O Símbolo da Balança representa o eixo central no mundo manifestado. Do espírito à matéria, o caminho percorrido pela consciência encontra o ponto do meio onde as forças divinas se separam numa linha divisória entre o supremo e o inferior, a luz e a sombra, a vontade criadora e a criação.Por isto o ritual da Balança é celebrado exatamente na metade do ano, e está no centro dos demais rituais – precedem-no a esfera, o cálice e a cruz; sucedem-no o candelabro, a espada e a verga.
Para a centelha divina espiritual o mundo manifestado não existe como realidade, ele é uma ilusão, é um sonho passageiro e fugaz do respiro Divino. A realidade única contém dentro de si a razão de ser da vida, manifestada ou imanifestada, mas na sua descida para a manifestação e expressão, ela se anula na medida que se criam os planos e se realizam as aspirações da mente criadora.
A linha divisória entre o espírito e a matéria representa o ponto da consciência no qual o ser toma forma mental ideológica definida em sua entidade recém criada. Daí em diante o Ego se personifica na medida em que se afasta da realidade divina de ser.
Nos mundos explodem o esplendor de cores e de formas, a luz do espírito criador ilumina cada vez mais as sombras das trevas e nela se manifesta com intensidade e poder. Cada vez mais se afasta da unidade inicial, da sua própria origem, do seu centro e da sua essência, perdendo-se nos infinitos espaços iluminados e vivificados pela força do seu querer.
Os planos se sucedem, descem, e os canais se estreitam e se multiplicam como milhões de veias e vasos sangüíneos que levam a vida até os mais recônditos órgãos e células, que manifestam sempre a única vontade criadora e trabalham sempre pela mesma causa: a vida manifestada. O laborioso fluxo da vida já está milhões de vezes pulverizado e despedaçado, a trilhões de anos luz distante do seu criador. O mundo colorido à sua volta, cheio de esplendor, espelha toda a luz e a força do seu interior até que o primeiro pensamento da sua individualidade se torna vibração. Não é mais a expressão daquela vontade criadora que cria os espaços infinitos, mas, apenas a voz surda do (ego personificado) indivíduo distante e solitário, vivendo no mundo esplendoroso de uma vontade suprema que outrora era sua, era ele mesmo que se expandiu e se dividiu em infinitas expressões, criando os mantos da noite e da escuridão. Agora não mais encontra aquela luz e força com a qual ele mesmo criou o universo para se anular nela, na sua pequenez,
Ele, o ego manifestado, não mais se reconhece, dividiu as forças, criou os mundos da matéria e entrou renovado na sua multiplicidade, mas anulado em sua força e na consciência do seu ser. O Karma foi criado, e ele chegou ao fundo do poço dos seus sonhos e de lá ele só pode olhar para cima, para a linha divisória dos tempos onde o supremo se divide e se humaniza, anulando o seu esplendor para encontrar-se na multiplicidade das formas e na infinidade das cores.
A consciência …… foi perdida, o preço do desejo para expressar-se foi pago, a gota de sangue que partiu do coração num grande fluxo, encontra-se agora distante do seu âmago, dividida e minúscula, ela é apenas uma célula, minúscula e solitária no recôndito reino da vida onde é necessário levar um pouco de oxigênio para poder sobreviver. Agora ela precisa voltar, agora ela precisa percorrer o caminho de volta para o grande coração, para se abastecer de vida, de oxigênio renovado, inebriar-se novamente na união fraterna com o universo, com todos os seus irmãos, ser o fluxo primordial que tem de novo a força do mar da vida.
O olhar se volve para cima, a ânsia do retorno explode no coração do peregrino almejando iniciar o longo caminho do retorno, o caminho de volta à pureza, à abnegação e ao domínio do desejo que foi a causa da descida, da anulação dos próprios poderes de ser e de sonhar.
Mas é necessário primeiro transpor o limite, -que é o Símbolo da Balança-, é preciso recolher as asas da matéria anulando o próprio ego, dominando o desejo de voar em espaços ilusórios para descobrir o canal intimo da antiga herança. É necessário evadir-se das inúmeras forças impetuosas que assolam a alma (do espírito criado) e a levam com os fluxos ardentes das correntes da vida, é necessário alcançar o equilíbrio, é necessário alcançar a paz interior para percorrer o caminho intimo do retorno ao grande Pai.
O fiel da balança é o único caminho, a espada que segura os pratos da balança da vida é o único ponto firme e estático onde se pode amarrar a corda da salvação, o único ponto sobre o qual se pode elevar, para o alto, para além das coisas visíveis e palpáveis do “mundo dos mortos”. Lá no alto, subindo até o ponto divisório, existe apenas o silêncio, todas as ondas cessam, toda a turbulência termina no céu azul e no manto estrelado. Existe somente uma força, uma única vontade que rege os céus. Ele é o Sol da vida para os mortais e o ponto de partida para os que deixaram a cruz para se purificarem. Ele é Anael, o poder criativo agente com seus quatro braços de luz que rege o universo criado através dos seus infinitos sóis de vida

A Balança é o símbolo que expressa o equilibro dos elementos da natureza e também da natureza interior dos seres, acionado pelo poder da espada (o fiel da balança) que é a Lei suprema, a vontade em ação.
Este símbolo representa um estado dinâmico da manifestação e vem nos insinuar uma ação semelhante da nossa vontade consciente, em nosso interior.
Os pratos da balança são as forças dos elementos manifestados na expressão da alma universal ou individual, sendo que sem o apoio do fiel cairão por terra devido à sua atração fatal pela matéria. O fiel, representado pelo símbolo da espada é a Vontade que sustenta cada ser vivo e contem a consciência dos pesos e das medidas expressos em sua individualidade.
Os quatro elementos, dois positivos e dois negativos, são as quatro forças que movimentam e colocam em ação as expressões da nossa vida; eles são as expressões materiais da vontade divina. Nos planos inferiores personificam esta vontade na forma de energia elemental, cada qual com a sua característica e personalidade.
Por isso a Balança é símbolo da retidão de caráter alcançada quando o eixo da consciência se mantém verticalizado, em firme alinhamento e em contato com os planos superiores do “Eu Sou”. No antigo Egito usava-se o símbolo do esquadro para significar esta retidão.
Enquanto o indivíduo apresentar atração para as circunstancias vivenciais, enquanto não superar os apetites e hábitos, e não vencer as argumentações mentais, ele não conseguirá acolher plenamente a conduta interior da retidão, nem atuar em harmonia com a justiça cósmica.
Se houver equilíbrio entre os pratos da balança, o canal do fiel – o canal do espírito- estará aberto para o alto, para todas as forças cósmicas e guiará o ser, mas, se ela pender para um dos lados, a ação da força sobre os braços é desigual, caracterizando desequilíbrio da alma.
Eis aqui a chave para transcender a lei do Karma : o alinhamento com a vida superior e impessoal. Distanciando-se dos desejos, equilibrando a ação dos elementos dentro de si, o ser atrai os efeitos das suas ações positivas, conquistando o mérito perante a hierarquia que aciona as leis superiores que conduzem a evolução.
As escolas iniciáticas enfatizam a importância do caminho do meio, e a conquista do equilíbrio interior como meio para alcançar a iniciação.
Caro Irmão
Estamos diante do Templo, o Templo do Saber e do Amor da Nova Era, o Templo espiritual consagrado pela espada e pelo raio do Arcanjo Mickael. Ele possui canais sutis de energias que representam a síntese evolutiva de toda a humanidade e de todas as correntes do espírito, nele se abrem as portas de ouro para a compreensão da magia divina do karma universal e a realização do “Eu Sou”.
(Inspirado por Ramasar)
São Paulo, 20-06-2002 Zari




2002/06/20 10:35 ::

Sei com a mais pura certeza de que vi um anjo com o meu irmão, eu tinha uns sete anos e ele uns dezenove.
Foi incrivel, o que me lembro e que ele tinha uma grande espada e brilhava com uma luz branca,nossa foi uns dos momentos mais lindos da minha vida e sei que nunca esquecerei.Eu gostaria muito de saber qual arcanjo seria este que eu e meu irmão vimos.Obrigada Deus abençõe.
Resposta:
Voces foram abençoados pelo Arcanjo Mickael
É o único arcanjo que tem uma espada na mão.
Ele é o Rei de todas as Batalhas e o rei de todas as vitórias
Zari
gostaria de saber o que TATWAS