Os símbolos na verdade são estados estáticos ou dinâmicos do universo e representam os estados do ciclo vital.
Verga
É o símbolo do Pai, o fogo criador, o princípio de tudo; a força criadora do universo.
Após o resfriamento do magma surge a esfera, o ovo que dará o início da vida
Esfera
Que é o invólucro da vida, como o ovo o é para a criatura; ela é todo o criado, o universo manifestado desde um planeta até o átomo, o ovo cósmico; o ovo planetário, sobre o qual brota a árvore da vida; a esfera espera ser fecundada para dar o nascimento à vida.
Cálice
O ente que nasce é um recipiente, ele tem em si a qualidade do querer receber que produz nele a ânsia de preencher o vazio, a vontade do conhecimento, de alcançar o infinito saber. O cálice representa o conhecimento, ele tem a cavidade certa para receber o conteúdo da Esfera que traz todo o mistério divino manifestado é imanifestado.
Esta é a metade da esfera que cabe no cálice, a outra metade que nesta simbologia fica fora, representa o mundo imanifestado; a metade dentro do cálice = trevas; a metade fora do cálice = luz;
Rafael é o raio do cálice que cura pelo conhecimento.
Na medida que o ser adquire conhecimento ele o emprega em sua vida até compreender que a verdadeira meta da vida manifestada é o auto sacrifício pelo próximo
Cruz
É a expressão máxima da vida pessoal, é o auto sacrificar-se pelo próximo, oferecer-se a Deus, oferecer-se à vida, ao seu irmão que é o espelho de si mesmo. É o auto sacrifício para sublimar-se, para desabrochar dentro de si a rosa da consciência . O topo da cruz é a cabeça = pensamento; a base nossos pés = movimento; o braço esquerdo o receber; o braço direito o dar.
Estes quatro símbolos, são terrenos, e representam os 4 elementos: A verga positiva - o fogo. A esfera negativa - a terra. O cálice negativo - a água. A cruz positiva - o ar
Balança
Nos dá o equilíbrio da vida, de um lado o ego e a vida pessoal e do outro lado o despertar da consciência e o sacrifício do espírito, o equilíbrio entre o auto sacrifício e o cuidar-se.
Ao ser conquistado o equilíbrio interior, manifestar-se-á o EU SOU, a Vontade Divina agindo através do fiel da balança, todos os sentidos se dirigem para uma única direção, a vontade de Deus, Agora o ser se transformou no fiel da Balança, na Espada da Vontade Divina; servindo a vontade de Deus.
Candelabro
Depois de alcançar o equilíbrio interior o ser conquista a iluminação, a compreensão divina do mundo manifestado, o iluminado sabe tudo e age a partir do trono do Pai
O Candelábro é representado por um tronco que simboliza a vida terrena, dos elementos, e está postado sobre a esfera (o mundo criado). Da mesma base surgem os 6 anjos que simbolizam as virtudes transcendentais já conquistadas.
O primeiro Candelabro foi construído pelo patriarca Moisés por uma ordem divina. Na Bíblia, no Livro do Êxodo 25, 31-40 - aparece a descrição em detalhes como deveria ser feito o candelabro: “Farás um Candelabro de ouro puro; o candelabro, o seu pedestal e a sua haste serão em relevo; os seus cálices, os seus botões e flores formarão com ele uma só peça. Seis braços sairão dos seus lados: três braços do candelabro de um lado e três braços do candelabro do outro lado. Num braço haverá três cálices com formato de flor de amêndoa, com botão e flor; e três cálices com formato de flor de amêndoa no outro braço, com botão e flor; assim serão os seis braços saindo do candelabro. Mas o candelabro mesmo terá quatro cálices com formato de flor de amêndoa, com botão e flor; um botão sob os dois primeiro braços que saem do candelabro, um botão sob os dois braços seguintes e um botão sob os dois últimos braços - assim se fará com estes seis braços que saem do candelabro. Os botões e os braços formarão uma só peça com o candelabro e tudo se fará com um bloco de ouro batido. Far-lhe-ás também sete lâmpadas. As lâmpadas serão elevadas de tal modo que alumiem defronte dele. As suas espevitadeiras e os seus aparadores serão de ouro puro. Com um talento de ouro puro tu o farás e todos os seus acessórios. Vê pois, e faze tudo conforme o modelo que te foi mostrado sobre a montanha”.
E no Levítico 24, 2-4 complementa: Ordena aos filhos de Israel para que te tragam azeite puro de olivas esmagadas, para o candelabro, para que nele haja uma chama permanente. Diante do véu do Testemunho, na Tenda de Reunião, Aarão colocará em ordem a chama. Estará neste lugar diante de Iahveh, desde a tarde até a manhã, continuamente. É uma lei perpétua para os vossos descendentes. Aarão preparará as lâmpadas sobre o candelabro puro, diante de Iahveh, continuamente”.
Mas com as duas destruições do Templo de Jerusalém no ano 700 A C aproximadamente, e depois no ano 70 D C pelos romanos, desapareceu. Mas na sua essência ele está em nosso Templo; essencialmente é o mesmo.
Alcançando a iluminação o ser se põe em contato com a força maior, a vontade suprema do criador.
Espada
É a Lei, o espírito supremo, a Vontade divina; a vitória do espírito sobre a matéria; aqui o ser pode escolher entre descer ou subir, manifestar-se ou recolher-se, agir ou perdoar.; A espada é Potência do espírito.
As sete virtudes são:
- Amor: é primeira porta a conquistar, é a primeira força que se opõe ao ego material.
- Harmonia ou pureza: é o conhecimento correto do contato com o mundo externo, é saber comunicar-se e relacionar-se, isto é saber falar ou fazer a coisa certa no momento certo; é o harmonizar-se com a expressão da vida e com a nossa própria forma de expressar-nos.
- Paciência: é o saber esperar; superar a dimensão do tempo, impor a vontade às contingências da vida; podemos então sentir a eternidade do nosso ser; viver fora do tempo e do espaço. É o sentir-se no eterno presente, um estado atemporal.
- Indiferença ao prazer e à dor: não deixar que as decisões da vida sejam tomadas em função dos prazeres ou aversões, não mais ir em busca do prazer ou evitar a dor; saber cumprir as próprias responsabilidades independente dos sentidos, não se deixar influenciar por nada que seja sensorial, nem mental, nem emocional ou físico.
Estas quatro virtudes se referem aos 4 elementos da natureza. Quando são conquistadas o ser se torna anteroide, isto é termina o ciclo da reencarnação no nosso planeta.
- Energia: o ser já tem amor, sabe viver harmoniosamente, tem consciência da eternidade e superou o prazer e a dor; então ele se torna o querer agir mobilizado por uma força superior. Energia é uma determinação do espírito, que vem de muito além da matéria; está no éter universal, é o quinto elemento. É um ser superior.
- Contemplação e meditação: é a capacidade da mente voltar-se para Deus; esta virtude nos dá o conhecimento universal independente de leituras e informação coletada pelos sentidos físicos; é o conhecimento direto da fonte, pela meditação.
- Sabedoria: é saber o que “ainda vai nascer”; saber o dia de amanhã pela vontade divina. É a condição divina de onisciência e onipresença
Depois de conquistadas as 7 virtudes o ser humano pode diluir-se no Sol central da vida e voltar à casa suprema do Pai.
Primeira Era - Verga - Esfera - Cruz
Segunda Era - Cruz - Cálice - Candelabro
Terceira Era - Candelabro - Espada - Balança
2/7/2002 Zari




2002/08/02 0:00 ::


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