August, 2004

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Símbolo Do fogo, do raio e da onda cósmicos, o elemento que que trasnforma através da fusão de todas as coisas. Ele é o inicio e o fim de cada ciclo, o fogo criador, como o seu chacra o Kundalini.

É o elemento mais volátil e impessoal, sem peso nem forma definida. A sua cor é vermelha porque age sobre a expressão mais densa da matéria, o sangue, a força vital, a vida física.

O arcanjo Azaziel tem o poder do fogo e a sua virtude é a paciência.

Ele é o canal da consciência e do ser que parte do incriado.

Ele é a primeira manifestação da essência primordial, ele é o poder consciente que reconhece a si mesmo, a sua própria essência na manifestação do mundo criado.

A verga tem o formato de um cajado que representa o canal da descida e do retorno das forças vitais. Ela é criadora porque dela nasce e vida e nela a vida retorna.

O fogo divino, manifestado pela verga é o fogo criador é impessoal e resume em si todas as forças. Ele tem a tendência e o poder de anular a separatividade por isso ele é averso ao ego e a individualidade nele tudo se dissolve se purifica e se eleva, tanto no sentido positivo como no sentido negativo.

O Símbolo da Verga que é o Símbolo da primeira era foi usado no passado por Moises com a ordem do Arcanjo Mickael para libertar o povo hebreu da escravidão no Egito e para realizar os “milagres” No deserto abrindo o caminho através do mar vermelho, fazendo brotar água das rochas.

No sentido místico, o poder da verga deu início ao reconhecimento do princípio consciente no ser humano e a primeira visão da “unidade universal” trazendo na época da sua manifestação, no deserto do Sinai, a revelação do monoteísmo e a vazão das correntes religiosas da humanidade para um único Deus que está acima de todas as coisas. Ela, a Verga, é o símbolo que inicia a caminhada espiritual consciente do homem para que, no fim dos tempos possa retornar à casa suprema do Pai, purificando o seu ego para que em fim, despertando a plena consciência de si mesmo, da sua verdadeira essência, possa fundir-se com o Pai no oceano da vida.

Ela é o início e fim da vida manifestada. É dela que inicia o fogo da fé que desperta o homem do mundo das ilusões e o liberta da prisão da forma física levando-o à consciência da divindade no retorno à liberdade do ser.

Na fraternidade Branca, a Verga dá o princípio do ano para que nele possa ocorrer o despertar do fogo criador na consciência na nova era.

Zari  8-11-2004

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Leitura antes do ritual

No deserto do Sinai onde o povo hebreu andou por 40 anos para preparar-se e purificar-se para receber as tabuas da Lei da era do Pai, a hierarquia celeste ordenou ao seu sacerdote, Moises a construir um candelabro de ouro de sete braços nos quais acender-se-iam chamas eternas símbolo da presença divina manifestada no tabernáculo.

Para manter os sete aspectos da manifestação espiritual, o povo, através dos seus sacerdotes, deveria cuidar para que essas chamas nunca se apagassem, para que elas pudessem manifestar o ardor da sua fé e conquistar as virtudes do espírito com a pureza interior.

Na atual nova Era, o raio de Mickael tornou a materializar o símbolo do Candelabro. Símbolo da iluminação e da evolução da vida manifestada, simbolizando o retorno consciente das criaturas ao seio paterno.

As chamas do candelabro foram acesas no tabernáculo divino da nova era, elas iluminam e guiam todas as ações, decisões e realizações daqueles que souberem alcançar, com a sua mente a divina presença formando um contato direto com o raio Azaquiel, senhor do símbolo do Candelâbro.

O Símbolo do Candelabro representa a força motriz e vital do corpo físico que aciona todas as suas faculdades internas libertas e iluminadas, para alcançar a direção consciente rumo a unidade universal; por isso é o símbolo da iluminação e das virtudes que conecta a força de Deus e a sua energia cósmica.

Do âmago da terra, morada da Mãe Cósmica, que é o pedestal sobre o qual está postado o Candelabro Sagrado, brotaram como filhos pródigos, os sete arcanjos de luz cujas mãos acenderam as chamas sagradas da ressurreição do espírito. Filhos da dor, erguem as chamas divinas, acesas sobre o altar do Candelabro, como símbolo da conquista e da supremacia sobre a carne.

Elas são oferecidas ao infinito todo na mais impessoal das ofertas, fundindo-se com o todo no Om sagrado da sua vontade eterna para o serviço do Espírito Cósmico Universal.

Cada chama acesa é uma virtude conquistada, é um símbolo de ascensão espiritual proporcionando ao ego a transmutação interna, que o purificam alcançando o mérito da libertação do seu ser da escravidão da matéria devolvendo lhe a sua característica original assim como foi criado no Éden.

As virtudes conquistadas, não são apenas bens adquiridos ou aprendidos na escola da vida; são muito mais que isso: são a força do despertar de um estado original que sempre existiu dentro do ser humano, porém, sua manifestação foi obstruída pela ação do ego, preso e limitado pelos seus desejos, num delírio alucinante do fogo das paixões, destruidores da realidade universal.

Mas, pela ação do karma universal e pelo superamento, deve soltar as rédeas que o aprisionam e diluir-se no todo para poder manifestar a chama sagrada do espírito, que sempre esteve ardendo em seu interior

As sete chamas do Candelâbro não representam os 7 raios descendo do alto, são a luz divina desperta no interior físico de cada um através da conquista, da purificação e da plena realização dos ideais do espírito. Elas representam o ser iluminado que se esforçou com o seu ego terreno para chegar à terra prometida, à casa suprema do Pai, e isto só pode acontecer manifestando em si todas as virtudes transcendentais, tornando-se luz numa expressão infinita de amor.

Elas são uma prova viva da pureza interior, abrindo um canal consciente, com devoção absoluta, pronto de manifestar a presença e a vontade divina, que é o caminho único e direto para alcançar a iniciação.

Um iniciado é um ser liberto, é uma fagulha de luz desperta que realizou em si o poder do “nada”, a focalização do poder cósmico universal, que se anula para manifestar-se em todos os aspectos da criação.

Ele manifesta a vontade do supremo querer, a sua ação é tão intensa que se transforma numa emanação potente de poder, canalizada através dos sete raios, das sete chamas arcangélicas, acesas pelas virtudes universais conquistadas.

Os irmãos que seguem o caminho do espírito devem realizar em si o simbolismo do Candelabro. Devem ter os pés sobre a terra equilibrando com perfeição os quatro elementos na sua natureza inferior, e nela acender as chamas das virtudes do espírito ao serviço do Grande Ser que se anulou para nos dar a dádiva da vida.

Zari 8-7-2004