O ser vive no mistério da sua essência e do seu des­tino, enquanto o seu ciclo evolutivo não chega à matu­ridade para encaminhar-se na busca da real existência. Então, o mistério da vida o leva até as causas e os efei­tos, colocando-o diante da lei que governa a forma e, então, encontrar-se-á, face a face, com o segredo da vida.

Vida. Que coisa é a vida? Quem somos nós? De on­de viemos? Para onde iremos? Onde nos levam os nossos esforços? Para onde nos conduz o nosso destino? O que será para nós o amanhã? Quais serão o dia e a hora do fim da nossa humana existência?

Estas são as primeiras perguntas que aparecem ao iniciarmos o caminho da iniciação, e as respostas em­baraçam as nossas mentes, enquanto os porquês au­mentam sem soluções.

Das editoras surgem a infinidade de livros dos grandes investigadores cujos pensamentos iluminam o campo infinito do conhecimento. Por essas obras, pode­mos fixar um lugar no tempo.

Eles (os grandes investigadores) são os guias da hu­manidade.

Rama, Crishna, Buda, Confúcio, Láo-Tze, Hermes, Moisés, Orfeu, Pitágoras, Platão, Jesus, São Francisco de Assis, todos deixaram ensinamentos e tradições apro­priadas às necessidades da época.

Depende de nós conhecer e tirar proveito de tais en­sinamentos, para a nossa orientação moral e espiritual.

Esses guias, por meio das suas doutrinas, procura­ram acelerar a evolução individual e social dos seres e das raças. Reconheceram a necessidade de levar o ho­mem para fora da matéria, conduzindo-o para o alto, para o Ritmo Divino, que nos sustém com a lei do amor e da harmonia nuclear.

Se tal harmonia fosse conhecida, profundas e ines­peradas transformações se operariam no Universo. A vida social seria construída sobre bases diferentes, as relações humanas seriam modificadas e melhoradas, e os valores da conquista alcançariam um plano bem di­ferente daquele dos nossos dias nesta formidável luta pela existência.

Houve um tempo que homens e divindades convi­viam em harmonia. O primeiro guiado pelas altas hie­rarquias gozava a vida em estado de beatitude, fora do atual período caótico. Era a época de civilização Atlantidea.

Longos séculos se passaram até os nossos dias, na expectativa da Nova Éra, do advento do Espírito Santo, “mil e não mais de mil”, a Éra do Amor, a Éra do Espíri­to Santo, a Éra de Mickael, — Deus Espírito Santo. Anunciada por Nosso Senhor, Deus Filho, a Éra do Es­pírito de Sabedoria, tem início com a entrada da Época do Aquário, com as suas divinas influências para ex­pulsar as trevas que há séculos ofuscam os sentidos, e dar a luz do espírito com a revelação dos mistérios divi­nos e a compreensão na convivência humana.

A Suprema Lei de Ergos, a Gênese que nos revela o grande mistério da criação abre o caminho ao homem, que busca a verdade para chegar à conquista da Ini­ciação.

INICIAÇÃO: — que coisa é esta, sacra palavra misteriosa, que fascina e diviniza?

“É o despertar do Espírito, a noção de sua existên­cia real; — é a revelação do Ego ao sêr”.

Ao iniciado se revela a Verdade de sua conexão da sua missão humana, o conhecimento da centelha di­vina, suscitada da Chama Sagrada e a existência real do homem, na consciência, qual filho do Divino Pai e, portanto, imortal, eterno, indestrutível e invencível. Ele possui em sí mesmo Potência, Sabedoria e Existência.

Porém, como a criança inconsciente que encerra em si o homem futuro, assim a mente humana nâo é consciente da própria qualidade latente ao estado potencial, e a ignora.

Ao desenvolver essas qualidades latentes é possí­vel realizá-las, elevando se além dos efeitos, e conhe­cendo as causas para seguir os ensinamentos de quem ultrapassou o umbral de uma nova sabedoria.

Antes de mais nada é necessário que o discípulo se apodere do universo interior entrando no reino da essên­cia individual, e quando houver conseguido poderá e deverá prosseguir para conquistar o conhecimento interior, isto é, a iluminação, ou a revelação da verdadeira natureza do espírito e das suas relações com as hierar­quias do criado e a Suprema Inteligência do Universo.

O Iniciado é penetrante, profundo, meditativo, e seu pensamento não se limita às aparências, ele procu­ra as causas para conhecer os efeitos, e absorvido nos seus pensamentos é indiferente, às coisas superficiais, não experimenta nem prazer nem rancor para os elo­gios e críticas.

A vaidade desapareceu dele. Êle está acima das paixões porque domina־as. Aprendeu a criar a paz e a calma no seu coração, e sente a necessidade de fazer partícipes delas também os outros. Sabe como são presos à matéria os seus irmãos e se apressa a ajudá-los a acelerar a sua evolução guiando seus passos para sair da escravidão da matéria a que estão submetidos.

O Iniciado destacando o espírito da forma e elevando-se nos planos superiores encontra a sua paz no Divino “Samádhi”.

Êle não procura tornar-se conhecido, nem busca a glória para ofuscar os outros.

O seu caminho se eleva no sentido do Templo da Sabedoria e prossegue com passo firme, sereno e segu­ro, avançando sempre.

A sua vida é luminosa e secreta conservando sem­pre, a calma dos sêres elevados, isto é, uma calma per­feita.

Ele é firme e tranquilo na tempestade da Vida por­que terminou uma de suas peregrinações, reúne já em si os poderes superiores e, se tende para o nosso mundo, é como um pai, um guia, trabalhando amorosamente pa­ra levar no sentido da luz os seus irmãos.

Superando os vários planos, conquista a ilumina­ção, para ir além, até a Consciência Cósmica.

O iluminado se perde em Deus, nas Supremas Es­feras. — Anula a personalidade humana e passa a fa­zer parte das Altas Hierarquias, e unindo-se às Harmo­nias Divinas, fica como dissolvido na Personalidade Su­perior.

Porém, como pode o ser encontrar o caminho da perfeição, isto é, aquele roteiro que o conduz ao Divino, ao Templo da Sabedoria?

Como entra a fazer parte dos eleitos do mundo, do Princípio Original, ou a Ordem do Universo?

Desenvolvendo as suas qualidades latentes é admitido a fazer parte dos eleitos e entra consciente na Iei imutável da criação, do ritmo perfeito que rege o Uni­verso, que e a justiça na mão do Espírito Santo, Mickael, Guia Supremo de Todo o Criado.

Chegamos, portanto, à revelação do criado, pela qual o iniciado empreende o audacioso caminho realizando sobrehumanas maravilhas.

Como pôde Jesus ressuscitar o Seu corpo? Camnhar sobre as aguas? Ressuscitar os mortos? Fazer ca­minhar os paralíticos? Curar os leprosos? Dar vistas aos cégos? Como o Seráfico São Francisco de Assis pode aplacar a ira de um lobo esfaimado? Falar com os peixes, os pássaros e os elementos? Como pôde Moisés abrir as águas do Mar Vermelho, fazer jorrar água da fonte do Deserto, desencadear tempestades, mandar sobre o Egito as Dez Pragas da Punição divina?

A ciência moderna ainda não respondeu a tais per­guntas, embora estejamos na época dos astronautas, do radar, da bomba atômica e já, como há 20 (vinte) anos, o Mestre havia predito, a viagem à Lua será um fato con­sumado.

Como fato consumado a existência dos discos voa dores vindos de outros mundos, também isso o Mestre nos revelará.

As antigas escrituras iniciáticas declaram que o mundo físico sujeita-se a uma única lei fundamental, Mistério Divino, e a esse mistério encaminha-se o Iniciado à conquista da Consciência Cósmica ou Suprema Sabedoria.

E, para compreender este mistério, o ser é levado à Escola do Espírito, onde receberá as bases para a futura iniciação.

Tem que conquistar a ciência afim de possuir os meios para aproximar-se de Inteligência infinita.

Realizando-se a si mesmo, alcança o despertar da consciência e passa a fazer parte dos Iniciados ou Guias da Humanidade.

Através os séculos dos séculos, através os vastos continentes, entre os milhões e bilhões de homens que se sucedem no tempo e no espaço, são sempre aqueles que as raças assinalam como um mito ou ainda venerando־ os como os mais puros e mais perfeitos dos sêres.

Eles venceram a si mesmos, superando as tremen­das provas da vida. Prontos a receber as chaves do co­nhecimento, conscientes da própria divina missão, ope­ram a serviços das Supremas Hierarquias; vitoriosos, avançando na escala da vida.

Eis aí, caríssimos irmãos, porque convidamos os ho­mens da Era presente, a participar da Escola Iniciática, que ora apresentamos: — FRATERNIDADE BRANCA DO ARCANJO MICKAEL.

Giuseppe Cambareri  -  Ermibuda.