Na primeira metade do século passado desceu sobre o nosso planeta o raio do Espírito Santo - Mickael. Este raio potente despertou nas trevas do astral da terra, o sub mundo do inconsciente coletivo, uma grande revolução de forças, filhas de milênios de evolução. A energia excelsa despertou nos egos entorpecidos a força original adormecida no decorrer dos séculos de ignorância e trevas para (a consciência da luz) os espíritos de luz.
Rastros de povos arrastavam-se pela força decadente das suas culturas ancestrais que há muito extraíram o máximo dos seus conhecimentos e da sua experiência milenar. O fim dos tempos chegara, as guerras e os raios cadentes e ultrapassados de lideres iluminados que guiaram povos e correntes humanas já não encontravam mais forças nem inspirações para continuar nesta aurora nebulosa do início do século 20.
A ciência avançou, revelou novos mundos e novos horizontes, e as bases antigas da fé foram estremecidas. A humanidade, sob o choque do novo raio, vindo diretamente do plano do Pai celestial, teve a necessidade imanente de buscar novos horizontes. Por um impulso inexplicável e incontrolável, os seres, desvinculados das suas antigas crenças pela intensidade do choque luminoso que atingiu com poder incalculável as bases do seu inconsciente coletivo, sentiram-se perdidos, arrancados das próprias raízes que lhes dava sustentação, que lhes trazia a seiva da continuidade da sua fé e das suas crenças, milenarmente trabalhadas e elaboradas, cada qual com a sua tradição e os seus costumes.
Paralelamente, os avanços da ciência, que quebraram os limites do universo, até então intransponível, revelaram novos horizontes, às vezes mais obscuros e mais tenebrosos que outrora. O mistério da Vida pairava no ar. As diversas correntes de fé, da forma que eram praticadas, não mais davam sustentação e conforto ao espírito humano comum. Uma rebelião mundial, no plano espiritual, estava prestes a deflagrar-se, a busca de uma nova orientação tornou-se cada vez mais efervescente, não existia mais direção, não havia mais palavra completa que pudesse responder ao impulso gigantesco que vinha do interior, bem mais profundo que antes.
Começaram a surgir movimentos estranhos que expressavam a necessidade da liberdade do espírito, que traziam a característica reveladora da Nova Era, própria do signo de Aquário, sob a influencia e característica do planeta Urano que impulsionava a humanidade para a renovação, a originalidade, a liberdade de expressão, a conquista da consciência, a igualdade e a grande fraternidade humana unida sob a mesma bandeira do ideal do espírito único universal.
Tudo isso foi resultado da penetração do Raio de Mickael no plano astral, no sub-mundo do inconsciente coletivo do nosso planeta.
O Seu raio partícipe da inteligência superior do Ser divino, não limitado pela lógica humana e pela contaminante presença do eu pessoal, egocêntrico e interesseiro, agia sem a participação ou aprovação de nenhum dos espíritos humanos, mesmo os mais evoluídos através de suas inúmeras passagens sobre a terra.
A Sua missão, que se iniciara desde o princípio dos tempos, quando o planeta era ainda fogo primordial e, a Sua consciência pertencia e fazia parte da vontade celeste do Pai, continha a Lei primordial que partiu do centro absoluto da unidade Divina e portava consigo a semente da consciência da unidade universal.
Isto era e é a Sua missão especial para as suas criaturas terrenas com as mentes que se limitam pelas tradições temporais, como crianças imaturas que não podem conceber a grandiosidade do raio que partiu do centro divino da unidade cósmica.
A Sua Lei visa a união consciente entre todas as facções que compõem a evolução da humanidade. Agora, que as distâncias se anulam, através da tecnologia e do avanço científico e a comunicação entre os povos universaliza todos os conhecimentos e expõe todas as opiniões e visões, não há mais motivos para que as crenças e a fé num único Deus tenham abismos intransponíveis entre os costumes e tradições dos povos.
A ciência do espírito deve seguir paralela à ciência da mente e da matéria. Sobre o passado se constroem as bases do futuro e este futuro deve ser estável e luminoso como o nascer do Sol no horizonte.
Os antigos sacerdotes da Babilônia, os devotos dos Faraós, os grandes democratas da antiga Grécia, Os fieis Maias que tinham o hábito de oferecer os corações humanos em sacrifício ao grande ser, os sacerdotes do templo de Jerusalém que guardam a lei recebida na era do Pai no monte Sinai, do monoteismo, de um único Deus, os inúmeros devotos de Baal que povoaram as terras de Sidon e seguiam a sua lei, a todos, desde os mais recônditos cantos da terra, o raio divino ordenou que todas essas crenças, que tinham como fundo a vontade única de Deus, fossem convocados para abertura da Nova Era.
Por isso o raio de Mickael ordenou que fosse fundida uma pirâmide em cimento branco e que nela fossem colocadas todas as pedras e objetos trazidos dos quatro cantos da terra, para que pudessem representar os povos da terra. Cada pedra ou objeto trazia a sua história, as vibrações remanescentes das eras passadas, para que com o trabalho da magia divina, realizada pelo raio de Mickael pudesse atrair para o templo da nova era os espíritos que em sua vida terrena se ligaram àquelas terras longínquas para exercer e manifestar a sua fé.
A preparação da nova era não podia ser outra se não aquela que tivesse em seu ideal a união dos povos e a transmutação e sublimação de todas as tradições numa única aurora de fé consciente na qual o homem pudesse compreender o seu legado cósmico na unidade universal.
A tarefa da união de todas as religiões é uma obra árdua e difícil que requer muito esforço de todas as partes envolvidas, os sacerdotes sanguinários dos Aztecas terão que fazer laços fraternais com os democratas puros da antiga Grécia, os sacerdotes rígidos do templo de Jerusalém terão que unir se aos seus arqui inimigos da Babilônia, os devotos de Baal terão que reconhecer a superioridade espiritual dos antigos egípcios aceitando-os como irmãos, filhos de um único Deus.
A tarefa que o Mestre propôs à fraternidade é muito grande e muito difícil porque visa a união de todos os poderes e forças do planeta convergindo para o templo da nova era, tendo como eixo central o canal da pirâmide, o FOHAT.
A semente desta obra gigantesca já foi plantada pelo Mestre com a pedra fundamental do templo e da fraternidade humanamente. A materialização dos símbolos plantou a semente da união das forças planetária no plano astral. Cabe aos irmãos encarnados na fraternidade dar continuidade ao trabalho espiritual, transformando o nosso esforço em sementes de luz no plano material para a unificação de todas as raças e de todos os credos visando um único Deus, uma única força impessoal que deve orientar os povos e as mentes da nova era. Os símbolos estão presentes, uns no plano material outros no plano astral mas eles devem ser postos em ação pelos seus sacerdotes. O Mestre não os colocou no templo como objetos de adoração e veneração mas sim para serem usados e acionados para este fim.
As grandes dificuldades aparecem quando descobrimos que entre nós, irmãos humildes da fraternidade e seguidores dos ensinamentos do Mestre, estão encarnados os fortes sacerdotes de todas as épocas e de todos credos e povos. Os crentes do povo Azteca, ainda com aquela avidez sanguinária, de servir a deus através do sacrifício humano devem aprender a conviver com os sacerdotes de Jerusalém, do deus único ou com os devotos da antiga Babilônia que carregam consigo uma mentalidade totalmente diferente, ou com os sacerdotes puros (encarnados aqui entre nós) da antiga Grécia, que tem o seu espírito direcionado para uma outra focalização, completamente diferente dos demais, assim como defrontar-se com os antigos egípcios com as sua crenças profundas de vida pós morte.
Quando tentamos por em prática as nossas convicções e as nossas crenças, orientados pela instrução do Mestre, descobrimos que cada um de nós tem uma carga karmica enraizada no subconsciente, que o faz agir como antigamente, conforme os costumes adquiridos no remoto passado, de acordo os hábitos daquele povo do qual ele provém.
Sim, as primícias da nova era são muito árduas para aqueles que espiritualmente chegaram quase ao auge em suas ultimas encarnações e trouxeram consigo “a sabedoria” do seu povo quase mastigada e elaborada e pronta para “nunca mais ser mudada”. O choque do encontro entre as raças, na abertura da nova era, muda os rumos e estremece as bases espiritualmente elaboradas em outras épocas.
É necessário criar uma nova fronteira que nos foi entregue pelo Mestre, para que seja como um trampolim para prosseguir conforme os desígnios da hierarquia divina, poder adaptar-nos ao curso da humanidade rumo a nova era, a novos horizontes.
Uma das maiores dádivas que a fraternidade recebeu do Mestre é o dodecálogo da Lei do espírito, que contem as leis de consciência indicando as atitudes necessárias a serem tomadas para que a nossa consciência possa entrar nessa nova fase da evolução humana; a observação de cada um desses mandamentos deve ser metódica e consciente para que possa, ao longo do tempo, surtir efeitos benéficos sobre o nosso espírito.
As atitudes e ações, plantarão as sementes para aqueles que virão; a transmutação e fusão fraternal e consciente dos nossos hábitos karmicos, inconscientes, poderão acelerar a união das forças internas espirituais para que o plano astral que é o canal para luz do Mestre e da força dos símbolos seja desobstruído e seja como um símbolo energético para toda a humanidade, espalhando as energias aqui recebidas, através dos trabalhos, para toda a humanidade, para todo o planeta terra.
É necessária muita renuncia para superar os conceitos do passado, justamente aqueles conceitos que serviram como base sólida para a nossa evolução até o presente dia. É necessário adquirir muito espírito de renovação, entregando o destino à força suprema, até agora tão cristalizado nas idéias dos nossos ancestrais, porque ela é a única inteligência sobre-humana capaz de realizar uma fusão de forças tão antagônicas e isto só poderá ser realizado com a magia e a alquimia divina aqui na fraternidade realizados.
Irmãos da fraternidade branca, uma grande tarefa foi entregue às nossas mãos, o nosso espírito a escolheu antes de encarnar e por mais difícil que seja temos que realiza-la. Cada um de nos atendeu o chamado, por isso nenhum de nos ficará com a razão, se esta tarefa não for levada até o seu objetivo final e, todos nos e especialmente a humanidade sairemos perdendo.
A nossa atenção deve estar sempre virada para o alto, para o ser supremo que regula todas as coisas e modifica os nossos destinos conforme a sua vontade e de acordo a necessidade karmica coletiva, o nosso esforço deve sempre exigir mais do nosso próprio ser, uma cobrança diária do nosso ser e das nossas intenções deve nos alertar até que, aos poucos, a nossa sensibilidade interior se desperte e possa perceber as vibrações que dão o tom no momento presente, podendo assim segui-las conscientemente.
15/05/2003 Zari




2003/05/15 0:00 ::


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