Para que nós possamos entender o significado do Candelabro é necessário que remontemo-nos ao tempo e voltemos à sua primeira manifestação histórica.
O povo hebreu que viveu 4 séculos de escravidão , estava sendo libertado e tirado do Egito pela ação direta da força divina (como está escrito nas escrituras sagradas) através do Símbolo da Verga acionada pelo seu protagonista Moisés. A Verga representa a ação da força divina, o começo do despertar da consciência espiritual no ser humano, o princípio libertador da matéria e do seu ego limitado pelos desejos.
No deserto do Sinai onde o povo hebreu andou por 40 anos (simbolizando as 4 provas da iniciação) para preparar-se, purificar-se e conquistar as virtudes do espírito, a força suprema ordenou ao seu sacerdote, Moises, para construir um candelabro de ouro de sete braços nos quais acender-se-iam chamas eternas símbolo da presença divina manifestada no tabernáculo.
Através dos seus sacerdotes, o povo deveria cuidar para que essas chamas nunca se apagassem, para que elas pudessem manifestar o ardor da sua fé e o seu estado de pureza através dos sete aspectos da manifestação espiritual.
Cada chama é uma virtude conquistada, é um símbolo da purificação e de elevação da própria carne alcançando o mérito da libertação da sua consciência da escravidão do ego material assim como foi a libertação da escravidão no Egito. Portanto cada chama acesa representa uma prova viva da pureza interior, de ter um canal espiritual consciente aberto e da dedicação absoluta à presença divina que acompanha o povo no plano físico.
As chamas do candelabro foram acesas no tabernáculo divino, elas iluminavam e guiavam todas as ações, decisões e realizações do povo em sua jornada.
O Símbolo do Candelabro é a força motriz do corpo físico acionando todas as suas faculdades internas libertas e iluminadas, rumo à única direção consciente: a vontade divina; por isso ele é o símbolo da iluminação e das virtudes que conecta a força de Deus e a sua energia cósmica em nossa humanidade, harmonizada, controlada e absorvida pela consciência do espírito.
Cada chama acesa representa uma virtude conquistada, uma ação direta que se dedica única e exclusivamente ao serviço do Espírito Cósmico Universal; é a transformação e a transmutação interna, que purificam o ego devolvendo lhe a sua característica original assim como foi criado no Éden. Portanto, as virtudes conquistadas, não são apenas bens adquiridos ou aprendidos na escola da vida; na realidade, são muito mais que isso: são o despertar de um estado original que sempre existiu dentro do ser humano, porém, sua manifestação foi obstruída pela ação egoística do ego, preso em seus desejos limitados, num delírio alucinado do fogo das paixões, destruidores da realidade universal, mas agora, pela ação do karma universal e pelo superamento, deve soltar as rédeas que o aprisionam para poder manifestar a chama do espírito, que sempre esteve ardendo no seu interior.
As chamas acesas no candelabro não representam os 7 raios divinos descendo do alto, elas representam a luz divina desperta no interior físico de cada um através da conquista, da purificação e da plena realização dos ideais do espírito. Elas representam o ser iluminado que se esforçou com o seu ego minúsculo para chegar à terra prometida, à casa suprema do Pai, e isto só pode acontecer manifestando em si todas as virtudes angelicais, tornando-se luz numa expressão infinita de amor.
Agora ele é um ser liberto, uma fagulha de luz que manifesta a vontade do supremo querer e esta manifestação é tão intensa que se transforma numa emanação potente e poder, canalizada através dos sete raios, das sete chamas arcangélicas, das sete virtudes universais.
De fato, o povo hebreu, que estava no deserto e que saiu da escravidão da matéria pela ação divina, estava prestes a receber as taboas da lei, que dão a chave do equilíbrio, para que pudessem se purificar e se elevar, alcançando o mérito e a iluminação divina simbolizada pelo candelabro aceso no tabernáculo de Deus.
Este é caminho para chegar à terra prometida. à casa suprema do Pai; A libertação da escravidão da matéria conseguida pela ação direta da vontade do espírito (a Verga); a aquisição do conhecimento na caminhada pelo deserto da vida e pelo sacrifício (o Cálice e a Cruz); o recebimento e o cumprimento da Lei divina, a lei do Espírito Universal expressa pelas Taboas da Lei, pois através dos seus mandamentos se conquista a purificação interior e o equilíbrio (a Balança); para então poder acender no coração e nos outros 6 centros nervosos as chamas do espírito, a conquista dos sete virtudes transcendentais (o Candelabro).
Toda essa ação contínua do nosso ser nos levará à terra prometida, à terra de leite e mel, à casa suprema do Pai onde poderemos realizar o próprio destino com plena consciência e coerência (a Espada).
O Candelabro reúne em si a ação de todos os símbolos, ele é a síntese da realização espiritual no âmago da matéria. por isso a localização dele é no centro do sacrário. A sua base é o planeta Terra (a Esfera, o corpo físico) sobre o qual é postado tronco de uma árvore (os 4 elementos da natureza, que constituem o nosso corpo físico e astral, a Pirâmide da vida). Da base do tronco surgem 6 anjos, cada qual segura uma vela (o canal divino aberto em nossa forma física, os Chakras) como oferta à divindade; cada qual representa uma das sete virtudes transcendentais. No centro, no topo do tronco (o coronário) está postada a chama eterna que representa O Rei de toda a manifestação, Mickael
Os seis anjos envolvem o tronco em todas as direções.
Azaquiel olha para o templo; ele é o raio do apoio direto à humanidade, aquele que é mais próximo a nós (em termos humanos); tem a cor azul do mar; o seu elemento é a água que dá o princípio do nascimento da vida manifestada; a sua virtude é a piedade.
Do lado oposto, em frente à cruz fica localizado o arcanjo Uriel; a sua cor violeta é a mais extrema das cores; ele é também o mais afastado da humanidade na sua condição vibratória; o seu elemento, o Ar, representa os ideais mais sublimes do espírito; a sua virtude é a caridade.
Do lado esquerdo ficam os arcanjos Rafael e Anael, a sabedoria e o equilíbrio, um é o “espírito” do outro pois, sem sabedoria não há equilíbrio e sem equilíbrio não se pode adquirir sabedoria; as suas virtudes perseverança -amarelo e sabedoria – verde têm que ser adquiridas pela ação da própria consciência. Os dois se encontram do lado esquerdo (o querer receber) que é um dos braços da cruz da vida (Anael – a Terra, senhor da vida manifestada dos 4 elementos).
Do lado direito encontram-se os arcanjos Azaziel e Gabriel (o querer dar) um é a dádiva do amor divino, o outro o fogo criador, o poder criativo agente acionado pelo poder do amor divino (Azaziel o fogo – dos 4 elementos), também aqui Gabriel é o espírito de Azaziel.
No centro acima de tudo, no coronário da criação, está postada a chama do raio do arcanjo Mickael. É Ele quem ilumina o tronco da vida para que Dele possam ser emanados os seis raios da criação que o servem com a sua oferta e com as suas virtudes.
O Candelabro representa, portanto, o micro e o macro cosmos; ele é o símbolo do Todo manifestado realizando em si o poder do “nada” que é o coração do poder cósmico universal, que se anula para manifestar-se em todos os aspectos da criação.
Os irmãos que seguem o caminho do espírito devem realizar em sí o simbolismo do Candelabro. Devem ter os pés sobre a terra equilibrando com perfeição os 4 elementos na sua natureza inferior, e nela acender as chamas das virtudes do espírito ao serviço do Grande Ser que se anulou para nos dar a dádiva da vida.
A Obra do Mestre é a vontade que se irradia através da Chama Central do Candelabro e é a luz de Mickael que vibra acesa no altar da nossa vida material.
Irmão Zari 7.7.2003




2003/07/07 11:13 ::

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