar o caminho que conduzirá à Luz.

      Esta é a Escola que te oferecerá os primeiros ensinamentos desta Verdade, oh irmão. Recebe estas gotas deste fresco orvalho matinal, abebera-te, eleva-te, extasia-te. Acalma a tua mente e, no sereno equilíbrio de tua consciência, inicia o caminho. Procura, através da fé e da oração, a chave oculta do teu íntimo ser; ele está firme, sereno, imperturbável e, há milênios, espera a tua evolução. Ele é o teu juiz, o teu inspirador, o teu guia e a tua Luz. Ele te colocou no lugar onde deves ocupar no meio da Humanidade, para que cumpras aquilo que do Alto foi determinado.

      O cumprimento ou não dessa determinação, a sua mais ou menos rápida execução, é que irá escalonando as etapas da tua evolução. E, se não conseguires dominar e governar a tua natureza inferior, o abismo que separa a tua alma do teu verdadeiro EU não será superado. Mas uma vez conseguido, verás que tudo está em ti, naquele teu EU que permanece no mais íntimo do teu ser, que te conhece tão profundamente, embora tu o ignores.

       

      A nossa Escola ensina a encontrar o porque dos sofrimentos, das penas, das ansiedades envolvem a Humanidade nessa luta de todas as horas e, quando isso conseguires, verás que tudo se anula e começa a se estabelecer o equilíbrio interno, que trará consigo a Paz, a Tranqüilidade, a certeza do teu FUTURO.

      RAMASAR