Roma, 12 de Agosto de 1936

“Vai, minha filha, caminha para a luz, embora isto custe ao teu coração dores e sacrifícios, renúncias e lágrimas.

“Vai, Aquele que deve vir está para descer e tu para Ele serás mãe de espírito e mãe de amor.

Seja serena, aqueles que deverão agir para a obra, atuarão inconscientemente e tudo se tornará verdade, acontecerá no mistério do divino destino para Aquele que será o símbolo da obra e Ele acolherá na Sua humanidade a certeza espiritual do Seu ser e a herança misteriosa dos reinos superiores, e será a esperança do Universo.

 

Lutarás por seu puro acontecimento porque rescindira a perdição para conquistar a sabedoria, mas vencerá a ilusão dos sentidos, ascendendo com nova luz as antigas verdades eternas.

 

Encerrará a sabedoria do Espírito da Verdade, porque Sua voz devera retumbar alta sob as abóbadas místicas do tempo”. Mas somente do teu tormento desabrochará a forma que de outra maneira perder-se-ia na profunda imensidade da vida, ainda que o sêmen gerador seja oculto pela mascara impenetrável de infinitos destinos.

 

Difícil será compreender a historia dos acontecimentos no segredo hermético que os envolvera”.

 

Depois aparecera seu irmão. E juntos criarão a historia secreta do mundo plasmada no fogo divino e serão duas colunas da Obra, antes de voltar à suprema sede do seu poder. Um será o coração que palpita na grande harmonia da vida, o Outro o hálito divino do Espírito de Sabedoria que, com a Virginia negatividade, fará fermentar a semente da verdade”.

Vai, quando chegar à hora, filha, falar-te-ei da força negativa, eleita Esposa do Mistério, da Chama e da Sombra, da Luz e da Energia que nasceram em dulcíssimo despertar, do Maximo sonho florido das lagrimas da Grande Mãe”.

Esta será a lenda mística da Nova Era que como todas, devem nascer das chagas sangrentas da dor e das culpas, porque assim decretou o anjo da evolução e do sofrimento, a fim de que o resgate da humanidade se cumpra ao longo do caminho dos sete tormentos”.

Recebido por Yole Fabbri