Não é o corpo que sofre ou goza sob o estímulo da alegria ou da dor, porque ele é apenas matéria inerte. É o espírito que, de acordo com a sua sensibilidade, percebe mais ou menos intensamente a repercussão do estímulo. Se fosse a matéria que experimentasse tais sensações, ela as sentiria sempre: mesmo no estágio de formação antes do nascimento e no de decomposição depois da morte. E nesse caso, qual seria o tormento do corpo ao sentir-se desagregar, instante por instante, molécula por molécula, na decomposição total das suas substâncias?

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