O Espírito é humildade, mas o indivíduo cultiva o orgulho que o faz pensar ser mais do que os outros.
O Espírito é harmonia, porém, o homem vive no desequilíbrio.
O Espírito é calmo, tranqüilo, serenamente, mas, o homem se agita, se convulsiona, enerva-se por qualquer coisa.
O Espírito é a verdade cristalina, pura, mas, o homem vive de engodos, de mentiras e de artifícios.
O Espírito é sinceridade, mas o homem não confia em ninguém, e vê em cada semelhante um inimigo potencial.
A vida humana é, pois, uma negação da que realmente existiria se o Espírito fosse uma realidade vibrante e não apenas uma idéia, em função da qual deveriam ser praticados os nossos atos e organizada a nossa atividade mental. Havendo divórcio entre o Espírito e a matéria, a Vida converte-se em uma verdadeira fuga, porque a criatura procura atender sempre aos interesses materiais que considera prementes e mais objetivos.
O problema do Espírito, então, fica aguardando melhor oportunidade, relegado a um plano secundário.
A Humildade é, modéstia na sabedoria, simplicidade no Poder, tranqüilidade ante a ameaça, calma em face à injúria, inação na força. NÃO É COVARDIA, mas compreensão, Não é transigência, mas DIGNIDADE, NÃO É FRAQUEZA, MAS CONSCIÊNCIA DA FORÇA.
É o estado de quem se sente maior perante os homens, e infinitamente mesquinho e insignificante perante Deus. De quem compreende que o seu semelhante é “uma parte de si mesmo no Todo”, e que ele é ou será, átomo de tudo quanto na Natureza existe. De quem reconhece, afinal, a transitoriedade das glórias ou fascinações terrenas, a inutilidade de todo esforço que não tenda para Deus. De quem se proclama convictamente “Nada no Nada” em face ao Infinito dos Infinitos…
“Ditoso será quem atingir este estado de Espírito. As portas da casa do Pai ser-lhe-ão abertas de par em par.
“MESTRE ERGOS, Graúna, 24/09/1951




1951/09/24 0:00 ::


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