Longe, infinitamente longe, lá no inatingível, o pensamento

humano Te coloca, ó Mestre, e na sublime procura para

adorar-Te, avança sempre além das galáxias, além dos confins

do Criado, ó Inalcançável, impenetrável Potência!

Mas, esgotado o pensamento, desvanecidas as visões, a busca

se torna desesperada.

Tremem as almas, detêm-se fatigadas, debilitadas, desoladas,

e embora as forças do Espírito impulsionem sempre para o

Divino, o pensamento humano se abate na confusão e no

tateamento; demasiadas e vagas esperanças, demasiados

sonhos dispersos. Nada permanece daquela silenciosa busca.

E, através das lutas e do superamento, conquistando o Amor e

a humildade, entra na harmonia; é como o desabrochar de

uma flor ao pálido clarão de uma aurora, um novo sentido

despertar-se-á então no desorientado peregrino, e ao nascer

do Sol, ó Mestre, ver-Te-á resplendente na Tua sublime

Onipresença.

Sê sempre presente, ó Mestre, às nossas súplicas!

                                        Giuseppe Cambareri