Aulas

Explicações sobre mecanismos do Espírito

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O homem possui uma tendência inata de separação, talvez pela sua ânsia de conhecer, procurando os esclarecimentos através de uma análise que deve ser feita parceladamente em virtude da sua capacidade limitada de percepção que não pode abranger o Todo de um só golpe, dada a sua situação limitada pelas contingências da matéria.

Por essa razão, classifica todas as coisas, materiais ou imateriais, cata­logando-as em diferentes planos.

Assim agindo, até mesmo os próprios sentimentos são submetidos a esse pro­cesso e o AMOR UNO, o grande AMOR UNO que é a essência da Divindade, que é Deus, porque é a vibração primeira da Sua manifestação, não escapa a essa tendência que o pretende sub-dividir em amores vários, segundo o ser que o manifesta.

Surge, assim, o amor de Deus, o amor do Mestre pelos seus Discípulos e o des­tes por Aquele; o amor do Pai e da Mãe; dos Filhos; dos Irmãos; das Almas Gemeas, dos animais entre si, das plantas; dos minerais; dos seres imateriais: e assim, subseqüentemente, pelos diferen­tes reinos da Criação.

Cada indivíduo possui em si a possi­bilidade de todos esses amores, e em realidade guarda em seu coração esse AMOR UNO, aparentemente diversi­ficado.

Um dia no tempo, após haver fruído todos esses diferentes amores, ele os sente reunidos, amalgamados, e encontra nesta fusão a consciência esclarecida da UNIDADE INDISSOLÚVEL DO AMOR.

Do conhecimento dessa UNIDADE INIDISSOLÜVEL DO AMOR surge a cer­teza do AMOR consciente que é UNO, porque é manifestação sensível de Deus através de Si mesmo na criatura.

É uma grande força esse amor cons­ciente e deverá ser orientada e distri­buída com cuidado para benefício e fe­licidade de toda a Criação.

Aquele que ama desordenadamente causa mais danos que venturas em nome do amor. Ele não tem consciência da sua força e da força de atuação do seu amor. Por essa ignorância sofre e é purificado e redimido pela grande dor que aos poucos levantará o véu da sua inconsciência. Este é o resultado posi­tivo da aplicação negativa do amor.

Aquele que ama conscientemente é semelhante a um acumulador auto-recuperador. Ao distribuir essa benção se reabastece automaticamente sendo, mais e mais, capaz de dar, numa pro­porção sempre mais crescente.

O amor é UNO apesar das suas va­riadas manifestações.

Há o amor de Deus, do Pai, da Mãe, do Filho, do Amante, do Esposo, do Ir­mão, do Amigo, do Inimigo, do Animal, da Flor, do Fruto, do semelhante, enfim, um sem número de manifestações, de aspectos desse AMOR UNO, que é o próprio Deus em cada criatura, buscando aquele Deus, que é Ele mesmo, no seu semelhante, seja a que reino ou catego­ria pertença.

Esse AMOR UNO, quando atinge o seu grau de intensidade pura e quando se dirige ao Mestre, é a profundeza imensa do ser que se abandona a essa sensação inefável de grandiosidade da manifes­tação do próprio Deus. Se no mesmo instante for mudado o ponto de aplica­ção desse AMOR UNO passando-o, por exemplo, para aquele ou aquela que o coração escolheu, ainda é o mesmo AMOR UNO que continua vibrando em toda a sua grandiosidade na manifes­tação ainda do próprio Deus. Esse AMOR UNO que mudou o seu ponto de aplicação e que se manifesta com toda a mesma intensidade; é, para aquele que o recebe, sempre proporcional à sua capacidade de reconhecê-lo.

Quando aquele a quem enviamos o nosso amor conhece e sente a forma dessa dádiva, vibra, então, conosco, e a harmonia se estabelece entre os dois; e isso segundo o ponto de aplicação par­ticular que intensifica aquele sentimen­to e que poderá ser tanto o amor do Mestre para o Discípulo; o do Amante para a sua Amada; o do Pai para o Filho; o do Irmão para sua Irmã; do Homem para a Natureza, enfim, em toda aquela gama infinita de sentimentos que se revela e vive no Cosmos Infinito; em tudo que se manifesta onde o frê­mito da Divina Onipotência deslumbra com a sua Presença.

Se, às vezes, o filho ou o irmão ou o amante não retribui o amor que des­perta é porque não lhe foi possível ainda alcançar e perceber o amor que lhe dedicam e porque vê sempre tudo através do prisma da sua evolução presente. Ele não é pior por isso, mas é preciso aguardar o instante em que a poeira que cobre e empana a sua visão comece a esvanecer-se à medida que o caminho vai sendo percorrido.

E é por isso que a Mãe ou o Mestre amam ainda mais aquele filho ou dis­cípulo transviado.

Sabemos e vivemos a verdade de que o AMOR é sempre UNO.

A Mãe não ama ao seu Filho mais do que este a ela, se ele puder CONHECER o seu AMOR; nem o Mestre ama ao seu Discípulo mais se este puder sentir a profundeza daquela gama puríssima e superior do AMOR UNO manifestado na vibração divina do Seu Espírito Engrandecido. A retribuição do amor do Dis­cípulo ao Mestre será ainda na pro­porção da sua capacidade de compreender e intuir a grandiosidade do AMOR UNO que flameja no Seu Amor.

É imenso o esforço para traduzir em palavras o que o AMOR UNO, pela mão do Divino Mestre, fez brotar e desen­volver no meu Amor.

Rio, 12-8-1949

Antera

Iole Fabbri Cambareri

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            “O Mundo é uma esfera infinita, cujo centro está em toda parte e a circunferência em parte alguma.”          Deus é o Supremo Mistério inviolável, Causa primeira de cada causa e cada efeito, é Luz Divina além do Espírito, Raiz sem raiz de tudo que sempre foi e sempre será, Motor imóvel de cada dinamismo, Consciência Inconsciente porque puríssima, o Infinito Absoluto Incriado Gerante.

          Em Seu Centro estático, Oceano de Luz Eterna está a Energia-Substância, Eterna Matriz de todo “vir a ser”. A Divindade é, portanto, UNIDUAL. Deus é PAI e é MÃE.. As duas forças coexistem no profundo Silêncio, Equilíbrio e Vazio da Divina Perfeição. O ETERNO FEMININO, substância pura não fecundada, latente, existindo sem existir como a flor que está por nascer dentro da semente, agregadora Potência, Sombra Inconsciente, está contida no ETERNO MASCULINO, energia cósmica positiva absoluta, Poder Irradiante de cada Poder, Luz Consciente e Gerante.

          Um frêmito agita a estaticidade da Infinita Luz e Seu Seio vibra, respondendo à Divina Vontade Suprema, puro Amor. Pouco a pouco, o Infinito Nada de Sombra se dilata e expande atraindo, com Sua vibração o Oceano de Luz. Circunda-O e enlaça-O no Divino amplexo do próprio Poder Negativo, para que o Raio de Fogo irrompa o Abismo de Luz no espaço aveludado e imaculado da Sombra.

          Polarizando-se, Deus transmuta-se a Si mesmo em Sombra para criar a Vida.

          Somente a Positividade Negativa possui a virtude de multiplicar-se por Si mesma, virtude que a Negatividade Positiva não tem, já que a última é um Poder encerrado em Si. É inconcebível individualizar um estado de Sombra, se não pudermos compreender o aspecto espiritual da LUZ. A Sombra Infinita, representando a primeira negatividade positiva, é a Substância Absoluta do Pensamento Divino e reflexo abstrato de DEUS.

          A Divindade, agora, é dual. Duas forças de Valores opostos com o mesmo princípio. A LUZ que era antes DIVINA e CÓSMICA, torna-se ESPIRITUAL, Princípio Materno, Substância Absoluta Total, primeiro estado negativo de Deus, para dar início ao ritmo vital do Universo Criado, numa grande cadeia que formará a escala dimensional das causas e efeitos.

          É difícil explicar com palavras humanas a síntese de uma magnífica Verdade, Princípio e Lei presente em cada forma de Vida. Cada positivo é ligado ao seu negativo porque dele nasceu O próton é o positivo do elétron, mas é o negativo quanto à célula. O homem é o positivo da esposa, mas é o negativo da mãe que o gera. O Sol do nosso Sistema é positivo para a Terra, mas é negativo para o Grande Sol Central que o gerou.

          O núcleo do Mistério Revelado que podemos intuir e perceber nas manifestações da Vida pode ser assim resumido:

                   DEUS-PAI-Absoluto Incriado Gerante, Espaço Infinito que se dilata num ponto, Parabrâhma, Luz da Inteligência Suprema. O Hálito emanando Poder.

                   DEUS-FILHO-Absoluto Criado Criante, a Energia do Amor que divide e polariza o Espaço Infinito com a linha imaginária equilibrando os opostos. Hálito polarizando e criando as energias elétrica e magnética.

                   DEUS-ESPÍRITO SANTO-Absoluto Criado Agente, Deus em ação lançando Seu Raio de Fogo Criador, faz nascer da Trindade Divina das Potências Absolutas, o Quaternário das expressões de Vida. O Hálito equilibrando as forças-raízes dos Elementos.

          Chegamos então, ao terceiro aspecto da Divindade. Do encontro das duas Energias cria-se o Movimento, porque a vibração gerada do choque propaga-se no Infinito através do som mudo que nasce (primeiro Som da Criação e Mantra Divino): M…M…M…M…M…….Invólucro do primeiro OVO ou ESFERA CÓSMICA formada, o primeiro Vórtice abre um canal com Seu Raio de Fogo (MICKAEL, primeiro Poder de DEUS), por onde passam as energias puras para criar o Universo.

          Esse fulcro central em espiral assemelha-se a um umbigo que alimenta o ventre materno. A grande espiral de Energia Luminosa mantém a partir deste momento o ritmo eterno: Luz-Sombra, Luz-Sombra, Luz-Sombra, etc, através dos ciclos evolutivos e nós Kármicos que se seguem. Sim, porque ao iniciar-se a Evolução, inicia-se automaticamente a Lei do Karma (Causa e feto Efeito).

          Imaginemos um grande lago tranqüilo onde é jogada uma pedra. Veremos como efeito, a expansão de círculos infinitamente até que, chegando ao fim do espaço das águas, eles RETORNAM AO CENTRO. Assim o mundo criado evoluirá até retornar ao Centro que o gerou. Ao dividirem-se, as duas forças primordiais geram como vimos, as três primeiras Leis Cósmicas:

  • 1) EQUILÍBRIO ABSOLUTO 2) AMOR INFINITO 3) MOVIMENTO ETERNO.

Mickael é então, a projeção do Pensamento Divino na Negatividade Materna e Criadora. Têm em Si os atributos do Unidual, conseqüentemente é a origem neutra do Sopro do ESPÍRITO e da Corrente da VIDA, Alma da Criação, imprime em toda a Natureza Abstrata a Lei da Evolução na qual tudo Dele parte e a Ele retorna.

Mickael é o dinamismo, a Ação, o Movimento, a Fagulha de Fogo do Espírito Santo, Poder de Deus manifestado, primeira emanação da Divina Hierarquia. É o Senhor das legiões celestes da Luz, e Seu Selo está em cada criatura, átomo, Universo e fenômeno.        

Para melhor ilustrar os aspectos da Divindade, imaginemos o momento do “FIAT” como uma lâmpada que é fotografada no instante exato em que é acesa num espaço escuro. O que vemos no rápido registro do momento é uma Cruz de Luz seguida dos raios que se expandem até iluminar tudo. A Luz sempre nascerá desta forma. É Lei Divina.

Originada da tríplice expressão dos Poderes Divinos, a Cruz encerra o princípio dos quatro Elementos e dá início ao Alfa e ômega da Vida. Nela está a origem Solar do Fogo do Espírito Cósmico.

A Hierarquia Arcangélica é a primeira negativização da Potência Excelsa, perfeita Impersonalidade sem forma. Ela dá início às 7 Eternidades Evolutivas, governa as 7 Leis nos 7 Planos.Como já enumeramos as três primeiras Leis, continuemos então com as outras quatro:

4)CRIAÇÃO  5)KARMA  6)EVOLUÇÃO  7)PURIFICAÇÃO

Ergos

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Numa ilha viviam três velhos eremitas. Eram tão simples que usavam apenas esta oração: “Nós somos três, Tu és três – tem piedade de nós.” Grandes milagres se manifestavam durante a ingênua prece.

O bispo da região soube da existência dos três eremitas e da sua inadmissível oração, e decidiu visitá-los para lhes ensinar as invocações canônicas. Chegou à ilha, disse aos eremitas que aquela petição aos céus era indigna e ensinou muitas das orações habituais. Depois foi embora de barco. Atrás do barco, viu uma luz radiante. À medida que a luz se aproximava, distinguiu os três eremitas, de mãos dadas, correndo sobre as ondas, no esforço de alcançar o barco.

— Esquecemos as preces que nos ensinou — gritaram, quando alcançaram o bispo — e corremos para pedir que ensine de novo.

O bispo, assombrado, sacudiu a cabeça.

— Meus queridos — respondeu, humildemente — continuem a viver com a antiga oração.

(Leon Tolstoi; resumo de Nicolas Roerich)

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Mestre Universal Kut Humi Lal Sing

Oh discípulo, tens três grandes passos que dar, antes de chegar à Libertação total – não te deixes iludir por nenhuma miragem e, sobretudo não permitas que tuas ilusões te enganem na Grande Senda da Vida.

O primeiro grande passo -consiste em CONTROLAR-TE.

Isto é semelhante a uma embarcação que deve navegar sobre o Oceano da vida ate a outra margem. Todo o processo de conduzir a embarcação, que também é o processo necessário para chegar às tuas decisões, com o fim de preparar-te para a travessia, constitui o que chamamos o Primeiro Grande Passo

Controla tuas emoções, tuas paixões, teus nervos, teus pensamentos, tua imaginação, teus desejos, teus vícios teus impulsos e tuas aspirações.

Controla-te integralmente. Tudo em ti deve ser controlado, a fim de poderes conhecer melhor tuas forças e também como utilizá-las.

Convém que te controles, em todas as circunstâncias e, sobretudo, controla este teu Coração – se és capaz de ódio e de sentimentos malsãos; controla tua Mente - pondo freio a teus pensamentos e aspirações, da mesma forma que a teus desejos e paixões, e, não permitas que possas ferir alguém, sequer sem a intenção.

Controla incessantemente também a tua alma, alimentando-a com boas intenções e pensamentos puros e nobres.

O Segundo Grande Passo – oh discípulo, consiste em CONCENTRAR-TE

Evita dissipar tuas forças atuando sem propósitos fixos e respondendo a pensamentos e sentimentos indignos, destrutivos e contrários a nobreza da Alma que deve caracterizar-te como Discípulo.

Concentra tuas energias para finalidades dignas e enobrecedoras e procura, sobretudo, nunca perder de vista a meta que escolheste para tua vida.

Controlar-se a si mesmo começa com o relaxamento muscular e nervoso e acaba nos estados de fortaleza moral dirigida à concentração, que permite dar sentido às nossas aspirações, assim como aos nossos melhores ideais.

Procura, meu querido Discípulo, não desviar-te desta Senda Sagrada e, cada vez que puderes fazer um beneficio, faça-o; cada vez que se apresentar a oportunidade de melhorar a ti mesmo, APROVEITA-A,

O Terceiro Grande Passo – consiste em MEDITAR

Meditar é pensar persistentemente e com energia. É decidir com pureza de propósito e vigor na aspiração. Meditar é, enfim, contribuir com todo teu ser na realização de um ideal e de uma decisão bem formulada.

Quando aprenderes a meditar verás, Oh Discípulo, que a vida não é uma série de casualidades, nem algo sem transcendência. Verás sim que na realidade, existe um plano pré-estabelecido que se caracteriza por uma finalidade concreta. Meditar é descobrir, precisamente, este sentido da vida. É contemplar a si mesmo e às supremas realizações, por meio de um esforço profundo e integral.

Mas, não é possível concentrar-se antes de aprender a controlar-se devidamente, bem como não é possível Meditar sem saber Concentrar-se.

A Concentração é toda a atenção de nosso ser, fixada sobre as necessidades da vida. É como o solitário pescador que sobre frágil barca navega no turbulento oceano – o importante é não deixar-se desanimar nem vencer em meio às provas e turbulências próprias da vida.

O grande dever dos Discípulos é vencer suas próprias limitações, incoerências vícios, vaidades e ilusões.

Meditando, oh Discípulo, aprenderás a manter tua atitude e realmente chegar na direção final de tuas supremas aspirações, ou seja, do outro lado do oceano.

Aprenda bem estas lições, e não imagine que irá aprende-las num só dia, pois, para muitos, será preciso milhares de reencarnações para conseguir absorvê-las plenamente.

Não subestimes tuas possibilidades e recorda-te que a vida é tal como a fazemos e segundo a escolhemos, e que a eternidade está diante de ti para realizá-la plenamente.

És muito jovem para empenhar-te assim?

És muito idoso?

Que importa a idade do corpo físico se tens diante de ti milhões deles e se, sobretudo, cada um de nós possue os poderes indispensáveis para transformar esses corpos?

O importante é não se deixar desviar por vãs ilusões e entregar-se a tal trabalho. Não importa os métodos, cada qual pode fazer os exercícios que preferir; o importante é atingir os objetivos propostos.

Porém, faça teus exercícios diariamente e com a seriedade de um ritual . Com a atenção e zelo de um genuíno artífice que está interessado em produzir uma obra genial. A obra genial és tu mesmo, e o artífice também!

Tu és o motivo e a meta, assim como o sujeito das tuas aspirações. Conseguirás realizar tuas aspirações somente na medida de teus esforços e da sinceridade com que te dedicares a tais conquistas.

Lembra-te : a conquista de ti mesmo é a única que não provoca desilusões, e a única que não provoca vícios.

Mais tarde conseguirás perceber teu Mestre na Consciência Universal. Nunca se conhece o Mestre enquanto não se comunga com ele na meditação, que se caracteriza pela Consciência criadora.

Não peças, oh Discípulo: iluminação ou despertar da Consciência. Alcança-as por meio de teus Grandes Passos

Mestre Universal Kut Humi Lal Sing.

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Quantas vezes lendo este livro te perguntarão e perguntarás: quem és, centelha de Deus, que escreveste estas páginas? Em virtude de que, vindo aos homens de modo misterioso (mediunico), contrarias aquilo que consideramos uma certeza, dando-nos como farol um ideal diverso daquele que entreviamos, e como estrada um caminho oposto à tortuosa e perigosa viela na qual corríamos como loucos ?Di-me-lo, faisca divina, para que eu tenha a força de seguir com mais facilidade o meu caminho e abandonar as mil dúvidas que me torturam a alma, atingindo a fonte vital do teu amor e da tua ciência.

Pois bem, eu sou tu.

O que aqui fala não é o raio da sabedoria indú, nem alguém a ele preso por um liame de sangue, mas aquele eu que vive em ti e é eterno. Refiro me ao “quid” que te dá vida e que representa a tua vontade; aquela centelha energética que trazes em ti mesmo e que é o agente de todas as tuas ações, pronta a liberar-se para vibrar em toda a sua potência tão pronto tu morras.

Abandona a materialidade e procura em tua razão não aquilo que hoje és, mas aquilo em que te tornarás em um próximo amanhã, e, então, reconhecerás que há em ti qualquer coisa de bem maior que o corpo origem das tuas dúvidas e dos sentidos que te iludem. Busca no teu espírito que é imaterial e imortal; nele também eu estou.

De fato, quem te fala como um outro ser, não é senão uma parte da Grande Chama que tem por nome Deus; um vagalume na imensidade da Criação; um nada em relação à luz do Todo, mas que poderá ser um Todo no Todo.

Quem pois, mais particularmente eu seja diante de ti, homem; que méritos me distingam; que grau  haja atingido na evolução do meu espírito, não te pode, ou melhor, não te deve por ora interessar.   Porque, mesmo se o soubesses, não o poderíeis compreender; não saberíeis sondar o mistério que trago comigo. Saibas que vim para iluminar-te, porque estavas cego; para guiar-te, porque perdeste o justo caminho. Segui, por risso, a minha luz, tal como caminhaste atrás daquele pirilampo, quando perdido em campo aberto, certo de que ele te conduziria ao lugar desejado.

Desci para convencer-te com o meu amor; para guiar-te com a minha sabedoria; para iluminar-te com a minha ciência. Por ora, não tentes conhecer-me. A ti basta saber: eu sou tu. Mas, cuidado antes de te encheres de orgulho. Um fator essencial impede que sejas, agora, guia e luz dos outros homens. Entre nós há uma diferença : existe um cárcere que aprisiona o teu espirito e a que eu não estou preso. Esta prisão cria te as paixões e os erros fazendo-te crer que podes matar um lagarto cortando-o em pedaços quando, em realidade, ele retornará em novas formas de vida.

Por essa razão procuras descobrir o meu mistério e não te apercebes de que podes encontrar a sua razão de ser em ti mesmo. Tens sede de conhecimento, buscando em livros e onde te for possível, ignorando que a possues desde o instante do teu nascimento e que ela, se contém no íntimo do teu corpo. O meu é livre e, por isso, não existem obstáculos ao seu saber.

Ainda por esse motivo, “Eu sou”, para ti que afanosamente me buscas e me lês, luz, ciência, guia.

E é inútil, é mortal, que cries dúvidas ou fantasias em torno da minha essência; inútil a ação de cada teu pensamento e cada juízo teu.

Há um véu que, como uma cortina, divide o mundo do espírito e o da matéria. Ele impede o homem de avaliar convenientemente aquilo que para ele nem mesmo existiria se fenómenos simples ou complexos não tivessem indiscutível e repetidamente demonstrado a realidade: são as manifestações sobrevindas durante os séculos, que se poderiam reunir em uma série imensa, das criaturas Angélicas às diabólicas.

Não é permitido ainda à humanidade poder indagar os mistérios do além túmulo: os olhos mortais não são capazes de tanto. A vida outra coisa não é se não uma força da qual a morte é um simples estágio; mas, para além dela existem inúmeras manifestações da sua energia.

Há um mundo que revela os seus multiplos aspectos, mostrando claramente que a alma não se cria com o nascimento e não se extingue com a morte, mas que é uma força superior ao corpo, e em cujo interior realiza uma etapa da sua evolução.

A força vital, a energia motriz da vida terrena não está sujeita a perecimentos. Tendes, a testemunhar esta verdade, milhares de manifestações em que pudestes constatar que a cadeia dos seres não para no homem, mas prossegue para além. Diante da grandiosidade do mundo espiritual, que outra coisa poderá o homem fazer, se não tentar esclarecer o mistério da sua existência, detendo-se na maioria das vezes, aturdido pelo incomensurável ignoto, quase como a caracterizar por este modo a fraqueza daquela humanidade em cujo seio ele vive e à qual pertence?

Existe a realidade magnifica de um mundo imaterial e superior, onde cada alma tem o seu lugar e a sua razão de ser; onde há uma infinita Hierarquia de Essências mais ou menos eleitas, e cada uma delas faz parte do Infinito.

Também eu sou, pois, uma pequena parte do Todo, representando no Todo a minha parte para incitar, como exemplo e com o amor o vosso espírito.

*   *   *

O homem não deve negar aquilo que intue como real somente porque sua razão não pode precisamente se aperceber: no mistério do invisível palpita a realidade mais bela, porque aí se abandona o reino da matéria para aproximar-se de Deus.

Seria o mesmo que, havendo connhecido as ondas hertezianas (Hertz), quizesseis negar a sua existência unicamente porque os vossos olhos não as podem ver e os sentidos perceber. Elas não somente existem como se revelam por meio dos vossos aparelhos receptores.

Poderás negar que Lucifer tem a possibilidade de apresentar-se como anjo de luz resplendente em beleza e doçura; mas se de fato a ele se atribue a faculdade de tomar forma,

porque não admitir que uma força maior possa manifestar-se para dar e oferecer a doçura de um conforto ou incitamento que vos impulsione para superar a batalha da vida?

Não veríeis certamente um Lucifer sofrer por vós, ensinando-vos o caminho a seguir e fazendo-vos entrever a meta luminosa; voltai-vos para traz nos séculos e, se a vossa incredulidade vos impõe, prescrutai: dizei-me quantos e quais são os acontecimentos realizados pela evolução do género humano, em que se manifestaram como protagonistas as essências diabólicas.

Não queirais a todo custo ser cegos, é preciso observar e, quando necessário, acreditar. E, então, se admitis (pois seria, de resto, tolice não o fazerdes) que um Espírito Eleito possa comunicar-se convosco para dar-vos a doçura do conforto e a dádiva da luz, não deveis desprezar aqueles que possuindo o dom da receptividade, mesmo que se achem em humilde condição humana, possam guiar-vos; nem deveis negar que aquele que é dotado de tal faculdade possa ser capaz de iluminar as mentes dos homens, ainda que não vista o hábito talar.

Julgais verdadeiro um fenómeno do espírito somente se ele se manifestar dentro das paredes de um claustro?

Também a Sagrada Escritura fala continuamente de manifestações espirituais angélicas, que, sem dificuldades admitis, apesar de não poderdes submetê-las a um exame, visto não haverdes estado presentes no instante da sua realização. Considerais, talvez, como verdadeiro, unicamente aquilo que se processa sob os vossos olhos ?

Quem eram Noé, Moisés, Jacó, Jó, Elias, Josué, Jedeão, Daniel, Esaú, Isaias, Joana D’Arc, Davi, São José, Maria Santíssima, se não seres eleitos visitados por espíritos eleitos ?

Uma grande aurora se desenha evanescente, auspiciadora de uma grande promessa para o género humano: é o clarão da luz divina que, nos séculos, foi dada ao homem.

Para iluminar o homem é que eu falo: dito os princípios das sublimes verdades para o progresso do género humano guiando aqueles que estão prontos a olhar para o alto e amam a evidência dos fatos, enquanto marcham para o futuro com a sede do saber que acende e torna aguda a sua inteligência. Para os outros que não querem nem observar, nem refletir, nem raciocinar, nem estudar porque são indignos de luz e de progresso, a minha palavra seja de advertimento e de encorajamento.

Desci para aditar o novo caminho; faço parte de Deus, e, porisso, “EU SOU”.

ERGOS  (“Sapienza Mondo Astrale”)

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MICKAEL

  • Aquele que é como Deus, o braço direito de Deus.
  • O chefe dos arcanjos
  • Rei de todas as batalhas, rei de todas as vitórias
  • Cor: branco, preto e laranja
  • Senhor da espada
  • A justiça divina e expressão primeira da força da vontade.

GABRIEL

  • A força de Deus, O amor universal, a dádiva divina do amor.
  • Cor azul claro.
  • Senhor do Símbolo da Esfera.
  • Senhor do símbolo da esfera, o ovo cósmico de onde nasce a vida de cada ser vivente.

RAFAEL

  • O poder da cura pela sabedoria, a sabedoria universal, a inteligência da natureza pura.
  • Cor verde.
  • A cura do corpo, a cura da alma, a cura do espírito.
  • Senhor do símbolo do cálice que contem em si o poder da cura e o elixir da vida.

ANAEL

  • O sol da vida.
  • O senhor da centelha energética material.
  • Cor amarela.
  • Aquele que dá o poder da vida material.
  • A energia pura. A fonte inesgotável do Prana, a energia vital.
  • Senhor do símbolo da balança. Senhor do equilíbrio.
  • Elemento: Terra — a estabilidade, o concreto, a realidade física.

AZAZIEL

  • O fogo transformador.
  • O princípio e o fim de cada criação.
  • Senhor do símbolo da verga.
  • Cor vermelha.
  • Elemento fogo.
  • Atividade, visão, entusiasmo, alegria, expansão.

AZAQUIEL

  • A água universal.
  • Senhor do candelabro das sete chamas, símbolo da iluminação.
  • A profundidade, e emoção pura. A sensibilidade, a ligação emocional entre os seres vivos, a penetração nas profundezas, a intuição pela sensibilidade, a proteção no plano manifestado.
  • Cor azul marinho.

URIEL

  • Senhor da luz.
  • Senhor do símbolo da Cruz
  • Elemento ar.
  • Cor violeta. A cor mais extrema visível pelos olhos humanos.
  • A expressão máxima do ser humano antes de se tornar ser divino.
  • Entendimento. Lógica e compreensão, auto-sacrifício pelo próximo. Idealista.
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Os chakras são os centros nervosos, vibratórios, que têm a função de canais de atuação da consciência nos planos manifestados, na própria alma. Eles estão situados ao longo da coluna vertebral que tem a função de distribuir a energia vital (o Prana) para todas as funções do corpo. Cada chakra tem a sua característica e a densidade da sua vibração. Quanto mais baixo for situado o chakra mais próximo do plano terreno é a sua função, isto é, mais ligado estará ao mundo limitado material-manifestado e mais densa será a sua função.

Quanto mais elevado está situado o chakra, mais sutil e abstrata será a sua função.

O primeiro chakra, o coronário é o centro da consciência espiritual, é o centro de armazenamento e distribuição da energia vital, Pránica, dele toda a energia emana. O chakra coronário é o limite da nossa manifestação humana, é o ponto no qual se concentra a energia pura do universo abstrato para distribui-la à personalidade individual. Além deste ponto unimo-nos à “unidade universal – Deus”, além dele existe a perda total da individualidade. O yogue que alcança a concentração perfeita neste chakra entra em estado de Samadi que é a unificação com a unidade universal.

O chakra frontal é o ponto mais elevado no qual a consciência pessoal se manifesta, é o ponto no qual se forma a primeira idéia do “Eu” na sua forma mais pura e impessoal, é o centro da vontade e da projeção do ego.

O chakra abaixo do frontal, o laríngeo, é o menos denso dos cinco chakras da manifestação dos elementos, ele é do elemento éter e nele são exercidas as funções mais sutis e abstratas da nossa personalidade como: o pensamento, audição, comunicação, auto-expressão, criatividade, aprendizado, aceitação, recebimento e imaginação.

O chakra cardíaco é do elemento ar e se situa no ponto médio entre todos os chakras e tem as funções do amor espiritual, generosidade, compaixão. É o instrumento criado por Deus para expressar nos planos limitados da matéria os sentimentos puros de amor e dádiva, mas, como tudo no plano manifestado é dúplice, também aqui temos a possibilidade de manifestar cada sentimento com o seu oposto. Este chakra é o ponto de transição entre o baixo e o alto vibratóriamente, representando assim a estrela de David. De um lado: consciência elevada e evoluída, ideais sublimes, criatividade e sociabilidade (os chakras superiores) e do outro lado: sobrevivência, segurança, sensualidade, sexo e poder (os chakras inferiores).

O chakra do plexo solar é do elemento fogo, regula o calor do corpo, distribui a energia prânica para o corpo físico, ele tem o Poder, a energia da vontade, a força da realização, o fogo do desejo e o poder das emoções, a consciência do ego na arrogância, O ódio, o desejo de controlar, de possuir e dominar.

O chakra esplênico (plexo sacro) é do elemento água, está situado atrás dos órgãos sexuais e do sistema de reprodução, está ligado ao paladar. Ele desperta os sentimentos inconscientes da busca do prazer e da excitação sensual. As vibrações deste chakra invocam sentimentos de prazer e dor, necessidade de ser amado, segurança emocional, solidão e romantismo; é chamado também o chakra da “familia”.

O chakara da base, onde o Kundalini fica adormecido, é do elemento terra, a parte mais densa da manifestação humana, ele controla o olfato e os sentidos mais básicos como: preservação da vida, agressividade, impulso animal de instintos de sobrevivência e auto-preservação, e também como reações primitivas do ego, medo, abrigo, segurança pessoal e sentimento de estabilidade. Aqui estão contidas as impressões subconscientes do passado que determinam o nosso karma.

Todas essas vibrações atraem a atenção do espírito e da consciência como âncoras ligadas no plano material, obrigando a mente a percorrer incessantemente o plano dos sentidos, reforçando assim a troca de energias prânicas entre mente e matéria (através dos chakras) e desta maneira estabelecendo um cenário ilusório de “realidade”, parcial e incompleto, criando assim a consciência errônea de ser corpo físico.

Para conceber Deus universal conscientemente é necessário desprender-se do plano material, desligando, uma após uma, as âncoras energéticas que nos ligam ao corpo físico e aos seus sentidos, subindo através do canal energético central das correntes prânicas (a coluna vertebral) elevando todas as vibrações e estados de consciência inferiores para o canal da mente superior.

A mente, livre de atrativos materiais e da armadilha karmica dos sentidos, consegue entrar em estado de silêncio e paz interior, subir com a sua atenção ao topo do canal vibratório humano, para então desprender a sua atenção da matéria e entrar na mente superior, em contato direto e consciente com o plano divino, desfrutando assim da sua eternidade e da sua infinidade.

Neste estado de beatitude, novos conhecimentos serão adquiridos, vindos da universalidade da Unidade Cósmica, transformando e transmutando essa mente num canal consciente ao serviço da hierarquia celeste, canal vivo do raio de Mickael.

Ramasar

 

 

chakras.jpg

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Este é um filme que fala sobre os poderes ocultos do homem.
A segunda parte do filme mostra quais são os resultados possíveis a serem conquistados através da meditação e da realização espiritual

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O exercício de concentração aumenta a capacidade de expansão do pensamento e da consciência. Quanto mais você se esforça na concentração mais você pode expandir o pensamento e o seu alcance no campo da consciência.

Uma pessoa que vive calmamente no campo cavando a terra, semeando, colhendo e não tem problemas e também nenhuma necessidade de se esforçar – sua inteligência não se desenvolve e torna-se limitada e ele tem pouca penetração nos campos sutis do pensamento. A sua consciência fica circunscrita ao ambiente que ele vive.

Por outro lado a pessoa que esforça o pensamento para compreender algum problema ou para realizar alguma coisa que exige profunda concentração, onde toda a capacidade do pensamento se concentra numa única coisa, seja ela qual for, esta pessoa exercita o pensamento concentrando-o, e depois, quando o relaxa, pode expandi-lo e alcançar um nível de consciência cada vez maior.

A mente tem uma elasticidade infinita. Quanto mais esforço você faz com o pensamento, tanto mais você pode expandir sutilmente a sua mente e chegar ao contato com os planos divinos que são extremamente sutis porem sempre presentes, podendo ter contato consciente com os seres divinos e com Deus.

Concentrar-se não significa vagar com o pensamento.

Por exemplo, assistir televisão, é a atividade mais negativa para o desenvolvimento do poder mental, porque você não está se concentrando, pois, as imagens e os seus sentidos o levam a “passear” para onde eles querem. Você não está fazendo nenhum esforço. Para programar em computação, trabalhar como engenheiro ou qualquer tipo de atividade que exija a criatividade da mente, é preciso passar por muitas encarnações de esforço mental. Para poder fazer com que a mente da natureza, – sim, porque nos usamos a mente da natureza, – possa se concentrar o suficiente para penetrar nos detalhes que a sua criatividade exige, é preciso uma mente flexível e trabalhada.

Quanto mais você se concentra, mais você poderá expandir e diluir a sua mente, alcançando compreensão cada vez maior e mais profunda, e mantendo sempre o estado consciente.

Para entender Deus, para entender o que é Deus, qual é a nossa relação com Deus, nos temos que ter a mente extremamente diluída, extremamente sutil e, para podermos ter a nossa mente extremamente sutil temos que concentrá-la extremamente, temos que fazer esforço, meditar, se esforçar e alcançar o estado intuitivo sutil da nossa mente.

Meditar não é passear com o pensamento, não é vagar, é focar a mente em alguma coisa, não importa que coisa seja. O Professor Cambareri falou que no inicio ele fazia exercícios de concentração com um grão de feijão. Ele colocava na sua frente um feijão e concentrava toda a intensidade da sua mente neste grão de feijão para fazê-lo brotar. Depois, quando avançou mais, exercitava-se com animais; via um pequeno animal como um coelho e com um só golpe de concentração intensa paralisava o animal. Isto é possível.

O pensamento é um mar onde todos os seres vivos estão imersos. Nós usamos apenas 6 ou 7 por cento da nossa capacidade mental. A força do pensamento tem um poder imenso e ele segue as leis do plano astral, que na realidade são as mesmas leis de Newton: “cada ação tem uma reação no sentido contrário, com a mesma intensidade”, Embora Newton não tenha chegado ao nível da vibração do pensamento, ele descobriu a mesma lei manifestada no plano físico. Aquilo que você faz com o pensamento, (nem falando sobre as atitudes, pois esta lei está em todos os planos) você recebe de volta. Se você emitir ódio você vai acabar recebendo este ódio de volta, isto é uma lei.

Como estamos muito identificados com a nossa identidade física, não conseguimos perceber a realidade desta lei e o seu funcionamento porque a consciência do plano físico vive na separatividade desligada das leis universais, ou seja, quanto mais rápido percebermos que nos não somos o corpo físico, mas sim uma alma, imagem e semelhança de Deus, mais rápido poderemos compreender as leis ocultas que nos governam.

Enquanto você não tiver o alcance e a compreensão destas leis, você vai precisar absorver este conhecimento de livros ou de outras pessoas que o experimentaram, até você chegar a ter experiência própria da percepção das leis que governam os mundos ocultos e descobrir que qualquer pensamento ou sentimento seu tem uma reação.

Se você vai ficar calado, sem falar nada para uma pessoa que odeia você, e emitir amor paz, tranqüilidade, não pensar nas palavras, mas fazer brotar este sentimento de amor, então esta pessoa vai-se modificar com certeza absoluta, rápido, e ai um dia ela vai perguntar-se: Há um tempo atrás eu odiava esta pessoa, não entendo porque isso passou, não sinto mais nada por ela, coitada, tenho até uma simpatia por ela.

Esta é a lei da vida, só que nós que nos identificamos com o corpo físico, não acreditamos e não enxergamos este efeito.

O professor Cambareri havia falado que se uma pessoa se fechar num quarto, sem falar com ninguém, e silenciosamente emanar amor para as pessoas, para o mundo, ela vai ser percebida pelos planos superiores, os caminhos dela vão se abrir e ela vai ter retorno espiritual positivo desta ação.

Há uma outra lei que foi descoberta no plano físico, ou melhor dizendo, químico, e ela diz: “Nada se perde, tudo se transforma”.

Se você tem um sentimento que desprende a tua energia, esta energia não se perde no nada, porque seria contra a lei do universo. Nada se perde, tudo se transforma, isto também o Mestre falava muitas vezes. É por isso que foi dito: “Orai e vigiai” isto quer dizer: Ora, ligando-se a Deus e com a consciência obtida vigia as suas atitudes e observa quais são as suas atitudes internas do pensamento porque as forças que você emana voltarão a você.

Para nós termos um verdadeiro progresso espiritual e não daqui a vinte anos sentar e dizer, não progredi nada, até agora não aconteceu nada em meu interior, tudo está a mesma coisa, é preciso tomar uma verdadeira atitude que traga progresso real no campo do espírito. Caso contrário estaríamos perguntando de novo: Para que estou me reunindo aqui? Será que é para vagar com o pensamento por mais 20 anos, e não vai acontecer nada? Ou então, fazer o esforço acertado que irá trazer resultados tangíveis.

Se fizer esforço numa verdadeira concentração você vai descobrir a você mesmo, você vai descobrir Deus porque Deus criou o ser humano e insuflou o próprio hálito para nos dar a vida, quer dizer, Ele mesmo entrou para viver no ser humano. Ele habita em nós. Através da meditação e da concentração você vai descobrir este Deus dentro de você, o Deus com todos os seus poderes universais que o guiará corretamente nos caminhos da evolução.

Resumo de uma conversa livre realizada numa reunião espiritual com a presença de Ramasar

Afirmações

Eu me volto para meu EU SUPERIOR para que triunfe em mim e, vencendo a fraqueza do meu Ego inferior, diga: “posso e quero elevar-me aos planos Divinos para colocar os pés sobre a terra firme da Liberdade e do real progresso a fim de que o Eu espiritual reine dentro de mim, se manifeste”.

Ergos EU CREIO QUE POSSO E DEVO SUPERAR OS BLOQUEIOS DA MINHA PERSONALIDADE TERRENA. CREIO QUE POSSO REALIZAR-ME COM A VONTADE EXPRESSA DA MINHA ESPIRITUALIDADE.EU CREIO QUE EM MIM RESIDE O PODER DA VONTADE DIVINA E QUE ELE É A ÚNICA REALIZAÇÃO ETERNA. Ramasar

Cenáculo de São Paulo 15 de Fevereiro 2005

“Fraternidade Branca Universal do Arcanjo Mickael

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A busca de Deus se torna cada vez mais insistente na medida em que o buscador avança no caminho espiritual. Para isso ele deve eliminar todos os desejos da mente que o afastam da realidade única que palpita e vibra em sua consciência. A atração pela matéria se torna cada vez mais insignificante enquanto a ânsia pelo saber se amplia, e para realizar-se ele precisa expandir a sua consciência rumo ao infinito ser, esquecendo da sua matéria e da condição em que o seu corpo se encontra. Isto implica na aceitação plena do seu estado atual, espiritualmente, mentalmente e materialmente.

As emoções e a inquietação que são expressões do seu pensamento material devem ser eliminadas e substituídas pelo desejo ardente da paz interior e do amor divino.

Viver em Deus é o único desejo que deve vibrar.

O estado meditativo da alma, no caminho da sua realização, na ânsia de reencontrar a sua identidade divina é precedido de um estado de paz interior onde a mente cessa de alimentar os desejos da vida externa e dos sentidos físicos, pois, ela já chegou ao estado de saturação e ao “cansaço” de querer vibrar nos objetivos materiais, limitados e terrenos. Ela volta a sua atenção ao alto. Neste ponto já está preparada para receber os primeiros raios da sua verdadeira identidade, a revelação interior que faz parte da consciência cósmica universal, a intuição se desperta.

As energias da alma têm a tendência natural de se extravasar através dos sentidos, descendo vibratóriamente, para a matéria, para o mundo sensorial e inquieto, mas na fase inicial do despertar da consciência espiritual começa a subida energética para o alto, para a sua verdadeira identidade espiritual e perene do ser.

Nesta fase de desenvolvimento acontece uma inversão de polaridade que em vez de extravasar-se começa a interiorizar-se. Esta inversão transparece quase imediatamente no comportamento e nas atitudes externas, como se fossem átomos dispersos de ferro que por uma força maior começam a direcionar-se para o norte, formando assim no seu conjunto um imã poderoso.

Todos nós temos uma parcela de Deus dentro de nós, que é a parte mais silenciosa e intima da nossa mente e da nossa personalidade. Somente quando nos voltamos para o interior, direcionando todas as nossas energias e paramos de lançar a atenção para o exterior, que se relacionam ao nosso corpo e à percepção dos cinco sentidos físicos, com as suas emoções, expressão do ego e da personalidade terrena, é que poderemos sentir a presença d’Ele dentro de nós.

No silêncio da nossa alma podemos encher o nosso ser desta luz silenciosa e penetrante que está sempre presente. É dela que podemos extrair o sentimento puro do amor universal. É ela que nos faz compreender todas as coisas e nos dá a intuição pura que dirigi os nossos passos sempre de acordo com a vontade divina, para o caminho que divinamente é o melhor para nós, para o caminho do bem e da auto-realização, mantendo sempre harmonia com todas as criaturas e com a própria missão nesta vida.

Para alcançar o começo deste estado temos que nos voltar para o interior desligar-nos dos sentidos e ficarmos quietos interiormente. Deus faz isto para nós toda vez que nós dormimos. Durante o sono nós vamos para um estado de passividade inconsciente onde carregamos as nossas energias espirituais. Portanto, não é algo estranho.

Zari

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 Uma experiência pessoal

Pare.
Pare onde você está.
Dissolva o pensamento e mergulhe no mais intimo, no mar da vida que está em você, que é você mesmo. Não pense! Não pense nada, apenas sinta, sinta a você, sinta o que é você, perceba a inteligência em você. Você é a inteligência, você está na inteligência. A onda cósmica da inteligência está em você. Você imerge naquilo que te criou, você faz parte da inteligência universal, que está em tudo e em todos.

Na realidade nada existe, você é um átomo de Deus. Aquele Deus que está no todo e sabe tudo. Aquele Deus que é a natureza material e cósmica e que dá vida a cada átomo e a cada célula.  Por isso cada célula sabe, tem consciência da vida, sabe o que fazer e como agir, tem atitude própria e personalidade autônoma dada a ela pela força suprema que permeia tudo e todos.

Eu mergulho neste todo que na realidade é o nada, porque todo o pensamento se dissolve nele e se anula. Só existe uma personalidade, a personalidade cósmica que não tem nenhum limite, que não tem personalidade circunscrita, mas age como um todo consciente e de acordo com a inteligência universal que é ele mesmo, algo que não concebe limite, algo sem conceitos pré definidos. O abismo, que é o vazio, onde só pode vibrar a luz que é Deus, que é o todo que se expressa infinitamente em todas as coisas.

Não podemos criar conceitos de nada porque tudo é verdade, tudo é cósmico, tudo é amor que brota do nada que se funde com todas as coisas que na mente divina são ilusão, são ondas passageiras que explodem como estrelas e hão de voltar para o nada absoluto que ao mesmo tempo está em todo lugar e em cada pensamento, e brota em cada sentimento como amor que permite a existência de tudo, porque tudo é Deus.

Eu me dissolvo neste todo para ser nada. O nada é a felicidade absoluta. O nada é a suprema forma de ser porque está diluído no todo já que não tem forma e não tem tamanho.

O nada é o ideal de ser, o nada é a paz, o nada é a segurança. O nada é a certeza que por trás dele não há outra coisa se não ele mesmo e Deus está nisso, na anulação de si mesmo, na paz que está por trás das coisas e dos conceitos que são efêmeros e passageiros. Todos os conceitos juntos são a verdade. Não há verdade em que se possa pensar, porque qualquer pensamento é relativo, brota do nada e se refere ao mundo relativo e finito. A verdade é para ser sentida, a verdade é para ser vivida e concebida na paz do nada infinito anulando a sua própria existência e ressurgindo com vigor renovado em todas as formas e expressões. O nada é o âmago do todo e nele se anula qualquer forma para voltar ao mar infinito de paz.

A sensação é o mundo do relativo, é a expressão do tempo, é fugaz. Não acredite na sensação, não acredite no pensamento como coisa final porque ele não é concreto, é apenas uma fumaça colorida que se desvanece no tempo, que não tem começo nem fim.

Sinta apenas a inteligência que brota do nada. Sinta a impersonalidade do todo que exprime a beleza e a pureza do infinito que está em todo lugar e em cada coisa.

Anule-se para ser, rasgue os limites da sua personalidade interior para se tornar expressão do nada universal, inteligência cósmica do todo.

Ser puro significa ser vazio, sem conceitos, como criança que não tem pensamentos, que é produto do todo universal e inteligente, e sabe funcionar pela força desta inteligência expressa em cada célula e em cada combinação dos órgãos pensantes e agentes, que são expressão do próprio Deus, presente em cada célula.

Eu me anulo no nada, reconheço dentro de mim o todo. Sou um pensamento fugaz criado por uma força poderosa que faz parte de mim e nela dissolvo o resto da personalidade do meu karma humano. Quero ser como o vento que é invisível aos meus sentidos, mas que sei que existe. Quero ser o vento para dissolver-me no infinito e diluir-me na natureza que é o amor que sustenta a expressão do meu ser.

A inteligência cósmica está em mim, nada posso fazer para evitá-la. Ela se expressa em mim e é a única fonte do saber. O conhecimento é a aglomeração de células criadas pelo infinito e somente a inteligência universal pode organizá-las em formas mais complexas e harmônicas, por isso me entrego à inteligência universal. Dissolvo-me no éter universal para tornar me nada, participe consciente do todo.

Os meus sentidos são relativos. A sua percepção é relativa e só serve para o mundo relativo. Se eu estou num quarto, os meus olhos servem só para me orientar dentro deste quarto, enquanto que a minha consciência é cósmica e está em todos os lugares ao mesmo tempo. Enquanto os meus olhos enxergam as paredes do meu quarto, a minha consciência me dá a visão do todo universal e da razão pela qual encontro-me neste quarto. Enquanto os olhos me dão a visão do presente, a minha consciência me mostra o passado, o presente e o futuro ao mesmo tempo. Os meus olhos, como os meus outros sentidos são limitados pelo tempo e pelo espaço enquanto a consciência é ilimitada e penetra todas as coisas, o espaço e o vazio, o passado, o presente e o futuro.

Eu sou o nada que vagueia no espaço do todo, mas encontro a minha paz no vazio absoluto onde não há acontecimentos, onde não há sentidos, onde a única percepção é a certeza de ser e a única vontade é de agir, brotando do nada com o amor que cobre todas as coisa criadas. Amor que é fogo, quando se manifesta no pensamento.

Vida interior é estar no silêncio e observar os próprios pensamentos. Vida interior é não querer nada e ser apenas observador do que acontece em volta, sem comentários e sem colocações, aceitando tudo como expressão do próprio Deus.

Você deve ser o âmago deste Deus que se expressa no Todo e é o próprio Todo. Ele não se expressa através do todo, ELE É o próprio todo e você, colocando-se como observador, enxerga impessoalmente todas as suas ações e vontades.

Coloque-se no ponto mais elevado de observação, o ponto que aceita tudo e não interfere em nada (como se fosse o topo da pirâmide) e é lá que você vai receber toda a sabedoria divina, porque é lá que você vai se unir com o divino. Lá no alto onde você não vai permitir nenhum pensamento vibrar ou chegar a você, coloque-se no silencio que é a força mais sábia dos sábios, aquela força que observa tudo, escuta tudo e aceita tudo e permanece no silêncio sem comentários. É lá neste ponto impessoal e mudo que brota o conhecimento e a compreensão. Porque se Deus aceita tudo, quem é você que não vai aceitar, quem é você que por ventura vai querer corrigir as coisas ditas ou feitas? Por ventura alguém te colocou como juiz? Ou professor? Ou então como aquele que indica o caminho da verdade?

Por isso, seja juiz apenas das tuas ações, somente a Deus compete julgar. Observe silenciosamente e compreenda a sabedoria excelsa penetrando na inteligência universal do silêncio, da observação e, portanto, da paz. Seja uno com o todo que aceita tudo, mas ao mesmo tempo sinta-se parte desta inteligência universal, absorva-a, vivencia-a sensivelmente, anulando os teus conceitos pré-moldados e pré-concebidos. Seja eterno no eterno presente, onde tudo se cria pela vontade, mas se anula pela vontade, voltando para a paz e para o ponto de partida que é o símbolo do ser e do querer.

Respirar calmamente, respirar para Deus, respirar para dentro de você, respirar para o âmago do teu centro de luz, respirar para Deus que é o ponto central do teu interior. É para ele que voltam todas as coisas, é nele que a respiração devolve as suas energias, é ele que atrai a força de viver e de respirar, penetrando no âmago do seu ser.

 Zari

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No início dos tempos os seres humanos foram criados iguais uns aos outros, a partir de então cada um usou o seu livre arbítrio adquirindo hábitos diferentes e karmas diferentes.

Ao longo das encarnações, atendendo os desejos do ego, perdeu-se a consciência divina e formaram-se inúmeras distorções nos aspectos da personalidade humana. Desde então, os homens ficaram diferentes um do outro, no mundo das aparências, afastando-se da consciência da unidade universal.

O homem tornou-se escravo dos desejos, com o seu livre arbítrio ele permitiu que a sua personalidade fosse moldada de acordo com os aspectos negativos do seu eu procurando “preservar” a sua natureza inferior e alimentando os seus vícios. Ele tornou-se refém dos maus costumes que foram acumulando força e poder ao longo dos séculos. Como resultado a consciência ficou cada vez mais voltada e convergida aos pontos focais dos vícios e dos sentidos do ego, causando assim a perda progressiva da sua consciência divina e ilimitada.

A sua atenção interna projetou-se cada vez mais para o objetos dos sentidos físicos dando à mente a impressão que a sua única área de atuação é o corpo com os seus sentidos físicos e daí por diante a crença nos limites do corpo vendo então a morte como o fim da sua existência consciente.

São os vícios e os maus hábitos que mantem o homem prisioneiro na limitação da matéria e do corpo físico. Ele, que foi criado à imagem e semelhança de Deus, livre para voar nos espaços infinitos e eternos na eternidade ficou confinado num pequeno e perecível corpo físico.

O verdadeiro sentido da liberdade consiste no retorno à consciência cósmica original fazendo um processo inverso, desligando-se da impressão que nos transmitem os sentidos físicos, e utilizando-os somente para aquilo que é necessário, assim como foram criados, para nos servir.

Sentir-se livre significa não depender de nada que vem de fora (através dos sentidos físicos). Para tornar esta liberdade consistente e real é necessário diminuir os desejos da mente e da alma até o ponto em que somente a presença da vontade de Deus atue através do raio da consciência.

Diminuir ou anular os desejos é o caminho mais fácil e direto para libertar-se do karma e para alcançar a felicidade incondicional que se encontra somente no plano divino.

Esta felicidade encontra-se dentro de nós, na concepção completa do Deus interior que na realidade é o único Ser que se manifestou no todo, dentro de nós e fora de nós.

Enquanto houver algo que nos atrai no mundo externo, material, a nossa felicidade e liberdade estarão comprometidas e dependentes.

Desligando a atenção do mundo externo aumenta a nossa capacidade interna, liga-nos aos campos das energias superiores. A nossa capacidade intuitiva aumenta e a percepção da realidade divina, espiritual, estável torna-se um farol cada vez mais luminoso e potente. Esta luz explica as razões dos acontecimentos externos e nos dá a imagem perfeita de cada coisa e de cada situação, de acordo com a visão do espírito que abraça as causas e os efeitos das vidas passadas.

O fenômeno do desligamento completo da consciência das atrações do mundo externo é familiar ao ser humano, e acontece todos os dias na hora de dormir, mas neste caso ele perde a consciência do mundo físico.

Através do processo da evolução e da prática espiritual, da meditação e dos exercícios de concentração é possível alcançar estes estados de beatitude e de consciência completa em Deus, vivendo a vida no Éden primordial como originalmente fomos criados.

7-12-2005, Ramasar falando através do canal da pirâmide

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No início dos tempos os seres humanos foram criados iguais uns aos outros, a partir de então cada um usou o seu livre arbítrio adquirindo hábitos diferentes e karmas diferentes.

Ao longo das encarnações, atendendo os desejos do ego, perdeu-se a consciência divina e formaram-se inúmeras distorções nos aspectos da personalidade humana. Desde então, os homens ficaram diferentes um do outro, no mundo das aparências, afastando-se da consciência da unidade universal.

O homem tornou-se escravo dos desejos e das suas ambições, com o seu livre arbítrio ele permitiu que a sua personalidade fosse moldada de acordo com os aspectos negativos do seu eu procurando “preservar” a sua natureza inferior e alimentando os seus vícios. Ele tornou-se refém dos maus costumes que foram acumulando força e poder ao longo dos séculos. Como resultado a consciência ficou cada vez mais voltada e convergida aos pontos focais dos vícios e dos sentidos do ego, causando assim a perda progressiva da sua consciência divina e ilimitada.

A sua atenção interna projetou-se cada vez mais para os objetos dos sentidos físicos dando à mente a impressão que a sua única área de atuação é o corpo com os seus sentidos físicos e daí por diante a crença nos limites do corpo vendo então a morte como o fim da sua existência consciente.

São os vícios e os maus hábitos que mantém o homem prisioneiro na limitação da matéria e do corpo físico. Ele, que foi criado à imagem e semelhança de Deus, livre para voar nos espaços infinitos e eternos na eternidade ficou confinado num pequeno e perecível corpo físico.

O verdadeiro sentido da liberdade consiste no retorno à consciência cósmica original fazendo um processo inverso, desligando-se da impressão que nos transmitem os sentidos físicos, e utilizando-os somente para aquilo que é necessário, assim como foram criados, para nos servir.

Sentir-se livre significa não depender de nada que vem de fora (através dos sentidos físicos). Para tornar esta liberdade consistente e real é necessário diminuir os desejos da mente e da alma até o ponto em que somente a presença da vontade de Deus atue através do raio da consciência.

Diminuir ou anular os desejos é o caminho mais fácil e direto para libertar-se do karma e para alcançar a felicidade incondicional que se encontra somente no plano divino.

Esta felicidade encontra-se dentro de nós, na concepção completa do Deus interior que na realidade é o único Ser. Ele se manifestou no todo, dentro de nós e fora de nós.

Enquanto houver algo que nos atrai no mundo externo material, a nossa felicidade e liberdade estarão comprometidas e dependentes.

Desligando a atenção do mundo externo aumenta a nossa capacidade interna, liga-nos aos campos das energias superiores. A nossa capacidade intuitiva aumenta e a percepção da realidade divina, espiritual, estável torna-se um farol cada vez mais luminoso e potente. Esta luz explica as razões dos acontecimentos externos e nos dá a imagem perfeita de cada coisa e de cada situação, de acordo com a visão do espírito que abraça as causas e os efeitos das vidas passadas.

O fenômeno do desligamento completo da consciência das atrações do mundo externo é familiar ao ser humano, e acontece todos os dias na hora de dormir, mas neste caso ele perde a consciência do mundo físico.

Através do processo da evolução e da prática espiritual, da meditação e dos exercícios de concentração é possível alcançar estes estados de beatitude e de consciência completa em Deus, vivendo a vida no Éden primordial como originalmente fomos criados.

7-12-2005, Ramasar falando através do canal da pirâmide

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A espada é o princípio ativo dentro de nós que desponta em nossa consciência e penetra vigorosamente até as profundezas da mente inferior, guerreando contra a nossa escuridão e a nossa ignorância, revolvendo e atraindo para o campo aberto da nossa consciência as partes adormecidas, inconscientes do nosso próprio ser, expondo-as ao exame impessoal da consciência.Ela é a força primordial da vontade criadora que penetra todo o espaço consciente em todos os seres vivos. Este espaço que é a parte iluminada pela sabedoria e compreensão contém dentro de si o ímpeto primordial da evolução em todos os setores da vida. Ele concentra a sua força numa ponta de consciência penetrante que consegue através da vontade, penetrar as camadas obscuras e inconscientes de cada ser.

A força consciente universal que permeia todos os seres vivos e que realiza a evolução, representa o símbolo da espada de Mickael. Ela combate a escuridão, a inconsciência obscura e impulsiva que é expressa pela parte inferior da personalidade.

Uma vez expostos ao campo da consciência, os impulsos primitivos e cegos da personalidade são combatidos incessantemente pelas faculdades descendentes do símbolo da espada, que é a própria ação da consciência, direcionada pelas faculdades dos outros seis símbolos divinos – as virtudes primordiais do espírito.

A presença da consciência ativa, que é o símbolo da espada em forma de vontade agente é primordial para a ativação da evolução de todos os seres. A Vontade (a espada) é sucedida pela compreensão (o candelabro) e pelo equilibro da ação (a balança) que por sua vez é sucedida pelo sentimento de auto-sacrifício e a oferta de si mesmo (a cruz) e pela sabedoria e conhecimento das leis da natureza (o cálice), o amor materno e instintivo da natureza criadora de todas as formas (a esfera) e por fim, o poder gerador e transformador de toda a natureza, o fogo (a verga).

A espada é o único princípio consciente em nossa natureza. Ele alimenta as faculdades inerentes do ser vivo e desperta nos outros símbolos o seu princípio ativo, isto é, com a consciência pode haver compreensão, equilíbrio, auto-sacrifício, acumulo de sabedoria, sentimento de amor manifestado e também o impulso criador e transformador.

Portanto o símbolo da espada é a força primordial da vontade consciente que reside em nos, ela sabe observar a natureza manifestada e determinar quando é a hora certa para agir. Por isso ela é também a lei, pois o símbolo da espada é força criadora agente e é a ação direta da vontade do Pai.

A espada da lei, a espada da fé, a espada da justiça, desperta a faculdade consciente dos outros símbolos que são os princípios ativos da nossa personalidade consciente, e por isso são chamadas as sete virtudes transcendentais, porque alcançam os confins do nosso universo criado.

O símbolo da Espada expresso em nós na forma da nossa vontade consciente é a única força que pode realizar a nossa evolução, é a única força que pode nos elevar acima dos limites da nossa personalidade, combatendo conscientemente o nosso obscurantismo inconsciente, a nossa ignorância, a nossa parte inferior que se esquiva dos campos abertos e quer perpetuar o seu egocentrismo, e que tem medo de se expor e de se oferecer para o trabalho da grande obra universal de Mickael, rei de todas as batalhas, rei de todas as vitórias.

Pode demorar milênios e muitas lutas com o nosso próprio ser, com o nosso ego pessoal que se agarra aos sentimentos inferiores de orgulho e de falsa auto-preservação, procurando o fatal isolamento e afastamento da sua infinita divindade. Um dia, no decorrer das encarnações, ele compreenderá que é o filho de Deus e que todo o poder consciente universal está contido nele, esperando apenas a conquista de si próprio, o auto domínio, e consequentemente a auto realização, unindo-se ao infinito todo.

 São Paulo, fevereiro de 2005

Zari

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Pessoas que praticam meditação durante longos períodos induzem mudanças no funcionamento cerebral que melhoram o conhecimento e as emoções, segundo um estudo da Universidade de Wisconsin divulgado nesta segunda-feira (8/11).

Uma equipe do Laboratório W.M. Keck de Estudos Cerebrais, do Centro Waisman da Universidade de Wisconsin, que realizou os experimentos em cooperação com o Monastério Schechen, de Katmandu (Nepal), publicou suas conclusões na revista “Proceeding”, da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos.

“Descobrimos que pessoas que praticam meditação budista durante longos períodos auto-induzem mudanças neurais, isto é, na função cerebral, que têm um impacto duradouro, aumentando a cognição e as emoções”, indicou Antoine Lutz, que liderou o estudo.

O termo “meditação” compreende inúmeras tradições culturais e variados métodos de concentração mental, controle da respiração, disposição física centrada e, em alguns casos, visualizações – ou seu oposto, a não focalização da mente em objetos ou idéias.

Para este estudo, os pesquisadores tomaram oito praticantes de meditação budista com idade média de 49 anos, e para o grupo de controle utilizaram 10 estudantes voluntários, com idade média de 21 anos.

Os budistas receberam instrução mental nas tradições tibetanas Nyingmapa e Kagyupa de 10 mil a 50 mil horas ao longo de períodos de 15 a 40 anos.

“A duração de sua instrução foi calculada sobre a base de sua prática diária e o tempo que passaram em retiros de meditação”, indicou Lutz.

Por outro lado, os sujeitos do grupo de controle não tinham experiência prévia na meditação e receberam instrução por uma semana antes da coleta de dados através de eletroencefalogramas.

Como método de meditação, os pesquisadores escolheram “a prática sem um objeto determinado durante a qual os praticantes, tanto budistas como do grupo de controle, geraram um estado de ‘amabilidade e compaixão incondicional’”.

Esta prática, usada por inúmeras escolas budistas da Índia até China, Japão, Coréia e sudeste asiático, não requer concentração sobre objetos, memórias ou imagens particulares, mas uma disposição para ajudar a todos os seres vivos.

“Estudos anteriores já demonstraram o papel geral da sincronia neural, em particular nas freqüências da banda gama (de 25 a 70Hz), em processos mentais como a atenção, a memória ativa, a aprendizagem e a percepção consciente”, explicou Lutz.

Acredita-se que tais sincronizações das descargas neurais oscilatórias desempenham um papel crucial na constituição de redes que integram os diferentes processos neurais em funções cognitivas e afetivas altamente ordenadas.

“Por isso, a sincronia neural parece um mecanismo promissor para o estudo dos processos cerebrais que estão por trás da instrução mental”, acrescentou.

Os pesquisadores registraram eletroencefalogramas dos participantes budistas e dos sujeitos de controle antes, durante e depois da meditação, e compararam as pautas de ambos os grupos.

“Descobrimos que os praticantes budistas auto-induzem, de forma sustentada, oscilações de alta amplitude na banda gama e na sincronia de fase”, disse Lutz.

“As diferenças notáveis em relação aos sujeitos de controle aumentam muito durante a meditação e se mantém no período posterior à meditação”, explicou.

Um dos detalhes notados pelos pesquisadores foi a chamada “sincronia gama a longa distância”.

Aparentemente, ela é vinculada a uma coordenação neural em grande escala e ocorre quando duas áreas neurais, controladas por dois eletrodos distantes, oscilam com uma relação de fase precisa que se mantém constante durante um certo número de ciclos de oscilação.

Além disso “a atividade gama de alta amplitude encontrada em alguns destes praticantes é, até onde sabemos, a mais alta da que se tem notícia na literatura científica, em um contexto não patológico”, acrescenta o estudo.

Da EFE
Em Washington 09/11/2004 12h21

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Símbolo Do fogo, do raio e da onda cósmicos, o elemento que que trasnforma através da fusão de todas as coisas. Ele é o inicio e o fim de cada ciclo, o fogo criador, como o seu chacra o Kundalini.

É o elemento mais volátil e impessoal, sem peso nem forma definida. A sua cor é vermelha porque age sobre a expressão mais densa da matéria, o sangue, a força vital, a vida física.

O arcanjo Azaziel tem o poder do fogo e a sua virtude é a paciência.

Ele é o canal da consciência e do ser que parte do incriado.

Ele é a primeira manifestação da essência primordial, ele é o poder consciente que reconhece a si mesmo, a sua própria essência na manifestação do mundo criado.

A verga tem o formato de um cajado que representa o canal da descida e do retorno das forças vitais. Ela é criadora porque dela nasce e vida e nela a vida retorna.

O fogo divino, manifestado pela verga é o fogo criador é impessoal e resume em si todas as forças. Ele tem a tendência e o poder de anular a separatividade por isso ele é averso ao ego e a individualidade nele tudo se dissolve se purifica e se eleva, tanto no sentido positivo como no sentido negativo.

O Símbolo da Verga que é o Símbolo da primeira era foi usado no passado por Moises com a ordem do Arcanjo Mickael para libertar o povo hebreu da escravidão no Egito e para realizar os “milagres” No deserto abrindo o caminho através do mar vermelho, fazendo brotar água das rochas.

No sentido místico, o poder da verga deu início ao reconhecimento do princípio consciente no ser humano e a primeira visão da “unidade universal” trazendo na época da sua manifestação, no deserto do Sinai, a revelação do monoteísmo e a vazão das correntes religiosas da humanidade para um único Deus que está acima de todas as coisas. Ela, a Verga, é o símbolo que inicia a caminhada espiritual consciente do homem para que, no fim dos tempos possa retornar à casa suprema do Pai, purificando o seu ego para que em fim, despertando a plena consciência de si mesmo, da sua verdadeira essência, possa fundir-se com o Pai no oceano da vida.

Ela é o início e fim da vida manifestada. É dela que inicia o fogo da fé que desperta o homem do mundo das ilusões e o liberta da prisão da forma física levando-o à consciência da divindade no retorno à liberdade do ser.

Na fraternidade Branca, a Verga dá o princípio do ano para que nele possa ocorrer o despertar do fogo criador na consciência na nova era.

Zari  8-11-2004

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Mediunidade é um fenômeno natural que se manifesta em todos os seres e em todas as áreas da vida.

Para compreender a atuação deste fenômeno é necessário primeiro entender a nossa constituição mental, astral e espiritual, e saber também quais são as influências que atuam sobre nós.

O nosso cérebro não é a nossa identidade, mas apenas o instrumento que liga a nossa identidade ao mundo físico e aos cinco sentidos físicos; ele é o “software” que faz a nossa máquina corporal e sentimental interpretar os impulsos da nossa vontade. O cérebro é sujeito à educação e influências vindas do meio ambiente e tem padrões de comportamento, costumes, hábitos e reações padronizadas de acordo com a memória contida nele. É movido pelo sentimento de auto preservação da unidade corporal pela qual é “responsável” e foi “programado” para cuidar das exigências básicas necessárias para o desenvolvimento e crescimento do corpo.

Ele tem função dúplice, de um lado ficar atento às necessidades do corpo, observando as percepções conscientes vindas dos cinco sentidos físicos e também das percepções inconscientes vindas do sistema nervoso. Do outro lado ele recebe as vibrações vindas através da identidade do “Eu” e dos planos mais sutis nos quais todos nós estamos imersos. Para entendermos melhor esta configuração vamos pensar sobre os peixes que estão imersos no mar e por isso tem contato indireto com o resto do oceano, eles sentem as ondas, as correntes, as partículas que flutuam, em fim, pelo contato da água recebem uma infinidade de influencias que transmitem as vibrações que compõem o meio ambiente. Desta mesma maneira nós, que estamos imersos no mar de vibrações da mente planetária, de ondas eletromagnéticas, e inúmeras energias que flutuam no éter, são percebidas supra-conscientemente pelos nossos sentidos internos (que não dependem dos 5 sentidos físicos). Assim, por exemplo, podemos perceber ambientes agradáveis, livres e sutis ou então certa apreensão quando entramos em ambientes tensos etc.

As nossas percepções sensitivas dependem de muitos fatores entre os quais, a tranqüilidade dos sentidos físicos e o nosso estado de concentração mental.

A nossa verdadeira identidade independe do corpo físico, uma prova disso é que, quando dormimos o nosso corpo fica isento de identidade e a sua respiração natural pode recuperar as energias gastas, durante o dia pela ação irradiante da vontade que normalmente lança energias através dos sentidos físicos.

A nossa identidade interna pode envolver-se com as vibrações do corpo físico, (através da atenção), neste caso a sua consciência fica no corpo, identificando-se com ele; ou então, pode desligar-se da consciência do corpo físico (com a sua atenção) e perceber melhor as vibrações vindas de outras identidades, encarnadas ou não encarnadas ou então perceber as energias emanadas no mundo manifestado como, por exemplo, a energia do mar, a energia do sol, a força da montanha, do fogo etc.

Quando um ente se aproxima de nós podemos sentir a sua presença e perceber a sua vibração, é claro que para isso é necessário desenvolver um mínimo de sensibilidade, mas isto é uma faculdade que pertence a todos os seres vivos e é só uma questão de vivência e um pouco de prática e observação.

O fenômeno de perceber a influencia extra sensorial de outros seres (tanto encarnados ou desencarnados) e identificar-se com ela é chamado mediunidade.

Para ilustrar este fenômeno, darei alguns exemplos: quando se mistura duas tintas de diferentes cores, resulta numa terceira que é a mistura das duas. Quando entramos em ambiente diferente gradualmente o nosso ser interior percebe a diferença e modifica a sua maneira de expressão adaptando-se ao ambiente (dependendo da resistência da força da vontade). Isto é o meio ambiente, tanto físico como espiritual tem forte influencia sobre nós. É claro que podemos resistir a qualquer influência que vem do exterior, mas, para isso devemos ter um espírito forte e bem preparado.

De outro lado, podemos querer colaborar com o meio ambiente e neste caso abrimos a nossa sensibilidade para perceber melhor a natureza das influencias e procuramos nos entregar à qualidade da influencia que chega até nos, neste caso a nossa vontade força a nossa natureza para entrar em maior ressonância e afinidade com a vibração que percebemos.

Em nenhum dos dois casos a influencia estranha não pode “encarnar” totalmente em nos a não ser que seja exatamente igual a nossa e isto sabemos que não existe na natureza, não existem dois seres iguais ou duas impressões digitais iguais, sempre vai haver uma diferença, isto é, as duas tintas sempre vão resultar numa terceira tonalidade.

No caso de mediunidade o fenômeno é igual, não importando o tipo da mediunidade, se é consciente ou inconsciente.

Quando um ser de luz se aproxima de um ser que não alcançou ainda este estagio, as duas forças se misturam criando uma terceira identidade, esta nova identidade tem que se manifestar através de um cérebro educado pela primeira identidade e neste caso assumirá quase por completo os seus hábitos, os seus costumes, a maneira de falar e também a maioria das próprias idéias que estão registradas no cérebro (o ego material), utilizando a memória. Na realidade para que esta manifestação mediúnica seja mais fiel é necessário pelo menos que a identidade do cérebro (a pessoa física) tenha alcançado um grau muito elevado de impessoalidade e ausência de desejos próprios. A entrega tem que ser total e profunda para que a manifestação mediúnica alcance um mínimo grau de fidelidade e mesmo assim a expressão externa nunca poderá ter uma fidelidade de nível alto. Especialmente quando há algum resquício de interesse pessoal, do ego, a manifestação é sujeita a grandes erros e distorções. No caso de participação consciente do médium este tipo de mediunidade é chamado de ultrafania. Na ultrafania o médium participa conscientemente na manifestação e a qualidade desta depende do grau de entrega do próprio médium.

Pela experiência de anos a fio posso dizer que a manifestação mediúnica deve ser tomada com muita cautela, deixando sempre uma abertura para que as distorções sejam superadas. A própria vontade consciente deve participar da absorção das informações recebidas.

Por isso a mediunidade deve ser usada exclusivamente na compreensão de assuntos que no momento ainda estão velados, como incentivo para a mente e para o espírito para poder penetrá-los melhor, ajudando-o a chegar a um entendimento mais profundo, sempre com as próprias forças.

Na mediunidade comum é necessário um pré-requisito do médium: a propensão ao contato com o plano astral que nem sempre abrange a consciência do médium. A entidade que está atuando através do médium consegue magnetizar o médium, levando-o a um estado hipnótico onde ele, o médium, perde a própria personalidade e assume a personalidade do ser desencarnado.

Nestes dois casos descritos acima a influência da mente do médium é fatal, pois toda a informação tem que passar através do filtro da personalidade do médium.

Embora não o saibamos conscientemente o nosso ser está aberto para todas as influências que rodam (circulam) nos níveis onde se encontra a nossa consciência; estas forças ou entidades podem influenciar-nos e até penetrar em nós sem que o saibamos e projetar atitudes que são contra a nossa vontade interior, fazendo-nos agir mecanicamente, sem pensar, ou então o que é pior, utilizar os nossos impulsos inferiores que ainda não foram dominados pela nossa consciência (usando a força da vontade). Temos um corpo físico, que é parte do planeta terra, por isso temos um canal direto a todas as forças inferiores da terra.

A não ser que nós envolvemos com um halo luminoso de proteção usando a força da nossa vontade e o poder do pensamento munido com a fé no divino, o nosso magnetismo pessoal estará aberto para milhares de entidades inferiores que nos rodeiam. Estas entidades não têm o direito de penetrar em nós e agir com a sua vontade independente, pois nós estamos munidos pela lei do livre arbítrio, mas, eles podem nos influenciar para que nós realizemos os seus desejos, de acordo com a suas tendências neste caso o karma assumido é todo nosso.

A mesma lei é aplicada nos casos da influencia das entidades da luz.

O ser humano geralmente está inconsciente das influencias que o penetram e pensa que é ele próprio que emana tais influencias, e acredita que tudo vem dele, por isso pode também acreditar que ele é o centro do mundo. Este pensamento é oposto à entrega total a Deus, quando o ser humano coloca a sua insignificância perante o universo criado onde tudo é controlado pela unidade universal.

Para podermos evitar as influencias inferiores que nos assolam, devemos alcançar um controle absoluto sobre a nossa natureza inferior, fazendo exercer o nosso livre arbítrio através da ação consciente da nossa vontade volitiva.

Para que os seres superiores de luz possam se manifestar mediunicamente, ou por ultrafania, é necessário que toda a nossa natureza inferior esteja sob pleno controle, não deverá haver nenhum pensamento ou desejo pessoal interferindo, caso contrario esta manifestação será gravemente contaminada pela natureza inferior do nosso ser.

Em tais casos os seres de luz que se aproximam acabam se afastando por saberem que a sua manifestação será distorcida além do aceitável.

Existe um limite de “fidelidade” numa manifestação mediúnica, pois, ela é sempre composta de dois seres diferentes, com bagagem karmica diferente e propósitos diferentes.

Na realidade só uma pequena porcentagem de essência luminosa, no caso de um ser de luz, consegue chegar até o plano material. Somente aquela parte que consegue entrar em ressonância com a mente do médium, e, neste caso a transmissão do pensamento divino pode ser muito restrito e limitado, às vezes não podendo transmitir a idéia global, mas ao mesmo tempo deixando a impressão que ele a transmitiu. Neste caso o médium recebe a carga negativa correspondente à falha cometida. Este fenômeno, acontecendo a longo prazo aumenta a carga karmica do médium à níveis desastrosos.

Para ser um médium (dos seres de luz) de entidade em nível divino é necessário ser purificado pelo amor incondicional e isento de desejos pessoais de qualquer espécie, a totalidade da mente deve ser colocada sobre o altar da obra divina em oferta contínua de si mesmo, anulando-se por completo e entregando a sua vida à vontade divina.

Durante o fenômeno da ultrafania, o médium se eleva ao estado da consciência do ser que se manifesta e tem o registro de todas as sensações em sua memória. Este método de manifestação mediúnica é o símbolo da nova era na qual a humanidade terá o contato consciente com o divino.

Quanto mais o médium se identifica com a natureza da entidade mais fiel é a sua transmissão, mas vale ressaltar que o ambiente no qual opera o médium tem grande influencia sobre a qualidade da transmissão.

Zari 01-06-2004

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Para que nós possamos entender o significado do Candelabro é necessário que remontemo-nos ao tempo e voltemos à sua primeira manifestação histórica.

O povo hebreu que viveu 4 séculos de  escravidão , estava sendo libertado e tirado do Egito pela ação direta da força divina (como está escrito nas escrituras sagradas) através do Símbolo da Verga acionada pelo seu protagonista Moisés. A Verga representa a ação da força divina, o começo do despertar da consciência espiritual no ser humano, o princípio libertador da matéria e do seu ego limitado pelos desejos.

No deserto do Sinai onde o povo hebreu andou por 40 anos (simbolizando as 4 provas da iniciação) para preparar-se, purificar-se e conquistar as virtudes do espírito, a força suprema ordenou ao seu sacerdote, Moises, para construir um candelabro de ouro de sete braços nos quais acender-se-iam chamas eternas símbolo da presença divina manifestada no tabernáculo.

Através dos seus sacerdotes, o povo deveria cuidar para que essas chamas nunca se apagassem, para que elas pudessem manifestar o ardor da sua fé e o seu estado de pureza através dos sete aspectos da manifestação espiritual.

Cada chama é uma virtude conquistada, é um símbolo da purificação e de elevação da própria carne alcançando o mérito da libertação da sua consciência da escravidão do ego material assim como foi a libertação da escravidão no Egito. Portanto cada chama acesa representa uma prova viva da pureza interior, de ter um canal espiritual consciente aberto e da dedicação absoluta à presença divina que acompanha o povo no plano físico.

As chamas do candelabro foram acesas no tabernáculo divino, elas  iluminavam e guiavam todas as ações, decisões e realizações do povo em sua jornada.

O Símbolo do Candelabro é a força motriz do corpo físico acionando todas as suas faculdades internas libertas e iluminadas, rumo à única direção consciente: a vontade divina; por isso ele é o símbolo da iluminação e das virtudes que conecta a força de Deus e a sua energia cósmica em nossa humanidade, harmonizada, controlada e absorvida pela consciência do espírito.

Cada chama acesa representa uma virtude conquistada, uma ação direta que se dedica única e exclusivamente ao serviço do Espírito Cósmico Universal; é a transformação e a transmutação interna, que purificam o ego devolvendo lhe a sua característica original assim como foi criado no Éden. Portanto, as virtudes conquistadas, não são apenas bens adquiridos ou aprendidos na escola da vida; na realidade, são muito mais que isso: são o despertar de um estado original que sempre existiu dentro do ser humano, porém, sua manifestação foi obstruída pela ação egoística do ego, preso em seus desejos limitados, num delírio alucinado do fogo das paixões, destruidores da realidade universal, mas agora, pela ação do karma universal e pelo superamento, deve soltar as rédeas que o aprisionam para poder manifestar a chama do espírito, que sempre esteve ardendo no seu interior.

As chamas acesas no candelabro não representam os 7 raios divinos descendo do alto, elas representam a luz divina desperta no interior físico de cada um através da conquista, da purificação e da plena realização dos ideais do espírito. Elas representam o ser iluminado que se esforçou com o seu ego minúsculo para chegar à terra prometida, à casa suprema do Pai, e isto só pode acontecer manifestando em si todas as virtudes angelicais, tornando-se luz numa expressão infinita de amor.

Agora ele é um ser liberto, uma fagulha de luz que manifesta a vontade do supremo querer e esta manifestação é tão intensa que se transforma numa emanação potente e poder, canalizada através dos sete raios, das sete chamas arcangélicas, das sete virtudes universais.

De fato, o povo hebreu, que estava no deserto e que saiu da escravidão da matéria pela ação divina, estava prestes a receber as taboas da lei, que dão a chave do equilíbrio, para que pudessem se purificar e se elevar, alcançando o mérito e a iluminação divina simbolizada pelo candelabro aceso no tabernáculo de Deus.

Este é caminho para chegar à terra prometida. à casa suprema do Pai; A libertação da escravidão da matéria conseguida pela ação direta da vontade do espírito (a Verga); a aquisição do conhecimento na caminhada pelo deserto da vida e pelo sacrifício (o Cálice e a Cruz); o recebimento e o cumprimento da Lei divina, a lei do Espírito Universal expressa pelas Taboas da Lei, pois através dos seus mandamentos se conquista a purificação interior e o equilíbrio (a Balança); para então poder acender no coração e nos outros 6 centros nervosos as chamas do espírito, a conquista dos sete virtudes transcendentais (o Candelabro).

Toda essa ação contínua do nosso ser nos levará à terra prometida, à terra de leite e mel, à casa suprema do Pai onde poderemos realizar o próprio destino com plena consciência e coerência (a Espada).

O Candelabro reúne em si a ação de todos os símbolos, ele é a síntese da realização espiritual no âmago da matéria. por isso a localização dele é no centro do sacrário. A sua base é o planeta Terra (a Esfera, o corpo físico)  sobre o qual é postado tronco de uma árvore (os 4 elementos da natureza, que constituem o nosso corpo físico e astral, a Pirâmide da vida). Da base do tronco surgem 6 anjos, cada qual segura uma vela (o canal divino aberto em nossa forma física, os Chakras) como oferta à divindade; cada qual representa uma das sete virtudes transcendentais. No centro, no topo do tronco (o coronário) está postada a chama eterna que representa O Rei de toda a manifestação, Mickael

Os seis anjos envolvem o tronco em todas as direções.

Azaquiel olha para o templo; ele é o raio do apoio direto à humanidade, aquele que é mais próximo a nós (em termos humanos); tem a cor azul do mar; o seu elemento é a água que dá o princípio do nascimento da vida manifestada; a sua virtude é a piedade.

Do lado oposto, em frente à cruz fica localizado o arcanjo Uriel; a sua cor violeta é a mais extrema das cores; ele é também o mais afastado da humanidade na sua condição vibratória; o seu elemento, o Ar, representa os ideais mais sublimes do espírito; a sua virtude é a caridade.

Do lado esquerdo ficam os arcanjos Rafael e Anael, a sabedoria e o equilíbrio, um é o “espírito” do outro  pois, sem sabedoria não há equilíbrio e sem equilíbrio não se pode adquirir sabedoria; as suas virtudes perseverança -amarelo e sabedoria – verde têm que ser adquiridas pela ação da própria consciência. Os dois se encontram do lado esquerdo (o querer receber) que é um dos braços da cruz da vida (Anael  – a Terra, senhor da vida manifestada dos 4 elementos).

Do lado direito encontram-se os arcanjos Azaziel e Gabriel (o querer dar) um é a dádiva do amor divino, o outro o fogo criador, o poder criativo agente acionado pelo poder do amor divino (Azaziel o fogo – dos 4 elementos), também aqui Gabriel é o espírito de Azaziel.

No centro acima de tudo, no coronário da criação, está postada a chama do raio do arcanjo Mickael. É Ele quem ilumina o tronco da vida para que Dele possam ser emanados os seis raios da criação que o servem com a sua oferta e com as suas virtudes.

O Candelabro representa, portanto, o micro e o macro cosmos; ele é o símbolo do Todo manifestado realizando em si o poder do “nada” que é o coração do poder cósmico universal, que se anula para manifestar-se em todos os aspectos da criação.

Os irmãos que seguem o caminho do espírito devem realizar em sí o simbolismo do Candelabro. Devem ter os pés sobre a terra equilibrando com perfeição os 4 elementos na sua natureza inferior, e nela acender as chamas das virtudes do espírito ao serviço do Grande Ser que se anulou para nos dar a dádiva da vida.

A Obra do Mestre é a vontade que se irradia através da Chama Central do Candelabro e é a luz de Mickael que vibra acesa no altar da nossa vida material.

   Irmão Zari  7.7.2003

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Estes dois símbolos representam a gama completa da nossa vida e da nossa existência, os dois extremos da manifestação da divindade, o Cálice o “querer receber”,,  próprio do ego material  e, a Cruz o “querer dar”, próprio do espírito.

O Cálice é o raio verde do arcanjo Rafael – A Cruz é o raio violeta do arcanjo Uriel.

O Cálice expressa o estado “vazio” e receptivo da nossa mente inferior, a ânsia do saber da nossa manifestação material, pronta para receber a sabedoria divina através da faculdade de querer receber, por isso o cálice tem o formato de um recipiente que será preenchido com o “sangue da vida” isto é, a experiência através da dor e do superamento.

O ego material representa um terreno fértil e plano sobre o qual a vontade divina lançará a semente da sabedoria e do conhecimento, mas, esta semente só brotará através do próprio esforço “Com o suor do teu rosto, comerás o teu pão”. O “querer receber” é o impulso primordial do espírito que está manifestado na sombra, a vontade de querer receber a Luz, a busca de Deus, a busca da verdade e a ânsia de alcançar os níveis mais elevados da divindade.

O Cálice representa a sabedoria divina, o conhecimento global da vida e da morte, das coisas criadas e incriadas, da manifestação da vida, através do extremo inferior do nosso ser, a nossa manifestação material.

Identificar-se com o Cálice, o raio do arcanjo Rafael, significa aceitar e receber dentro de si o conhecimento da lei do espírito, inundar a própria vida com o néctar supremo do conhecimento de todas as causas e de todos os efeitos, conhecer e saber a lei que é o elixir amargo, mas purificador para o ego material. Aprender a necessidade do auto sacrifício através da aquisição da sabedoria universal.

O Símbolo do Cálice representa a conquista máxima do saber, alcançando a onisciência, raio manifestado do Arcanjo Rafael, portador da sabedoria universal, cura de todos os males.

Adquire-se o conhecimento das leis divinas que se manifestam em nosso ser inferior e superior pela ação da lei do Karma universal que conduz o ser humano ao reconhecimento da unidade universal, ao despertar da consciência do ser interior, partícipe da Força Única que palpita no universo, raio da Vontade do Pai, única manifestação no universo criado.

Na busca da sua identidade real, o ser humano compreende finalmente que faz parte integrante da humanidade e nada pode separá-lo do resto dos homens, a sua evolução poderá continuar somente quando os seus irmãos, perdidos nas trevas, tiverem também a salvação pelo conhecimento (sabedoria) e pelo despertar.

Quando o ser espiritual, peregrino da vida, se dá conta que ele é uma parte integrante e inseparável do Todo e a sua ajuda é necessária para a salvação dos seus irmãos  que ainda estão nas trevas, ele começa despertar um novo estado de consciência “o querer dar”, a oferta de si mesmo, o impulso para o auto sacrifício. Ele abre os seus braços em forma do símbolo da Cruz para oferecer a si mesmo como instrumento do raio de Uriel, tornando se mártir para a causa divina, entregando-se conscientemente em benefício da transmutação do karma planetário.

Depois de realizar dentro de si o Símbolo do Cálice, adquirindo a sabedoria divina, compreende agora que o único caminho a seguir é a aquisição do Símbolo da Cruz em sua personalidade, realizando em seu espírito o ato do sacrifício supremo, a oferta de si mesmo para que a evolução se faça, entregando-se a Deus para ser partícipe do trabalho impessoal da Obra divina, deste modo o seu ego perde-se na impessoalidade divina, entrega-se à força suprema que o tornará algo mais que um ser humano, um raio da própria divindade.

Mas, para que isto aconteça é necessário destruir por completo o resto da personalidade humana que sobrou, é preciso que a sua vida se torne uma “chama acesa sobre o altar da vida”, oferecendo tudo de si para a obra do Ser supremo, tornando o seu “eu” um símbolo vivente do sacrifício e do bem.

O símbolo da Cruz, portanto, é o símbolo do sacrifício supremo onde a personalidade humana, por mais dócil e amável que seja, através da oferta de si mesmo é expandida infinitamente até perder a própria identidade no pensamento divino e impessoal.

Este é o caminho do reencontro, o caminho da auto-realização do finito – o ego material, rumo a sua divina origem – o espírito infinito, impessoal.

Os Símbolos do Cálice e da Cruz representam a etapa “humana” deste caminho. A partir do primeiro despertar da consciência quando o espírito encarnado volve o seu olhar para o universo, o infinito todo, e mesmo na sua inconsciência manifesta a ânsia de saber e faz as primeiras perguntas,  “quem sou eu?”, “de onde venho?”, ele acaba de penetrar no raio verde do Cálice e até que ele  não preencha o seu vazio, o “cálice” interior que tem a sede do saber, ele não terá sossego.

Depois de milênios de experiências, depois de inúmeras lutas e conquistas quando alcança O Saber, o raio excelso do arcanjo Rafael, ele compreende então que o seu caminho não terminou. Agora, depois da conquista do saber, depois de conhecer as causas e os efeitos, ele sabe que tem que arregaçar as mangas, atravessar a outra margem da vida e oferecer-se como partícipe do Todo ingressando no exercito divino para  lutar, auto-sacrificando-se pela causa divina. Somente então poderá deixar a sua humanidade, somente com o holocausto de si mesmo poderá queimar os aguilhões que sobraram do seu ego material, do seu egoísmo que o afastou por tantos séculos da sua casa suprema, do seu lar espiritual.

O símbolo da Cruz é a manifestação suprema da oferta do ser humano que se entregou totalmente à Obra divina e entra no caminho da divindade deixando para trás a sua forma egóica para abraçar os quatro cantos do universo, a consciência universal manifestada pela Cruz da vida.

Oferecer-se a si mesmo, receber a força impessoal de Deus, transmutando em si todas as células pela força do raio violeta, significa estar em harmonia com o Todo, com o  plano divino, com toda a natureza, interna e externa, significa o abandono do mundo dos desejos para entrar na consciência do Ser único, universal, fazer desabrochar em si, apesar dos  sofrimentos do seu ser encarnado, a rosa perfeita da consciência cósmica.

Por isso irmãos elevemos o nosso pensamento e roguemos ao Ser supremo que inunde o nosso ser com o seu raio violeta para purificar o nosso “eu” que outrora caiu nas trevas mas agora vibra na ânsia de reencontrar-se e ressurgir à luz e ser partícipe do absoluto.

       04-2003   Irmão Zari

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Embora muito comentados em nossa fraternidade, nem todos estão familiarizados com o verdadeiro trabalho dos Anteroides.

Os Anteroides são seres que terminaram a evolução sobre o nosso planeta, a Terra, e aguardam sua partida, em estado sutil, espiritual, para seguirem outros níveis de evolução em outros planetas. A sua sede encontra-se nas terras geladas da Antártica, próximas do pólo sul, que é o ponto de partida para o seu seguinte passo evolutivo.

Cada um destes seres sintetizou plenamente a vida sobre a terra: superou as provas árduas da vida material na luta contínua consigo mesmo, conseguiu ultrapassar o mundo de “Maia”, venceu as imagens ilusórias formadas pelos sentidos físicos, realizando-se espiritualmente na Unidade Universal, e conquistou a consciência da vida eterna. (Exemplos reais deixados nas historias dos 12 sábios no livro Rumo a consciência Cósmica – Páginas de Ouro de Ramasar).

O ser humano, depois de muitas lutas e inúmeras encarnações, consegue finalmente, encontrar o verdadeiro sentido da vida, a sua razão de ser, independentemente das condições físicas da presente encarnação.

A idéia de Deus e da Unidade Universal agora fazem parte integrante e permanente da concepção de si mesmo e do universo. Em cada situação e prova humana, ele não se deixa mais enganar pelos sentidos externos e nem busca mais a satisfação de nenhum deles. Este é o estado mais elevado da evolução do ser humano sobre a Terra, quando “a vontade” domina todo o seu ser e isto representa a sua maturidade espiritual.

Neste estado não há mais confusões ou barreiras mentais e ele pode perceber clara e nitidamente a sua raiz (origem) e emanação divina conquistando a consciência solar.

Esta “consciência solar” habilita a sua possibilidade de estar em contato permanente e consciente com “O Todo” e com a Vontade Universal (Deus).

Os anteroides estão organizados entre si e seguem uma hierarquia espiritual, pois antes da sua partida para outros planos estão realizando um trabalho espiritual em prol da humanidade e dos seus “irmãos” que ainda permaneceram ligados nas correntes karmicas terrenas. Seu trabalho é coordenado pela Fraternidade Branca Universal à qual pertencem. A sua experiência adquirida através das encarnações é utilizada de uma forma muito útil para guiar os seres que estão preparados ou próximos a ingressar na “Fraternidade Branca Universal”. Podemos chamar cada um deles “anjo da guarda”, porém são anjos da guarda muito especiais, pois não seguem os padrões “convencionais” que cada um de nos pode imaginar.

Uma vez ligados ao ser encarnado, e isto em si já representa um grande e muito valioso prêmio, visam unicamente a meta da evolução. Nas “discussões” intermináveis que acontecem dentro da mente do discípulo, o seu Anteroide-guia, procura direcioná-lo num caminho de valores espirituais, estimulando-o a superar acima de tudo a atração dos cinco sentidos físicos e não como poderia se imaginar, beneficiando-o materialmente. Assim sendo nem sempre podemos levar vantagem física no percurso da nossa vida material com a ajuda dos Anteroides.

O trabalho do Anteroide como guia espiritual é muito sutil e nem sempre pode ser compreendido pelas mentes não preparadas, mesmo assim, é um grande privilégio ter como guia espiritual um Anteroide, pois embora a sua ação possa ser sutil, ao mesmo tempo é muito poderosa, pois usa poderes superiores àqueles usados pelos guias chamados guias (anjos da guarda) comuns, que embora possam ser experientes, conhecedores de muitas ciências e eruditos, ainda não conquistaram a consciência solar e a visão verdadeira e completa de si mesmos e, portanto, não podem entender plenamente a meta da razão de ser da vida.

Em certas ocasiões esta diferença é fatal e decisiva, especialmente quando se trata de libertar-se de um karma longo, sutil e complexo. Somente os seres puros e evoluídos que no seu coração tomaram a decisão de seguir pelo caminho do espírito e da auto-realização que ao final os levará à libertação do ciclo das reencarnações, pode fazê-lo.

Somente aqueles que chegaram a um estado evolutivo avançado (e isto dificilmente nós podemos julgar) tem o mérito de ter um Anteroide como guia.

Na bondade imensa do Mestre muitos dos que não mereciam tal guia, acabaram por recebê-lo, graças a uma ordem suprema, por demonstrar a prontidão de trabalhar e colaborar com a obra da “Fraternidade Branca Universal do Arcanjo Mickael”. Porém alguns, não souberam merecer tal benefício e acabaram se desviando do caminho por não poder captar e entender as mensagens do seu guia Anteroide.

Existe uma legião de Anteroides próximos ao pólo sul do planeta. Eles são dirigidos pelo seu chefe supremo que é chamado Ramasar, que tem também a missão de ser o “Instrutor da Humanidade”. Ele faz parte da hierarquia divina e “Dela” recebe ordens que são conjuntas e em harmonia com o “governo do mundo” (ex.- Himalaia).

Além de servir como guias dos “irmãos da Fraternidade Branca” os Anteroides realizam trabalhos ocultos no qual se movimentam energias em todo o planeta, conforme as necessidades planetárias, e as ordens de hierarquias superiores. Sabemos que energias não podem ser tiradas do nada, para realização de algum trabalho, é necessário tirá-la ou produzi-la de alguma forma.

Aqui eu falo sobre as energias sutis e invisíveis que são o produto do nosso pensamento a da força da nossa vontade. Lembram-se da lei?: nada se cria, tudo se transforma. Em nosso mundo circulam muitas energias, dúplices, positivas e negativas e uma luta colossal se trava no mundo astral, invisível para os seres humanos comuns.

Este é o trabalho do governo do mundo: manusear as energias do plano da mente para poder vencer o mal e a desordem do mundo, sempre respeitando o livre arbítrio de cada um. Os Anteroides tem uma parte importante nesta batalha, guiando os seres humanos capazes de seguir a sua “voz” para enfim conduzir a humanidade ao pleno estado de harmonia, sem perder nem por um instante o respeito à lei divina do livre arbítrio.

Aqui se vê a necessidade absoluta da manifestação da própria vontade e da escolha consciente do caminho que cada um decide seguir, pois, os mestres e os guias espirituais se aproximarão somente daqueles que saberão bater à sua porta.

2002 Irmão Zari