Ambicionar o triunfo humano é ambicionar a posse de coisas efêmeras, é constranger a mente e o coração a nutrir-se de idéias e de paixões elementares. É pecaminoso conclamar fantasias de progresso se estas fantasias são destinadas a suscitar, nas multidões inconscientes, paixões de ódio e miragens de bens contra a natureza e contra a moral.

As idéias de progresso são como o tóxico que é benéfico ou maléfico segundo a mistura e as circunstâncias em que é usado.

O progresso, todavia, é sempre eficazmente servido pelo ato humano da piedade espontânea, mais do que pelo declamatório gesticular do heroísmo inspirado por interesses das partes. A humanidade e a piedade, em qualquer circunstância, são sempre garantia de verdadeira grandeza, porque é a expressão do espírito libertado.