July, 2002

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No seu trajeto evolutivo para purificar-se, a centelha espiritual recebe da hierarquia solar de Anael o “direito” de encarnar. Unido à centelha energética material o espírito penetra no mundo manifestado, reino do manto materno que é o berço de toda a vida nas suas múltiplas cores e formas, é o reino da natureza pura dos quatro elementos.

Neste novo reino se aplicam novas leis e novas regras, desconhecidas até então à centelha do espírito que estava acostumada na liberdade absoluta, percorrendo espaços infinitos sem limites com todo o criado aos seus pés.

Ela que estava sem peso e sem medida, adaptando-se instantaneamente a qualquer ambiente, identificando-se com as formas mais abstratas e fugazes, saltitando sempre alegre na liberdade do mundo das idéias e das formas, a sua imaginação era a sua realidade absoluta. Sempre atenta à menor das impressões captadas pelos seus sentidos aguçados e despertos, sem barreiras, sem empecilhos, imersa na claridade sem fim da luz do infinito, pai de todas as coisas.

Agora, em seu novo trajeto, recebendo a centelha energética material, está em novas condições, aceitou a nova lei, o karma planetário, acabou unindo-se à força densa dos elementos, tornou-se parte da matéria, vestiu-se com uma nova roupagem. É aqui que poderá purificar-se, é nesta densa atmosfera que lhe dá forma e a faz nascer em novos mundos, que deverá viver o sonho da matéria, para lutar e superar a imagem de si mesma, a sua própria verdade projetada no ego material, fruto deste novo elemento planetário. Aqui é o seu calvário e a sua cruz sobre a qual deverá nascer a rosa da verdade, aquela verdade que outrora era toda sua. A centelha espiritual estava radiante e poderosa na sua jornada até o momento em que a sua atenção foi atraída e por um lapso deixou-se enganar pelo fascínio das trevas.

Agora ela não pode mais fazer as suas revoadas sem que primeiro tenha o controle sobre a cruz que está carregando. Esta é a cruz dos elementos da natureza, obra prima da grande mãe, como expressão de amor pelas suas criaturas, o remédio amargo porem certo para poder voltar ao seio do grande rio da vida, à casa suprema do Pai.

Neste novo ambiente tudo mudou, os sentidos tornaram se menos aguçados e o peso do corpo, que agora já tem dimensões, limita os movimentos, é necessário acionar a força da vontade, é necessário lutar para conseguir as coisas que estão no pensamento, o mundo da imaginação agora fica num campo restrito e irreal. “Com o suor do teu rosto comeras o teu pão” diz A Lei.

Uma grande letargia cai sobre o espírito, o cansaço toma conta e tudo se torna difícil. O sol se põe, a escuridão envolve e a sensação das trevas aumenta. A terra treme e a fúria das tempestades começa com a sua tormenta.

A centelha agora encarnada está no meio da fúria dos quatro elementos, está desolada, desamparada, porque tem que seguir o caminho traçado pela grande lei projetada pelos três senhores do karma universal.

A união das duas forças, espírito e matéria criaram um terceiro elemento, a fusão entre os dois fez surgir uma nova entidade, um novo estado de consciência: A Alma. Ela, a centelha, encolheu-se, ficou no interior da sua própria alma, projetando para o exterior os seus anseios. Desde então desabrochou no âmago da alma a ânsia pelo conhecimento da verdade, na busca incessante de alcançar as esferas superiores do ser e do vir a ser, lá onde se encontra a sua verdadeira natureza. A força da fé reforça o elo com o divino e guia a centelha no caminho da perfeição e do seu reencontro consigo mesma.

Ela vê tudo e sente tudo, mas precisa impor a sua vontade que é a suprema expressão do espírito que a impulsiona para as conquistas infinitas. Por ora está à mercê das forças da natureza e sente uma força gigantesca fazendo a agir de acordo com a sua parte externa, a sua alma que é filha dos deuses, mas ao mesmo tempo filha dos quatro elementos, e inicialmente a eles (aos quatro elementos) ela quer seguir.

A alma é a chama pura acesa sobre o altar da vida. Ela contém em si a semente da luz divina que busca incessantemente o caminho da sua origem, o retorno à casa suprema do pai celestial, ela é o ente instável que está em contínua transformação, causada pela ação das sensações e pela vibração das emoções

São necessárias muitas encarnações e muitas lutas internas para que a centelha possa, aos poucos, através da alma manifestar a sua vontade neste mundo intermediário que se criou, e que não é nem a matéria densa e nem o espírito puro e irradiante; esta câmara do meio é o resultado da fusão das duas forças antagônicas, uma densa, inerte, e condensada e a outra leve, livre e irradiante.

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A alma esta representada pelo hexágono central e nele se manifesta o ego que é o reflexo da luz do espírito sobre a matéria, ele é o foco central da alma humana.

O triângulo espiritual que através da encarnação penetrou e se entrelaçou com o triângulo material formou 6 intersecções que representam a manifestação dos 6 raios espirituais, sendo que o sétimo raio, que é o raio central, é a conexão do eu espiritual com a alma universal.

O hexágono é o mundo manifestado, a alma do universo em constante transformação rumando em direção à luz.

Dentro da alma universal o raio divino expressa-se em seis formas, cada uma com características próprias complementares uma da outra, formando uma coroa de luz. Este é o mundo manifestado e sustentado pelo sétimo raio, o raio de Mickael, aquele que é como Deus.

São cinco reinos que deve percorrer e superar: no primeiro vivencia o mundo mineral; no segundo reino vivencia o mundo vegetal; no terceiro reino vivencia o mundo animal; o quarto reino é etérico onde cada pensamento materializa a sua vontade criadora. O quinto reino está no limiar do espírito é elétrico astral, onde toda a atividade material e mental cessou e a centelha encontra-se num campo infinito de luz, que banha toda a sua natureza.

Enquanto a gota da água que percorre os rios e as terras distantes não retornar ao mar da vida, não haverá paz duradoura. Transformações gigantescas ocorrerão até que na sua última jornada, a gota de água, que é a nossa centelha divina, juntar-se-á ao grande rio que ruma ao mar de todas as águas.

Ramasar, São Paulo, 29-07-2002

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O símbolo da Esfera representa o “Ovo Cósmico”, o ovo da vida, nele se desenvolvem as formas para dar o nascimento aos filhos do Sol, aos filhos de Deus. Ela é a expressão do amor materno pelas suas criaturas, do seu seio e da substância cósmica do seu ser brotam as formas determinadas pela vontade do Ser Supremo.

A Esfera é o alvo do amor do raio paterno fecundando a sua manifestação cósmica para que nela possa se manifestar a corrente estelar da via Láctea. Ela é a negatividade pura, a única capaz de conter e reproduzir a vontade suprema, é a paz profunda do “nada” silencioso que irradia o som absoluto do AUM, raiz da manifestação da vida.

A esfera é a única forma que pode personificar o símbolo do universo criado, que globaliza em si o micro e o macro cosmos, o símbolo que contem o Todo, o Nada, o princípio e o fim de cada coisa criada. O que devemos fazer na hora de observar a esfera não é ligar-se à sua forma ou aos seus adornos, mas apenas ao simbolismo esférico que transmite a idéia do ponto, que é a partida, e o circulo que é a expansão para o infinito. Ela que é o princípio de cada forma, é a onda cósmica do universo invisível criado, a origem de cada planeta e de cada mundo.

O princípio do Símbolo da Esfera foi trazido para a nossa era pela vontade e pela ordem do Mestre através das civilizações Maia e Azteca, no México, que eram os depositários da esfera solar desde a época dos Atlantes. Hoje a centelha espiritual da Esfera repousa no plano oculto do Templo da Nova Era, pronta para atender o chamado dos espíritos eleitos que poderão alcançar a sua forma cósmica abstrata para invocar o seu poder em oferta da fraternidade Branca a favor da humanidade.

No plano astral, a esfera representa a terra, no plano espiritual ela representa o Sol, mas no plano cósmico ela representa o infinito Todo. Qualquer que seja o nível do nosso alcance ela para nos é sempre o silêncio, o Amor Materno, o manto da Paz e o mar do retorno de todos os rios da vida.

O ritual da Esfera exalta os planos da sua manifestação partindo das forças telúricas da mãe terra às forças solares do nosso sistema até as forças cósmicas do ovo do universo criado.

Na hora do ritual da Esfera devemos expandir o nosso pensamento, abraçando o plano astral do nosso planeta, alcançando o sistema solar na sua forma completa e dai expandindo-se e unificando-se ao infinito.

Abraçar o mundo, ser o mundo universal identificando-se com o infinito criado, procurando sentir dentro de nós borbulhar a vida em todas as suas formas, na dor de ser e no prazer de existir, almejando alcançar a luz do “Eu Sou” total e completo na unidade universal. O nosso Átomo Energético – nosso corpo deve entregar-se ao êxtase espiritual da abnegação, deve anular-se diante do símbolo da dádiva da vida, isto é dar de si o máximo para que a vida seja manifesta, que a vontade do Pai tome conta de nós realizando o milagre da vida.

Os sacerdotes ficando diante do altar das hierarquias divinas, emanam as energias da fonte eterna da vida que é a Esfera solar, para abençoar e beneficiar, com as suas vibrações, as criaturas imersas no ciclo da vida e da morte, para que possam retornar triunfantes através do seu seio de amor à Luz do “Eu Sou”.

O Ritual da Esfera representa o momento de aproximação dos espíritos à sua origem materna, é a pausa de contemplação mágica das hierarquias criadoras do nosso universo, é um instante de paz profunda no qual desabrocha a flor do seio do universo para que nós, os seus filhos, possamos beber do seu precioso néctar de vida.

Esfera -   Arcanjo Gabriel – O amor perfeito como dádiva da vida

Cor -       Azul celeste que expressa a pureza interior, a devoção e a oferta de si mesmo para criar os filhos da luz

Virtude – Amor Universal, Amor que cria infinitamente.

Zari  2002

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Conforme a disposição de quem contempla a abóbada celeste, ela pode representar figuras mitológicas para a fantasia; trêmulas e brilhantes estrelas para os namorados, corpos celestes para os astrônomos; campos de pesquisa através de cálculos hiperbólicos, para os cientistas. Para o espírito porém, o Universo é o circulo restrito de uma passagem evolutiva para o centro da vida, por onde ele é reabsorvido para o Alto , segundo leis de combinação e compensação que Deus dá à centelha energética espiritual  e ao átomo permanente material .

 

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Sigamos sem temor, o grande caminho destas duas forças através do tempo e do espaço. Isto poderá parecer um sonho, mas nada é realizado antes que seja sonhado e depois idealizado. Em toda a história da Humanidade, o homem reconheceu uma ligação entre o poder imaginativo e o futuro. Vamos, assim, efetuar a viagem maravilhosa do ciclo evolutivo,

de Vênus a Saturno, passando por Urano, Terra, Júpiter, Marte e Sol. São 7 astros, que além do significado simbólico do seu número, podem dispor-se, em relação ao ciclo do espírito, formando um triângulo, cujos vértices são representados pela Terra, Urano e Saturno, enquanto o Sol, com sua energia, protege e beneficia o APM (átomo permanente material) que parte do seu seio e evolui com a CEE (centelha energética espiritual) para, através do resgate dos karmas planetários, cooperar na grande viagem do espírito. A CEE (centelha energética espiritual) percorre os lados do triângulo passando duas vezes pelo Sol, uma, vindo de Saturno, para receber o APM (átomo permanente material) e outra, no seu percurso de Marte e Saturno, para depositá-la no quase término de sua evolução, naquela estrela.

Onerada pelo peso material recebido, a centelha energética espiritual vai a Vênus, onde ambas as forças se cindem, afim de que, separadas, comecem cada qual o seu karma. São as famosas “almas gêmeas”. Os componentes da unidade primitiva vão a Urano, onde o espírito, oprimido pela primeira formação da matéria, entra num sonho quase inconsciente, encerrado na sua prisão física.

Na 3ª etapa, ele sobe à Terra, onde a matéria envolve a centelha energética espiritual e ela supera o primitivo estado de inconsciente aniquilamento.

Deixando a Terra, hei-la em Júpiter onde as duas forças (espiritual e material) se equilibram, até que em Marte o espírito adquire predomínio dos dualismos.

Superando, por mérito próprio, os obstáculos da carne, torna-se inútil o APM (átomo permanente material). Por isso, o espírito volta ao Sol, não para depositar o APM que recebeu, mas apenas a sua metade; a outra metade será depositada pela sua alma gêmea.

Livre, pelo seu merecimento, da prisão material, o espírito vai a Saturno, o astro sublime, onde aguarda a sua alma-complemento para reconstituir, enriquecida por uma nova potência adquirida através da purificação, a unidade espiritual primitiva e seguir para novos e desconhecidos Universos.

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Nesta síntese vemos que conforme um maior ou menor predomínio na matéria, os astros se acham dispostos em 3 planos que representam os 3 graus fundamentais da evolução nos 3 estados de vida: físico, fluídico e etérico, e etérico astral.

O 1º compreende Vênus, Urano, Terra com o predomínio da matéria. O 2º que é o plano do equilíbrio e de domínio das energias da alma, se estende de Júpiter a Marte e o 3º plano etérico-astral tem apenas Saturno que domina o triângulo e representa o ápice do vértice superior. Os 6 planetas estão dispostos de tal forma que a evolução de um termina onde começou, em séculos remotíssimos a do astro que o segue. Por exemplo, os primitivos desenvolvimentos da Terra coincidiram com os últimos de Urano.

É bom notar que todos os astros que fazem parte de um Universo entram indistintamente na obra da evolução, porque mesmo os não citados na exposição ora feita, representam na sua seqüela, as necessárias pausas nas quais o espírito procura retemperar-se após as passagens através os planetas de evolução física.

“Saturno o planeta coroado” – sua missão, “Justiça

1º anel – Sono sereno

Redemoinho do letargo espiritual, 3 anéis, espera da outra metade da centelha.

2º anel – Seleção hierarquia – Missão especial.

3º anel – Apoteose energética e ambiental, tonalidades correspondentes à música, harmonia celeste.

Saturno: final da viagem da centelha em sua evolução aos 7 planetas do Sistema Solar.

Saturno: único planeta que tem anéis concêntricos, possui 13 luas que servem de ponto de repouso à centelha antes de entrar no planeta.

Saturno: é o ápice da evolução do espírito, traz em si a execução da lei da Justiça, daí o sentimento negativo da humanidade em relação a Saturno, o que não é correto.

Notas:

Passado o período de antecipação para a entrada em Saturno, no 1º anel, o espírito entra num sono tranqüilo e tem uma visão de todo o seu karma. Chega ao local do “redemoinho” numa calma tranqüila até aguardar a sua metade que comumente não caminha junto. Poderá permanecer anos, séculos, até a reconstituição do binômio. Pode também pedir autorização para voltar e buscar a sua metade. É o caso de Ramasar que se encontra em missão junto a nós e o Mestre. “Ele é a própria Sabedoria, possui todos os conhecimentos”.

É um dos “Sete Instrutores da Humanidade”.

No 2º anel o espírito já recompôs sua unidade e é qualificado hierarquicamente podendo descer em missão à Terra para dar novo impulso à civilização.

No 3º anel encontra a apoteose, cada cor tem sua tonalidade, cada cor corresponde a uma música, é uma verdadeira sinfonia celestial, entra em contato direto com a Divindade. Então entrará em outros sistemas mais evoluídos, provavelmente “Andrômeda”".

Obs.:  Júpiter possui 11 satélites e é chamado “O Gigante do Sistema”

Marte – os canais visíveis são “zonas de evolução do espírito”

Percurso que a centelha espiritual faz até a volta ao PAI – sentido oculto da Oração dos Profundos Abismos. A centelha apanha no Sol seu átomo permanente material (APM) e desce a Vênus. Em Vênus divide-se em positivo e negativo, estado de torpor quase inconsciente para a afinidade entre espírito e matéria. Em Urano a matéria começa dificilmente a predominar, levando séculos na Terra. As centelhas se separam, se perdem e a evolução é independente. Almas gêmeas. Em Júpiter, há o equilíbrio entre a centelha (CEE) e o átomo (APM). Em Marte, o triunfo do espírito sobre a matéria, cria através do pensamento, é uma felicidade completa. Em Saturno, sétimo planeta, a centelha passa pelo Sol, deixa a metade do seu átomo material permanente e vai para Saturno, aguardando a sua contraparte, sua alma gêmea completando o círculo.

Os demais planetas participam da evolução como estações de repouso da centelha mas sem evolução.

A Centelha do átomo libera-se progressivamente. Ela
irradia-se na pedra
desabrocha na flor,
sente no animal,
deseja no homem,
aspira no homem desenvolvido,
ama e planeja no discípulo,
sacrifica-se nos Mestres, e
atinge sua casa, destino e propósito
e se converte no seu Eu Real
Torkom saraydarian

 Compilado da aula do Mestre Ergos  São Paulo, 10-07-2002

 “Fraternidade Branca Universal do Arcanjo