Leitura antes do ritual
No deserto do Sinai onde o povo hebreu andou por 40 anos para preparar-se e purificar-se para receber as tabuas da Lei da era do Pai, a hierarquia celeste ordenou ao seu sacerdote, Moises a construir um candelabro de ouro de sete braços nos quais acender-se-iam chamas eternas símbolo da presença divina manifestada no tabernáculo.
Para manter os sete aspectos da manifestação espiritual, o povo, através dos seus sacerdotes, deveria cuidar para que essas chamas nunca se apagassem, para que elas pudessem manifestar o ardor da sua fé e conquistar as virtudes do espírito com a pureza interior.
Na atual nova Era, o raio de Mickael tornou a materializar o símbolo do Candelabro. Símbolo da iluminação e da evolução da vida manifestada, simbolizando o retorno consciente das criaturas ao seio paterno.
As chamas do candelabro foram acesas no tabernáculo divino da nova era, elas iluminam e guiam todas as ações, decisões e realizações daqueles que souberem alcançar, com a sua mente a divina presença formando um contato direto com o raio Azaquiel, senhor do símbolo do Candelâbro.
O Símbolo do Candelabro representa a força motriz e vital do corpo físico que aciona todas as suas faculdades internas libertas e iluminadas, para alcançar a direção consciente rumo a unidade universal; por isso é o símbolo da iluminação e das virtudes que conecta a força de Deus e a sua energia cósmica.
Do âmago da terra, morada da Mãe Cósmica, que é o pedestal sobre o qual está postado o Candelabro Sagrado, brotaram como filhos pródigos, os sete arcanjos de luz cujas mãos acenderam as chamas sagradas da ressurreição do espírito. Filhos da dor, erguem as chamas divinas, acesas sobre o altar do Candelabro, como símbolo da conquista e da supremacia sobre a carne.
Elas são oferecidas ao infinito todo na mais impessoal das ofertas, fundindo-se com o todo no Om sagrado da sua vontade eterna para o serviço do Espírito Cósmico Universal.
Cada chama acesa é uma virtude conquistada, é um símbolo de ascensão espiritual proporcionando ao ego a transmutação interna, que o purificam alcançando o mérito da libertação do seu ser da escravidão da matéria devolvendo lhe a sua característica original assim como foi criado no Éden.
As virtudes conquistadas, não são apenas bens adquiridos ou aprendidos na escola da vida; são muito mais que isso: são a força do despertar de um estado original que sempre existiu dentro do ser humano, porém, sua manifestação foi obstruída pela ação do ego, preso e limitado pelos seus desejos, num delírio alucinante do fogo das paixões, destruidores da realidade universal.
Mas, pela ação do karma universal e pelo superamento, deve soltar as rédeas que o aprisionam e diluir-se no todo para poder manifestar a chama sagrada do espírito, que sempre esteve ardendo em seu interior
As sete chamas do Candelâbro não representam os 7 raios descendo do alto, são a luz divina desperta no interior físico de cada um através da conquista, da purificação e da plena realização dos ideais do espírito. Elas representam o ser iluminado que se esforçou com o seu ego terreno para chegar à terra prometida, à casa suprema do Pai, e isto só pode acontecer manifestando em si todas as virtudes transcendentais, tornando-se luz numa expressão infinita de amor.
Elas são uma prova viva da pureza interior, abrindo um canal consciente, com devoção absoluta, pronto de manifestar a presença e a vontade divina, que é o caminho único e direto para alcançar a iniciação.
Um iniciado é um ser liberto, é uma fagulha de luz desperta que realizou em si o poder do “nada”, a focalização do poder cósmico universal, que se anula para manifestar-se em todos os aspectos da criação.
Ele manifesta a vontade do supremo querer, a sua ação é tão intensa que se transforma numa emanação potente de poder, canalizada através dos sete raios, das sete chamas arcangélicas, acesas pelas virtudes universais conquistadas.
Os irmãos que seguem o caminho do espírito devem realizar em si o simbolismo do Candelabro. Devem ter os pés sobre a terra equilibrando com perfeição os quatro elementos na sua natureza inferior, e nela acender as chamas das virtudes do espírito ao serviço do Grande Ser que se anulou para nos dar a dádiva da vida.
Zari 8-7-2004




2004/08/08 0:00 ::

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