Pessoas que praticam meditação durante longos períodos induzem mudanças no funcionamento cerebral que melhoram o conhecimento e as emoções, segundo um estudo da Universidade de Wisconsin divulgado nesta segunda-feira (8/11).
Uma equipe do Laboratório W.M. Keck de Estudos Cerebrais, do Centro Waisman da Universidade de Wisconsin, que realizou os experimentos em cooperação com o Monastério Schechen, de Katmandu (Nepal), publicou suas conclusões na revista “Proceeding”, da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos.
“Descobrimos que pessoas que praticam meditação budista durante longos períodos auto-induzem mudanças neurais, isto é, na função cerebral, que têm um impacto duradouro, aumentando a cognição e as emoções”, indicou Antoine Lutz, que liderou o estudo.
O termo “meditação” compreende inúmeras tradições culturais e variados métodos de concentração mental, controle da respiração, disposição física centrada e, em alguns casos, visualizações – ou seu oposto, a não focalização da mente em objetos ou idéias.
Para este estudo, os pesquisadores tomaram oito praticantes de meditação budista com idade média de 49 anos, e para o grupo de controle utilizaram 10 estudantes voluntários, com idade média de 21 anos.
Os budistas receberam instrução mental nas tradições tibetanas Nyingmapa e Kagyupa de 10 mil a 50 mil horas ao longo de períodos de 15 a 40 anos.
“A duração de sua instrução foi calculada sobre a base de sua prática diária e o tempo que passaram em retiros de meditação”, indicou Lutz.
Por outro lado, os sujeitos do grupo de controle não tinham experiência prévia na meditação e receberam instrução por uma semana antes da coleta de dados através de eletroencefalogramas.
Como método de meditação, os pesquisadores escolheram “a prática sem um objeto determinado durante a qual os praticantes, tanto budistas como do grupo de controle, geraram um estado de ‘amabilidade e compaixão incondicional’”.
Esta prática, usada por inúmeras escolas budistas da Índia até China, Japão, Coréia e sudeste asiático, não requer concentração sobre objetos, memórias ou imagens particulares, mas uma disposição para ajudar a todos os seres vivos.
“Estudos anteriores já demonstraram o papel geral da sincronia neural, em particular nas freqüências da banda gama (de 25 a 70Hz), em processos mentais como a atenção, a memória ativa, a aprendizagem e a percepção consciente”, explicou Lutz.
Acredita-se que tais sincronizações das descargas neurais oscilatórias desempenham um papel crucial na constituição de redes que integram os diferentes processos neurais em funções cognitivas e afetivas altamente ordenadas.
“Por isso, a sincronia neural parece um mecanismo promissor para o estudo dos processos cerebrais que estão por trás da instrução mental”, acrescentou.
Os pesquisadores registraram eletroencefalogramas dos participantes budistas e dos sujeitos de controle antes, durante e depois da meditação, e compararam as pautas de ambos os grupos.
“Descobrimos que os praticantes budistas auto-induzem, de forma sustentada, oscilações de alta amplitude na banda gama e na sincronia de fase”, disse Lutz.
“As diferenças notáveis em relação aos sujeitos de controle aumentam muito durante a meditação e se mantém no período posterior à meditação”, explicou.
Um dos detalhes notados pelos pesquisadores foi a chamada “sincronia gama a longa distância”.
Aparentemente, ela é vinculada a uma coordenação neural em grande escala e ocorre quando duas áreas neurais, controladas por dois eletrodos distantes, oscilam com uma relação de fase precisa que se mantém constante durante um certo número de ciclos de oscilação.
Além disso “a atividade gama de alta amplitude encontrada em alguns destes praticantes é, até onde sabemos, a mais alta da que se tem notícia na literatura científica, em um contexto não patológico”, acrescenta o estudo.
Da EFE
Em Washington 09/11/2004 12h21




2004/11/09 12:21 ::

Bem interessante, e verídico.
Gostei
certo dia vinha eu a camihar em uma estrada de barro, me deparei com duas cobras uma agarrada no rabo da outra. e foram se comendo ate que desapareceirao.eu compreendi o significado e voçes?
amigo como posso fazer ou onde posso encontrar rituais de meditação?
Amigo
Eu faço as meditações de osho. Ele era contemporaneo dai ele ensinava tecnicas de meditação para as pessoas de nossa época. Pesquise e veja se vc gosta.
abraços
Fico acordado de 21h até 5h da manhã, escrevendo textos do 2º romance. Ergo-me da cadeira demasiadamente enfadado, cansado e com muito sono acumulado. Preciso andar 2km e correr 1 na calçadinha da belíssima praia de Tambaú, em João Pessoa, Paraíba. Minha disposição física não me permite sequer andar erecto dentro de casa. Decido fazer ‘meditação profunda’. Deito-me na cama, com as pernas estiradas e os pés juntos. Estendo os dois braços com as mãos desprendidas sobre o leito. Posiciono a cabeça a nível do corpo. Concentro a mente nos dois dedos grandes dos pés, tentando desligá-los do cérebro. Os dedos resistem a esse esforço de separação. Não é para menos. São dezenas de anos ligados ao cérebro desde à condição de feto. Estendo a mente para os dois pés. Agora a área de recepção de energia cerebral é maior do que a área dos dois dedos grandes. Os pés relaxam ao cabo de dois segundos. A mente vai percorrendo as canelas, os joelhos, as coxas que vão repousando sucessivamente a cada segundo decorrido. A mente avança sobre a espinha dorsal que suaviza sem resistência. Alcança a cerviz. Invade o crânio até atingir o topo. Desliga os olhos. Afrouxa o queixo mais ainda. Desliga de um só relance, todo sistema digestivo e cardiovascular. Chega ao cérebro, o órgão mais importante do processo vital, e nele penetra para desligá-lo completamente do corpo inteiro. Nesse instante, só existe o cérebro e um coração batendo lentamente. O resto é massa sem qualquer movimento, em busca da insensibilidade total. Para a conclusão desse desligamento completo, foram gastos cerca de 50 segundos. Agora, a meta é fazer o cérebro pensar quase nada, nadica de nada… Isto só é possível se o cérebro for levado para fora do planeta terra. Neste, existem enésimos entes móveis e imóveis que fazem o cérebro desprender energia com recordações de cenas pretéritas. Nesse entretempo, o cérebro vai saindo da caixa óssea como se tivesse vida independente do oxigênio e nutrientes que o corpo lhe fornece. Na janela do quarto, o cérebro olha para trás certificando-se de que o corpo jaz estendido sobre a cama. Aí voa para a lua onde as paisagens lhe são estranhas. Depois vai até marte e percorre o chão crestado pelo sol. Pára. Consulta os horizontes. Confronta o sol da terra com o de marte. Julga que a terra é filha privilegiada da luz. Procura enxergar e vê que seu corpo continua paralisado, impotente e imutável. Já se passaram mais ou menos 16 minutos. De onde está, o cérebro flecha em direção ao crânio, onde se aloja para reiniciar seu trabalho de reanimação corporal. Esta estimulação da matéria é feita de forma lenta. Primeiro se mexe um dedo de cada vez, depois a mão, o braço, o outro braço, as pernas, o pescoço. No final, se procede ao espreguiçamento total e concomitante do corpo. Abrem-se os olhos. Assim chega-se ao final da ‘concentração metal profunda”. Vinte minutos desse desligamento profundo correspondem a seis horas de sono profundo. O usuário sente a disposição de quem dormiu oito horas. No começo, haverá dificuldade de desligamento. Mas com a continuidade, a pessoa dominará o milagre do desligamento cerebral. No início não tenha vergonha de fazer a concentração meio desarrumada. Posteriormente, a pessoa vai se sentido vitoriosa na medida em que vai vencendo a resistência do desligamento.
Esses ensinamentos devem ser passados à frente. Para dissuadir pequenos aperreios no trabalho ou em casa, evitando que se transformem em estresse corrosivo, faça-se ‘pacificação cerebral’ do seguinte modo: tranque-se num cômodo. Ponha-se de pé, feche os olhos e inicie movimentos lentos com as mãos. Esse exercício se baseia em frear o cérebro agitado com movimentos lentos, com gasto de uns cinco minutos.