Longe, infinitamente longe, lá no inatingível, o pensamento
humano Te coloca, ó Mestre, e na sublime procura para
adorar-Te, avança sempre além das galáxias, além dos confins
do Criado, ó Inalcançável, impenetrável Potência!
Mas, esgotado o pensamento, desvanecidas as visões, a busca
se torna desesperada.
Tremem as almas, detêm-se fatigadas, debilitadas, desoladas,
e embora as forças do Espírito impulsionem sempre para o
Divino, o pensamento humano se abate na confusão e no
tateamento; demasiadas e vagas esperanças, demasiados
sonhos dispersos. Nada permanece daquela silenciosa busca.
E, através das lutas e do superamento, conquistando o Amor e
a humildade, entra na harmonia; é como o desabrochar de
uma flor ao pálido clarão de uma aurora, um novo sentido
despertar-se-á então no desorientado peregrino, e ao nascer
do Sol, ó Mestre, ver-Te-á resplendente na Tua sublime
Onipresença.
Sê sempre presente, ó Mestre, às nossas súplicas!
Giuseppe Cambareri




2007/07/18 13:45 ::

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